Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Renato Russo
Um dia perfeito
Quase morri
Há menos de trinta e duas horas atrás
Hoje a gente fica na varanda
Um dia perfeito com as crianças
São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
E tão simples: um dia perfeito
Corre corre corre
Que vai chover
Olha a chuva !
Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito
Ninguém vai conseguir quebrar
Há menos de trinta e duas horas atrás
Hoje a gente fica na varanda
Um dia perfeito com as crianças
São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
E tão simples: um dia perfeito
Corre corre corre
Que vai chover
Olha a chuva !
Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito
Ninguém vai conseguir quebrar
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Renato Russo
Um dia perfeito
Quase morri
Há menos de trinta e duas horas atrás
Hoje a gente fica na varanda
Um dia perfeito com as crianças
São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
E tão simples: um dia perfeito
Corre corre corre
Que vai chover
Olha a chuva !
Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito
Ninguém vai conseguir quebrar
Há menos de trinta e duas horas atrás
Hoje a gente fica na varanda
Um dia perfeito com as crianças
São as pequenas coisas que valem mais
É tão bom estarmos juntos
E tão simples: um dia perfeito
Corre corre corre
Que vai chover
Olha a chuva !
Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito
Ninguém vai conseguir quebrar
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Renato Russo
Os Barcos
Você diz que tudo terminou
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou prá você
São só palavras: teço ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto
Um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e que me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno:
É dor, se há - tentativa. Já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade
Você com outro alguém
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver:
Só terminou prá você
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou prá você
São só palavras: teço ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto
Um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e que me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno:
É dor, se há - tentativa. Já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade
Você com outro alguém
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver:
Só terminou prá você
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Renato Russo
Os Barcos
Você diz que tudo terminou
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou prá você
São só palavras: teço ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto
Um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e que me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno:
É dor, se há - tentativa. Já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade
Você com outro alguém
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver:
Só terminou prá você
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou prá você
São só palavras: teço ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto
Um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e que me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno:
É dor, se há - tentativa. Já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade
Você com outro alguém
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver:
Só terminou prá você
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Renata Trocoli
Sem Titulo II
Ás vezes a gente se pergunta
o porquê de tanta coisa...
o porquê de amar e não ser amado,
talvez ser mas não saber lidar com ele.
Sofrer profundamente quando a situação
que nos envolve é tão clara,
tudo e todos nos mostram que motivos
não temos para sofrer assim.
Envolver-se com alguém desconhecido,
se entregar, abrir as portas do coração
e perceber que tudo valeu à pena,
que a vida é isso ai, arriscar, amar, envolver,
deixar-se conquistar e sofre para aprender
que tudo na vida vale à pena,
que amar é cair e levantar
e sempre ter força para continuar acreditando nele.
o porquê de tanta coisa...
o porquê de amar e não ser amado,
talvez ser mas não saber lidar com ele.
Sofrer profundamente quando a situação
que nos envolve é tão clara,
tudo e todos nos mostram que motivos
não temos para sofrer assim.
Envolver-se com alguém desconhecido,
se entregar, abrir as portas do coração
e perceber que tudo valeu à pena,
que a vida é isso ai, arriscar, amar, envolver,
deixar-se conquistar e sofre para aprender
que tudo na vida vale à pena,
que amar é cair e levantar
e sempre ter força para continuar acreditando nele.
772
Renata Trocoli
Sem Titulo II
Ás vezes a gente se pergunta
o porquê de tanta coisa...
o porquê de amar e não ser amado,
talvez ser mas não saber lidar com ele.
Sofrer profundamente quando a situação
que nos envolve é tão clara,
tudo e todos nos mostram que motivos
não temos para sofrer assim.
