escritas.org desde 1996
Nuno Bermudes

Nuno Bermudes

1924–1997 · viveu 73 anos MZ MZ

n. 1924-01-01, Moçambique · m. 1997-01-01, Lisboa

142 Visualizações
Biografia
Poeta, ficcionista e jornalista. Nascido em Moçambique, viveu em Portugal entre 1927 e 1947, aqui tendo feito a sua formação académica e a estreia literária, verificada no Eco dos Olivais, de Coimbra. Será na qualidade de funcionário do Banco Nacional Ultramarino (BNU) que regressa a Moçambique, onde viverá de 1947 a 1975. Autor de um diversificado conjunto de títulos, da poesia à ficção (sobretudo contos), sem esquecer a crónica e a reportagem. Não obstante a sua personalidade irrequieta, foi uma figura discreta da vida literária moçambicana do período colonial. Radicado na cidade da Beira, radialista e jornalista em part-time, colaborou ao longo de cerca de trinta anos na imprensa daquela antiga colónia, designadamente em Itinerário, A Voz de Moçambique, Guardian, Notícias, A Tribuna, Notícias da Beira, etc. Também assinou colaboração publicada em jornais e revistas de Portugal – Diário de Lisboa, Diário Popular, Diário de Notícias, Jornal Português de Economia e Finanças, Eva, Vida Mundial, Século Ilustrado, Colóquio e Colóquio-Letras – e do Brasil, como O Estado de S. Paulo, Jornal de Letras, Narceja, Leitura, etc. Foi um dos fundadores do Centro de Cultura e Arte da Beira. Lançou e dirigiu, com o poeta Fernando Couto (pai do escritor Mia Couto), as colecções «Poetas de Moçambique» e «Prosadores de Moçambique». Exílio Voluntário (1966) é, talvez, o mais emblemático dos seus livros de poesia. Eugénio Lisboa enfatiza o carácter «radicalmente desistido» do seu cepticismo, a elegância da prosa (nem por isso menos acutilante) e os ecos de Régio e Torga. Em 1971, foi editado o texto de uma conferência na qual Nuno Bermudes dissertava sobre Moçambique no Actual Panorama Literário Português. E, em 1982, em separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, o ensaio Dinah Silveira de Queiroz Sob o Signo da Imortalidade. Se tivermos de situar o autor no quadro de uma genealogia "moçambicana", não podemos deixar de referir os nomes de Reinaldo Ferreira, Glória de Sant'Anna, Fonseca Amaral, Rui Knopfli, Vítor Matos e Sá, Ilídio Rocha, ou Sebastião Alba. Encontra-se representado em algumas antologias, incluindo uma sobre narrativa contemporânea africana, editada em Moscovo, em 1972, a Sovremennaia Afrikanskaia Novella.

Poemas

0

Nenhum poema encontrado

Livros

16

Vídeos

50

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.