Natália Correia
Autor do dia

Natália Correia

Natália Correia foi uma escritora, poetisa e ativista política portuguesa, conhecida por sua obra transgressora, sensual e engajada, que abordava temas como o amor, a morte, a liberdade e a identidade feminina. Sua poesia, marcada pela força expressiva, pelo humor e pela crítica social, a tornou uma figura icônica da contracultura em Portugal. Foi também uma defensora ardorosa da democracia e dos direitos humanos.

Poema do dia

Perguntas de um Operário Letrado

Bertolt Brecht
Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruída,
quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
foram os seus pedreiros? A grande Roma
está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
só tinha palácios
para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
na noite em que o mar a engoliu
viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sózinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias
Quantas perguntas
Ler poema completo
Citação do dia
Custámos a casar. Ela recusava-se a casar comigo enquanto eu estivesse bêbado e eu recusava-me a casar com ela quando estava sóbrio.
— Henny Youngman
Ver citação

Nasceram neste dia

8
Rômulo do Amaral Filho

Rômulo do Amaral Filho foi um poeta brasileiro cuja obra explorou a profundidade da alma humana, abordando temas universais como o amor, a saudade e a efemeridade da vida. Sua poesia é marcada por uma linguagem acessível, mas carregada de lirismo e sensibilidade, capaz de tocar o leitor em suas mais íntimas emoções. O poeta dedicou-se a capturar a beleza e a melancolia do cotidiano, transformando momentos simples em versos que ressoam com a experiência humana. Seu legado poético reside na capacidade de evocar sentimentos profundos através de uma expressão genuína e tocante.

Sibilo
Teófilo Dias

Teófilo Dias foi um poeta brasileiro do século XIX, conhecido por sua participação no movimento parnasiano. Sua poesia é marcada pela busca da perfeição formal, pela objetividade e pela temática inspirada em temas clássicos e históricos. Sua obra reflete o ideal parnasiano de "arte pela arte", com grande atenção à métrica, rima e vocabulário erudito, buscando a beleza na forma e na descrição minuciosa, o que o consolidou como um representante importante dessa escola literária no Brasil.

A Matilha
José Bonifácio, o Moço

José Bonifácio de Andrade e Silva, conhecido como o Moço, foi uma figura proeminente do Império do Brasil, atuando como político, diplomata, jurista e professor. Era sobrinho de José Bonifácio de Andrade e Silva, o Patriarca da Independência, e desempenhou um papel crucial na consolidação do período regencial e na defesa da unidade territorial brasileira. Sua atuação política foi marcada pela defesa do abolicionismo e pela busca de um sistema político que garantisse a estabilidade do país em um momento de grandes transformações.

A Camões
Teofilo Folengo

Teofilo Folengo foi um monge beneditino e poeta italiano, conhecido principalmente por sua obra satírica em latim macarrônico, uma mistura de latim com elementos vernaculares italianos. Sua escrita é caracterizada pelo humor, pela paródia e por uma crítica social mordaz, disfarçada sob uma linguagem jocosa.

Fernando de Paços

Fernando de Paços foi um poeta cuja obra se alicerça numa profunda reflexão sobre a existência, a identidade e a paisagem interior. A sua poesia é marcada por uma linguagem densa e por vezes enigmática, que convida o leitor a desvendar camadas de significado, explorando as complexidades da alma humana e a relação intrínseca com o mundo. Com uma sensibilidade aguçada para as nuances do sentir, Paços dedicou-se a uma exploração lírica que, embora por vezes desafiadora, revela uma beleza singular e uma capacidade ímpar de evocar paisagens emocionais e existenciais, consolidando o seu lugar como uma voz distintiva na literatura.

Visconde de Vila-Moura

O Visconde de Vila-Moura foi um poeta e figura da sociedade literária portuguesa, conhecido pela sua produção poética que reflete os valores e o estilo da sua época. A sua obra, embora inserida num contexto mais tradicional, demonstra uma sensibilidade para a melancolia, a natureza e os temas do amor e da saudade. O seu legado literário é marcado pela sua participação ativa nos círculos culturais e pela sua contribuição para a poesia lírica portuguesa do século XIX e início do XX.

Lagrifa Fernandes

Lagrifa Fernandes é um nome associado à poesia portuguesa contemporânea. A sua obra poética caracteriza-se por uma exploração profunda da linguagem e pela abordagem de temas existenciais e sociais. Através de uma escrita cuidada e reflexiva, o autor procura estabelecer um diálogo com o leitor sobre as complexidades da vida moderna. A sua poesia, embora por vezes introspectiva, revela uma forte conexão com a realidade circundante.

Liu Banjiu

Liu Banjiu foi um destacado intelectual e escritor chinês. Sua obra abrangeu diversos gêneros literários, contribuindo significativamente para a literatura de seu país. Ele é lembrado por sua prosa refinada e pela profundidade de seus temas. Ao longo de sua carreira, Liu Banjiu explorou as complexidades da condição humana e da sociedade chinesa. Suas narrativas frequentemente apresentavam personagens bem desenvolvidos e tramas envolvententes, o que lhe garantiu um lugar de destaque no cenário literário.

Morreram neste dia

5
Maria da Felicidade do Couto Browne

Maria da Felicidade do Couto Browne foi uma poetisa e escritora cujo trabalho, embora menos divulgado, reflete sensibilidade e uma profunda ligação com a expressão literária. A sua obra, imbuída de um lirismo particular, aborda a interioridade e a observação do mundo que a rodeava, utilizando uma linguagem cuidada para expressar sentimentos e reflexões. O seu contributo, ainda que discreto no panorama literário, representa uma voz singular na poesia de expressão portuguesa.

Que triste fim
John Milton

John Milton foi um poeta e panfletário inglês, amplamente considerado um dos maiores poetas da língua inglesa. Sua obra mais célebre, o épico 'Paraíso Perdido', narra a história bíblica da queda do homem, Adão e Eva, e a rebelião de Lúcifer. Além de sua poesia, Milton foi um fervoroso defensor da liberdade de expressão e da república, atuando como servidor público durante a Commonwealth da Inglaterra. Sua prosa e poesia são notáveis pela complexidade, erudição e pela defesa apaixonada de ideais democráticos e religiosos.

É melhor reinar no inferno do que servir no céu.
Ivan Bunin

Ivan Bunin foi um escritor russo, laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1933, sendo o primeiro escritor russo a receber tal honra. A sua obra, predominantemente em prosa, explora com melancolia e lirismo as paisagens da Rússia e os dilemas da alma humana, tendo também se dedicado à poesia.

Mulher de pedra
Cruzeiro Seixas

Manuel António Cruz Seixas, conhecido artisticamente como Cruzeiro Seixas, foi um poeta português, figura proeminente do Surrealismo em Portugal. A sua obra poética é caracterizada pela exploração do inconsciente, do onírico e do ilógico, rompendo com as convenções narrativas e racionais. Através de uma linguagem transgressora e de imagens surpreendentes, Seixas convida o leitor a mergulhar nos recônditos da mente humana, desafiando a perceção da realidade.

Aniversários da comunidade

4
Eduardo Figueiredo Vasconcelos

Matemáticas Puras (Investigação); Filosofia (Escritas em formato desesperante); Poesia (Sonetos)

O visível indicia o invisível
Bruno de Mello

Eu gosto de escrever, quando tenho tempo... 😅

O TEMPO
Thiago Santos

Thiago Santos, poeta das dualidades, explora sensibilidade e força. Suas palavras refletem a busca pela liberdade, o embate com o amor e uma constante luta pela autenticidade em duas décadas de existência.

Centopéia