Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Noel Rosa
Chuva de Vento
Quem nunca viu
Chuva de vendo a fantasia
Vá em Caxambu, de dia
Domingo de carnaval!
Chuva de vento
Só essa de Caxambu!
Domingo chove chuchu
E venta água mineral!
Um espanhol
Que está me ouvindo desconfia
Dessa chuva a fantasia
Que abala Caxambu
Esse espanhol
Que na mentira não me ganha
Garantiu que lá na Espanha
Chove bala pra chuchu!
Chuva de vento
É quando o vento dá na chuva
Sol com chuva - céu cinzento
Casamento de viúva
Zeca Secura
Da fazenda do Anzol
Quando chove não vê sol
Vai comprar feijão no centro
Bebe dez litros
De cachaça em meia hora
Pra aguentá chuva por fora
Tem que se molhar por dentro
Vento danado
É aquele lá de Minas
Sopra em cima das meninas
Diverte a população
Até os velhos
Vão correndo pras janelas
Pra ver se algumas delas
Já usa combinação
Fez sol com chuva
Uma viúva lá da Penha
Disse que não há quem tenha
Tanto pretendente junto
Mas um por um
Dos pretendentes é otário
Pois o vencedor do páreo
Ganha resto de defunto
Quem nunca viu
Chuva de vento a fantasia
Vá em Caxambu de dia
Domingo de carnaval
Chuva de vento
Só essa de Caxambu
Domingo chove chuchu
E venta água mineral!
Um Zé Pau-dágua
Tem um amigo parasita
Não trabalha e sempre grita:
"Viva Deus e chova arroz!"
Gritando assim
Do seu povo ele se vinga
Viva Deus e chova pinga
Que arroz nasce depois
Chuva de vento
Muita gente desconfia
Dessa chuva fantasia
Que eu vi em Caxambu
Se o espanhol
Contar a dele não me ganha
Vai dizer que na Espanha
Chove bala pra chuchu!
Chuva de vendo a fantasia
Vá em Caxambu, de dia
Domingo de carnaval!
Chuva de vento
Só essa de Caxambu!
Domingo chove chuchu
E venta água mineral!
Um espanhol
Que está me ouvindo desconfia
Dessa chuva a fantasia
Que abala Caxambu
Esse espanhol
Que na mentira não me ganha
Garantiu que lá na Espanha
Chove bala pra chuchu!
Chuva de vento
É quando o vento dá na chuva
Sol com chuva - céu cinzento
Casamento de viúva
Zeca Secura
Da fazenda do Anzol
Quando chove não vê sol
Vai comprar feijão no centro
Bebe dez litros
De cachaça em meia hora
Pra aguentá chuva por fora
Tem que se molhar por dentro
Vento danado
É aquele lá de Minas
Sopra em cima das meninas
Diverte a população
Até os velhos
Vão correndo pras janelas
Pra ver se algumas delas
Já usa combinação
Fez sol com chuva
Uma viúva lá da Penha
Disse que não há quem tenha
Tanto pretendente junto
Mas um por um
Dos pretendentes é otário
Pois o vencedor do páreo
Ganha resto de defunto
Quem nunca viu
Chuva de vento a fantasia
Vá em Caxambu de dia
Domingo de carnaval
Chuva de vento
Só essa de Caxambu
Domingo chove chuchu
E venta água mineral!
Um Zé Pau-dágua
Tem um amigo parasita
Não trabalha e sempre grita:
"Viva Deus e chova arroz!"
Gritando assim
Do seu povo ele se vinga
Viva Deus e chova pinga
Que arroz nasce depois
Chuva de vento
Muita gente desconfia
Dessa chuva fantasia
Que eu vi em Caxambu
Se o espanhol
Contar a dele não me ganha
Vai dizer que na Espanha
Chove bala pra chuchu!
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Núbia Marques
Sortilégio
tua boca tem mil noites
mil angústias
mil silêncios
dissipados rumos
rotineiros itinerários
tua boca tem mil lanças
mil dores
mil gritos lancinantes
mil tendões emparelhados
aparvalhados
emuralhados
tua boca morde auroras redentoras
polpa de fruto maldito
salivando veneno de extintos séculos
tempo haverá
e mil noites sazonadas
mil angústias apodrecidas
mil dores adormecidas
mil gritos já canção
serão vomitados e se cristalizarão
em mil estrelas candentes.
mil angústias
mil silêncios
dissipados rumos
rotineiros itinerários
tua boca tem mil lanças
mil dores
mil gritos lancinantes
mil tendões emparelhados
aparvalhados
emuralhados
tua boca morde auroras redentoras
polpa de fruto maldito
salivando veneno de extintos séculos
tempo haverá
e mil noites sazonadas
mil angústias apodrecidas
mil dores adormecidas
mil gritos já canção
serão vomitados e se cristalizarão
em mil estrelas candentes.
