Valdir Gomes

Valdir Gomes

Escritor brasileiro Contista Cronista Poeta Romancista Novelista

n. 0000-00-00, Curitiba

Perfil
36 154 Visualizações

Velhice II

A distância é a mesma,
Mas nossas forças que minaram!
As cores são as mesmas,
Mas nossos olhos embaçaram...
O sol continua lá,
As estrelas continuam lá
As asas da imaginação ainda voam,
Mas já não tem pernas para pousar.

Ler poema completo

Poemas

122

Carta Branca

Se observares ao seu lado, 
Verás que cada peça, no mundo, nosso cenáculo, 
São pedaços separados 
Mas que juntos formam o espetáculo! 

Pessoas arduamente trabalhando, 
No afã de algo produzir 
E deixar um legado para que seus sucessores 
Possam dele, usufruir. 

Pessoas se preocupando com as outras; 
Médicos curando doenças 
Sacerdotes procurando introduzir 
Mesmo que nem acreditem em sua crença. 

Pessoas plantando o alimento, 
Soldados defendendo sua pátria. 
Um músico afinando o instrumento 
Para encenar a sua ária. 

Homem edificando ou destruindo-se. 
Tudo se pode fazer, temos carta branca 
Mas não se pode esquecer 
Que se colhe tudo que planta. 
590

Chora Maria

Chora Maria, 
Quando o marido sai. 
Chora Maria, 
quando o marido vem... 
chora Maria, 
quando a criança chora 
pelo leite que não tem! 
Chora Maria, 
quando a paz lhe falta. 
Chora Maria, 
pelo seu vintém. 
Chora Maria, 
pela sua dor 
e tudo que lhe convém! 
Chora Maria, 
chora pela seca 
que lhe esturrica as lágrimas... 
chora com a alma, 
chora com o coração! 
Chora Maria, 
Pelo filho que lhe beija a face! 
Chora Maria, 
Pelo gado, pelo cão! 
Chora Maria, 
Pela fraqueza dos braços, 
Pelos calos na mão... 
Chora Maria, 
Pelo pé que lhe dói agora... 

Chora, Maria, CHORA!
522

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.