Envolver-se com alguém desconhecido,
se entregar, abrir as portas do coração
e perceber que tudo valeu à pena,
que a vida é isso ai, arriscar, amar, envolver,
deixar-se conquistar e sofre para aprender
que tudo na vida vale à pena,
que amar é cair e levantar
e sempre ter força para continuar acreditando nele.
o porquê de tanta coisa...
o porquê de amar e não ser amado,
talvez ser mas não saber lidar com ele.
Sofrer profundamente quando a situação
que nos envolve é tão clara,
tudo e todos nos mostram que motivos
não temos para sofrer assim.
Envolver-se com alguém desconhecido,
se entregar, abrir as portas do coração
e perceber que tudo valeu à pena,
que a vida é isso ai, arriscar, amar, envolver,
deixar-se conquistar e sofre para aprender
que tudo na vida vale à pena,
que amar é cair e levantar
e sempre ter força para continuar acreditando nele.
772
Roberto Pontes
A Flor Anídrica
A Mirtes Brígido Machado
Por quem bate o coração da amiga
Já esquecida das pecas pétalas
A dessangrada papoula entre grafemas
Na revista contendo manchas pardas?
Ser vivo ainda? Borboleta ou forma?
Que importa o dobre de um sino
Abafado, ao rés do lado esquerdo?
Ter-se exaurido a força em certas mãos
Se o corpo frágil, os olhos da menina
São estampa que nunca se desfaz?
Horizontalizada, resguarda os segredos
Talvez de múmia, inseto ou arabesco
Discreto modo de assim permanecer
Ali imóvel, a marca de um momento
A sensação, impulso terno, gesto
De preservar a vida em tempo breve
A mão que o pôs ali.
Por quem pulsa o coração que esquece?
Bate pela flor? Ou sua ausência?
(De A Poesia Cearense no Século XX [Org. Assis Brasil]. Rio de Janeiro: 1996)
Por quem bate o coração da amiga
Já esquecida das pecas pétalas
A dessangrada papoula entre grafemas
Na revista contendo manchas pardas?
Ser vivo ainda? Borboleta ou forma?
Que importa o dobre de um sino
Abafado, ao rés do lado esquerdo?
Ter-se exaurido a força em certas mãos
Se o corpo frágil, os olhos da menina
São estampa que nunca se desfaz?
Horizontalizada, resguarda os segredos
Talvez de múmia, inseto ou arabesco
Discreto modo de assim permanecer
Ali imóvel, a marca de um momento
A sensação, impulso terno, gesto
De preservar a vida em tempo breve
A mão que o pôs ali.
Por quem pulsa o coração que esquece?
Bate pela flor? Ou sua ausência?
(De A Poesia Cearense no Século XX [Org. Assis Brasil]. Rio de Janeiro: 1996)
921
Renata Trocoli
Sem Titulo III
Seus olhos sorriem ao encontrar os meus.
Seu sorriso tão lindo e doce
me faz te amar cada vez mais
e desejar que nunca deixe de sorrir para mim.
Sua pele tão clara, faz com que minhas mãos desejem
tocar seu rosto cada vez que te vejo.
Seus lábios tão macios
tocam os meus com delicadeza e carinho
que só quero sentir de você, sempre.
Suas mãos carinhosas tocam meu rosto.
Suas palavras doces
fazem meu coração palpitar de alegria
e meu peito doer de tanto amor que sinto por você
... AH! como te amo!!!
O amor que sinto por você
é puro, inocente e despreparado.
É uma leve brisa que me envolve
fazendo sorrir e suspirar
a cada lembrança, a cada momento vivido.
Meus olhos enchem-se de lágrimas
ao lembrar de nossos sonhos e desejos
Mas nunca com tristeza, sempre com carinho, amor e desejo
de encontrar seus olhos novamente, sentir seu abraço,
tocar seus cabelos macios, ver o sorriso doce
em seu lindo rosto, tocá-lo...
A vida proporciona emoções e sensações divinas!
Desejo que este momento nunca se acabe...
Que dure enquanto te amar deste jeito...
