Poemas neste tema
Relações e Família
Cruz e Sousa
VÃO ARREBATAMENTO
Últimos Sonetos
Partes um dia das Curiosidades
do teu ser singular, partes em busca
de almas irmãs, cujo esplendor ofusca
as celestes, divinas claridades.
Rasgas terras e céus, imensidades,
dos perigos da Vida a vaga brusca,
queima-te o sol que na Amplidão corusca
e consola-te a lua das saudades.
Andas por toda a parte, em toda a parte
a sedução das almas a falar-te,
como da Terra luminosos marcos.
E a sorrir e a gemer e soluçando
ah! sempre em busca de almas vais andando
mas em vez delas encontrando charcos!
Partes um dia das Curiosidades
do teu ser singular, partes em busca
de almas irmãs, cujo esplendor ofusca
as celestes, divinas claridades.
Rasgas terras e céus, imensidades,
dos perigos da Vida a vaga brusca,
queima-te o sol que na Amplidão corusca
e consola-te a lua das saudades.
Andas por toda a parte, em toda a parte
a sedução das almas a falar-te,
como da Terra luminosos marcos.
E a sorrir e a gemer e soluçando
ah! sempre em busca de almas vais andando
mas em vez delas encontrando charcos!
1 403
Álvares de Azevedo
MORENA
Lira dos Vinte Anos
Segunda Parte
Ó Teresa, um outro beijo! e abandona-me
a meus sonhos e a meus suaves delírios.
JACOPO ORTIS
É loucura, meu anjo, é loucura
Os amores por anjos... bem sei!
Foram sonhos, foi louca ternura
Esse amor que a teus pés derramei!
Quando a fronte requeima e delira,
Quando o lábio desbota de amor,
Quando as cordas rebentam na lira
Que palpita no seio ao cantor...
Quando a vida nas dores é morta,
Ter amores nos sonhos é crime?
E loucura: eu o sei! mas que importa?
Ai! morena! és tão bela!... perdi-me!
Quando tudo, na insônia do leito,
No delírio de amor devaneia
E no fundo do trêmulo peito
Fogo lento no sangue se ateia...
Quando a vida nos prantos se escoa
Não merece o amante perdão?
Ai! morena! és tão bela! perdoa!
Foi um sonho do meu coração!
Foi um sonho... não cores de pejo!
Foi um sonho tão puro!... ai de mim!
Mal gozei-lhe as frescuras de um beijo!
Ai! não cores, não cores assim!
Não suspires! por que suspirar?
Quando o vento num lírio soluça,
E desmaia no longo beijar,
E ofegante de amor se debruça...
Quando a vida lhe foge, lhe treme,
Pobre vida do seu coração,
Essa flor que o ouvira, que geme,
Não lhe dera no seio o perdão?
Mas não cores! se queres, afogo
No meu seio o fogoso anelar!
Calarei meus suspiros de fogo
E esse amor que me há de matar!
Morrerei, ó morena, em segredo!
Um perdido na terra sou eu!
Ai! teu sonho não morra tão cedo
Como a vida em meu peito morreu!
Segunda Parte
Ó Teresa, um outro beijo! e abandona-me
a meus sonhos e a meus suaves delírios.
JACOPO ORTIS
É loucura, meu anjo, é loucura
Os amores por anjos... bem sei!
Foram sonhos, foi louca ternura
Esse amor que a teus pés derramei!
Quando a fronte requeima e delira,
Quando o lábio desbota de amor,
Quando as cordas rebentam na lira
Que palpita no seio ao cantor...
Quando a vida nas dores é morta,
Ter amores nos sonhos é crime?
E loucura: eu o sei! mas que importa?
Ai! morena! és tão bela!... perdi-me!
Quando tudo, na insônia do leito,
No delírio de amor devaneia
E no fundo do trêmulo peito
Fogo lento no sangue se ateia...
Quando a vida nos prantos se escoa
Não merece o amante perdão?
Ai! morena! és tão bela! perdoa!
Foi um sonho do meu coração!
Foi um sonho... não cores de pejo!
