Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Ricardo Madeira
Sonhos de Pó
The truth in me,
Too dark to see,
So bitter the taste,
Now the poison runs free.
-Mathias Lodmalm
Luz pálida,
A bela fragrância de uma lua calma,
Mas inútil,
É a escuridão que lhe abraça a alma.
As suas lágrimas,
Flores que o vento insiste em ceifar,
Imemoriais os tempos
Em que as estrelas lhe podiam falar.
Não se move,
Continua a querer o que não pode ter,
A chuva cai,
Deseja aquilo que não pode acontecer.
Os seus gritos
Embalam horrendos os seus ouvidos,
Sonhos de pó,
E o vazio que lhe perfaz os sentidos.
O relâmpago,
Um coração em brasa perde o brilho,
Depois trovão,
A noite que chama alto pelo seu filho.
Eco que persiste,
O bolso revela a lâmina sem hesitar,
E em vão resiste,
Dor esmaga o medo de se entregar.
Suave o corte,
Tal como as carícias de quem amou,
Chora na morte,
As lágrimas que também ela chorou
Quando a matou...
Too dark to see,
So bitter the taste,
Now the poison runs free.
-Mathias Lodmalm
Luz pálida,
A bela fragrância de uma lua calma,
Mas inútil,
É a escuridão que lhe abraça a alma.
As suas lágrimas,
Flores que o vento insiste em ceifar,
Imemoriais os tempos
Em que as estrelas lhe podiam falar.
Não se move,
Continua a querer o que não pode ter,
A chuva cai,
Deseja aquilo que não pode acontecer.
Os seus gritos
Embalam horrendos os seus ouvidos,
Sonhos de pó,
E o vazio que lhe perfaz os sentidos.
O relâmpago,
Um coração em brasa perde o brilho,
Depois trovão,
A noite que chama alto pelo seu filho.
Eco que persiste,
O bolso revela a lâmina sem hesitar,
E em vão resiste,
Dor esmaga o medo de se entregar.
Suave o corte,
Tal como as carícias de quem amou,
Chora na morte,
As lágrimas que também ela chorou
Quando a matou...
849
Paulo Augusto Rodrigues
Orvalho
Os cabelos estão molhados
Escorrendo gotas,
Que deslizam, suavemente,
Como lágrimas.
Deixando límpidas marcas,
Na passagem,
Sobre a pele de mel.
Todo o corpo encharcado
Colando o desêjo,
No úmido trocar de carícias errantes,
Ao olhar penetrante,
Que disparam
Seus olhos macios.
A face revela a vontade.
Sua imagem reduz a paisagem
Ao contorno montanhoso do corpo.
Ao relêvo exato
De uma paixão constatada,
Sobre as gotas,
Que depois desta chuva,
Restou sobre a relva orvalhada.
Escorrendo gotas,
Que deslizam, suavemente,
Como lágrimas.
Deixando límpidas marcas,
Na passagem,
Sobre a pele de mel.
Todo o corpo encharcado
Colando o desêjo,
No úmido trocar de carícias errantes,
Ao olhar penetrante,
Que disparam
Seus olhos macios.
A face revela a vontade.
Sua imagem reduz a paisagem
Ao contorno montanhoso do corpo.
Ao relêvo exato
De uma paixão constatada,
Sobre as gotas,
Que depois desta chuva,
Restou sobre a relva orvalhada.
953
Paulo Augusto Rodrigues
Orvalho
Os cabelos estão molhados
Escorrendo gotas,
Que deslizam, suavemente,
Como lágrimas.
Deixando límpidas marcas,
Na passagem,
Sobre a pele de mel.
Todo o corpo encharcado
Colando o desêjo,
No úmido trocar de carícias errantes,
Ao olhar penetrante,
Que disparam
Seus olhos macios.
A face revela a vontade.
Sua imagem reduz a paisagem
Ao contorno montanhoso do corpo.
Ao relêvo exato
De uma paixão constatada,
Sobre as gotas,
Que depois desta chuva,
Restou sobre a relva orvalhada.
Escorrendo gotas,
Que deslizam, suavemente,
Como lágrimas.
Deixando límpidas marcas,
Na passagem,
Sobre a pele de mel.
Todo o corpo encharcado
Colando o desêjo,
No úmido trocar de carícias errantes,
Ao olhar penetrante,
Que disparam
Seus olhos macios.
A face revela a vontade.
Sua imagem reduz a paisagem
Ao contorno montanhoso do corpo.
Ao relêvo exato
De uma paixão constatada,
Sobre as gotas,
Que depois desta chuva,
Restou sobre a relva orvalhada.