Seu sorriso tão lindo e doce
me faz te amar cada vez mais
e desejar que nunca deixe de sorrir para mim.
Sua pele tão clara, faz com que minhas mãos desejem
tocar seu rosto cada vez que te vejo.
Seus lábios tão macios
tocam os meus com delicadeza e carinho
que só quero sentir de você, sempre.
Suas mãos carinhosas tocam meu rosto.
Suas palavras doces
fazem meu coração palpitar de alegria
e meu peito doer de tanto amor que sinto por você
... AH! como te amo!!!
O amor que sinto por você
é puro, inocente e despreparado.
É uma leve brisa que me envolve
fazendo sorrir e suspirar
a cada lembrança, a cada momento vivido.
Meus olhos enchem-se de lágrimas
ao lembrar de nossos sonhos e desejos
Mas nunca com tristeza, sempre com carinho, amor e desejo
de encontrar seus olhos novamente, sentir seu abraço,
tocar seus cabelos macios, ver o sorriso doce
em seu lindo rosto, tocá-lo...
A vida proporciona emoções e sensações divinas!
Desejo que este momento nunca se acabe...
Que dure enquanto te amar deste jeito...
985
Renata Trocoli
Sem Titulo III
Seus olhos sorriem ao encontrar os meus.
Seu sorriso tão lindo e doce
me faz te amar cada vez mais
e desejar que nunca deixe de sorrir para mim.
Sua pele tão clara, faz com que minhas mãos desejem
tocar seu rosto cada vez que te vejo.
Seus lábios tão macios
tocam os meus com delicadeza e carinho
que só quero sentir de você, sempre.
Suas mãos carinhosas tocam meu rosto.
Suas palavras doces
fazem meu coração palpitar de alegria
e meu peito doer de tanto amor que sinto por você
... AH! como te amo!!!
O amor que sinto por você
é puro, inocente e despreparado.
É uma leve brisa que me envolve
fazendo sorrir e suspirar
a cada lembrança, a cada momento vivido.
Meus olhos enchem-se de lágrimas
ao lembrar de nossos sonhos e desejos
Mas nunca com tristeza, sempre com carinho, amor e desejo
de encontrar seus olhos novamente, sentir seu abraço,
tocar seus cabelos macios, ver o sorriso doce
em seu lindo rosto, tocá-lo...
A vida proporciona emoções e sensações divinas!
Desejo que este momento nunca se acabe...
Que dure enquanto te amar deste jeito...
Seu sorriso tão lindo e doce
me faz te amar cada vez mais
e desejar que nunca deixe de sorrir para mim.
Sua pele tão clara, faz com que minhas mãos desejem
tocar seu rosto cada vez que te vejo.
Seus lábios tão macios
tocam os meus com delicadeza e carinho
que só quero sentir de você, sempre.
Suas mãos carinhosas tocam meu rosto.
Suas palavras doces
fazem meu coração palpitar de alegria
e meu peito doer de tanto amor que sinto por você
... AH! como te amo!!!
O amor que sinto por você
é puro, inocente e despreparado.
É uma leve brisa que me envolve
fazendo sorrir e suspirar
a cada lembrança, a cada momento vivido.
Meus olhos enchem-se de lágrimas
ao lembrar de nossos sonhos e desejos
Mas nunca com tristeza, sempre com carinho, amor e desejo
de encontrar seus olhos novamente, sentir seu abraço,
tocar seus cabelos macios, ver o sorriso doce
em seu lindo rosto, tocá-lo...
A vida proporciona emoções e sensações divinas!
Desejo que este momento nunca se acabe...
Que dure enquanto te amar deste jeito...
985
Renata Trocoli
Sem Titulo VI
É engraçado como a amizade
pode mudar as coisas.
A amizade chegou toda meiguinha, sorridente.
E não é que era amizade verdadeira!?
Veio devagarinho,
chegou para mim com jeitinho carinhoso
e olharzinho meio perdido, seguro e inseguro.