Foi um sonho tão puro!... ai de mim!
Mal gozei-lhe as frescuras de um beijo!
Ai! não cores, não cores assim!
Não suspires! por que suspirar?
Quando o vento num lírio soluça,
E desmaia no longo beijar,
E ofegante de amor se debruça...
Quando a vida lhe foge, lhe treme,
Pobre vida do seu coração,
Essa flor que o ouvira, que geme,
Não lhe dera no seio o perdão?
Mas não cores! se queres, afogo
No meu seio o fogoso anelar!
Calarei meus suspiros de fogo
E esse amor que me há de matar!
Morrerei, ó morena, em segredo!
Um perdido na terra sou eu!
Ai! teu sonho não morra tão cedo
Como a vida em meu peito morreu!
3 150
Bocage
Sobre estas duras, cavernosas fragas
Sobre estas duras, cavernosas fragas,
Que o marinho furor vai carcomendo,
Me estão negras paixões n'alma fervendo
Como fervem no pego as crespas vagas;
Razão feroz, o coração me indagas.
De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando, e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas.
Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objectos de horror co'a ideia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo.
Razão, de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.
Que o marinho furor vai carcomendo,
Me estão negras paixões n'alma fervendo
Como fervem no pego as crespas vagas;
Razão feroz, o coração me indagas.
De meus erros a sombra esclarecendo,
E vás nele (ai de mim!) palpando, e vendo
De agudas ânsias venenosas chagas.
Cego a meus males, surdo a teu reclamo,
Mil objectos de horror co'a ideia eu corro,
Solto gemidos, lágrimas derramo.
Razão, de que me serve o teu socorro?
Mandas-me não amar, eu ardo, eu amo;
Dizes-me que sossegue, eu peno, eu morro.
5 580
Cruz e Sousa
CONCILIAÇÃO
Últimos Sonetos
Se essa angústia de amar te crucifica,
não és da Dor um simples fugitivo:
ela marcou-te com o sinete vivo
da sua estranha majestade rica.
És sempre o Assinalado ideal que fica
sorrindo e contemplando o céu altivo;
dos Compassivos és o Compassivo,
na Transfiguração que glorifica.
Nunca mais de tremer terás direito...
Da Natureza todo o Amor perfeito
adorarás, venerarás contrito.
Ah! Basta encher, eternamente basta
encher, encher toda esta Esfera vasta
da convulsão do teu soluço aflito!
Se essa angústia de amar te crucifica,
não és da Dor um simples fugitivo:
ela marcou-te com o sinete vivo
da sua estranha majestade rica.
És sempre o Assinalado ideal que fica
sorrindo e contemplando o céu altivo;
dos Compassivos és o Compassivo,
na Transfiguração que glorifica.
Nunca mais de tremer terás direito...
Da Natureza todo o Amor perfeito
adorarás, venerarás contrito.
Ah! Basta encher, eternamente basta
encher, encher toda esta Esfera vasta
da convulsão do teu soluço aflito!
2 162
Luís Vianna
DIA LINDO
Hoje estou feliz,
Por isto escrevo às flores.
Às flores que ofereço
Aos meus amores.
05/12/1995
Por isto escrevo às flores.
Às flores que ofereço
Aos meus amores.
05/12/1995
1 036
Felipe Larson
A FLOR DO DESEJO
Você liga a toda hora
Pra dizer que me adora
Você percebe ansiedade
Mas no fundo é saudade
Plantas baixas no caminho
Pra mostrar o seu destino
No seu pequeno coração
Existe um pouco de paixão?
Ao menos por mim
Você sabe que te quero
No teu corpo, me perco
No teu beijo, eu derreto
Você quer, eu também quero
No teu colo, me esquento
A flor do desejo
Com seu jeito apaixonante
Me faz sentir distante
Com seus olhos azuis
E nossos corpos nus
Pra dizer que me adora
Você percebe ansiedade
Mas no fundo é saudade
Plantas baixas no caminho
Pra mostrar o seu destino
No seu pequeno coração
Existe um pouco de paixão?