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Núbia Marques
Sortilégio
tua boca tem mil noites
mil angústias
mil silêncios
dissipados rumos
rotineiros itinerários
tua boca tem mil lanças
mil dores
mil gritos lancinantes
mil tendões emparelhados
aparvalhados
emuralhados
tua boca morde auroras redentoras
polpa de fruto maldito
salivando veneno de extintos séculos
tempo haverá
e mil noites sazonadas
mil angústias apodrecidas
mil dores adormecidas
mil gritos já canção
serão vomitados e se cristalizarão
em mil estrelas candentes.
mil angústias
mil silêncios
dissipados rumos
rotineiros itinerários
tua boca tem mil lanças
mil dores
mil gritos lancinantes
mil tendões emparelhados
aparvalhados
emuralhados
tua boca morde auroras redentoras
polpa de fruto maldito
salivando veneno de extintos séculos
tempo haverá
e mil noites sazonadas
mil angústias apodrecidas
mil dores adormecidas
mil gritos já canção
serão vomitados e se cristalizarão
em mil estrelas candentes.
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José Olimpio
Sou Alentejano
Sou alentejano
poeta e cantor
filho dos montados
neto de uma flor.
Não tive lições
de livros doirados
não usei nos dedos
anéis brasonados.
Nasci entre as dobras
de ventos e trigos
- nunca traí os amigos.
Sou alentejano
poeta e cantor
só falo das coisas
que falem de amor:
das rosas, dos rios,
dos velhos maiorais...
Das águias altivas
dos tristes pardais
das lendas e loas
de ritos antigos...
- nunca traí os amigos.
Sou alentejano.
Um homem não mais
com pulsos de feno
sangue de pinhais.
Não fui às estrelas
senão a sonhar.
Não tive castelos
senão de luar.
Andei pelos montes
dormi em abrigos
- Nunca traí os amigos
poeta e cantor
filho dos montados
neto de uma flor.
Não tive lições
de livros doirados
não usei nos dedos
anéis brasonados.
Nasci entre as dobras
de ventos e trigos
- nunca traí os amigos.
Sou alentejano
poeta e cantor
só falo das coisas
que falem de amor:
das rosas, dos rios,
dos velhos maiorais...
Das águias altivas
dos tristes pardais
das lendas e loas
de ritos antigos...
- nunca traí os amigos.
Sou alentejano.
Um homem não mais
com pulsos de feno
sangue de pinhais.
Não fui às estrelas
senão a sonhar.
Não tive castelos
senão de luar.
Andei pelos montes
dormi em abrigos
- Nunca traí os amigos
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José Olimpio
Sou Alentejano
Sou alentejano
poeta e cantor
filho dos montados
neto de uma flor.
Não tive lições
de livros doirados
não usei nos dedos
anéis brasonados.
Nasci entre as dobras
de ventos e trigos
- nunca traí os amigos.
Sou alentejano
poeta e cantor
só falo das coisas
que falem de amor:
das rosas, dos rios,
dos velhos maiorais...
Das águias altivas
dos tristes pardais
das lendas e loas
de ritos antigos...
- nunca traí os amigos.
Sou alentejano.
Um homem não mais
com pulsos de feno
sangue de pinhais.
Não fui às estrelas
senão a sonhar.
Não tive castelos
senão de luar.
Andei pelos montes
dormi em abrigos
- Nunca traí os amigos
poeta e cantor
filho dos montados
neto de uma flor.
Não tive lições
de livros doirados
não usei nos dedos
anéis brasonados.
Nasci entre as dobras
de ventos e trigos
- nunca traí os amigos.
Sou alentejano
poeta e cantor
só falo das coisas
que falem de amor:
das rosas, dos rios,
dos velhos maiorais...
Das águias altivas
dos tristes pardais
das lendas e loas
de ritos antigos...
- nunca traí os amigos.
Sou alentejano.
Um homem não mais
com pulsos de feno
sangue de pinhais.
Não fui às estrelas
senão a sonhar.