Mas com sorriso maroto.
Andou até mim e entrou mais uma vez,
mas dessa vez foi para ficar.
Essa amizade substitui um amor perdido,
supera uma dor aguda
e cura desilusões profundas...
Porque é simplesmente amizade verdadeira,
que vem do coração sem pedir nada,
sem exigir nada.
Quem sabe apenas um sorriso sincero
e um aperto de mão.
Talvez uma abraço, uma ombro,
um carinho, amor de irmão.
Amizade é assim.
Vem, fica e ilumina.
Com apenas um olhar
e um esboço de sorriso.
Assim a amizade cativa
e dura até o fim da vida.
pode mudar as coisas.
A amizade chegou toda meiguinha, sorridente.
E não é que era amizade verdadeira!?
Veio devagarinho,
chegou para mim com jeitinho carinhoso
e olharzinho meio perdido, seguro e inseguro.
Mas com sorriso maroto.
Andou até mim e entrou mais uma vez,
mas dessa vez foi para ficar.
Essa amizade substitui um amor perdido,
supera uma dor aguda
e cura desilusões profundas...
Porque é simplesmente amizade verdadeira,
que vem do coração sem pedir nada,
sem exigir nada.
Quem sabe apenas um sorriso sincero
e um aperto de mão.
Talvez uma abraço, uma ombro,
um carinho, amor de irmão.
Amizade é assim.
Vem, fica e ilumina.
Com apenas um olhar
e um esboço de sorriso.
Assim a amizade cativa
e dura até o fim da vida.
850
Renata Trocoli
Sem Titulo VI
É engraçado como a amizade
pode mudar as coisas.
A amizade chegou toda meiguinha, sorridente.
E não é que era amizade verdadeira!?
Veio devagarinho,
chegou para mim com jeitinho carinhoso
e olharzinho meio perdido, seguro e inseguro.
Mas com sorriso maroto.
Andou até mim e entrou mais uma vez,
mas dessa vez foi para ficar.
Essa amizade substitui um amor perdido,
supera uma dor aguda
e cura desilusões profundas...
Porque é simplesmente amizade verdadeira,
que vem do coração sem pedir nada,
sem exigir nada.
Quem sabe apenas um sorriso sincero
e um aperto de mão.
Talvez uma abraço, uma ombro,
um carinho, amor de irmão.
Amizade é assim.
Vem, fica e ilumina.
Com apenas um olhar
e um esboço de sorriso.
Assim a amizade cativa
e dura até o fim da vida.
pode mudar as coisas.
A amizade chegou toda meiguinha, sorridente.
E não é que era amizade verdadeira!?
Veio devagarinho,
chegou para mim com jeitinho carinhoso
e olharzinho meio perdido, seguro e inseguro.
Mas com sorriso maroto.
Andou até mim e entrou mais uma vez,
mas dessa vez foi para ficar.
Essa amizade substitui um amor perdido,
supera uma dor aguda
e cura desilusões profundas...
Porque é simplesmente amizade verdadeira,
que vem do coração sem pedir nada,
sem exigir nada.
Quem sabe apenas um sorriso sincero
e um aperto de mão.
Talvez uma abraço, uma ombro,
um carinho, amor de irmão.
Amizade é assim.
Vem, fica e ilumina.
Com apenas um olhar
e um esboço de sorriso.
Assim a amizade cativa
e dura até o fim da vida.
850
Roberto Pontes
Quando Tua Pele
Quando tua pele de pêssego e veludo
entre tantos e lânguidos abraços
faz vibrar seus acordes de campina,
os pássaros estacam em seus vôos,
as folhas do limão se reverdecem,
as gotas se evaporam no espaço.
Suponho que no mapa dos amores
sempre que os nossos encontros acontecem
um novo marco acresce o número de beijos.
