Valter Bitencourt Júnior

Valter Bitencourt Júnior

n. 1994 BR BR

Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, blogueiro, poeta e escritor brasileiro. Membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Oton, é verbete do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia.

n. 1994-06-25, Salvador

Perfil
100 122 Visualizações

Momento

Numa aventura lancei-me no papel
Na perspectiva de encontrá-la
Coloquei-me a escrever
Palavras soltas como o seu cabelo
Ao relento e puras como a sua face.
Fechei os olhos ao ponto de sentir
A sua fragrância
Que vinha à longa distância.
Parei no tempo e levantei-me:

-Olhei pela janela e deixei
Toda a poesia me contagiar.
Ler poema completo
Biografia
   Valter Bitencourt Júnior, nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, em 25 de junho de 1994, é anarquista, blogueiro, poeta e escritor brasileiro. Filho de Maria Lúcia da Silva e Valter Bitencourt, tem dois irmãos e uma irmã (Vagnei, Leandro e Lucielle) estudou o ensino primário na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima e concluiu os estudos no Colégio Estadual Dinah Gonçalves.

   Em 2009, escreveu a poesia “Onde Está o Teu Corpo”, poesia publicada na antologia “O Diferencial da Favela”, Galinha Pulando, Salvador, 2014, organizado por Sandro Sussuarana, antologia essa que também se encontra a poesia “Perfeição. Em 2010, passou a frequentar a Biblioteca Comunitária de Valéria Prof José Oiticica, no bairro de Valéria, onde passou a conhecer o cearense Antônio Fernandes Mendes (Quixeramobim, 21 de outubro de 1936 – Salvador, 29 de julho de 2015).

   Em 2011, passou a redigir o livro “Toque de Acalanto”, e a publicar poesias em sites, blogs e redes sociais. Fez parte do curso 200 Anos de Poesia, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, administrado por Douglas de Almeida. Passou a dar aula de literatura no Projeto Patrulhando a Cidadania. Fez parte da oficina “O que fazemos quando fazemos poesia?”, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, organizado por Carlito Azevedo, em 2012; fez parte da oficina “Lírico e Satírico: Em Contexto”, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, organizado por Ricardo Domeneck, em 2012; fez parte da oficina “Poesia do Verso ao Vídeo”, organizado por João Bandeira. Em 2013, participou de grupos anarquistas, em Salvador. Publicou a poesia “Amor”, na antologia do "Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus", Galinha Pulando, Salvador 2013; publicou a poesia “Tempestade” e a poesia “Simtomas”, na antologia "Eldorado", da Celeiro de Escritores, antologia coordenada por Denise Barros, São Paulo, 2014. Publicou poesia na "Revista Omnira", N.8, da Editora Omnira, revista organizada pelo jornalista Roberto Leal (Presidente da União Baiana de Escritores), revista com intercâmbio Brasil e Angola; publicou a poesia “Pela Noite Tudo Transpira Poesia”, na "Antologia Internacional Espaço do Poeta", do Portal Jorge Guedes, em 2015, neste mesmo ano ganhou o certificado e medalha do I Congresso Internacional da Cultura e Arte Expandindo a Consciência Cósmica. Trabalhou na Pedreira Civil, Valéria, cumprindo um contrato de 1 ano e meio, no programa Aprendiz Legal, fazendo curso de administração, na Faculdade Integral da Bahia (FIB), conhecida como Centro Universitário Estácio da Bahia, através do Centro Integração Empresa – Escola (CIEE), de 20 de maio de 2013 à 19 de agosto de 2014.

   Membro correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni, Minas Gerais, a partir de 18 de março de 2014, recebeu da Academia de Letras, medalha e diploma. É verbete do Dicionário de Escritores Contemporâneos da Bahia, organizado pelo jornalista e escritor Carlos Souza Yeshua, Círculo de Estudo Pensamento e Ação (CEPA), Salvador, 2015. Tem poesias em diversas coletâneas e antologias tanto no Brasil quanto no exterior. Trabalhou na CBV Construtora, Palestina, de 05 de agosto de 2015 até 19 de agosto de 2016. Ainda em 2016 participou da Parada do Livro da Bahia, ao convite de Valdeck Almeida de Jesus, na Praça do Campo Grande, onde recebeu o diploma da Confraria Artística e Poetas Pela Paz (CAPPAZ), entregue pela poetisa Vera Passos.

   Participou da antologia poética "Café Com Poemas", Volume 2, organizada por Leandro Flores, Café Com Poemas, 2019.

     É verbete do Dicionário de Escritorxs Contemporâneos do Nordeste, dicionário organizado pelo editor e jornalista Roberto Leal, Ed. Òmnira, 2022.

   Autor de: “Toque de Acalanto: Poesias”, Publicação Independente, 2017; “Meu Amigo Antônio Por Entre a Ditadura Civil e Militar: Uma Vida Clandestina”, Publicação Independente, 2017; “Passagem: Poesias”, Publicação Independente, 2017; “Ensaios: Literário”, Publicação Independente, 2017, organizou a antologia “Germinando Poesia: Antologia”, Publicação Independente, 2018; organizou a antologia "Você Pode", Publicação Independente, 2018, Aprendiz: Poesias, frases, haicais e sonetos, Publicação Independente, 2021.

Poemas

228

Dia de hoje

No outro rumo,
No amor, a separação
Te torna uma mentira
Igenua, convencional
Que te consome e absorve
Até tu te integrar
Por inteiro
Por um ser que
Te enlouquece,
Te aquece,
Te adora
Dos dedos dos pés
Deslizando até o pescoço
Te alimenta
E cresce contigo o fogo,
Faz do branco das nuvens
Inesquecível rascunho
Desse explendido
Dia de hoje!

