Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Janis Joplin
A Cada Lua
a cada
dia uma saudade diferente
a cada amanhecer uma manhã diferente
a cada lua um brilho diferente
a cada palavra sua um desejo diferente
a cada minuto um mistério diferente
desejo-lhe a todo momento
quero-te sempre
gostaria da beijar-te loucamente
sentir-te em meus braços
ah, como eu gostaria de estar aí agora com você
você simplesmente me faz diferente a cada momento
você simplesmente me domina de amor
você é única, eu sou única, somos uma alma
única
penso às vezes em acordar desse sonho
penso que isso não está acontecendo
é tudo tão bom
é tudo tão simples
é tudo tão sincero
que às vezes chego a pensar que não existo
que você é um anjo que me salvará da escuridão
afinal, Quem és tu??
não posso pensar em suas palavras q já fico louca de desejo
não posso pensar em sua voz q já fico louca de paixão
ah, como eu queria estar ai com você
as vezes chego a pensar se você pensa e sente o mesmo
que eu...
mas não quero nem saber, pois você é a pessoa que
vou agarrar com todas as forças
ah, como a distancia nos torna mais imaginários
ah. como é ruim sentir desejo e não poder fazer nada,,,
meu amor, quero-te e penso em ti a todo momento
o que será essa loucura??
pois que louca seja eu de te querer mesmo sem a ter...
pois louca de mim e só louca de paixão por você...
fico a desejar-te...
dia uma saudade diferente
a cada amanhecer uma manhã diferente
a cada lua um brilho diferente
a cada palavra sua um desejo diferente
a cada minuto um mistério diferente
desejo-lhe a todo momento
quero-te sempre
gostaria da beijar-te loucamente
sentir-te em meus braços
ah, como eu gostaria de estar aí agora com você
você simplesmente me faz diferente a cada momento
você simplesmente me domina de amor
você é única, eu sou única, somos uma alma
única
penso às vezes em acordar desse sonho
penso que isso não está acontecendo
é tudo tão bom
é tudo tão simples
é tudo tão sincero
que às vezes chego a pensar que não existo
que você é um anjo que me salvará da escuridão
afinal, Quem és tu??
não posso pensar em suas palavras q já fico louca de desejo
não posso pensar em sua voz q já fico louca de paixão
ah, como eu queria estar ai com você
as vezes chego a pensar se você pensa e sente o mesmo
que eu...
mas não quero nem saber, pois você é a pessoa que
vou agarrar com todas as forças
ah, como a distancia nos torna mais imaginários
ah. como é ruim sentir desejo e não poder fazer nada,,,
meu amor, quero-te e penso em ti a todo momento
o que será essa loucura??
pois que louca seja eu de te querer mesmo sem a ter...
pois louca de mim e só louca de paixão por você...
fico a desejar-te...
1 316
Lívia Araújo
Senta e Espera
A angústia
em repouso
Do meu ardor o ensejo
É quando em ti o olhar pouso
Eu não mais fujo, eu só te vejo.
Alegre ou triste, tens nos olhos um segredo
Que engana a todos e me engana
Quando me negas um beijo.
É então que me alimentas a chama.
Com loucura de quem ama,
Corro, canso, caio, arquejo
Eu me equivoco, não me chamas
Mas é a ti que desejo.
em repouso
Do meu ardor o ensejo
É quando em ti o olhar pouso
Eu não mais fujo, eu só te vejo.
Alegre ou triste, tens nos olhos um segredo
Que engana a todos e me engana
Quando me negas um beijo.
É então que me alimentas a chama.
Com loucura de quem ama,
Corro, canso, caio, arquejo
Eu me equivoco, não me chamas
Mas é a ti que desejo.
839
Lívia Araújo
Senta e Espera
A angústia
em repouso
Do meu ardor o ensejo
É quando em ti o olhar pouso
Eu não mais fujo, eu só te vejo.
Alegre ou triste, tens nos olhos um segredo
Que engana a todos e me engana
Quando me negas um beijo.
É então que me alimentas a chama.
Com loucura de quem ama,
Corro, canso, caio, arquejo
Eu me equivoco, não me chamas
Mas é a ti que desejo.
em repouso
Do meu ardor o ensejo
É quando em ti o olhar pouso
Eu não mais fujo, eu só te vejo.
Alegre ou triste, tens nos olhos um segredo
Que engana a todos e me engana
Quando me negas um beijo.
É então que me alimentas a chama.