Sempre que o amor nos une no mistério
as horas são extrínsecas ao tempo,
não há manhã, nem tarde ou noite,
porque ignoramos ampulhetas e relógios.
Quando amamos feito dois duendes
o nosso amanhã é tão indiferente,
o que passou parece tão distante,
e o nosso agora tão definitivo
que faz lembrar nossa primeira lua.
( In: jornal Folha da Manhã. Teresina-PI, 1983 )
entre tantos e lânguidos abraços
faz vibrar seus acordes de campina,
os pássaros estacam em seus vôos,
as folhas do limão se reverdecem,
as gotas se evaporam no espaço.
Suponho que no mapa dos amores
sempre que os nossos encontros acontecem
um novo marco acresce o número de beijos.
Sempre que o amor nos une no mistério
as horas são extrínsecas ao tempo,
não há manhã, nem tarde ou noite,
porque ignoramos ampulhetas e relógios.
Quando amamos feito dois duendes
o nosso amanhã é tão indiferente,
o que passou parece tão distante,
e o nosso agora tão definitivo
que faz lembrar nossa primeira lua.
( In: jornal Folha da Manhã. Teresina-PI, 1983 )
835
Rogério F. P.
Não sei o que incomoda
Não sei o que incomoda
aquela bela jovem que chora.
Estará agora perdida a
bailarina louca de outrora?
Comercializaste teu amor,
bacante insaciável,
agora pende sobre a sua cabeça
a triste sombra da morte.
E, enquanto seu corpo repousa,
eis que a criatura que em
seu sangue esta envolta
se alimenta dessa tua carne escrota!
aquela bela jovem que chora.
Estará agora perdida a
bailarina louca de outrora?
Comercializaste teu amor,
bacante insaciável,
agora pende sobre a sua cabeça
a triste sombra da morte.
E, enquanto seu corpo repousa,
eis que a criatura que em
seu sangue esta envolta
se alimenta dessa tua carne escrota!
888
Roberto Pontes
Epitáfio
Aqui jaz o amor um dia dito
só de beijos e flores viveria.
E não morreu por falta de sustento,
ardor e sonho, pois estes vivem sempre
ao jugo seco da crua existência.
Deixou de haver o sopro simples,
o desejo de ser o conivente,
o comparsa do outro na paixão
que a vida faz ruir devagarinho.
Quem esta morte de bom grado aceita
quer deixar escrito na memória,
na verdade indestrutível de um poema,
o seu perdão, o seu adeus,
o seu soturno desamparo ausente.
só de beijos e flores viveria.
E não morreu por falta de sustento,
ardor e sonho, pois estes vivem sempre
ao jugo seco da crua existência.
Deixou de haver o sopro simples,
o desejo de ser o conivente,
o comparsa do outro na paixão
que a vida faz ruir devagarinho.
Quem esta morte de bom grado aceita
quer deixar escrito na memória,
na verdade indestrutível de um poema,
o seu perdão, o seu adeus,
o seu soturno desamparo ausente.
1 286
Romulo Gouvêa
Eu estou aqui
Eu estou aqui
sentado, pensando
do mesmo jeito que antes
nas mesmas coisas que antes
eu ficava, eu pensava.
Do jeito que você deixou
mas com uma coisa diferente
a certeza de não estar doente
foi só isto que mudou.
Eu estou aqui
te amando, te observando
do mesmo jeito que antes
nas mesmas coisas que antes
eu te amava, eu te observava.
Da forma que você largou
nada nasce de repente
há muita coisa entre a gente
o meu amor aumentou.
Eu estou aqui
sentado, te amando,
pensando, te observando.
Esperando.
sentado, pensando
do mesmo jeito que antes
nas mesmas coisas que antes
eu ficava, eu pensava.
Do jeito que você deixou
mas com uma coisa diferente
a certeza de não estar doente
foi só isto que mudou.
Eu estou aqui
te amando, te observando
do mesmo jeito que antes
nas mesmas coisas que antes
eu te amava, eu te observava.