Ao menos por mim
Você sabe que te quero
No teu corpo, me perco
No teu beijo, eu derreto
Você quer, eu também quero
No teu colo, me esquento
A flor do desejo
Com seu jeito apaixonante
Me faz sentir distante
Com seus olhos azuis
E nossos corpos nus
767
Felipe Larson
A CILADA
Não diga nada pra mudar a situação
É uma cilada sob a minha condição
O seu defeito, eu mostro a solução
O que tem feito é complicação
Eu dou carrinho
Eu te corrijo
Eu te viro do avesso
Eu te dou abrigo
Não vá pensar
Que isso é compaixão
Não vá errar
Pra jogar tudo fora então
Não vem julgar
O meu coração
E me mostrar
Que meu amor foi em vão
É uma cilada sob a minha condição
O seu defeito, eu mostro a solução
O que tem feito é complicação
Eu dou carrinho
Eu te corrijo
Eu te viro do avesso
Eu te dou abrigo
Não vá pensar
Que isso é compaixão
Não vá errar
Pra jogar tudo fora então
Não vem julgar
O meu coração
E me mostrar
Que meu amor foi em vão
1 014
Felipe Larson
A CILADA
Não diga nada pra mudar a situação
É uma cilada sob a minha condição
O seu defeito, eu mostro a solução
O que tem feito é complicação
Eu dou carrinho
Eu te corrijo
Eu te viro do avesso
Eu te dou abrigo
Não vá pensar
Que isso é compaixão
Não vá errar
Pra jogar tudo fora então
Não vem julgar
O meu coração
E me mostrar
Que meu amor foi em vão
É uma cilada sob a minha condição
O seu defeito, eu mostro a solução
O que tem feito é complicação
Eu dou carrinho
Eu te corrijo
Eu te viro do avesso
Eu te dou abrigo
Não vá pensar
Que isso é compaixão
Não vá errar
Pra jogar tudo fora então
Não vem julgar
O meu coração
E me mostrar
Que meu amor foi em vão
1 014
Álvares de Azevedo
Ai Jesus!
Ai Jesus! não vês que gemo,
Que desmaio de paixão
Pelos teus olhos azuis?
Que empalideço, que tremo,
Que me expira o coração?
Ai Jesus!
Que por um olhar, donzela,
Eu poderia morrer
Dos teus olhos pela luz?
Que morte! que morte bela!
Antes seria viver!
Ai Jesus!
Que por um beijo perdido
Eu de gozo morreria
Em teus níveos seios nus?
Que no oceano dum gemido
Minh'alma se afogaria?
Ai Jesus!
Lira dos Vinte Anos - Primeira Parte
Que desmaio de paixão
Pelos teus olhos azuis?
Que empalideço, que tremo,
Que me expira o coração?
Ai Jesus!
Que por um olhar, donzela,
Eu poderia morrer
Dos teus olhos pela luz?
Que morte! que morte bela!
Antes seria viver!
Ai Jesus!
Que por um beijo perdido
Eu de gozo morreria
Em teus níveos seios nus?
Que no oceano dum gemido
Minh'alma se afogaria?
Ai Jesus!
