Miguel Torga
Autor do dia

Miguel Torga

Miguel Torga foi um poeta e escritor português, conhecido pela sua obra multifacetada que explora as raízes do ser humano e a sua relação com a terra. A sua poesia é marcada por uma profunda ligação à natureza, à tradição popular e a uma visão existencialista do mundo. A sua escrita, muitas vezes visceral e de forte pendor lírico, reflete uma busca constante pela identidade e pela verdade, num estilo que combina a força do verso livre com a solidez da forma. Torga abordou temas como a condição h…

Poema do dia

Dorme, meu amor

Maria do Rosário Pedreira
Dorme, meu amor, que o mundo já viu morrer mais este dia e eu estou aqui, de guarda aos pesadelos.
Fecha os olhos agora e sossega — o pior já passou há muito tempo; e o vento amaciou; e a minha mão desvia os passos do medo. Dorme, meu amor — a morte está deitada sob o lençol da terra onde nasceste e pode levantar-se como um pássaro assim que adormeceres. Mas nada temas: as suas asas de sombra não hão-de derrubar-me — eu já morri muitas vezes e é ainda da vida que tenho mais medo. Fecha os olhos agora e sossega — a porta está trancada; e os fantasmas
da casa que o jardim devorou andam perdidos nas brumas que lancei ao caminho. Por isso, dorme, meu amor, larga a tristeza à porta do meu corpo e nada temas: eu já ouvi o silêncio, já vi a escuridão, já olhei a morte debruçada nos espelhos e estou aqui, de guarda aos pesadelos — a noite é um poema que conheço de cor e vou cantar-to até adormeceres.
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Nasceram neste dia

11
Diamond

Diamond é um rapper e compositor cabo-verdiano, conhecido pelas suas letras que abordam temas sociais, amorosos e de reflexão sobre a vida em Cabo Verde e na diáspora. A sua música combina ritmos tradicionais cabo-verdianos com influências do hip-hop, criando um som único que ressoa com um vasto público. Com uma carreira marcada pela autenticidade e pela conexão com as suas raízes, Diamond tem-se estabelecido como uma voz importante na música lusófona, especialmente no género do rap. A sua obra é um reflexo da sua identidade e das suas experiências, oferecendo uma perspetiva crua e poética sobre a realidade que o rodeia.

Gorda! Eu?
Olinda Marques de Azevedo

Olinda Marques de Azevedo foi uma escritora portuguesa cujas obras exploraram frequentemente a dimensão íntima e os anseios da alma feminina. A sua poesia é marcada por uma sensibilidade apurada e uma linguagem cuidada, refletindo as convenções e as aspirações do seu tempo. A sua produção literária, embora não extensíssima, deixou um registo de um olhar atento sobre as emoções, as relações interpessoais e a busca por um sentido mais profundo na existência. As suas obras dialogam com as correntes literárias da época, apresentando uma voz que, dentro dos limites estabelecidos pela sociedade, procurava expressar a complexidade do universo feminino.

Primavera
Isaac Felipe Azofeifa

Isaac Felipe Azofeifa foi um proeminente poeta e ensaísta costarriquenho, conhecido pela sua profunda reflexão sobre a identidade, a história e a condição humana. A sua obra poética, marcada por um lirismo denso e uma linguagem cuidada, explorou temas universais com uma sensibilidade particular, refletindo frequentemente sobre a relação do indivíduo com o tempo e a memória. Azofeifa também se destacou como intelectual público, contribuindo significativamente para o debate cultural e literário da América Central.

Itinerário simples de sua ausência
Juó Bananére

Juó Bananére foi um poeta e cronista brasileiro, conhecido por sua obra marcada pelo humor, pela irreverência e pela crítica social disfarçada em versos singelos. Sua escrita frequentemente explorava o cotidiano, os tipos populares e as peculiaridades da vida urbana com uma linguagem acessível e um olhar aguçado sobre a condição humana. Apesar de sua produção literária ter ocorrido em um período específico, seu estilo peculiar e a originalidade de sua voz poética o destacam na literatura brasileira.

U garnevallo inda a cittá - Também tive u corsego
Maria Almira Medina

Maria Almira Medina é uma poeta portuguesa contemporânea, cuja obra se caracteriza por um lirismo introspectivo e uma profunda reflexão sobre temas como a memória, o tempo, a natureza e a condição feminina. A sua poesia distingue-se pela linguagem evocativa e pela sensibilidade com que explora as complexidades da existência humana.