Da forma que você largou
nada nasce de repente
há muita coisa entre a gente
o meu amor aumentou.
Eu estou aqui
sentado, te amando,
pensando, te observando.
Esperando.
1 075
Romulo Gouvêa
Eu estou aqui
Eu estou aqui
sentado, pensando
do mesmo jeito que antes
nas mesmas coisas que antes
eu ficava, eu pensava.
Do jeito que você deixou
mas com uma coisa diferente
a certeza de não estar doente
foi só isto que mudou.
Eu estou aqui
te amando, te observando
do mesmo jeito que antes
nas mesmas coisas que antes
eu te amava, eu te observava.
Da forma que você largou
nada nasce de repente
há muita coisa entre a gente
o meu amor aumentou.
Eu estou aqui
sentado, te amando,
pensando, te observando.
Esperando.
sentado, pensando
do mesmo jeito que antes
nas mesmas coisas que antes
eu ficava, eu pensava.
Do jeito que você deixou
mas com uma coisa diferente
a certeza de não estar doente
foi só isto que mudou.
Eu estou aqui
te amando, te observando
do mesmo jeito que antes
nas mesmas coisas que antes
eu te amava, eu te observava.
Da forma que você largou
nada nasce de repente
há muita coisa entre a gente
o meu amor aumentou.
Eu estou aqui
sentado, te amando,
pensando, te observando.
Esperando.
1 075
Renata Pallottini
Quando os Céus se Cerrarem
"ouve tu então nos céus e perdoa
o pecado do teu povo Israel
e torna a levá-lo à terra
que tens dado a seus pais.
I Reis, 8:34
Quando os céus se cerrarem, não por seca,
mas por extrema dor, sobre o teu povo,
que pecou contra ti e ainda peca
e pecará, o mísero, de novo,
e houver fome na terra, não de trigo
ou de carne, mas fome de ternura,
para estancar a fúria do inimigo
e a sua enorme e súbita loucura,
ouve do céu, Senhor, ouve e perdoa:
a gente que ontem fez a tua casa
e a fez grandiosa, e a fez dourada e boa
hoje, expulsa do Anjo e de sua asa,
entrepara e pergunta, se esqueceste:
para que herança, ó Deus, nos elegeste?
o pecado do teu povo Israel
e torna a levá-lo à terra
que tens dado a seus pais.
I Reis, 8:34
Quando os céus se cerrarem, não por seca,
mas por extrema dor, sobre o teu povo,
que pecou contra ti e ainda peca
e pecará, o mísero, de novo,
e houver fome na terra, não de trigo
ou de carne, mas fome de ternura,
para estancar a fúria do inimigo
e a sua enorme e súbita loucura,
ouve do céu, Senhor, ouve e perdoa:
a gente que ontem fez a tua casa
e a fez grandiosa, e a fez dourada e boa
hoje, expulsa do Anjo e de sua asa,
entrepara e pergunta, se esqueceste:
para que herança, ó Deus, nos elegeste?
1 494
Paulo Augusto Rodrigues
Espanto
É o silêncio que te choca?
Ver meu rosto contraído,
Meu copo vazio,
Meu estado de abandono.
Minha insônia,
Meus tremores,
Os vacilos de memória.
Ver minha bílis escarrada,
Meu desânimo latente,
Meu amargo desumor,
Meus suores quando durmo,
O volume do cinzeiro,
O escritório em desalinho,
A ausência do querer.
Me faltam as respostas.
É quando calo.
Agora, me diga,
É o silêncio que te choca?
Ver meu rosto contraído,
Meu copo vazio,
Meu estado de abandono.
Minha insônia,
Meus tremores,
Os vacilos de memória.
Ver minha bílis escarrada,
Meu desânimo latente,
Meu amargo desumor,
Meus suores quando durmo,
O volume do cinzeiro,
O escritório em desalinho,
A ausência do querer.