Lira dos Vinte Anos - Primeira Parte
4 340
Felipe Larson
A NOSSA HISTÓRIA
Hoje minha vida
Passou na tela de TV
Mostrando todo amor
Que eu sinto por você
Não era bem um filme
Mas era a vida real
E tudo que te disse
Foi de um jeito natural
A nossa história não terá final
A nossa história será imortal
A cena que fizemos
Foi de todo coração
Mostrando toda a força
De uma grande paixão
Não quis ser ator
Pra viver no seu dilema
Pra ver a nossa história
Na telinha de cinema
A nossa história não terá final
A nossa história será imortal
Passou na tela de TV
Mostrando todo amor
Que eu sinto por você
Não era bem um filme
Mas era a vida real
E tudo que te disse
Foi de um jeito natural
A nossa história não terá final
A nossa história será imortal
A cena que fizemos
Foi de todo coração
Mostrando toda a força
De uma grande paixão
Não quis ser ator
Pra viver no seu dilema
Pra ver a nossa história
Na telinha de cinema
A nossa história não terá final
A nossa história será imortal
866
Felipe Larson
21 DE SETEMBRO
Quando os dias não são iguais
Penso que algo pode acontecer
Uma surpresa ou algo imprevisível
Algo que não imagine
Pois sei que setembro está longe
Mas há uma saudade gritando dentro de mim
Dizendo assim: - Este dia irá demorar em vir
Mas isso não me abala
Pois nesta noite sonhei com você
E foi um sonho bom
Sentia a chuva tocar o chão,
Dizendo: - Não desperdice os pingos de chuva,
Aproveite ao menos algum
Pois há várias razões para isso
Mas acho tão estranho
Você estar tão longe e eu te sentir tão perto
Talvez seja que algo de mim está em você,
Como você está em mim
Pois me sinto completo
E espero que você esteja se sentindo assim
Penso que algo pode acontecer
Uma surpresa ou algo imprevisível
Algo que não imagine
Pois sei que setembro está longe
Mas há uma saudade gritando dentro de mim
Dizendo assim: - Este dia irá demorar em vir
Mas isso não me abala
Pois nesta noite sonhei com você
E foi um sonho bom
Sentia a chuva tocar o chão,
Dizendo: - Não desperdice os pingos de chuva,
Aproveite ao menos algum
Pois há várias razões para isso
Mas acho tão estranho
Você estar tão longe e eu te sentir tão perto
Talvez seja que algo de mim está em você,
Como você está em mim
Pois me sinto completo
E espero que você esteja se sentindo assim
690
Luís Vianna
RECEITUÁRIO ARCAICO
Sabes o que é um filtro?
Uma beberagem certa
Para este amor indeciso
Ver se desperta.
Tentei macumbaria,
Reza certa;
Para ver se a magia
Te cerca.
Nada adiantou.
Estais com outro.
Mas eu estou feliz;
Tua felicidade me vale ouro.
06/07/1998
Uma beberagem certa
Para este amor indeciso
Ver se desperta.
Tentei macumbaria,
Reza certa;
Para ver se a magia
Te cerca.
Nada adiantou.
Estais com outro.
Mas eu estou feliz;
Tua felicidade me vale ouro.
06/07/1998
854
Luís Vianna
RECEITUÁRIO ARCAICO
Sabes o que é um filtro?
Uma beberagem certa
Para este amor indeciso
Ver se desperta.
Tentei macumbaria,
Reza certa;
Para ver se a magia
Te cerca.
Nada adiantou.
Estais com outro.
Mas eu estou feliz;
Tua felicidade me vale ouro.
06/07/1998
Uma beberagem certa
Para este amor indeciso
Ver se desperta.
Tentei macumbaria,
Reza certa;
Para ver se a magia
Te cerca.
Nada adiantou.
Estais com outro.
Mas eu estou feliz;
Tua felicidade me vale ouro.
06/07/1998
854
Felipe Larson
GAROTA DE PROMESSA
Não me faça promessas
Que não irá cumprir
Eu não entro mais nessa
E depois partir
Já estive em seu mundo
De pura ilusão
Que me deixou confuso
E sem direção
Não me ligue mais
Nem chame meu nome
Já me machuquei de mais
Toda vez que some
Porque tem que ser assim
É o que quero saber
Você gosta de mim?
Fingiu não entender
Mas venha e responda
A pergunta que faço
Não, não me role
E nem me faz de gato e sapato
Que não irá cumprir
Eu não entro mais nessa
E depois partir
Já estive em seu mundo
De pura ilusão
Que me deixou confuso
E sem direção
Não me ligue mais
Nem chame meu nome
Já me machuquei de mais
Toda vez que some
Porque tem que ser assim
É o que quero saber
Você gosta de mim?
Fingiu não entender
Mas venha e responda
A pergunta que faço
Não, não me role
E nem me faz de gato e sapato
652
Felipe Larson
GAROTA DE PROMESSA
Não me faça promessas
Que não irá cumprir
Eu não entro mais nessa
E depois partir
Já estive em seu mundo
De pura ilusão
Que me deixou confuso
E sem direção
Não me ligue mais
Nem chame meu nome
Já me machuquei de mais
Toda vez que some
Porque tem que ser assim
É o que quero saber
Você gosta de mim?