953
Ricardo Moraes Ferreira
Soneto em Sonho
Vivia um sonho em terras distantesUm
bosque viçoso que douro se enchia
Um céu de esmeralda espelhava o semblante
Da deusa Diana que em plumas dormia
Passeavas desfilando galhardias
Seduzindo a natureza esplendorosa
E a lua que outrora então dormia
Se oferece - nua, branca, indecorosa.
Raios brancos tosam nuvens espaçadas
Conduzindo à nau estrelas naufragadas
Qual um tolo te adoro e não reparo
Seus olhares que por mim tão distraídos
Belas flores em jardins imaginários,
Verdes olhos - firmamento esquecidos.
bosque viçoso que douro se enchia
Um céu de esmeralda espelhava o semblante
Da deusa Diana que em plumas dormia
Passeavas desfilando galhardias
Seduzindo a natureza esplendorosa
E a lua que outrora então dormia
Se oferece - nua, branca, indecorosa.
Raios brancos tosam nuvens espaçadas
Conduzindo à nau estrelas naufragadas
Qual um tolo te adoro e não reparo
Seus olhares que por mim tão distraídos
Belas flores em jardins imaginários,
Verdes olhos - firmamento esquecidos.
976
Reynaldo Valinho Alvarez
Não Busco Outro Caminho, Cedo a Calma
Não busco outro caminho, cedo a calma
À angústia de lavrar no mesmo chão.
A pétrea consistência deste solo
Não dissolve meu ânimo, enlouquece
O que dentro de mim mais alto grita.
Nesta lavoura, a mão é o instrumento
Com que se abrir a terra a penetrá-la
Para entregar-lhe o amor de uma semente
Exposta ao tempo, a fungos e carunchos.
No arado não se pense, o chão se fecha
Ao fio agudo e firme, assim a enxada
Também se parte contra o solo duro.
E apenas resta a ponta de meus dedos
Para feri-lo, amá-lo e fecundá-lo.
A pá o som arranca ao rijo solo
E nada mais, que à concha, em cada mão,
Feita de pele, carne, nervo e sangue,
Cabe a tarefa e sol de revolvê-lo,
Suada, escalavrada, enegrecida,
Porto em que a terra é nau posta em abrigo.
A estas leiras, labrego, me transporto
A cada madrugada e delas volto
Para comer, se existe, a cada noite,
O pão que elas não deram por ser bruto
O chão e fraca a mão que dele trata,
Mas que insiste em cuidá-lo, porque o grão
E causa, muito mais que conseqüência.
À angústia de lavrar no mesmo chão.
A pétrea consistência deste solo
Não dissolve meu ânimo, enlouquece
O que dentro de mim mais alto grita.
Nesta lavoura, a mão é o instrumento
Com que se abrir a terra a penetrá-la
Para entregar-lhe o amor de uma semente
Exposta ao tempo, a fungos e carunchos.
No arado não se pense, o chão se fecha
Ao fio agudo e firme, assim a enxada
Também se parte contra o solo duro.
E apenas resta a ponta de meus dedos
Para feri-lo, amá-lo e fecundá-lo.
A pá o som arranca ao rijo solo
E nada mais, que à concha, em cada mão,
Feita de pele, carne, nervo e sangue,
Cabe a tarefa e sol de revolvê-lo,
Suada, escalavrada, enegrecida,
Porto em que a terra é nau posta em abrigo.
A estas leiras, labrego, me transporto
A cada madrugada e delas volto
Para comer, se existe, a cada noite,
O pão que elas não deram por ser bruto
O chão e fraca a mão que dele trata,
Mas que insiste em cuidá-lo, porque o grão
E causa, muito mais que conseqüência.
980
Reynaldo Valinho Alvarez
Não Busco Outro Caminho, Cedo a Calma
Não busco outro caminho, cedo a calma
À angústia de lavrar no mesmo chão.
A pétrea consistência deste solo
Não dissolve meu ânimo, enlouquece
O que dentro de mim mais alto grita.
Nesta lavoura, a mão é o instrumento
Com que se abrir a terra a penetrá-la
Para entregar-lhe o amor de uma semente
Exposta ao tempo, a fungos e carunchos.
No arado não se pense, o chão se fecha
Ao fio agudo e firme, assim a enxada
Também se parte contra o solo duro.
E apenas resta a ponta de meus dedos
Para feri-lo, amá-lo e fecundá-lo.
A pá o som arranca ao rijo solo
E nada mais, que à concha, em cada mão,
Feita de pele, carne, nervo e sangue,
Cabe a tarefa e sol de revolvê-lo,
Suada, escalavrada, enegrecida,
Porto em que a terra é nau posta em abrigo.
A estas leiras, labrego, me transporto
A cada madrugada e delas volto
Para comer, se existe, a cada noite,
O pão que elas não deram por ser bruto
O chão e fraca a mão que dele trata,
Mas que insiste em cuidá-lo, porque o grão
E causa, muito mais que conseqüência.