Com loucura de quem ama,
Corro, canso, caio, arquejo
Eu me equivoco, não me chamas
Mas é a ti que desejo.
839
Lívia Araújo
Senta e Espera
A angústia
em repouso
Do meu ardor o ensejo
É quando em ti o olhar pouso
Eu não mais fujo, eu só te vejo.
Alegre ou triste, tens nos olhos um segredo
Que engana a todos e me engana
Quando me negas um beijo.
É então que me alimentas a chama.
Com loucura de quem ama,
Corro, canso, caio, arquejo
Eu me equivoco, não me chamas
Mas é a ti que desejo.
em repouso
Do meu ardor o ensejo
É quando em ti o olhar pouso
Eu não mais fujo, eu só te vejo.
Alegre ou triste, tens nos olhos um segredo
Que engana a todos e me engana
Quando me negas um beijo.
É então que me alimentas a chama.
Com loucura de quem ama,
Corro, canso, caio, arquejo
Eu me equivoco, não me chamas
Mas é a ti que desejo.
839
Aníbal Raposo
Ausência
É estranho...
Quando deixas a ilha
Sinto os meus dias prenhes
Do imenso vazio da tua ausência
Resta o teu cheiro...
No quarto, na almofada da cama
Em cada canto da casa...
Confesso que nunca o sinto assim tão à flor da pele
No compasso voraz do nosso dia-a-dia
Só então me apercebo
Como a usura do tempo
Traça, sem darmos conta, superfícies planas
Esbate, sem piedade, as vivas arestas
Da cor dos nossos sentimentos
Amo-te em fogo juvenil quando estás longe
Habituo-me a ti
Se estás por perto.
Quando deixas a ilha
Sinto os meus dias prenhes
Do imenso vazio da tua ausência
Resta o teu cheiro...
No quarto, na almofada da cama
Em cada canto da casa...
Confesso que nunca o sinto assim tão à flor da pele
No compasso voraz do nosso dia-a-dia
Só então me apercebo
Como a usura do tempo
Traça, sem darmos conta, superfícies planas
Esbate, sem piedade, as vivas arestas
Da cor dos nossos sentimentos
Amo-te em fogo juvenil quando estás longe
Habituo-me a ti
Se estás por perto.
797
Luiz Felipe Coelho
Funcionários do ódio
Chamados
raivosos de aço a convocar multidões
para jardins odiosos
onde genocídios saem dos dicionários
e empilham cadáveres na grama
enquanto os gritos do saque
e as ondas da maldade
respingam sangue distraídos.
Matar
e beber uma cerveja gelada,
matar
e ir dormir um pouco,
matar
e levar brinquedos para os filhos.
O horror da facilidade da morte e da raiva
para espalhar cadáveres homogêneos
tem a profundidade de grandes lagos alpinos
de águas límpidas, azuis, sem vida,
e as frias serras que se vêem ao longe
a carregar pedras, gêlo, vento e delírios arianos,
tem a secura dos grandes desertos a gerar deuses cruéis.
espelhados na dureza dos dias,
e a escrever o genocídio e a guerra santa
nos seus livros sagrados,
mas vai além.
Cambodja? Auschwitz?
Palestina? gueto de Varsóvia?
Ruanda? Bósnia? Soweto?
Assim os vemos e nos acalmamos,
estranhas consoantes e vogais enfileiradas
em distantes mapas,
e nós não somos eles
e nos regozijamos por sermos diferentes.
Mas, será? A distância é aparente,
o nome talvez seja sempre o mesmo
e seria fácil dizê-lo:
é a lógica das limpezas étnicas,
é a certeza dos estados nacionais,
é a manutenção da ordem social,
é o direito à revolução,
é uma única religião verdadeira
e só se diz em uma língua,
e admite apenas um alfabeto,
mas será mesmo?
Seu nome é muito mais que tudo isto,
êle é a densa maldade sem espelho
a falar calmamente
e a matar.
raivosos de aço a convocar multidões
para jardins odiosos
onde genocídios saem dos dicionários
e empilham cadáveres na grama
enquanto os gritos do saque
e as ondas da maldade
respingam sangue distraídos.
Matar
e beber uma cerveja gelada,
matar
e ir dormir um pouco,
matar
e levar brinquedos para os filhos.
O horror da facilidade da morte e da raiva
para espalhar cadáveres homogêneos
tem a profundidade de grandes lagos alpinos
de águas límpidas, azuis, sem vida,
e as frias serras que se vêem ao longe
a carregar pedras, gêlo, vento e delírios arianos,
tem a secura dos grandes desertos a gerar deuses cruéis.
espelhados na dureza dos dias,
e a escrever o genocídio e a guerra santa
nos seus livros sagrados,
mas vai além.