Fingiu não entender
Mas venha e responda
A pergunta que faço
Não, não me role
E nem me faz de gato e sapato
Que não irá cumprir
Eu não entro mais nessa
E depois partir
Já estive em seu mundo
De pura ilusão
Que me deixou confuso
E sem direção
Não me ligue mais
Nem chame meu nome
Já me machuquei de mais
Toda vez que some
Porque tem que ser assim
É o que quero saber
Você gosta de mim?
Fingiu não entender
Mas venha e responda
A pergunta que faço
Não, não me role
E nem me faz de gato e sapato
652
Felipe Larson
GAROTA DE PROMESSA
Não me faça promessas
Que não irá cumprir
Eu não entro mais nessa
E depois partir
Já estive em seu mundo
De pura ilusão
Que me deixou confuso
E sem direção
Não me ligue mais
Nem chame meu nome
Já me machuquei de mais
Toda vez que some
Porque tem que ser assim
É o que quero saber
Você gosta de mim?
Fingiu não entender
Mas venha e responda
A pergunta que faço
Não, não me role
E nem me faz de gato e sapato
Que não irá cumprir
Eu não entro mais nessa
E depois partir
Já estive em seu mundo
De pura ilusão
Que me deixou confuso
E sem direção
Não me ligue mais
Nem chame meu nome
Já me machuquei de mais
Toda vez que some
Porque tem que ser assim
É o que quero saber
Você gosta de mim?
Fingiu não entender
Mas venha e responda
A pergunta que faço
Não, não me role
E nem me faz de gato e sapato
652
Felipe Larson
SEM CONSEQÜÊNCIAS
Depois de tanto tempo, fui lembrar de você.
Que saudades do teu beijo, eu preciso te ver!
Eu te liguei esta noite, pra saber como você está?
Está tão diferente talvez já me esqueceu
Durante a chuva, me traz saudades.
E de cada pingo de chuva revelará um segredo
Nós aprendemos um com o outro o que é amar
E também descobrimos o que ninguém descobriu
Seja o que for
Vamos começar de novo
Seja o que for
Fomos feitos um pro outro
Houve um tempo que tudo era bom
E nada, mas nada nos machucava.
Mas ela veio assim, tão de repente.
E logo virou, e só deixou um adeus.
Seja o que for
Vamos começar de novo
Seja o que for
Fomos feitos um pro outro
Que saudades do teu beijo, eu preciso te ver!
Eu te liguei esta noite, pra saber como você está?
Está tão diferente talvez já me esqueceu
Durante a chuva, me traz saudades.
E de cada pingo de chuva revelará um segredo
Nós aprendemos um com o outro o que é amar
E também descobrimos o que ninguém descobriu
Seja o que for
Vamos começar de novo
Seja o que for
Fomos feitos um pro outro
Houve um tempo que tudo era bom
E nada, mas nada nos machucava.
Mas ela veio assim, tão de repente.
E logo virou, e só deixou um adeus.
Seja o que for
Vamos começar de novo
Seja o que for
Fomos feitos um pro outro
808
Álvares de Azevedo
Amoroso palor
No amor basta uma noite para fazer de um homem um Deus.
PROPÉRCIO
Amoroso palor meu rosto inunda,
Mórbida languidez me banha os olhos,
Ardem sem sono as pálpebras doridas,
Convulsivo tremor meu corpo vibra...
Quanto sofro por ti! Nas longas noites
Adoeço de amor e de desejos...
E nos meus sonhos desmaiando passa
A imagem voluptuosa da ventura:
Eu sinto-a de paixão encher a brisa,
Embalsamar a noite e o céu sem nuvens;
E ela mesma suave descorando
Os alvacentos véus soltar do colo,
Cheirosas flores desparzir sorrindo
Da mágica cintura.