À angústia de lavrar no mesmo chão.
A pétrea consistência deste solo
Não dissolve meu ânimo, enlouquece
O que dentro de mim mais alto grita.
Nesta lavoura, a mão é o instrumento
Com que se abrir a terra a penetrá-la
Para entregar-lhe o amor de uma semente
Exposta ao tempo, a fungos e carunchos.
No arado não se pense, o chão se fecha
Ao fio agudo e firme, assim a enxada
Também se parte contra o solo duro.
E apenas resta a ponta de meus dedos
Para feri-lo, amá-lo e fecundá-lo.
A pá o som arranca ao rijo solo
E nada mais, que à concha, em cada mão,
Feita de pele, carne, nervo e sangue,
Cabe a tarefa e sol de revolvê-lo,
Suada, escalavrada, enegrecida,
Porto em que a terra é nau posta em abrigo.
A estas leiras, labrego, me transporto
A cada madrugada e delas volto
Para comer, se existe, a cada noite,
O pão que elas não deram por ser bruto
O chão e fraca a mão que dele trata,
Mas que insiste em cuidá-lo, porque o grão
E causa, muito mais que conseqüência.
980
Rita de Cássia
Deserto
Contemplo vaga imensidão ao meu redor
E tão sozinha encontro-me aqui, novamente
Simples e sempre andarilha deste deserto
Esta mesma, que você não quis, e somente...
Só e mente sempre são as minhas imagens,
Visíveis nesta poeira bege e infinita;
Nesta poesia tão amargamente escrita
Para que então, assim lesse a minha miragem
Ah... Que mensagem tão inutilmente dita,
Só porque os seus ouvidos não me escutarão
E tão simplesmente pelos seus olhos vistas,
Pois dentre os caminhos perdidos, vagarão...
E talvez, palavras que não foram escritas
Eram a chave-mestra do seu coração...
E tão sozinha encontro-me aqui, novamente
Simples e sempre andarilha deste deserto
Esta mesma, que você não quis, e somente...
Só e mente sempre são as minhas imagens,
Visíveis nesta poeira bege e infinita;
Nesta poesia tão amargamente escrita
Para que então, assim lesse a minha miragem
Ah... Que mensagem tão inutilmente dita,
Só porque os seus ouvidos não me escutarão
E tão simplesmente pelos seus olhos vistas,
Pois dentre os caminhos perdidos, vagarão...
E talvez, palavras que não foram escritas
Eram a chave-mestra do seu coração...
555
Rita de Cássia
Deserto
Contemplo vaga imensidão ao meu redor
E tão sozinha encontro-me aqui, novamente
Simples e sempre andarilha deste deserto
Esta mesma, que você não quis, e somente...
Só e mente sempre são as minhas imagens,
Visíveis nesta poeira bege e infinita;
Nesta poesia tão amargamente escrita
Para que então, assim lesse a minha miragem
Ah... Que mensagem tão inutilmente dita,
Só porque os seus ouvidos não me escutarão
E tão simplesmente pelos seus olhos vistas,
Pois dentre os caminhos perdidos, vagarão...
E talvez, palavras que não foram escritas
Eram a chave-mestra do seu coração...
E tão sozinha encontro-me aqui, novamente
Simples e sempre andarilha deste deserto
Esta mesma, que você não quis, e somente...
Só e mente sempre são as minhas imagens,
Visíveis nesta poeira bege e infinita;
Nesta poesia tão amargamente escrita
Para que então, assim lesse a minha miragem
Ah... Que mensagem tão inutilmente dita,
Só porque os seus ouvidos não me escutarão
E tão simplesmente pelos seus olhos vistas,
Pois dentre os caminhos perdidos, vagarão...
E talvez, palavras que não foram escritas
Eram a chave-mestra do seu coração...
555
Ricardo Madeira
Memórias Perdidas de Tempos Esquecidos
Tudo o que tenho para te recordar
Está a meu lado: o teu vazio lugar
Que ninguém parece poder ocupar.
Que alternativa existe, para além de morrer,
Quando a única razão que temos para viver
É exactamente aquela que tentamos esquecer?
E o mais belo sonho que podemos sonhar
(O teu sorriso... Os teus olhos a brilhar...)
É aquele que temos de matar e enterrar...
As memórias perdidas de tempos esquecidos
Saem das sombras, voltam para me assombrar,
São os ecos das palavras que não te pude dizer,
Todos os sonhos que geram pesadelos ao acordar.
Um corredor sem sentido, nenhuma porta se abre,
Uma vida sem destino, a fechadura recusa a chave.
"Vem muerte tan escondida,
Que no te sienta venir,
Porque el plazer del morrir
No me torne á dar la vida."
-Miguel De Cervantes
Está a meu lado: o teu vazio lugar
Que ninguém parece poder ocupar.