Valter Bitencourt Júnior
646

Dia de hoje

No outro rumo,
No amor, a separação
Te torna uma mentira
Igenua, convencional
Que te consome e absorve
Até tu te integrar
Por inteiro
Por um ser que
Te enlouquece,
Te aquece,
Te adora
Dos dedos dos pés
Deslizando até o pescoço
Te alimenta
E cresce contigo o fogo,
Faz do branco das nuvens
Inesquecível rascunho
Desse explendido
Dia de hoje!

Valter Bitencourt Júnior
949

O silêncio

O silêncio foi o sufoco
Por entre a escuridão,
O cérebro este labirinto
Via palavras, como se
Fossem escaneadas,
Do presente ao pretérito.
O café em adrenalina
Corria pelo corpo,
Olhos vidrados,
Em pânico. Fantasma
Da vida, podem vim
Em formas de lembranças.
Um terremoto,
Visões, a busca do entendimento
Do eu e do não eu.
Retratos cortados,
Espelhos quebrados.
Fumaças em forma de neblina,
O conhaque não era
Mais o mesmo.
A caneta falhava,
As palavras não mais
Era o consolo.
Noites perdidas,
E uma poesia que
Não quer sair.
O poeta sofria a escrita,
Sofria a vida, a miséria,
A desgraça humana,
A guerra. Tudo foi
Bombardeado,
O Software não mais
Armazenavam os arquivos,
E muito menos processavam.
A poesia queria esconder
A dor, as palavras
Se camuflam para se tornar
Em poesia. Não
Mais se tinha regra,
Métricas foram ultrapassadas.
Apareceram carros,
Postes, prédios,
Pistas, e lembranças impagáveis.
Quero um sorvete,
Neste dia de pouco sol,
Para refrescar a memória
Ou suicidar-me no gelo.

Valter Bitencourt Júnior
820

Mistério

Exala no hálito
A brisa o frescor!
Há tantas coisas fugidias,
Em um cerco de maltrapilhos...
Neblinas que prendem o ver.
Estar e não estar.
Almas que flutuam
Como algodões
Cada um de nós morreremos
Para nascer de novo.
...
A vida renasce em Cristo
Em cada Natal!

Valter Bitencourt Júnior
1 024

Destino

O passado bate em minha porta feito chamas
Carregadas por um furacão,
Enfurecidas lembranças.
Jamais separaria os meus erros dos meus fracassos,
Há coisas que não queremos que sejam eternas
Como a realidade dos seus braços:
É como comprar alguém
E não querer ser comprado;
Explorar e velar um diamante tão raro...
Mas a joia mais cara do mundo não existe
O destino está voltado pra todos
Ou simplesmente estou triste.

Valter Bitencourt Júnior
2 193

À noite

Baseado em fatos reais

À noite é bela
E o mundo exala seu aroma,
Quem sabe na beleza da noite
O disfarce do perigo.
À noite bela e sua fragrância,
Traz as estrelas e a lua nua,
Na praça dois casais namoram
E sorriem
Como se o dia não terminasse.
À noite está fria,
Os seres se isolam também,
Meninos, adolescentes, homens
Meninas, adolescentes, mulheres,
Deitados em papelão
Todos juntos buscando se esquentar,
Seres abandonados.
À noite é bela…
Ratos saem da toca,
À rua traz outras fragrâncias
De esgoto, pessoas a fazerem o mal,
Assalto, homicídio,
Mães chorando na esquina.
E a noite sempre a encantar
O olhar dos poetas, que escrevem
A paisagem, e os turistas a
Tirarem fotos das fontes,
Onde não tem moradores de rua tomando
Banho.
À noite é bela,
Em Sete Portas, dois casais num
Colchão sujo, infecto,
Se abraçando, um beijando o outro,
Como se estivesse em casa,
Na verdade estavam em casa:
– Meu Deus, eles moram na rua.
Mulher pedindo moeda
Para fumar crack,
E a noite não mais
Parecia bela,
E todos admiravam o casal,
Deitados no colchão,
Namorando, não se incomodavam
Com o passar das pessoas, dos carros,
Da moto…
E tocava uma música,
Que sintonizava os dois ali,
Em cima do colchão.
E a noite é bela,
Fui roubado,
Mas, não levaram
Todo o meu dinheiro:
– Graças a Deus.

Valter Bitencourt Júnior
2 007

Metafísica

Uma moufada,
Um garoto,
Dorme...
Dorme debaixo
Da árvore
Dorme com a
Moufada e a
Natureza.

Valter Bitencourt Júnior
693

Casamento

Um dedo e uma aliança,
Um juramento, em elos,
Que não pode ser quebrado. 

            …

Mas muitos quebram,
Lindo seria, se vivessem
Eternamente…

Valter Bitencourt Júnior
2 018

Esperança

O meu verde
Confunde sua visão
Quando estou entre as palmeiras
Em sua casa, no quebrar de um
Copo em vez de azar
Levarei esperança
Ao seu
Sentir sem sorte.

Valter Bitencourt Júnior
956

Segredo

Armação em lentes
Sobre o ofato,
E tudo olha a distância...
O poeta sensível brinca
Com o invisível,
Diante de seus olhos
Real, e muitas
Ficções, que jamais
Será visto na visão
De um humano,
E somente
Do olhar mortal daquele
Poeta, mas em fim imortal
No coração...

Valter Bitencourt Júnior
798

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Achel Tinoco
Achel Tinoco

Ah, como é grande alguém que escreve poesia, e como é difícil escrever poesia. Quando alguém ainda tão jovem se mete a escrever poesia, é sinal de que o mundo ainda tem esperança. Siga em frente, meu amigo, que a poesia te espera em cada canto, em cada olhar, em cada verso novo. Parabéns. Sucesso. Persistência. Um abraço.