Sinto na fronte pétalas de flores,
Sinto-as nos lábios e de amor suspiro...
Mas flores e perfumes embriagam...
E no fogo da febre, e em meu delírio
Embebem na minh'alma enamorada
Delicioso veneno.
Estrela de mistério! em tua fronte
Os céus revela e mostra-me na terra,
Como um anjo que dorme, a tua imagem
E teus encantos, onde amor estende
Nessa morena tez a cor de rosa.
Meu amor, minha vida, eu sofro tanto!
O fogo de teus olhos me fascina,
O langor de teus olhos me enlanguece,
Cada suspiro que te abala o seio
Vem no meu peito enlouquecer minh'alma!
Ah! vem, pálida virgem, se tens pena
De quem morre por ti, e morre amando,
Dá vida em teu alento à minha vida,
Une nos lábios meus minh'alma à tua!
Eu quero ao pé de ti sentir o mundo
Na tu'alma infantil; na tua fronte
Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros
Sentir as virações do paraíso...
E a teus pés, de joelhos, crer ainda
Que não mente o amor que um anjo inspira,
Que eu posso na tu'alma ser ditoso,
Beijar-te nos cabelos soluçando
E no teu seio ser feliz morrendo!
Dezembro, 1851.
PROPÉRCIO
Amoroso palor meu rosto inunda,
Mórbida languidez me banha os olhos,
Ardem sem sono as pálpebras doridas,
Convulsivo tremor meu corpo vibra...
Quanto sofro por ti! Nas longas noites
Adoeço de amor e de desejos...
E nos meus sonhos desmaiando passa
A imagem voluptuosa da ventura:
Eu sinto-a de paixão encher a brisa,
Embalsamar a noite e o céu sem nuvens;
E ela mesma suave descorando
Os alvacentos véus soltar do colo,
Cheirosas flores desparzir sorrindo
Da mágica cintura.
Sinto na fronte pétalas de flores,
Sinto-as nos lábios e de amor suspiro...
Mas flores e perfumes embriagam...
E no fogo da febre, e em meu delírio
Embebem na minh'alma enamorada
Delicioso veneno.
Estrela de mistério! em tua fronte
Os céus revela e mostra-me na terra,
Como um anjo que dorme, a tua imagem
E teus encantos, onde amor estende
Nessa morena tez a cor de rosa.
Meu amor, minha vida, eu sofro tanto!
O fogo de teus olhos me fascina,
O langor de teus olhos me enlanguece,
Cada suspiro que te abala o seio
Vem no meu peito enlouquecer minh'alma!
Ah! vem, pálida virgem, se tens pena
De quem morre por ti, e morre amando,
Dá vida em teu alento à minha vida,
Une nos lábios meus minh'alma à tua!
Eu quero ao pé de ti sentir o mundo
Na tu'alma infantil; na tua fronte
Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros
Sentir as virações do paraíso...
E a teus pés, de joelhos, crer ainda
Que não mente o amor que um anjo inspira,
Que eu posso na tu'alma ser ditoso,
Beijar-te nos cabelos soluçando
E no teu seio ser feliz morrendo!
Dezembro, 1851.
2 831
Felipe Larson
I´M GOING DOWN
Eu quero ter, alguém pra mim
Ai vem você e pisa em mim
Eu não tô legal
O nosso prazer chegou ao fim
Difícil dizer, mas espero teu sim
Isso é tão normal
Mas quando tudo mudar
Você vai notar
Que eu to ficando mal
Quando a chuva chegar
E o tempo passar
I´m going down!
Por sua causa, no que me meti
Não tenho alma, pois a vendi
Eu não fiz por mal
Mas quando tudo mudar
Você vai notar
Eu to ficando mal
Mas quando tudo sumir
A estrela cair
Eu vou ficar legal
Ai vem você e pisa em mim
Eu não tô legal
O nosso prazer chegou ao fim
Difícil dizer, mas espero teu sim
Isso é tão normal
Mas quando tudo mudar
Você vai notar
Que eu to ficando mal
Quando a chuva chegar
E o tempo passar
I´m going down!