Que alternativa existe, para além de morrer,
Quando a única razão que temos para viver
É exactamente aquela que tentamos esquecer?
E o mais belo sonho que podemos sonhar
(O teu sorriso... Os teus olhos a brilhar...)
É aquele que temos de matar e enterrar...
As memórias perdidas de tempos esquecidos
Saem das sombras, voltam para me assombrar,
São os ecos das palavras que não te pude dizer,
Todos os sonhos que geram pesadelos ao acordar.
Um corredor sem sentido, nenhuma porta se abre,
Uma vida sem destino, a fechadura recusa a chave.
"Vem muerte tan escondida,
Que no te sienta venir,
Porque el plazer del morrir
No me torne á dar la vida."
-Miguel De Cervantes
1 054
Ricardo Madeira
Memórias Perdidas de Tempos Esquecidos
Tudo o que tenho para te recordar
Está a meu lado: o teu vazio lugar
Que ninguém parece poder ocupar.
Que alternativa existe, para além de morrer,
Quando a única razão que temos para viver
É exactamente aquela que tentamos esquecer?
E o mais belo sonho que podemos sonhar
(O teu sorriso... Os teus olhos a brilhar...)
É aquele que temos de matar e enterrar...
As memórias perdidas de tempos esquecidos
Saem das sombras, voltam para me assombrar,
São os ecos das palavras que não te pude dizer,
Todos os sonhos que geram pesadelos ao acordar.
Um corredor sem sentido, nenhuma porta se abre,
Uma vida sem destino, a fechadura recusa a chave.
"Vem muerte tan escondida,
Que no te sienta venir,
Porque el plazer del morrir
No me torne á dar la vida."
-Miguel De Cervantes
Está a meu lado: o teu vazio lugar
Que ninguém parece poder ocupar.
Que alternativa existe, para além de morrer,
Quando a única razão que temos para viver
É exactamente aquela que tentamos esquecer?
E o mais belo sonho que podemos sonhar
(O teu sorriso... Os teus olhos a brilhar...)
É aquele que temos de matar e enterrar...
As memórias perdidas de tempos esquecidos
Saem das sombras, voltam para me assombrar,
São os ecos das palavras que não te pude dizer,
Todos os sonhos que geram pesadelos ao acordar.
Um corredor sem sentido, nenhuma porta se abre,
Uma vida sem destino, a fechadura recusa a chave.
"Vem muerte tan escondida,
Que no te sienta venir,
Porque el plazer del morrir
No me torne á dar la vida."
-Miguel De Cervantes
1 054
Ricardo Madeira
Sempre
Falta de ar,
Perda de visão:
Sintomas da morte,
Arautos da Escuridão.
Sinos que tocam,
Prisioneiro de um caixão,
Mas... Então?!...
Porque ainda bate o meu coração?
And it kept pulsing beneath the Earth,
A crimson jewel underneath six feet of dirt,
Forever waiting an impossible rebirth...
Perda de visão:
Sintomas da morte,
Arautos da Escuridão.
Sinos que tocam,
Prisioneiro de um caixão,
Mas... Então?!...
Porque ainda bate o meu coração?
And it kept pulsing beneath the Earth,
A crimson jewel underneath six feet of dirt,
Forever waiting an impossible rebirth...
939
Ricardo Madeira
Sempre
Falta de ar,
Perda de visão:
Sintomas da morte,
Arautos da Escuridão.
Sinos que tocam,
Prisioneiro de um caixão,
Mas... Então?!...
Porque ainda bate o meu coração?
And it kept pulsing beneath the Earth,
A crimson jewel underneath six feet of dirt,
Forever waiting an impossible rebirth...
Perda de visão:
Sintomas da morte,
Arautos da Escuridão.
Sinos que tocam,
Prisioneiro de um caixão,
Mas... Então?!...
Porque ainda bate o meu coração?
And it kept pulsing beneath the Earth,
A crimson jewel underneath six feet of dirt,
Forever waiting an impossible rebirth...
939
Raphael Luiz Junqueira
Soneto XVI
Não conheço que força ingente e estranha
Impeliu-me tristonho a tal afeto...
Nem sei que bem... que palpitar secreto
Põe-me ditoso e Amor meu Peito ganha!
Dos suspiros o som sereno e manso
Tomou-me ultimamente o peito aflito.
Ah! sonhos de paixão em que me agito!
Ah! vigílias em febre sem descanso!
Não sei que força esplêndida e plangente,
No coração o amor me vai soprando
Em me levando a esse suspiro infindo...
Não me importa saber — sentir somente:
Vivendo em ti eu morrerei cantando,
Morrendo em mim tu viverás sorrindo!
Impeliu-me tristonho a tal afeto...