Cambodja? Auschwitz?
Palestina? gueto de Varsóvia?
Ruanda? Bósnia? Soweto?
Assim os vemos e nos acalmamos,
estranhas consoantes e vogais enfileiradas
em distantes mapas,
e nós não somos eles
e nos regozijamos por sermos diferentes.
Mas, será? A distância é aparente,
o nome talvez seja sempre o mesmo
e seria fácil dizê-lo:
é a lógica das limpezas étnicas,
é a certeza dos estados nacionais,
é a manutenção da ordem social,
é o direito à revolução,
é uma única religião verdadeira
e só se diz em uma língua,
e admite apenas um alfabeto,
mas será mesmo?
Seu nome é muito mais que tudo isto,
êle é a densa maldade sem espelho
a falar calmamente
e a matar.
842
Luiz Felipe Coelho
E na ausência surgiu a vida
A ausência
era um gigantesco bloco,
estarrecedor desprezo ao fluxo do tempo.
Orquídeas habitavam suas fendas,
confraternizavam com as samambaias,
delirando bebadas da úmida verdade da Terra,
buscando a luz do Sol,
o vento e os pássaros.
Admirei-a, espantoso nada,
cadeira vazia, transparente janela a ressoar
nas breves melodias ensinadas pelo vento,
aprisionando o Universo do lado de dentro,
enquanto fabricava a vida e, aos poucos,
consegui enxergar sua totalidade,
o quase vazio onde cometas de luz nasciam.
Contornei a ausência por dentro de mim,
até vislumbrar sua interna clareira,
ninho de ventos a desabrochar,
e onde começava uma dura construção,
uma alegre doação.
Silenciei então e os ecos adormeceram,
grávidos de espanto.
era um gigantesco bloco,
estarrecedor desprezo ao fluxo do tempo.
Orquídeas habitavam suas fendas,
confraternizavam com as samambaias,
delirando bebadas da úmida verdade da Terra,
buscando a luz do Sol,
o vento e os pássaros.
Admirei-a, espantoso nada,
cadeira vazia, transparente janela a ressoar
nas breves melodias ensinadas pelo vento,
aprisionando o Universo do lado de dentro,
enquanto fabricava a vida e, aos poucos,
consegui enxergar sua totalidade,
o quase vazio onde cometas de luz nasciam.
Contornei a ausência por dentro de mim,
até vislumbrar sua interna clareira,
ninho de ventos a desabrochar,
e onde começava uma dura construção,
uma alegre doação.
Silenciei então e os ecos adormeceram,
grávidos de espanto.
757
Luiz Felipe Coelho
E na ausência surgiu a vida
A ausência
era um gigantesco bloco,
estarrecedor desprezo ao fluxo do tempo.
Orquídeas habitavam suas fendas,
confraternizavam com as samambaias,
delirando bebadas da úmida verdade da Terra,
buscando a luz do Sol,
o vento e os pássaros.
Admirei-a, espantoso nada,
cadeira vazia, transparente janela a ressoar
nas breves melodias ensinadas pelo vento,
aprisionando o Universo do lado de dentro,
enquanto fabricava a vida e, aos poucos,
consegui enxergar sua totalidade,
o quase vazio onde cometas de luz nasciam.
Contornei a ausência por dentro de mim,
até vislumbrar sua interna clareira,
ninho de ventos a desabrochar,
e onde começava uma dura construção,
uma alegre doação.
Silenciei então e os ecos adormeceram,
grávidos de espanto.
era um gigantesco bloco,
estarrecedor desprezo ao fluxo do tempo.
Orquídeas habitavam suas fendas,
confraternizavam com as samambaias,
delirando bebadas da úmida verdade da Terra,
buscando a luz do Sol,
o vento e os pássaros.
Admirei-a, espantoso nada,
cadeira vazia, transparente janela a ressoar
nas breves melodias ensinadas pelo vento,
aprisionando o Universo do lado de dentro,
enquanto fabricava a vida e, aos poucos,
consegui enxergar sua totalidade,
o quase vazio onde cometas de luz nasciam.
Contornei a ausência por dentro de mim,
até vislumbrar sua interna clareira,
ninho de ventos a desabrochar,
e onde começava uma dura construção,
uma alegre doação.