Por sua causa, no que me meti
Não tenho alma, pois a vendi
Eu não fiz por mal
Mas quando tudo mudar
Você vai notar
Eu to ficando mal
Mas quando tudo sumir
A estrela cair
Eu vou ficar legal
778
Felipe Larson
A SAUDADE MARCA
Chega a ser engraçado
Como em tão pouco tempo
Tanta coisa aconteceu
No seu devido momento
Eu penso que talvez seja melhor
Eu não pensar muito nisso
Porque se não vou achar
Que tudo tem seu feitiço
Isso foi muito importante para mim
Eu acho que nunca vou esquecer
E você não tem idéia
Do quanto tenho pensado em você
Sei que sentirei tanta saudade
Mas o que posso fazer
Se tudo de mais estranho
Parece sempre acontecer comigo
Sei que talvez quando nos vermos
Tudo pode estar diferente
Mas isso não importa tanto
Pois a coisas acontecem tão de repente
Pessoas como você, marcam na vida.
Vou sentir muito a sua falta
Acho que não preciso destes versos
Para você saber o quanto é especial
Como em tão pouco tempo
Tanta coisa aconteceu
No seu devido momento
Eu penso que talvez seja melhor
Eu não pensar muito nisso
Porque se não vou achar
Que tudo tem seu feitiço
Isso foi muito importante para mim
Eu acho que nunca vou esquecer
E você não tem idéia
Do quanto tenho pensado em você
Sei que sentirei tanta saudade
Mas o que posso fazer
Se tudo de mais estranho
Parece sempre acontecer comigo
Sei que talvez quando nos vermos
Tudo pode estar diferente
Mas isso não importa tanto
Pois a coisas acontecem tão de repente
Pessoas como você, marcam na vida.
Vou sentir muito a sua falta
Acho que não preciso destes versos
Para você saber o quanto é especial
723
Felipe Vianna
RIO CORRENTE
Marília, Marília,
Meu primeiro amor,
Wagner assim me questionou:
- Por que deixaste o teu amor?
Se eu fosse tu,
Casava com ela.
Respondi-lhe sem pestanejo:
- Se eu fosse eu,
Também casaria com ela, mas,
Ela não é mais ela.
25/05/2001
Meu primeiro amor,
Wagner assim me questionou:
- Por que deixaste o teu amor?
Se eu fosse tu,
Casava com ela.
Respondi-lhe sem pestanejo:
- Se eu fosse eu,
Também casaria com ela, mas,
Ela não é mais ela.
25/05/2001
675
Felipe Vianna
RIO CORRENTE
Marília, Marília,
Meu primeiro amor,
Wagner assim me questionou:
- Por que deixaste o teu amor?
Se eu fosse tu,
Casava com ela.
Respondi-lhe sem pestanejo:
- Se eu fosse eu,
Também casaria com ela, mas,
Ela não é mais ela.
25/05/2001
Meu primeiro amor,
Wagner assim me questionou:
- Por que deixaste o teu amor?
Se eu fosse tu,
Casava com ela.
Respondi-lhe sem pestanejo:
- Se eu fosse eu,
Também casaria com ela, mas,
Ela não é mais ela.
25/05/2001
675
Luís Vianna
VOLTA AO LAR
Aos 18 anos,
Numa briga com o pai,
Este jovem
Se vai.
Vai, vai,
Vai sofrer a vida
Pois a vida é sofrida
Aos que não têm p´ra amar
Nem mesmo
Um simples lar.
Viveu na calçada
À beira da estrada
Sem um amigo,
Sem uma namorada.
Sem amor só resta dor,
E a dor,
É ardor.
Passaram-se os dias,
E por entre as feridas,
Um homem
Põe-se a chorar.
Quer voltar
Ao seu lar.
Liga para casa
Com medo do pai,
E com a mão, põe-se a falar,
Para ver,
Se pode
Voltar.
Se eu puder voltar
Deixem-me um recado;
Em uma árvore
Um pano
Amarado.
E assim se fez.
Na data marcada,
Volta, quem sabe?
P´ra sempre e de vez.