Nem sei que bem... que palpitar secreto
Põe-me ditoso e Amor meu Peito ganha!
Dos suspiros o som sereno e manso
Tomou-me ultimamente o peito aflito.
Ah! sonhos de paixão em que me agito!
Ah! vigílias em febre sem descanso!
Não sei que força esplêndida e plangente,
No coração o amor me vai soprando
Em me levando a esse suspiro infindo...
Não me importa saber — sentir somente:
Vivendo em ti eu morrerei cantando,
Morrendo em mim tu viverás sorrindo!
1 032
Raphael Luiz Junqueira
Soneto XVI
Não conheço que força ingente e estranha
Impeliu-me tristonho a tal afeto...
Nem sei que bem... que palpitar secreto
Põe-me ditoso e Amor meu Peito ganha!
Dos suspiros o som sereno e manso
Tomou-me ultimamente o peito aflito.
Ah! sonhos de paixão em que me agito!
Ah! vigílias em febre sem descanso!
Não sei que força esplêndida e plangente,
No coração o amor me vai soprando
Em me levando a esse suspiro infindo...
Não me importa saber — sentir somente:
Vivendo em ti eu morrerei cantando,
Morrendo em mim tu viverás sorrindo!
Impeliu-me tristonho a tal afeto...
Nem sei que bem... que palpitar secreto
Põe-me ditoso e Amor meu Peito ganha!
Dos suspiros o som sereno e manso
Tomou-me ultimamente o peito aflito.
Ah! sonhos de paixão em que me agito!
Ah! vigílias em febre sem descanso!
Não sei que força esplêndida e plangente,
No coração o amor me vai soprando
Em me levando a esse suspiro infindo...
Não me importa saber — sentir somente:
Vivendo em ti eu morrerei cantando,
Morrendo em mim tu viverás sorrindo!
1 032
Renata Trocoli
Teu Amor
Teu Amor
Como uma luz aquecida e suave
Senti teu amor chegando para me presentear.
Teus olhos transmitem carinho.
Tua boca me fala de mansinho
tudo que eu sempre quis escutar.
Tuas mãos me tocam com ternura,
meu rosto, meus cabelos, minhas mãos.
Teu doce beijo acaricia meus lábios
com teus olhos fixos aos meus.
Esse amor é novo e puro.
Chegou devagar, me conquistou com ternura.
Tu me envolves com teus abraços
apertados e amorosos.
E me enche de medo de perder-te ainda mais uma vez.
Perder teus carinhos,
teus olhares,
tua boca,
tuas palavras
e teu amor ...
Amor este que me renova a alma,
e me dá esperanças de viver alegre
e sonhando sempre com tua doce presença.
A vida nem sempre atende nossos pedidos
de amor e felicidade.
Mas peço com todo coração que ela me abençoe
com tua presença a meu lado sempre.
Me dando carinho e um amor tão puro
e doce que sentimentos juntos dentro de nossos corações.
Este amor vem de longe,
vem do alto e é benção dos céus.
É perfeito e verdadeiro,
é sentimento que não se sente por qualquer um,
que não brinca com o coração
mas que envolve a alma e o corpo
como brisa suave e morna que sopra do mar.
Como uma luz aquecida e suave
Senti teu amor chegando para me presentear.
Teus olhos transmitem carinho.
Tua boca me fala de mansinho
tudo que eu sempre quis escutar.
Tuas mãos me tocam com ternura,
meu rosto, meus cabelos, minhas mãos.
Teu doce beijo acaricia meus lábios
com teus olhos fixos aos meus.
Esse amor é novo e puro.
Chegou devagar, me conquistou com ternura.
Tu me envolves com teus abraços
apertados e amorosos.
E me enche de medo de perder-te ainda mais uma vez.
Perder teus carinhos,
teus olhares,
tua boca,
tuas palavras
e teu amor ...
Amor este que me renova a alma,
e me dá esperanças de viver alegre
e sonhando sempre com tua doce presença.
A vida nem sempre atende nossos pedidos
de amor e felicidade.
Mas peço com todo coração que ela me abençoe
com tua presença a meu lado sempre.
Me dando carinho e um amor tão puro
e doce que sentimentos juntos dentro de nossos corações.
Este amor vem de longe,
vem do alto e é benção dos céus.
É perfeito e verdadeiro,
é sentimento que não se sente por qualquer um,
que não brinca com o coração
mas que envolve a alma e o corpo
como brisa suave e morna que sopra do mar.
961
Renata Trocoli
Teu Amor
Teu Amor
Como uma luz aquecida e suave
Senti teu amor chegando para me presentear.
Teus olhos transmitem carinho.
Tua boca me fala de mansinho
tudo que eu sempre quis escutar.
Tuas mãos me tocam com ternura,
meu rosto, meus cabelos, minhas mãos.