Não tive castelos
senão de luar.
Andei pelos montes
dormi em abrigos
- Nunca traí os amigos
428
Nilton Santos Filho
O encontro
O encontro...
Luzes sorrindo do destino alcançado.
Cascatas em cores múltiplas combinadas
Vibrações sísmicas destruidoras do medo.
Orgulho passado ao vento lançado.
Receio jogado pelas mãos
Momento infinito que nunca foi cedo:
uma história prevista jamais um conto.
O encanto...
Sinal permissível ao intenso convívio.
Noite caindo sob o olho vigilante da lua
Choque tímido de escandaloso contentamento.
Ânsia colada nas asas do futuro que continua.
Prisão cercada de completo desprendimento.
Recompensa acariciada pelo suspiro de um alívio:
um destino implacável, um verdadeiro espanto.
A aceitação...
Convite sincero mascarado de pretexto.
Cumplicidade fiel de sorridente deleite.
Prazer amadurecendo sobretudo supremo.
Sutileza inteligente sempre num contexto.
Confirmação convexa e reflexa do lógico aceite,
Evidência que busca a recíproca ao extremo:
um sentimento mais nobre que a sorte lançada.
A convivência...
Entrelace de nós amarrado com firmeza.
Clareza da situação divisória do refúgio.
Prelúdio do êxtase sempre e sempre vigente.
Semente paciente contemplada pela paixão.
Refrão uníssono com verso diverso.
Reverso adverso à perda sorrateira da razão:
a condição já é filha de uma premissa alcançada.
Luzes sorrindo do destino alcançado.
Cascatas em cores múltiplas combinadas
Vibrações sísmicas destruidoras do medo.
Orgulho passado ao vento lançado.
Receio jogado pelas mãos
Momento infinito que nunca foi cedo:
uma história prevista jamais um conto.
O encanto...
Sinal permissível ao intenso convívio.
Noite caindo sob o olho vigilante da lua
Choque tímido de escandaloso contentamento.
Ânsia colada nas asas do futuro que continua.
Prisão cercada de completo desprendimento.
Recompensa acariciada pelo suspiro de um alívio:
um destino implacável, um verdadeiro espanto.
A aceitação...
Convite sincero mascarado de pretexto.
Cumplicidade fiel de sorridente deleite.
Prazer amadurecendo sobretudo supremo.
Sutileza inteligente sempre num contexto.
Confirmação convexa e reflexa do lógico aceite,
Evidência que busca a recíproca ao extremo:
um sentimento mais nobre que a sorte lançada.
A convivência...
Entrelace de nós amarrado com firmeza.
Clareza da situação divisória do refúgio.
Prelúdio do êxtase sempre e sempre vigente.
Semente paciente contemplada pela paixão.
Refrão uníssono com verso diverso.
Reverso adverso à perda sorrateira da razão:
a condição já é filha de uma premissa alcançada.
562
Nielson Ricardo de Alencar Ferreira
O guardião do Amor
O guardião do Amor
De noite em meu deitar
A imagem sua vem me atormentar.
Não sei oque fazer e nem oque pensar..
Pois teus olhos não me deixam imaginar.
Oque fazeres agora Anjo da Noite, Guardião do Amor..
Se estes olhos você imagina te fitar..
Espera que a noite em vãos brandos venha te buscar..
Ou esperas que estes olhos contigo possa sonhar?
Não saberes diferenciar..
A beleza do Ser com a de Amar?
Como queres então viver entre os mortais que aqui esta..
Se possuis a plenitude do sonhar?
Minutos de silêncio irei ficar, pois respostas não posso te dar..
Viver é a solucão;
Ir sempre atrás dos sonhos alheios e tentar deles participar..
Seres feliz pelos outros;
Não pensares em ti;
Pois como já disse em forte explendor da alma..
Que humano não seres;
Seres apenas O Guardião do Amor...
De noite em meu deitar
A imagem sua vem me atormentar.
Não sei oque fazer e nem oque pensar..
Pois teus olhos não me deixam imaginar.
Oque fazeres agora Anjo da Noite, Guardião do Amor..
Se estes olhos você imagina te fitar..
Espera que a noite em vãos brandos venha te buscar..
Ou esperas que estes olhos contigo possa sonhar?
Não saberes diferenciar..
A beleza do Ser com a de Amar?
Como queres então viver entre os mortais que aqui esta..
Se possuis a plenitude do sonhar?
