wilamycarneiro

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Nasceu em Sobral, no Ceará. É professor, poeta, escritor, memorialista, historiador e cordelista.

Perfil
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CORDEL DO PREGUIÇOSO - WILAMY CARNEIRO



Cordel do preguiçoso


Preguiçoso é bicho mala

Arredio e aletrado

Só arruma encrenca

Um tremendo safado

Tem a cara do Capeta

É doidinho por uma treta

Faz-se de abestado.

 

Entra e sai ele apronta

Com quem vê na frente

Vive na mordomia

A labuta não enfrenta

Trabaiá é uma agonia

Seja noite seja dia

Preguiçoso ninguém aguenta

 
Autor: (Wilamy Carneiro) -  Zé dos Sonhos

05 de maio de 2021                 
 
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Biografia
Nasceu em Sobral, no Ceará. É professor, poeta, escritor, memorialista, historiador e cordelista. Em 2017, participou da 1ª Feira de Livros Domingos Olímpio no Centro de Convenções de Sobral com Literatura de Cordel, dentre eles - O Cordel "Barão de Sobral" e "LUZIA-HOMEM - A Mulher que traiu o Coração de Crapiúna. e com o cordel "A vila Distinta e Januária de Sobral" Publicou em 2020 a Literatura Popular em Cordel - A Chegado do Cantor Belchior no Céu. e o Cordel - Patativa do Assaré - Poeta Nordestino. Autor do livro "Tempo de Sol". - Livro poético que conta sobre sua infância e a Cidade de Sobral. No dia 20 de Dezembro de 2018, na Casa da Cultura de Sobral publicou o Livro "Os Estados Unidos de Sobral. No ano seguinte, em 2019, publicou o Livro " Sonhos do Amanhã - "O Zé dos Sonhos" na FLINAU - 1ª Feira do Livro do Náutico em Fortaleza - Ceará. Em poesias publicou " A Poesia é um Saco", "Bela Loucura" e Diário de um Professor" Colaborador de inúmeros artigos na web. Em Janeiro de 2020, publicou o Projeto de Resgate Histórico e Cultural da Residência de Domingos Olímpio e do Projeto - Largo dos Poetas em Sobral.

Poemas

78

Apendizagem


Amo as coisas simples.
Deveras, ignorei as mais complicadas.
Estas serviram-me de contratempo
para minha aprendizagem.

Wilamy Carneiro 
89

Decifrando o Amor de Mãe

Decifrando o amor de Mãe!


Amor sem medida
Alegria que nos contagia
Em seu poder a eficácia da magia
A ela Maria foi concedida.
E seu filho Cristo foi antecedida
No coração de filho me prendeis
Tua valentia nunca tereis
Dedicas na labuta com amor
Encontra a efervescência do fervor
Nos ensinamentos teus amei.

Wilamy Carneiro 
80

O BELO TEM COR - POEMA


O Belo tem Cor!

 
 

Embriagado pelo furor

Desenlace o fogo da paixão,

O belo se achega em pranto

Na vil morada da razão,

Pontilhando sua pegada

Em cor avermelhado de furação.

 

O desejo da aquarela

No azul turquesa de água corrente,

A pegada da noiva em êxtase.

N’um Buquê de flores luzente,

Empilhadas em cordas bambas,

Em coração de muita gente.

 

Ressurge a atraente magia

Em escadaria no estilo gracioso

A força do querer contagia,

Em olhar triunfante e garboso

O céu abre seu caminho.

Em escadaria do apego charmoso
 


Venerada é a luz do sol

O menestrel astro rei

Esperando sua eterna morada

Purgado como jogo de xadrez

Chorando por sua fantoche amada

No ciclo da vida entra em cena mais uma vez.

 

 

J. Wilamy Carneiro Vasconcelos

           01. 10. 2017

 
108

ACARAÚ - RIO DAS GARÇAS - POEMA


ACARAÚ - RIO DAS GARÇAS



Ó majestoso rio!

 

De suas águas passageiras,

Penteando às margens do meu Ceará.

Tu lavas as impurezas e roupas,

Na labuta! A Lavandeira e pescador.

 

Ó Acaraú belo!

 

Deslumbrante como o Eufrates,

E o tenebroso Nilo...

Nas alegrias dos banhistas,

Num mergulho à sombra em filo.

Batizado pela Matriz da Conceição,

Em deleite! Os canoístas.

 

Ó Acaraú belo!

 

Em trajetória de vai e vem,

Das sazonais águas turvas,

Decorrente da encosta serrana,

E Iracema de Alencar em suas curvas.