Teu doce beijo acaricia meus lábios
com teus olhos fixos aos meus.
Esse amor é novo e puro.
Chegou devagar, me conquistou com ternura.
Tu me envolves com teus abraços
apertados e amorosos.
E me enche de medo de perder-te ainda mais uma vez.
Perder teus carinhos,
teus olhares,
tua boca,
tuas palavras
e teu amor ...
Amor este que me renova a alma,
e me dá esperanças de viver alegre
e sonhando sempre com tua doce presença.
A vida nem sempre atende nossos pedidos
de amor e felicidade.
Mas peço com todo coração que ela me abençoe
com tua presença a meu lado sempre.
Me dando carinho e um amor tão puro
e doce que sentimentos juntos dentro de nossos corações.
Este amor vem de longe,
vem do alto e é benção dos céus.
É perfeito e verdadeiro,
é sentimento que não se sente por qualquer um,
que não brinca com o coração
mas que envolve a alma e o corpo
como brisa suave e morna que sopra do mar.
Como uma luz aquecida e suave
Senti teu amor chegando para me presentear.
Teus olhos transmitem carinho.
Tua boca me fala de mansinho
tudo que eu sempre quis escutar.
Tuas mãos me tocam com ternura,
meu rosto, meus cabelos, minhas mãos.
Teu doce beijo acaricia meus lábios
com teus olhos fixos aos meus.
Esse amor é novo e puro.
Chegou devagar, me conquistou com ternura.
Tu me envolves com teus abraços
apertados e amorosos.
E me enche de medo de perder-te ainda mais uma vez.
Perder teus carinhos,
teus olhares,
tua boca,
tuas palavras
e teu amor ...
Amor este que me renova a alma,
e me dá esperanças de viver alegre
e sonhando sempre com tua doce presença.
A vida nem sempre atende nossos pedidos
de amor e felicidade.
Mas peço com todo coração que ela me abençoe
com tua presença a meu lado sempre.
Me dando carinho e um amor tão puro
e doce que sentimentos juntos dentro de nossos corações.
Este amor vem de longe,
vem do alto e é benção dos céus.
É perfeito e verdadeiro,
é sentimento que não se sente por qualquer um,
que não brinca com o coração
mas que envolve a alma e o corpo
como brisa suave e morna que sopra do mar.
961
Ricardo Moraes Ferreira
Vidas Passadas
Como o índio de um velho poema
Me atirei como um selvagem
Através de uma nova miragem
Eu recaio num velho dilema
Herdei da pouca coragem
A pena triste de não ser amado
Perdi os sonhos que deixei na margem
Só restam dores do meu passado
Algumas cinzas de cartas antigas
Lágrimas pelo tempo enxugadas
Nenhuma saudade das velhas brigas
Novos amores nas tuas pegadas
Restos da vida - tu já nem te ligas
Velhos amores são vidas passadas
Me atirei como um selvagem
Através de uma nova miragem
Eu recaio num velho dilema
Herdei da pouca coragem
A pena triste de não ser amado
Perdi os sonhos que deixei na margem
Só restam dores do meu passado
Algumas cinzas de cartas antigas
Lágrimas pelo tempo enxugadas
Nenhuma saudade das velhas brigas
Novos amores nas tuas pegadas
Restos da vida - tu já nem te ligas
Velhos amores são vidas passadas
1 064
Ricardo Moraes Ferreira
Vidas Passadas
Como o índio de um velho poema
Me atirei como um selvagem
Através de uma nova miragem
Eu recaio num velho dilema
Herdei da pouca coragem
A pena triste de não ser amado
Perdi os sonhos que deixei na margem
Só restam dores do meu passado
Algumas cinzas de cartas antigas
Lágrimas pelo tempo enxugadas
Nenhuma saudade das velhas brigas
Novos amores nas tuas pegadas
Restos da vida - tu já nem te ligas
Velhos amores são vidas passadas
Me atirei como um selvagem
Através de uma nova miragem
Eu recaio num velho dilema
Herdei da pouca coragem
A pena triste de não ser amado
Perdi os sonhos que deixei na margem
Só restam dores do meu passado
Algumas cinzas de cartas antigas
Lágrimas pelo tempo enxugadas
Nenhuma saudade das velhas brigas
Novos amores nas tuas pegadas
Restos da vida - tu já nem te ligas
Velhos amores são vidas passadas
1 064
Ricardo Madeira
As Vozes da Noite
O Sol não nasce para os que amam,
A Lua, negra, não os pode consolar,
Uma a uma, apagam-se as estrelas,
Até não ficar nada para os iluminar.
Enterrados, numa sepultura sem nome,
Para sempre aprisionados no seu caixão,
Sentindo na língua o sabor dos vermes,
Os sonhos agora pregos no seu coração.