Me faltam as respostas.
É quando calo.
Agora, me diga,
É o silêncio que te choca?
986
Paulo Augusto Rodrigues
Espanto
É o silêncio que te choca?
Ver meu rosto contraído,
Meu copo vazio,
Meu estado de abandono.
Minha insônia,
Meus tremores,
Os vacilos de memória.
Ver minha bílis escarrada,
Meu desânimo latente,
Meu amargo desumor,
Meus suores quando durmo,
O volume do cinzeiro,
O escritório em desalinho,
A ausência do querer.
Me faltam as respostas.
É quando calo.
Agora, me diga,
É o silêncio que te choca?
Ver meu rosto contraído,
Meu copo vazio,
Meu estado de abandono.
Minha insônia,
Meus tremores,
Os vacilos de memória.
Ver minha bílis escarrada,
Meu desânimo latente,
Meu amargo desumor,
Meus suores quando durmo,
O volume do cinzeiro,
O escritório em desalinho,
A ausência do querer.
Me faltam as respostas.
É quando calo.
Agora, me diga,
É o silêncio que te choca?
986
Paulo Augusto Rodrigues
Espanto
É o silêncio que te choca?
Ver meu rosto contraído,
Meu copo vazio,
Meu estado de abandono.
Minha insônia,
Meus tremores,
Os vacilos de memória.
Ver minha bílis escarrada,
Meu desânimo latente,
Meu amargo desumor,
Meus suores quando durmo,
O volume do cinzeiro,
O escritório em desalinho,
A ausência do querer.
Me faltam as respostas.
É quando calo.
Agora, me diga,
É o silêncio que te choca?
Ver meu rosto contraído,
Meu copo vazio,
Meu estado de abandono.
Minha insônia,
Meus tremores,
Os vacilos de memória.
Ver minha bílis escarrada,
Meu desânimo latente,
Meu amargo desumor,
Meus suores quando durmo,
O volume do cinzeiro,
O escritório em desalinho,
A ausência do querer.
Me faltam as respostas.
É quando calo.
Agora, me diga,
É o silêncio que te choca?
986
Roberto Pontes
O Cavaleiro e a Montanha
Mora em teu corpo
o corcel da glória
que só cavalga
às madrugadas frias,
mas rápido e luzente
espuma e transpira
sobre nosso amor.
E somos
o cavaleiro e a montada
que se confundem num abraço.
Mora em teu corpo
o corcel que me liberta
e só distende
nas madrugadas e auroras
músculos e trotes
para nosso baile.
E somos
sobre todas as cantatas
o próprio amor que percorremos juntos.
( In: jornal Correio das Artes. João Pessoa-PB, 05 dez. 1982 )
o corcel da glória
que só cavalga
às madrugadas frias,
mas rápido e luzente
espuma e transpira
sobre nosso amor.
E somos
o cavaleiro e a montada
que se confundem num abraço.
Mora em teu corpo
o corcel que me liberta
e só distende
nas madrugadas e auroras
músculos e trotes
para nosso baile.
E somos
sobre todas as cantatas
o próprio amor que percorremos juntos.
( In: jornal Correio das Artes. João Pessoa-PB, 05 dez. 1982 )
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Renata Pallottini
O Pão Amargo
"Ela foi sentar-se em frente dele a boa distância,
como a de um tiro de arco;
pois disse:
que não veja eu a morte do menino.
Sentada em frente dele,
levantou sua voz e chorou."
Gênesis, 21:16
O pão amargo e a água consumada
do odre seco em cáustico deserto;
sob o mirrado arbusto a esquiva sombra
se nega pela areia e é como um rastro.
Sem planta fresca, a fruta apetecida
traz a longínqua fixação do incerto;
quando a brasa arenosa for alfombra
tornar-se-á carícia o fogo do astro.