Minutos de silêncio irei ficar, pois respostas não posso te dar..
Viver é a solucão;
Ir sempre atrás dos sonhos alheios e tentar deles participar..
Seres feliz pelos outros;
Não pensares em ti;
Pois como já disse em forte explendor da alma..
Que humano não seres;
Seres apenas O Guardião do Amor...
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Nielson Ricardo de Alencar Ferreira
O guardião do Amor
O guardião do Amor
De noite em meu deitar
A imagem sua vem me atormentar.
Não sei oque fazer e nem oque pensar..
Pois teus olhos não me deixam imaginar.
Oque fazeres agora Anjo da Noite, Guardião do Amor..
Se estes olhos você imagina te fitar..
Espera que a noite em vãos brandos venha te buscar..
Ou esperas que estes olhos contigo possa sonhar?
Não saberes diferenciar..
A beleza do Ser com a de Amar?
Como queres então viver entre os mortais que aqui esta..
Se possuis a plenitude do sonhar?
Minutos de silêncio irei ficar, pois respostas não posso te dar..
Viver é a solucão;
Ir sempre atrás dos sonhos alheios e tentar deles participar..
Seres feliz pelos outros;
Não pensares em ti;
Pois como já disse em forte explendor da alma..
Que humano não seres;
Seres apenas O Guardião do Amor...
De noite em meu deitar
A imagem sua vem me atormentar.
Não sei oque fazer e nem oque pensar..
Pois teus olhos não me deixam imaginar.
Oque fazeres agora Anjo da Noite, Guardião do Amor..
Se estes olhos você imagina te fitar..
Espera que a noite em vãos brandos venha te buscar..
Ou esperas que estes olhos contigo possa sonhar?
Não saberes diferenciar..
A beleza do Ser com a de Amar?
Como queres então viver entre os mortais que aqui esta..
Se possuis a plenitude do sonhar?
Minutos de silêncio irei ficar, pois respostas não posso te dar..
Viver é a solucão;
Ir sempre atrás dos sonhos alheios e tentar deles participar..
Seres feliz pelos outros;
Não pensares em ti;
Pois como já disse em forte explendor da alma..
Que humano não seres;
Seres apenas O Guardião do Amor...
868
Nogueira Tapety
A Teia de Penélope
Penélope tecendo e destecendo a trama,
Num trabalho incessante, improfícuo e exaustivo
Simboliza este amor fatal que nos inflama
A cuja ação ela há de viver, como eu vivo.
Ao seu lado fui sempre inexprimido e esquivo,
Entretanto hoje, ausente, em mim tudo a reclama
E ela que me foi sempre um vulto fugitivo,
Há de, a esta hora, sentir que sua alma me chama.
Ah! capricho cruel, como dói teu efeito
Que me isola inda mais na minha soledade
E um deserto sem fim vem semear no meu peito.
Agora, busco-a em vão na maior ansiedade;
Desgraçado que eu sou, pois nem sinto o direito
De invocá-la através desta amarga saudade.
Num trabalho incessante, improfícuo e exaustivo
Simboliza este amor fatal que nos inflama
A cuja ação ela há de viver, como eu vivo.
Ao seu lado fui sempre inexprimido e esquivo,
Entretanto hoje, ausente, em mim tudo a reclama
E ela que me foi sempre um vulto fugitivo,
Há de, a esta hora, sentir que sua alma me chama.
Ah! capricho cruel, como dói teu efeito
Que me isola inda mais na minha soledade
E um deserto sem fim vem semear no meu peito.
Agora, busco-a em vão na maior ansiedade;
Desgraçado que eu sou, pois nem sinto o direito
De invocá-la através desta amarga saudade.
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Nogueira Tapety
A Teia de Penélope
Penélope tecendo e destecendo a trama,
Num trabalho incessante, improfícuo e exaustivo
Simboliza este amor fatal que nos inflama
A cuja ação ela há de viver, como eu vivo.
Ao seu lado fui sempre inexprimido e esquivo,
Entretanto hoje, ausente, em mim tudo a reclama
E ela que me foi sempre um vulto fugitivo,
Há de, a esta hora, sentir que sua alma me chama.
Ah! capricho cruel, como dói teu efeito
Que me isola inda mais na minha soledade
E um deserto sem fim vem semear no meu peito.
Agora, busco-a em vão na maior ansiedade;
Desgraçado que eu sou, pois nem sinto o direito
De invocá-la através desta amarga saudade.