Silenciei então e os ecos adormeceram,
grávidos de espanto.
757
Marcelo Ribeiro
Pássaro Ferido
Ferido
o pássaro que voa;
Bico entreaberto
Garras preparadas e penas eriçadas
O coração saltitando
Dentro do minúsculo peito
Coberto de penas alvas tingidas de rubro
O mais belo tom de rubro:
O vivo vermelho do sangue da liberdade
Ferido o pássaro que voa
Porém livre
o pássaro que voa;
Bico entreaberto
Garras preparadas e penas eriçadas
O coração saltitando
Dentro do minúsculo peito
Coberto de penas alvas tingidas de rubro
O mais belo tom de rubro:
O vivo vermelho do sangue da liberdade
Ferido o pássaro que voa
Porém livre
1 215
Marcelo Ribeiro
Da Tua Casa à Minha
Todas
as casas de portas fechadas
E o caminho enebriante à minha frente
Tão escuras que são as estradas
Que me conduzem novamente
A mansão sombria de minhas discórdias
Poucos são os transeuntes que me aparecem
Vagabundos de lirismo arcaico que se apetecem
Da chama do umbral da noite
Molhando os dedos e apagando a vela trêmula
No sepulcro sacro do castiçal da boêmia
Resgatam temas de valentia
Em que brigavam por lemas de alforria:
Libertar a alma e o corpo
Amar à exaustão e revelia!
Choram por damas perdidas
E rememoram alegres as perdidas damas
Sonham voltar a saborear deliciosas comidas
E depois roncar solenemente
Em não mais que confortáveis e esquecidas camas
O pouco que sonham lhes é muito
E seu canto é somente onírico e mudo
Não atingem aos nossos peitos
Reverberam, quanto muito
À outros corações vagabundos
Há cachorros que lhes lambem
As chagas que os iguais, sim, mortais
Lhes conferiram em encontros informais
Pois para a morte, a fome, o frio e a violência
Não existe formalidade
Basta um terno e gravata
Carro importado e caneta refinada
Para assinar qualquer suja bravata
Esperam por nova chance
Um amor, emprego, sonhos apenas
E antes que a impossível imagem da felicidade se apague
Mais um fino trago de cachaça num só lance
A esquentar corpo, alma e melenas
São estes os únicos seres que avisto
Quando retorno da tua casa
Já que teus olhos ficaram cravados em meu peito
as casas de portas fechadas
E o caminho enebriante à minha frente
Tão escuras que são as estradas
Que me conduzem novamente
A mansão sombria de minhas discórdias
Poucos são os transeuntes que me aparecem
Vagabundos de lirismo arcaico que se apetecem
Da chama do umbral da noite
Molhando os dedos e apagando a vela trêmula
No sepulcro sacro do castiçal da boêmia
Resgatam temas de valentia
Em que brigavam por lemas de alforria:
Libertar a alma e o corpo
Amar à exaustão e revelia!
Choram por damas perdidas
E rememoram alegres as perdidas damas
Sonham voltar a saborear deliciosas comidas
E depois roncar solenemente
Em não mais que confortáveis e esquecidas camas
O pouco que sonham lhes é muito
E seu canto é somente onírico e mudo
Não atingem aos nossos peitos
Reverberam, quanto muito
À outros corações vagabundos
Há cachorros que lhes lambem
As chagas que os iguais, sim, mortais
Lhes conferiram em encontros informais
Pois para a morte, a fome, o frio e a violência
Não existe formalidade
Basta um terno e gravata
Carro importado e caneta refinada
Para assinar qualquer suja bravata
Esperam por nova chance
Um amor, emprego, sonhos apenas
E antes que a impossível imagem da felicidade se apague
Mais um fino trago de cachaça num só lance
A esquentar corpo, alma e melenas
São estes os únicos seres que avisto
Quando retorno da tua casa
Já que teus olhos ficaram cravados em meu peito
899
Janis Joplin
Um Dia, Uma Dúvida
Hoje
foi um dia bom
Eu estava feliz
Feliz porque eu sei que você estava pensando em mim
Hoje foi um dia bom
Nem frio nem calor, apenas aquela brisa de saudade.
Hoje foi um dia bom
Senti você perto de mim, mesmo sem você estar
Hoje foi um dia bom
O vento trazia um beijo seu, tão doce e tão...
É, hoje foi um dia bom
Minha alma estava calma, parece até q encontrou a outra metade.
Hoje foi um dia diferente
Nao sei o q deu em mim, mas uma felicidade enorme me invadiu...
