Natália Correia
Autor do dia

Natália Correia

Natália Correia foi uma escritora, poetisa e ativista política portuguesa, conhecida por sua obra transgressora, sensual e engajada, que abordava temas como o amor, a morte, a liberdade e a identidade feminina. Sua poesia, marcada pela força expressiva, pelo humor e pela crítica social, a tornou uma figura icônica da contracultura em Portugal. Foi também uma defensora ardorosa da democracia e dos direitos humanos.

Poema do dia

A Morte Devagar

Martha Medeiros
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.
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Nasceram neste dia

8
Rômulo do Amaral Filho

Rômulo do Amaral Filho foi um poeta brasileiro cuja obra explorou a profundidade da alma humana, abordando temas universais como o amor, a saudade e a efemeridade da vida. Sua poesia é marcada por uma linguagem acessível, mas carregada de lirismo e sensibilidade, capaz de tocar o leitor em suas mais íntimas emoções. O poeta dedicou-se a capturar a beleza e a melancolia do cotidiano, transformando momentos simples em versos que ressoam com a experiência humana. Seu legado poético reside na capacidade de evocar sentimentos profundos através de uma expressão genuína e tocante.

Sibilo
Teófilo Dias

Teófilo Dias foi um poeta brasileiro do século XIX, conhecido por sua participação no movimento parnasiano. Sua poesia é marcada pela busca da perfeição formal, pela objetividade e pela temática inspirada em temas clássicos e históricos. Sua obra reflete o ideal parnasiano de "arte pela arte", com grande atenção à métrica, rima e vocabulário erudito, buscando a beleza na forma e na descrição minuciosa, o que o consolidou como um representante importante dessa escola literária no Brasil.

A Matilha
José Bonifácio, o Moço

José Bonifácio de Andrade e Silva, conhecido como o Moço, foi uma figura proeminente do Império do Brasil, atuando como político, diplomata, jurista e professor. Era sobrinho de José Bonifácio de Andrade e Silva, o Patriarca da Independência, e desempenhou um papel crucial na consolidação do período regencial e na defesa da unidade territorial brasileira. Sua atuação política foi marcada pela defesa do abolicionismo e pela busca de um sistema político que garantisse a estabilidade do país em um momento de grandes transformações.

A Camões
Teofilo Folengo

Teofilo Folengo foi um monge beneditino e poeta italiano, conhecido principalmente por sua obra satírica em latim macarrônico, uma mistura de latim com elementos vernaculares italianos. Sua escrita é caracterizada pelo humor, pela paródia e por uma crítica social mordaz, disfarçada sob uma linguagem jocosa.

Fernando de Paços

Fernando de Paços foi um poeta cuja obra se alicerça numa profunda reflexão sobre a existência, a identidade e a paisagem interior. A sua poesia é marcada por uma linguagem densa e por vezes enigmática, que convida o leitor a desvendar camadas de significado, explorando as complexidades da alma humana e a relação intrínseca com o mundo. Com uma sensibilidade aguçada para as nuances do sentir, Paços dedicou-se a uma exploração lírica que, embora por vezes desafiadora, revela uma beleza singular e uma capacidade ímpar de evocar paisagens emocionais e existenciais, consolidando o seu lugar como uma voz distintiva na literatura.

Visconde de Vila-Moura

O Visconde de Vila-Moura foi um poeta e figura da sociedade literária portuguesa, conhecido pela sua produção poética que reflete os valores e o estilo da sua época. A sua obra, embora inserida num contexto mais tradicional, demonstra uma sensibilidade para a melancolia, a natureza e os temas do amor e da saudade. O seu legado literário é marcado pela sua participação ativa nos círculos culturais e pela sua contribuição para a poesia lírica portuguesa do século XIX e início do XX.

Lagrifa Fernandes

Lagrifa Fernandes é um nome associado à poesia portuguesa contemporânea. A sua obra poética caracteriza-se por uma exploração profunda da linguagem e pela abordagem de temas existenciais e sociais. Através de uma escrita cuidada e reflexiva, o autor procura estabelecer um diálogo com o leitor sobre as complexidades da vida moderna. A sua poesia, embora por vezes introspectiva, revela uma forte conexão com a realidade circundante.

Liu Banjiu

Liu Banjiu foi um destacado intelectual e escritor chinês. Sua obra abrangeu diversos gêneros literários, contribuindo significativamente para a literatura de seu país. Ele é lembrado por sua prosa refinada e pela profundidade de seus temas. Ao longo de sua carreira, Liu Banjiu explorou as complexidades da condição humana e da sociedade chinesa. Suas narrativas frequentemente apresentavam personagens bem desenvolvidos e tramas envolvententes, o que lhe garantiu um lugar de destaque no cenário literário.

Morreram neste dia

5
Maria da Felicidade do Couto Browne

Maria da Felicidade do Couto Browne foi uma poetisa e escritora cujo trabalho, embora menos divulgado, reflete sensibilidade e uma profunda ligação com a expressão literária. A sua obra, imbuída de um lirismo particular, aborda a interioridade e a observação do mundo que a rodeava, utilizando uma linguagem cuidada para expressar sentimentos e reflexões. O seu contributo, ainda que discreto no panorama literário, representa uma voz singular na poesia de expressão portuguesa.

Que triste fim
John Milton

John Milton foi um poeta e panfletário inglês, amplamente considerado um dos maiores poetas da língua inglesa. Sua obra mais célebre, o épico 'Paraíso Perdido', narra a história bíblica da queda do homem, Adão e Eva, e a rebelião de Lúcifer. Além de sua poesia, Milton foi um fervoroso defensor da liberdade de expressão e da república, atuando como servidor público durante a Commonwealth da Inglaterra. Sua prosa e poesia são notáveis pela complexidade, erudição e pela defesa apaixonada de ideais democráticos e religiosos.

É melhor reinar no inferno do que servir no céu.
Ivan Bunin

Ivan Bunin foi um escritor russo, laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1933, sendo o primeiro escritor russo a receber tal honra. A sua obra, predominantemente em prosa, explora com melancolia e lirismo as paisagens da Rússia e os dilemas da alma humana, tendo também se dedicado à poesia.

Mulher de pedra
Cruzeiro Seixas

Manuel António Cruz Seixas, conhecido artisticamente como Cruzeiro Seixas, foi um poeta português, figura proeminente do Surrealismo em Portugal. A sua obra poética é caracterizada pela exploração do inconsciente, do onírico e do ilógico, rompendo com as convenções narrativas e racionais. Através de uma linguagem transgressora e de imagens surpreendentes, Seixas convida o leitor a mergulhar nos recônditos da mente humana, desafiando a perceção da realidade.

Aniversários da comunidade

4
Eduardo Figueiredo Vasconcelos

Matemáticas Puras (Investigação); Filosofia (Escritas em formato desesperante); Poesia (Sonetos)

O visível indicia o invisível
Bruno de Mello

Eu gosto de escrever, quando tenho tempo... 😅

O TEMPO
Thiago Santos

Thiago Santos, poeta das dualidades, explora sensibilidade e força. Suas palavras refletem a busca pela liberdade, o embate com o amor e uma constante luta pela autenticidade em duas décadas de existência.

Centopéia