Espectros, vagueiam ainda sem destino,
Para sempre movidos pela perpétua dor,
Tentando libertar-se do que já perderam,
Sabendo que não há vida depois do amor.
"Morte..."
Desejo morto, a causa do seu sinistro pranto,
Direito negado aos seres do mais puro branco.
"Morte..."
Acariciando o silêncio, por um breve momento,
Um suspiro arrancado à pálida noite pelo vento.
A Lua, negra, não os pode consolar,
Uma a uma, apagam-se as estrelas,
Até não ficar nada para os iluminar.
Enterrados, numa sepultura sem nome,
Para sempre aprisionados no seu caixão,
Sentindo na língua o sabor dos vermes,
Os sonhos agora pregos no seu coração.
Espectros, vagueiam ainda sem destino,
Para sempre movidos pela perpétua dor,
Tentando libertar-se do que já perderam,
Sabendo que não há vida depois do amor.
"Morte..."
Desejo morto, a causa do seu sinistro pranto,
Direito negado aos seres do mais puro branco.
"Morte..."
Acariciando o silêncio, por um breve momento,
Um suspiro arrancado à pálida noite pelo vento.
955
Ricardo Madeira
Em Pântanos Esquecidos
Vejo fétidos seres disformes
Movendo-se em pântanos esquecidos,
Vultos nas brumas do mistério,
Sonhos para sempre perdidos.
Aqui vêm afogar a sua luz
Estrelas que do céu se desprenderam,
Tentando agora esquecer
Uma vida que nunca viveram.
Fétidos seres disformes,
Urrando ao vento sinfonias de tristeza,
Malévolas melodias de tão rara beleza,
Notas obscenas numa estranha cadência,
Majésticas vibrações de dor e violência.
Estralhaçando corações como uma seta,
Esta sua obra magna nunca se completa,
Há sempre novas notas de agonia da dor,
A implacável dor com o nome de amor...
Sou a luz que tu roubaste,
O sol que não voltará a brilhar,
Num destino sem saída,
Sem ninguém a quem rezar.
Renuncio ao meu coração,
Aquele que finges não ver,
Prefiro a mesma escuridão
Onde as estrelas vão morrer.
Atravesso fronteiras desconhecidas,
Caindo sem nunca poder parar,
Não sei para onde vou,
Estou ansioso por lá chegar.
"The moon is red and bleeeding,
The sun is burned and black,
The book of life is silent,
No turning back..."
-Iron Maiden
Movendo-se em pântanos esquecidos,
Vultos nas brumas do mistério,
Sonhos para sempre perdidos.
Aqui vêm afogar a sua luz
Estrelas que do céu se desprenderam,
Tentando agora esquecer
Uma vida que nunca viveram.
Fétidos seres disformes,
Urrando ao vento sinfonias de tristeza,
Malévolas melodias de tão rara beleza,
Notas obscenas numa estranha cadência,
Majésticas vibrações de dor e violência.
Estralhaçando corações como uma seta,
Esta sua obra magna nunca se completa,
Há sempre novas notas de agonia da dor,
A implacável dor com o nome de amor...
Sou a luz que tu roubaste,
O sol que não voltará a brilhar,
Num destino sem saída,
Sem ninguém a quem rezar.
Renuncio ao meu coração,
Aquele que finges não ver,
Prefiro a mesma escuridão
Onde as estrelas vão morrer.
Atravesso fronteiras desconhecidas,
Caindo sem nunca poder parar,
Não sei para onde vou,
Estou ansioso por lá chegar.
"The moon is red and bleeeding,
The sun is burned and black,
The book of life is silent,
No turning back..."
-Iron Maiden
851
Ricardo Madeira
Em Pântanos Esquecidos
Vejo fétidos seres disformes
Movendo-se em pântanos esquecidos,
Vultos nas brumas do mistério,
Sonhos para sempre perdidos.
Aqui vêm afogar a sua luz
Estrelas que do céu se desprenderam,
Tentando agora esquecer
Uma vida que nunca viveram.
Fétidos seres disformes,
Urrando ao vento sinfonias de tristeza,
Malévolas melodias de tão rara beleza,
Notas obscenas numa estranha cadência,
Majésticas vibrações de dor e violência.
Estralhaçando corações como uma seta,
Esta sua obra magna nunca se completa,
Há sempre novas notas de agonia da dor,
A implacável dor com o nome de amor...
Sou a luz que tu roubaste,
O sol que não voltará a brilhar,
Num destino sem saída,
Sem ninguém a quem rezar.
Renuncio ao meu coração,
Aquele que finges não ver,
Prefiro a mesma escuridão
Onde as estrelas vão morrer.
Atravesso fronteiras desconhecidas,
Caindo sem nunca poder parar,
Não sei para onde vou,
Estou ansioso por lá chegar.