Hoje foi um dia assim...
Eu estava que nem boba, sorrindo à toa...
Hoje foi pleno...
Fui ao outro lado e voltei, e voltei feliz assim, sabe!?
Hoje foi sonho ou realidade?!...
Acho q foi os dois juntos, misturados com fantasias, imaginações..
Hoje o dia foi pra você...
Pensei, pensei , e eu só pensava em você.
Hoje, só de pensar que o Hoje esta pra acabar...
AH! Se todos os dias fossem como Hoje...
"O hoje não é mais hoje, hoje foi ontem"
Afinal, q dia é hoje?
É, acho que foi ontem, "e eu queria que o tempo pudesse voltar
dessa vez"
Hoje foi um dia de libertação, de conquista...
Libertei minha alma, deixei-a calma, soltei-a do passado...
Me reconquistei novamente, enfim, nasci de novo...
Hoje foi o dia da serpente...
"Serpente, nem sente, que me envenenou"...
Hoje foi "O Dia"...
O dia que eu senti,
O dia que eu chorei,
O dia de ser feliz,
O dia que eu descobri,
O dia que me libertou,
O dia que me ensinou,
O dia seu
O dia meu
O dia das almas...
O dia de calma,
Enfim, hoje foi "O Dia"...
foi um dia bom
Eu estava feliz
Feliz porque eu sei que você estava pensando em mim
Hoje foi um dia bom
Nem frio nem calor, apenas aquela brisa de saudade.
Hoje foi um dia bom
Senti você perto de mim, mesmo sem você estar
Hoje foi um dia bom
O vento trazia um beijo seu, tão doce e tão...
É, hoje foi um dia bom
Minha alma estava calma, parece até q encontrou a outra metade.
Hoje foi um dia diferente
Nao sei o q deu em mim, mas uma felicidade enorme me invadiu...
Hoje foi um dia assim...
Eu estava que nem boba, sorrindo à toa...
Hoje foi pleno...
Fui ao outro lado e voltei, e voltei feliz assim, sabe!?
Hoje foi sonho ou realidade?!...
Acho q foi os dois juntos, misturados com fantasias, imaginações..
Hoje o dia foi pra você...
Pensei, pensei , e eu só pensava em você.
Hoje, só de pensar que o Hoje esta pra acabar...
AH! Se todos os dias fossem como Hoje...
"O hoje não é mais hoje, hoje foi ontem"
Afinal, q dia é hoje?
É, acho que foi ontem, "e eu queria que o tempo pudesse voltar
dessa vez"
Hoje foi um dia de libertação, de conquista...
Libertei minha alma, deixei-a calma, soltei-a do passado...
Me reconquistei novamente, enfim, nasci de novo...
Hoje foi o dia da serpente...
"Serpente, nem sente, que me envenenou"...
Hoje foi "O Dia"...
O dia que eu senti,
O dia que eu chorei,
O dia de ser feliz,
O dia que eu descobri,
O dia que me libertou,
O dia que me ensinou,
O dia seu
O dia meu
O dia das almas...
O dia de calma,
Enfim, hoje foi "O Dia"...
1 077
Janis Joplin
Um Dia, Uma Dúvida
Hoje
foi um dia bom
Eu estava feliz
Feliz porque eu sei que você estava pensando em mim
Hoje foi um dia bom
Nem frio nem calor, apenas aquela brisa de saudade.
Hoje foi um dia bom
Senti você perto de mim, mesmo sem você estar
Hoje foi um dia bom
O vento trazia um beijo seu, tão doce e tão...
É, hoje foi um dia bom
Minha alma estava calma, parece até q encontrou a outra metade.
Hoje foi um dia diferente
Nao sei o q deu em mim, mas uma felicidade enorme me invadiu...
Hoje foi um dia assim...
Eu estava que nem boba, sorrindo à toa...
Hoje foi pleno...
Fui ao outro lado e voltei, e voltei feliz assim, sabe!?
Hoje foi sonho ou realidade?!...
Acho q foi os dois juntos, misturados com fantasias, imaginações..
Hoje o dia foi pra você...
Pensei, pensei , e eu só pensava em você.
Hoje, só de pensar que o Hoje esta pra acabar...
AH! Se todos os dias fossem como Hoje...
"O hoje não é mais hoje, hoje foi ontem"
Afinal, q dia é hoje?
É, acho que foi ontem, "e eu queria que o tempo pudesse voltar
dessa vez"
Hoje foi um dia de libertação, de conquista...
