Idioma
Mário Quintana
Havia um tempo de cadeiras na calçada. Era um tempo em que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças brincavam sob a claraboia da lua. E o cachorro da casa era um grande personagem. E também o relógio de parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo.
Provérbio
É melhor ser humilde com os pobres do que repartir despojos com os soberbos.
Quem ama a correção ama o saber, quem detesta a correção torna-se imbecil.
O preguiçoso não ganha o seu sustento, mas o trabalhador torna-se rico.
Depois da soberba vem a desonra, mas com os humildes está a sabedoria
O tolo mostra logo a sua raiva, mas a pessoa esperta disfarça a ofensa.
A mente de quem planeia o mal é amarga; e quem aconselha a paz vive tranquilo.
Antes da ruína vem o orgulho e antes da queda a presunção.
A mão preguiçosa empobrece, mas o trabalho enriquece.
A memória dos justos é bendita, mas o nome dos injustos apodrece.
Quem paga o bem com o mal, terá sempre o mal em casa.
O insensato não gosta da descrição, só quer espalhar o que pensa.
A cidade prospera com a bênção dos retos, mas se destrói pela boca dos injustos.
Voz do povo, voz de Deus.
Mais vale um pobre de conduta íntegra do que um rico de costumes perversos.
Mas vale o pouco com justiça, do que muitos ganhos violando o direito.
Tanto lês, que treslês.
Vem a guerra, vai a guerra, fica a terra.
Tanto vale cada um na praça, quanto vale o que tem na caixa.
Um burro carregado de livros é um doutor.
Tostão a tostão faz um milhão.
Quem tudo quer, tudo perde.