Para a criança adormecida ao braço
o olhar alonga, e faz como se fosse
para nos olhos tê-la, traço a traço.
Lembrando a noite aquela e a face gêmea
que lhe roçara a face em mágoa doce,
a escrava chora a condição de fêmea.
como a de um tiro de arco;
pois disse:
que não veja eu a morte do menino.
Sentada em frente dele,
levantou sua voz e chorou."
Gênesis, 21:16
O pão amargo e a água consumada
do odre seco em cáustico deserto;
sob o mirrado arbusto a esquiva sombra
se nega pela areia e é como um rastro.
Sem planta fresca, a fruta apetecida
traz a longínqua fixação do incerto;
quando a brasa arenosa for alfombra
tornar-se-á carícia o fogo do astro.
Para a criança adormecida ao braço
o olhar alonga, e faz como se fosse
para nos olhos tê-la, traço a traço.
Lembrando a noite aquela e a face gêmea
que lhe roçara a face em mágoa doce,
a escrava chora a condição de fêmea.
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Paulo Augusto Rodrigues
Hora
Hora final!
Hora em que o mundo é mais vasto,
O sorriso mais fraco,
O aperto mais junto.
Hora que a saudade nem nasce,
E aborta,
A lembrança nem chega
E a imagem se perde.
Hora que nunca esperamos,
Hora que nunca queremos.
Hora da pequena morte.
Hora que ficamos mais velhos.
Hora que a vida me joga na cara.
Hora em que perco para deus.
Hora, que é só um instante!
Hora que desaba o castelo,
Da ruína das cartas.
Hora de se enroscar no futuro,
Largar os pedaços,
Os lastros.
Triste hora,
Porque me persegues?
Outra vez!
É chegada a hora!
A hora da despedida,
A hora do adeus.
Hora em que o mundo é mais vasto,
O sorriso mais fraco,
O aperto mais junto.
Hora que a saudade nem nasce,
E aborta,
A lembrança nem chega
E a imagem se perde.
Hora que nunca esperamos,
Hora que nunca queremos.
Hora da pequena morte.
Hora que ficamos mais velhos.
Hora que a vida me joga na cara.
Hora em que perco para deus.
Hora, que é só um instante!
Hora que desaba o castelo,
Da ruína das cartas.
Hora de se enroscar no futuro,
Largar os pedaços,
Os lastros.
Triste hora,
Porque me persegues?
Outra vez!
É chegada a hora!
A hora da despedida,
A hora do adeus.
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Paulo Augusto Rodrigues
Hora
Hora final!
Hora em que o mundo é mais vasto,
O sorriso mais fraco,
O aperto mais junto.
Hora que a saudade nem nasce,
E aborta,
A lembrança nem chega
E a imagem se perde.
Hora que nunca esperamos,
Hora que nunca queremos.
Hora da pequena morte.
Hora que ficamos mais velhos.
Hora que a vida me joga na cara.
Hora em que perco para deus.
Hora, que é só um instante!
Hora que desaba o castelo,
Da ruína das cartas.
Hora de se enroscar no futuro,
Largar os pedaços,
Os lastros.
Triste hora,
Porque me persegues?
Outra vez!
É chegada a hora!
A hora da despedida,
A hora do adeus.
Hora em que o mundo é mais vasto,
O sorriso mais fraco,
O aperto mais junto.
Hora que a saudade nem nasce,
E aborta,
A lembrança nem chega
E a imagem se perde.
Hora que nunca esperamos,
Hora que nunca queremos.
Hora da pequena morte.
Hora que ficamos mais velhos.
Hora que a vida me joga na cara.
Hora em que perco para deus.
Hora, que é só um instante!
Hora que desaba o castelo,
Da ruína das cartas.
Hora de se enroscar no futuro,
Largar os pedaços,
Os lastros.
Triste hora,
Porque me persegues?
Outra vez!
É chegada a hora!
A hora da despedida,
A hora do adeus.
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