Libertei minha alma, deixei-a calma, soltei-a do passado...
Me reconquistei novamente, enfim, nasci de novo...
Hoje foi o dia da serpente...
"Serpente, nem sente, que me envenenou"...
Hoje foi "O Dia"...
O dia que eu senti,
O dia que eu chorei,
O dia de ser feliz,
O dia que eu descobri,
O dia que me libertou,
O dia que me ensinou,
O dia seu
O dia meu
O dia das almas...
O dia de calma,
Enfim, hoje foi "O Dia"...
foi um dia bom
Eu estava feliz
Feliz porque eu sei que você estava pensando em mim
Hoje foi um dia bom
Nem frio nem calor, apenas aquela brisa de saudade.
Hoje foi um dia bom
Senti você perto de mim, mesmo sem você estar
Hoje foi um dia bom
O vento trazia um beijo seu, tão doce e tão...
É, hoje foi um dia bom
Minha alma estava calma, parece até q encontrou a outra metade.
Hoje foi um dia diferente
Nao sei o q deu em mim, mas uma felicidade enorme me invadiu...
Hoje foi um dia assim...
Eu estava que nem boba, sorrindo à toa...
Hoje foi pleno...
Fui ao outro lado e voltei, e voltei feliz assim, sabe!?
Hoje foi sonho ou realidade?!...
Acho q foi os dois juntos, misturados com fantasias, imaginações..
Hoje o dia foi pra você...
Pensei, pensei , e eu só pensava em você.
Hoje, só de pensar que o Hoje esta pra acabar...
AH! Se todos os dias fossem como Hoje...
"O hoje não é mais hoje, hoje foi ontem"
Afinal, q dia é hoje?
É, acho que foi ontem, "e eu queria que o tempo pudesse voltar
dessa vez"
Hoje foi um dia de libertação, de conquista...
Libertei minha alma, deixei-a calma, soltei-a do passado...
Me reconquistei novamente, enfim, nasci de novo...
Hoje foi o dia da serpente...
"Serpente, nem sente, que me envenenou"...
Hoje foi "O Dia"...
O dia que eu senti,
O dia que eu chorei,
O dia de ser feliz,
O dia que eu descobri,
O dia que me libertou,
O dia que me ensinou,
O dia seu
O dia meu
O dia das almas...
O dia de calma,
Enfim, hoje foi "O Dia"...
1 077
Reinaldo Ferreira
O essencial é ter o vento
O essencial é ter o vento.
Compra-o; compra-o depressa,
A qualquer preço.
Dá por ele um princípio, uma ideia,
Uma dúzia ou mesmo dúzia e meia
Dos teus melhores amigos, mas compra-o.
Outros, menos sagazes
E mais convencionais,
Te dirão que o preciso, o urgente,
É ser o jogador mais influente
Dum trust de petróleo ou de carvão.
Eu não:
O essencial é ter o vento.
E agora que o Outono se insinua
No cadáver das folhas
Que atapeta a rua
E o grande vento afina a voz
Para requiem do Verão,
A baixa é certa.
Compra-o; mas compra-o todo,
De modo
Que não fique sopro ou brisa
Nas mãos de um concorrente
Incompetente.
Compra-o; compra-o depressa,
A qualquer preço.
Dá por ele um princípio, uma ideia,
Uma dúzia ou mesmo dúzia e meia
Dos teus melhores amigos, mas compra-o.
Outros, menos sagazes
E mais convencionais,
Te dirão que o preciso, o urgente,
É ser o jogador mais influente
Dum trust de petróleo ou de carvão.
Eu não:
O essencial é ter o vento.
E agora que o Outono se insinua
No cadáver das folhas
Que atapeta a rua
E o grande vento afina a voz
Para requiem do Verão,
A baixa é certa.
Compra-o; mas compra-o todo,
De modo
Que não fique sopro ou brisa
Nas mãos de um concorrente
Incompetente.
1 514
Reinaldo Ferreira
O essencial é ter o vento
O essencial é ter o vento.
Compra-o; compra-o depressa,
A qualquer preço.
Dá por ele um princípio, uma ideia,
Uma dúzia ou mesmo dúzia e meia
Dos teus melhores amigos, mas compra-o.
Outros, menos sagazes
E mais convencionais,
Te dirão que o preciso, o urgente,
É ser o jogador mais influente
Dum trust de petróleo ou de carvão.
Eu não:
O essencial é ter o vento.