João Carlos Pereira

João Carlos Pereira foi um poeta cuja obra se destacou pela profundidade lírica e pela exploração de temas universais como o amor, a morte e a efemeridade da existência. A sua escrita é marcada por uma linguagem cuidada e uma musicalidade intrínseca, características que lhe conferiram um lugar de relevo na poesia portuguesa. Apesar de ter vivido longe dos holofotes literários, a sua poesia continua a ressoar pela sua autenticidade e pela capacidade de tocar a alma do leitor.

Ilya Kaminsky

Ilya Kaminsky é um poeta, crítico e tradutor nascido na Ucrânia, conhecido por sua poesia que explora a linguagem, a memória, a história e a experiência de ser um imigrante. Sua obra é marcada por uma profunda musicalidade e um olhar atento às complexidades da condição humana.

León Felipe

Poeta espanhol, León Felipe é uma voz inconfundível da poesia do século XX, marcada por uma profunda religiosidade e um compromisso existencial. A sua obra caracteriza-se pela aparente simplicidade da sua linguagem, pela profundidade das suas reflexões sobre a vida, a morte e a transcendência, e por uma constante procura de autenticidade. Através de um estilo coloquial e, ao mesmo tempo, elevado, explorou temas universais com um olhar compassivo e esperançoso.

Manuel José Quintana

Manuel José Quintana foi um destacado poeta e político espanhol do Neoclassicismo e do Pré-Romantismo. É reconhecido pela sua poesia cívica e patriótica, que exaltou os ideais de liberdade e progresso num contexto de agitação política e social em Espanha. A sua obra, marcada por um estilo cuidado e um tom elevado, refletiu as inquietações do seu tempo, procurando conciliar a razão neoclássica com as novas sensibilidades que anunciavam o Romantismo. A sua figura foi importante na vida literária e intelectual do início do século XIX.

Morreram neste dia

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Honório Armond

Honório Armond foi um poeta e escritor brasileiro, conhecido por sua lírica que frequentemente explorava temas como a saudade, a natureza e a religiosidade, com um toque de melancolia e introspecção. Sua obra poética, embora talvez menos divulgada que a de alguns contemporâneos, é valorizada pela sua musicalidade e pela profundidade dos sentimentos expressos, refletindo um olhar sensível sobre a condição humana e o mundo ao seu redor.

Palavras a Um Crente
Antoine de Rivarol

Antoine Gombaud, Chevalier de Rivarol foi um escritor e erudito francês, conhecido por sua sagacidade e aforismos. Ele foi uma figura proeminente durante a Era do Iluminismo, conhecido por suas críticas à Revolução Francesa.

Primo Levi

Primo Levi foi um escritor, químico e sobrevivente do Holocausto italiano. Ele é mais conhecido por seu relato detalhado de sua experiência em Auschwitz, "É isto um homem".

Jacques Prévert

Jacques Prévert (1900-1977) foi um poeta e roteirista francês, conhecido por sua obra lírica e acessível, que frequentemente abordava temas sociais, amorosos e cotidianos. Suas poesias, marcadas por um estilo coloquial e surrealista, ganharam imensa popularidade, especialmente com a publicação de 'Paroles' em 1946. Como roteirista, colaborou com cineastas como Marcel Carné, criando clássicos do cinema francês.

Francisco Xavier Cândido Guerreiro

Francisco Xavier Cândido Guerreiro, conhecido pelo seu pseudónimo literário Cândido Guerreiro, foi um poeta português cuja obra se insere no final do século XIX e início do século XX. A sua poesia é marcada por um lirismo intimista, com forte expressão da paisagem alentejana e de temas como a solidão, a saudade e a religiosidade. Foi um dos expoentes da chamada "Geração de 1890" e um poeta singular na sua capacidade de evocar a alma do Alentejo.

Aniversários da comunidade

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Pablo Danielli

Reza a lenda que quando nasceu, nos pampas chovia muito e uma trovejada em forma de versos, assustou o tal de doutor e sem querer riscou de caneta o vivente. Foi onde tudo se deu forma, mal respirava e o primeiro aroma que sentiu foi o da tinta, usada para descrever maravilhas e sonhos.

Caixa de sentimentos
Paulo Sérgio Rosseto

Porto Seguro/BA. Escritor e Poeta. Livros Publicados: 24Livros no Prelo: 04Biografia completa: psrosseto.webnode.comLivros à venda: clubedeautores.com.brInstagram: @psrosseto

MATURIDADE
Fábio Aiolfi

Nasceu em 11 de abril de 1998 na cidade de Aracruz, ES. Trabalha com poesia, fanzines, teatro, contação de histórias. Atualmente, tem um canal no Youtube chamado Andarilho Capixaba.

Infinitos