Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

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Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

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Poemas

122

Sob o Lençol

O poeta, sob o lençol,

só quer saber de lua;

nada de sol.

Só a companhia tua.

 

O poeta, sob o lençol,

não quer dormir...

Quer viajar sob o teu céu...

e que seu mar venha fluir.

 

O poeta, sob o lençol,

quer sentir seu calor,

apreciar o arrebol,

da manhã do teu amor.

 

O poeta, sob o lençol,

Fica calado.

Mas quer cantar feito rouxinol

em seus braços, entrelaçado.

 

O poeta, sob o lençol,

só quer dormir, se for vencido.

O poeta, sob o lençol,

poetisa e sonha. Não faz gemido.

454

Todos somos Cúmplices

Todos somos cúmplices

De um crime hediondo

Somos herdeiros de uma dor

Que de longe é incurável.

 

Um crime que fechamos os olhos,

Que calamos ao invés de falar,

Que desvencilhamos ao invés de nos envolver

Que faz a dor ser inquebrantável!

 

Somos parceiros da mediocridade

Andamos lada a lado com o repulsivo

Alimentamos na boca, o imoral

E dizemos não, ao que é perdoável!

 

Se parássemos pra pensar,

Ou se pensássemos em parar...

E ouvir o que o silêncio nos diz

No seu ponto de vista tão louvável,

 

Daríamos valor ao próximo

Não seríamos condenados pelo descaso

E tudo ao nosso redor teria mais valor

Se nos tornássemos, cada um, mais amável.

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