E agora que o Outono se insinua
No cadáver das folhas
Que atapeta a rua
E o grande vento afina a voz
Para requiem do Verão,
A baixa é certa.
Compra-o; mas compra-o todo,
De modo
Que não fique sopro ou brisa
Nas mãos de um concorrente
Incompetente.
Compra-o; compra-o depressa,
A qualquer preço.
Dá por ele um princípio, uma ideia,
Uma dúzia ou mesmo dúzia e meia
Dos teus melhores amigos, mas compra-o.
Outros, menos sagazes
E mais convencionais,
Te dirão que o preciso, o urgente,
É ser o jogador mais influente
Dum trust de petróleo ou de carvão.
Eu não:
O essencial é ter o vento.
E agora que o Outono se insinua
No cadáver das folhas
Que atapeta a rua
E o grande vento afina a voz
Para requiem do Verão,
A baixa é certa.
Compra-o; mas compra-o todo,
De modo
Que não fique sopro ou brisa
Nas mãos de um concorrente
Incompetente.
1 514
Reinaldo Ferreira
Regresso de parte alguma
Regresso de parte alguma
Rico mais do que partira,
Pois trago coisa nenhuma
Sem desespero e sem ira.
Agora vivo contente
No meu exílio sereno;
Tomei tamanho de gente
E não me dói ser pequeno.
Pedra parada na calma
Tranquilidade dos charcos,
Deixem dormir minha alma,
Como apodrecem os barcos
Rico mais do que partira,
Pois trago coisa nenhuma
Sem desespero e sem ira.
Agora vivo contente
No meu exílio sereno;
Tomei tamanho de gente
E não me dói ser pequeno.
Pedra parada na calma
Tranquilidade dos charcos,
Deixem dormir minha alma,
Como apodrecem os barcos
2 446
Reinaldo Ferreira
Que estranha, a nossa verdade
Que estranha, a nossa verdade!
Às vezes, partida a meio,
Minha ilusória unidade,
Pensando, sinto, pensei-o.
Mas quando penso o que penso
Estou-o pensando também.
Na vertigem, não me venço
E recuo e vou além
Daquilo pra que há defesa.
Feliz quem pode parar
Onde a certeza é certeza
E pensar é só pensar!
Às vezes, partida a meio,
Minha ilusória unidade,
Pensando, sinto, pensei-o.
Mas quando penso o que penso
Estou-o pensando também.
Na vertigem, não me venço
E recuo e vou além
Daquilo pra que há defesa.
Feliz quem pode parar
Onde a certeza é certeza
E pensar é só pensar!
2 004
Lívia Araújo
Sobre Fundo Azul
Nas noites
em claro
A vela acesa
No desabafo
O desafio.
Mau altar, papel azul
O brilho tênue
O vinho doce
E a promessa.
Estou aqui
Desconhecida
Que se desnuda
E pede ajuda.
Salto aos teus olhos
No meu desenho
Um ser estranho
Cantando, Blue.
em claro
A vela acesa
No desabafo
O desafio.
Mau altar, papel azul
O brilho tênue
O vinho doce
E a promessa.
Estou aqui
Desconhecida
Que se desnuda
E pede ajuda.
Salto aos teus olhos
No meu desenho
Um ser estranho
Cantando, Blue.
667
Reinaldo Ferreira
Duma outra infância, inventada
Duma outra infância, inventada,
Guardo memórias que são
Reais reversos do nada
Que as verdadeiras me dão.
Estas, se acaso regressam,
Em tropel e confusão
Ao limiar-me, tropeçam
No corpo das que lá estão.
Assim, mentindo as raízes
Do meu confuso começo,
Segrego imagens felizes
Com que as funestas esqueço.
Guardo memórias que são
Reais reversos do nada
Que as verdadeiras me dão.
Estas, se acaso regressam,
Em tropel e confusão
Ao limiar-me, tropeçam
No corpo das que lá estão.
Assim, mentindo as raízes
Do meu confuso começo,
Segrego imagens felizes
Com que as funestas esqueço.
2 072
Reinaldo Ferreira
Duma outra infância, inventada
Duma outra infância, inventada,
Guardo memórias que são
Reais reversos do nada
Que as verdadeiras me dão.
Estas, se acaso regressam,
Em tropel e confusão
Ao limiar-me, tropeçam
No corpo das que lá estão.
Assim, mentindo as raízes
Do meu confuso começo,
Segrego imagens felizes
Com que as funestas esqueço.
Guardo memórias que são
Reais reversos do nada
Que as verdadeiras me dão.