Nos voos dos mergulhões e jaçanãs.

 

O Benemérito Acaraú!

 

Que mata a sede do sertanejo,

Embeleza à cidade e zona ribeirinha

Nas entranhas do lugarejo.

 

Ó virtuoso rio!

 

Das sagradas três nascentes,

Na singela Monsenhor Tabosa,

Num olho d’água ressurgente.

 

______________________

José Wilamy  - escritor, poeta, cordelista e historiador.
121

A POESIA É UM SACO



A POESIA É UM SACO

 

Do saco cheio de POESIA

Veio  nossa imaginação,

Ao passar por baixo dele,

Puxava-se uma declamação

Enfrentava o microfone, 

NA POESIA... EM TELEFONE.

Encatava a MULTIDÃO!

 

WILAMY CARNEIRO - Poeta e Cordelista Sobralense

16.12.2017 
95

A POESIA DO SERTÃO


A POESIA DO SERTÃO


E nesse imensurável dia

Ano de muito louvor,

Lembro-me “O Sertão da POESIA”

No coração! O  meu AMOR!

 

Sentimento de lealdade

Primará em nossa região,

Quer sertão ou na cidade...

Bate forte meu coração.

 

A nossa mocidade

Transformo Poesia em versos,

E o por do sol no reverso!

 

 No calendário se comemora...

Poesia toda hora!

A alegria se vai...(idade).

 Wilamy Carneiro - Poeta sobralense 
95

SONETO TRAIÇOEIRO



SONETO TRAIÇOEIRO

 

 
Na véspera de eleição em curso,

Ao eleitor tudo pode acontecer.

Abrem-se as portas para concurso,

Para seu povo N’ele Crer!

 

Ele é inimigo seu, e traidor!

Corrupia a classe operária da nação.

Abarganha lavra do trabalhador.

Põe no bolso seu ganho pão!

 

Após ano eleitoreiro.

Concurso não? Nem pra carpinteiro!

E a população fica a mercê.

 

Flagela-se em sua porta,

O povo não se importa,

Elegante: É um Político brasileiro.

 
Wilamy Carneiro - poeta e cronista sobralense 

142

O HOMEM DO CAMPO - SONETO


SONETO “O HOMEM DO CAMPO”

 


Das ribeiras do Acaraú,

A sagacidade do sertão,

No matinar, um homem o campo.

A subsistência do seu pão.

 

Consigo, leva sua foice e enxada,

Na semeadura do forte chão,

O horizonte a contemplar...

Sua descomunal plantação.

 

No vigor do afã.

O semblante! Sua exaustão...

P’ra mantença, o sagrado pão!

 

Ele! Um nordestino arrojado.

Aguerrido e ousado...

Em incontável laboração.

 

_________________________

José Wilamy Carneiro é escritor. cordelista, historiador, memorialista, e cronista.
233

A LUA - POEMA

Lua fada, Lua de outrora...

Seu gesto me encandeia,

Não se vá embora...

Pois meu corpo: Incendeia!

 

Na lua esplêndida vou...

A saudade de um olhar fixante!

Do amor, levo seu labor...

Em véu exuberante.

                                                                         

A noite cai e se debruça

Na mais longínqua colina,

Chora, permeia como Urca.

A despir, lua mimada menina.

 

Nela as gaivotas fazem voos rasantes.

Pegando-as em alta estação...                                           

A lua chorosa exuberante,

Descobrindo enorme coração.

 

Ela emerge num salto a bailar...

Mergulhado na brisa com brado,

Seguindo seu astral a saldar

O saudoso viajante apaixonado.

 

Saltita com uma bailarina

A lua, chora, dança, num alto astral...

Em Paris, numa noite de purpurina.

Lua de mel!  Lua dourada! Lua sensual!

Wilamy Carneiro - Poeta e cordelista sobralense
114

POEMA - JANELA ABERTA


JANELA ABERTA

 

O sono não vem

Entra a luz,

O Nada me conduz

Um poema em mente

O cheiro do luar amargo.

 

Bate a esperança

Sonhos improvisados

As horas faltam

P’ra matar minha saudade,

Entra a mariposa

Ofusca a luz do quarto,

Gratidão!

 

O que me resta

O lençol na cama

O cheiro dela

Apagam-se as luzes.

A manhã debruça em seu leito.

 Wilamy Carneiro - poeta e escritor sobralense
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Comentários (1)

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Will Vasoncelos
Will Vasoncelos

Belo poema e verdadeiro