Em frente à casa
Falta-lhe a coragem
Para ver se a branca bandagem
Ali vai encontrar,
Em frente
Ao seu
Lar.
Os olhos cerrados,
Abre-os, calado,
Para um pouco espiar.
E não vê um lenço,
Nem uma tarja,
Nem uma banda;
Vê, sim, um alvo lençol
Em toda varanda.
27/01/2001
Numa briga com o pai,
Este jovem
Se vai.
Vai, vai,
Vai sofrer a vida
Pois a vida é sofrida
Aos que não têm p´ra amar
Nem mesmo
Um simples lar.
Viveu na calçada
À beira da estrada
Sem um amigo,
Sem uma namorada.
Sem amor só resta dor,
E a dor,
É ardor.
Passaram-se os dias,
E por entre as feridas,
Um homem
Põe-se a chorar.
Quer voltar
Ao seu lar.
Liga para casa
Com medo do pai,
E com a mão, põe-se a falar,
Para ver,
Se pode
Voltar.
Se eu puder voltar
Deixem-me um recado;
Em uma árvore
Um pano
Amarado.
E assim se fez.
Na data marcada,
Volta, quem sabe?
P´ra sempre e de vez.
Em frente à casa
Falta-lhe a coragem
Para ver se a branca bandagem
Ali vai encontrar,
Em frente
Ao seu
Lar.
Os olhos cerrados,
Abre-os, calado,
Para um pouco espiar.
E não vê um lenço,
Nem uma tarja,
Nem uma banda;
Vê, sim, um alvo lençol
Em toda varanda.
27/01/2001
962
Luís Vianna
VOLTA AO LAR
Aos 18 anos,
Numa briga com o pai,
Este jovem
Se vai.
Vai, vai,
Vai sofrer a vida
Pois a vida é sofrida
Aos que não têm p´ra amar
Nem mesmo
Um simples lar.
Viveu na calçada
À beira da estrada
Sem um amigo,
Sem uma namorada.
Sem amor só resta dor,
E a dor,
É ardor.
Passaram-se os dias,
E por entre as feridas,
Um homem
Põe-se a chorar.
Quer voltar
Ao seu lar.
Liga para casa
Com medo do pai,
E com a mão, põe-se a falar,
Para ver,
Se pode
Voltar.
Se eu puder voltar
Deixem-me um recado;
Em uma árvore
Um pano
Amarado.
E assim se fez.
Na data marcada,
Volta, quem sabe?
P´ra sempre e de vez.
Em frente à casa
Falta-lhe a coragem
Para ver se a branca bandagem
Ali vai encontrar,
Em frente
Ao seu
Lar.
Os olhos cerrados,
Abre-os, calado,
Para um pouco espiar.
E não vê um lenço,
Nem uma tarja,
Nem uma banda;
Vê, sim, um alvo lençol
Em toda varanda.
27/01/2001
Numa briga com o pai,
Este jovem
Se vai.
Vai, vai,
Vai sofrer a vida
Pois a vida é sofrida
Aos que não têm p´ra amar
Nem mesmo
Um simples lar.
Viveu na calçada
À beira da estrada
Sem um amigo,
Sem uma namorada.
Sem amor só resta dor,
E a dor,
É ardor.
Passaram-se os dias,
E por entre as feridas,
Um homem
Põe-se a chorar.
Quer voltar
Ao seu lar.
Liga para casa
Com medo do pai,
E com a mão, põe-se a falar,
Para ver,
Se pode
Voltar.
Se eu puder voltar
Deixem-me um recado;
Em uma árvore
Um pano
Amarado.
E assim se fez.
Na data marcada,
Volta, quem sabe?
P´ra sempre e de vez.
Em frente à casa
Falta-lhe a coragem
Para ver se a branca bandagem
Ali vai encontrar,
Em frente
Ao seu
Lar.
Os olhos cerrados,
Abre-os, calado,
Para um pouco espiar.
E não vê um lenço,
Nem uma tarja,
Nem uma banda;
Vê, sim, um alvo lençol
Em toda varanda.
27/01/2001
962