Estas, se acaso regressam,
Em tropel e confusão
Ao limiar-me, tropeçam
No corpo das que lá estão.
Assim, mentindo as raízes
Do meu confuso começo,
Segrego imagens felizes
Com que as funestas esqueço.
2 072
Reinaldo Ferreira
Rosa, a mulata, desperta
Rosa, a mulata, desperta
Com os morcegos, à hora
Em que a Lua, nódoa, incerta
E sem vulto, no céu aflora.
E Vénus, mito propício
Que em seu destino decide,
Convoca as filhas do Vício
Ao culto a que ela preside.
Com os morcegos, à hora
Em que a Lua, nódoa, incerta
E sem vulto, no céu aflora.
E Vénus, mito propício
Que em seu destino decide,
Convoca as filhas do Vício
Ao culto a que ela preside.
2 030
Reinaldo Ferreira
Porque a não tenho? Tão doce
Porque a não tenho? Tão doce
E tão ao pé de acabar!
Largando, como se fosse
Um barco novo a chegar!
Quisera-a, para brinquedo
Da minha vã meninice.
Nem brincaria, com medo
Que ela, de frágil, partisse.
Bastava só que ficasse
Mito a roçar-se no Fim
E o seu sorriso acalmasse
A angústia dentro de mim.
E tão ao pé de acabar!
Largando, como se fosse
Um barco novo a chegar!
Quisera-a, para brinquedo
Da minha vã meninice.
Nem brincaria, com medo
Que ela, de frágil, partisse.
Bastava só que ficasse
Mito a roçar-se no Fim
E o seu sorriso acalmasse
A angústia dentro de mim.
2 026
Reinaldo Ferreira
Porque a não tenho? Tão doce
Porque a não tenho? Tão doce
E tão ao pé de acabar!
Largando, como se fosse
Um barco novo a chegar!
Quisera-a, para brinquedo
Da minha vã meninice.
Nem brincaria, com medo
Que ela, de frágil, partisse.
Bastava só que ficasse
Mito a roçar-se no Fim
E o seu sorriso acalmasse
A angústia dentro de mim.
E tão ao pé de acabar!
Largando, como se fosse
Um barco novo a chegar!
Quisera-a, para brinquedo
Da minha vã meninice.
Nem brincaria, com medo
Que ela, de frágil, partisse.
Bastava só que ficasse
Mito a roçar-se no Fim
E o seu sorriso acalmasse
A angústia dentro de mim.
2 026
Reinaldo Ferreira
Porque a não tenho? Tão doce
Porque a não tenho? Tão doce
E tão ao pé de acabar!
Largando, como se fosse
Um barco novo a chegar!
Quisera-a, para brinquedo
Da minha vã meninice.
Nem brincaria, com medo
Que ela, de frágil, partisse.
Bastava só que ficasse
Mito a roçar-se no Fim
E o seu sorriso acalmasse
A angústia dentro de mim.
E tão ao pé de acabar!
Largando, como se fosse
Um barco novo a chegar!
Quisera-a, para brinquedo
Da minha vã meninice.
Nem brincaria, com medo
Que ela, de frágil, partisse.
Bastava só que ficasse
Mito a roçar-se no Fim
E o seu sorriso acalmasse
A angústia dentro de mim.
2 026
Reinaldo Ferreira
Triste, a paisagem tem ciprestes só
Triste, a paisagem tem ciprestes só.
Órbitas cegas, de chorar por água,
Os tanques estancam sua sede em pó
E o seu silêncio enche o jardim de mágoa.
Ao buxo, há muito que ninguém dá norma,
Só répteis amam, no caramanchel.
E o velho fauno branco, hoje sem forma,
Envolto dhera, toma a cor do fel.
Galgos, cisnes, pavões, festivas flores,
Tudo se foi. No vácuo, o tempo escorre.
Folha arrastada aos vergéis exteriores,
Transposto o muro, inda que verde morre.
Órbitas cegas, de chorar por água,
Os tanques estancam sua sede em pó
E o seu silêncio enche o jardim de mágoa.
Ao buxo, há muito que ninguém dá norma,
Só répteis amam, no caramanchel.
E o velho fauno branco, hoje sem forma,
Envolto dhera, toma a cor do fel.
Galgos, cisnes, pavões, festivas flores,
Tudo se foi. No vácuo, o tempo escorre.
Folha arrastada aos vergéis exteriores,
Transposto o muro, inda que verde morre.
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