"The moon is red and bleeeding,
The sun is burned and black,
The book of life is silent,
No turning back..."
-Iron Maiden
Movendo-se em pântanos esquecidos,
Vultos nas brumas do mistério,
Sonhos para sempre perdidos.
Aqui vêm afogar a sua luz
Estrelas que do céu se desprenderam,
Tentando agora esquecer
Uma vida que nunca viveram.
Fétidos seres disformes,
Urrando ao vento sinfonias de tristeza,
Malévolas melodias de tão rara beleza,
Notas obscenas numa estranha cadência,
Majésticas vibrações de dor e violência.
Estralhaçando corações como uma seta,
Esta sua obra magna nunca se completa,
Há sempre novas notas de agonia da dor,
A implacável dor com o nome de amor...
Sou a luz que tu roubaste,
O sol que não voltará a brilhar,
Num destino sem saída,
Sem ninguém a quem rezar.
Renuncio ao meu coração,
Aquele que finges não ver,
Prefiro a mesma escuridão
Onde as estrelas vão morrer.
Atravesso fronteiras desconhecidas,
Caindo sem nunca poder parar,
Não sei para onde vou,
Estou ansioso por lá chegar.
"The moon is red and bleeeding,
The sun is burned and black,
The book of life is silent,
No turning back..."
-Iron Maiden
851
Rodrigo Guidi Peplau
Conflito Noturnal
Meu peito cora
diz que agora vai explodir.
O telefone toca — coração aos pulos
quem irá me acudir?
Tudo se acalma,
faz parte do enredo
tenho que então decidir.
E decido cruzar os braços
pois se é para te ter em pedaços
prefiro vê-la partir
diz que agora vai explodir.
O telefone toca — coração aos pulos
quem irá me acudir?
Tudo se acalma,
faz parte do enredo
tenho que então decidir.
E decido cruzar os braços
pois se é para te ter em pedaços
prefiro vê-la partir
817
Renata Trocoli
Moreno
Moreno
Lá vem meu amor chegando.
Ele veio para me envolver em seus braços,
me pegar no colo, me beijar com carinho,
me enlouquecer os desejos como só ele sabe fazer.
Lá vem ele chegando pertinho,
me olhando e me tocando devagarinho.
Com sua pele morena, seus olhos tão negros
e seus lábios macios.
Sua voz me embala,
e me abraçando me diz com ternura
que me ama e que me quer só pra ele...
Como se eu quisesse ser de mais outro alguém!!!
E quando ele sorri!??
Não há nada mais lindo que seu sorriso!
Um sorriso sincero e delicado,
que ilumina seu rosto...
Esse rosto de um doce menino,
que esconde bem dentro de seu olhar
a malícia de alguém que
não mais um menino é.
Vem então ele a me amar
como nunca alguém foi capaz.
E me envolve com esse carinho diferente
que só ele sabe me dar!
Lá vem meu amor chegando.
Ele veio para me envolver em seus braços,
me pegar no colo, me beijar com carinho,
me enlouquecer os desejos como só ele sabe fazer.
Lá vem ele chegando pertinho,
me olhando e me tocando devagarinho.
Com sua pele morena, seus olhos tão negros
e seus lábios macios.
Sua voz me embala,
e me abraçando me diz com ternura
que me ama e que me quer só pra ele...
Como se eu quisesse ser de mais outro alguém!!!
E quando ele sorri!??
Não há nada mais lindo que seu sorriso!
Um sorriso sincero e delicado,
que ilumina seu rosto...
Esse rosto de um doce menino,
que esconde bem dentro de seu olhar
a malícia de alguém que
não mais um menino é.
Vem então ele a me amar
como nunca alguém foi capaz.
E me envolve com esse carinho diferente
que só ele sabe me dar!
890
Ricardo Madeira
O Mosteiro Abandonado
Murmúrios no vento...
Na mais alta montanha: mosteiro abandonado,
Perdido no tempo...
Neve (algodão?)
Cobre bela a paisagem (apenas imagem?)
Sob sol de Verão...
E ela chora, naquela janela aberta,
Aguardando, etérea, a altura certa:
Um só instante,
Tão distante...
Mas, um dia, o dia chegará,
Hora a hora, por essa hora esperará...
Um dia...
Talvez um dia...
E o vento trará nos braços alegria...
Na mais alta montanha: mosteiro abandonado,
Perdido no tempo...
Neve (algodão?)
Cobre bela a paisagem (apenas imagem?)
Sob sol de Verão...
E ela chora, naquela janela aberta,
Aguardando, etérea, a altura certa:
Um só instante,
Tão distante...
Mas, um dia, o dia chegará,
Hora a hora, por essa hora esperará...
Um dia...
Talvez um dia...
E o vento trará nos braços alegria...
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