Num trabalho incessante, improfícuo e exaustivo
Simboliza este amor fatal que nos inflama
A cuja ação ela há de viver, como eu vivo.
Ao seu lado fui sempre inexprimido e esquivo,
Entretanto hoje, ausente, em mim tudo a reclama
E ela que me foi sempre um vulto fugitivo,
Há de, a esta hora, sentir que sua alma me chama.
Ah! capricho cruel, como dói teu efeito
Que me isola inda mais na minha soledade
E um deserto sem fim vem semear no meu peito.
Agora, busco-a em vão na maior ansiedade;
Desgraçado que eu sou, pois nem sinto o direito
De invocá-la através desta amarga saudade.
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Nogueira Tapety
A Teia de Penélope
Penélope tecendo e destecendo a trama,
Num trabalho incessante, improfícuo e exaustivo
Simboliza este amor fatal que nos inflama
A cuja ação ela há de viver, como eu vivo.
Ao seu lado fui sempre inexprimido e esquivo,
Entretanto hoje, ausente, em mim tudo a reclama
E ela que me foi sempre um vulto fugitivo,
Há de, a esta hora, sentir que sua alma me chama.
Ah! capricho cruel, como dói teu efeito
Que me isola inda mais na minha soledade
E um deserto sem fim vem semear no meu peito.
Agora, busco-a em vão na maior ansiedade;
Desgraçado que eu sou, pois nem sinto o direito
De invocá-la através desta amarga saudade.
Num trabalho incessante, improfícuo e exaustivo
Simboliza este amor fatal que nos inflama
A cuja ação ela há de viver, como eu vivo.
Ao seu lado fui sempre inexprimido e esquivo,
Entretanto hoje, ausente, em mim tudo a reclama
E ela que me foi sempre um vulto fugitivo,
Há de, a esta hora, sentir que sua alma me chama.
Ah! capricho cruel, como dói teu efeito
Que me isola inda mais na minha soledade
E um deserto sem fim vem semear no meu peito.
Agora, busco-a em vão na maior ansiedade;
Desgraçado que eu sou, pois nem sinto o direito
De invocá-la através desta amarga saudade.
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Nielson Ricardo de Alencar Ferreira
Sonhos de Vida
Sonhos de Vida
Quando em ti penso..
A imagem de um ser minha mente vem atormentar..
Pergunto para o anjo que aqui esta..
Quem será??
Quem será??
Um ser perfeito minha fronte vem ofuscar..
Não consigo nem imaginar..
Quem será??
Quem será??
Depois de teus olhos fitar..
Consigo agora me deslumbrar..
Agora a resposta tenho para dar..
E o Ser mais perfeito que em meu sonho veio sonhar.
Deus!! Deus!! Ajudai pai aos que querem sonhar..
Este sonho lindo que a mim veio buscar..
Medo não tenho de sonhar..
Pois em sonho vivo..
Com medo de me enfrentar.
Olhai para mim sonho meu..
E me respondas com um simples olhar..
Queres comigo sonhar?
Lagrimas!! Lagrimas de meu sonho venho arrancar..
Porque choras perfeito sonho que aqui esta?..
E com os próprios olhos que minha alma reflete me responde..
Em algo e claro brado da vida..
Tenho medo!!! Tenho medo de contigo sonhar.
Um minuto de silêncio veio a me calar..
Somente uma pergunta há dentro de mim a perguntar..
Porque os sonhos a mim não querem sonhar?
Derrepente uma lágrima de vida comecei a derramar..
Sonhos não posso ter;
Pois sonhos não tenho para sonhar.
Quando em ti penso..
A imagem de um ser minha mente vem atormentar..
Pergunto para o anjo que aqui esta..
Quem será??
Quem será??
Um ser perfeito minha fronte vem ofuscar..
Não consigo nem imaginar..
Quem será??
Quem será??
Depois de teus olhos fitar..
Consigo agora me deslumbrar..
Agora a resposta tenho para dar..
E o Ser mais perfeito que em meu sonho veio sonhar.
Deus!! Deus!! Ajudai pai aos que querem sonhar..
Este sonho lindo que a mim veio buscar..
Medo não tenho de sonhar..
Pois em sonho vivo..
Com medo de me enfrentar.
Olhai para mim sonho meu..
E me respondas com um simples olhar..
Queres comigo sonhar?
Lagrimas!! Lagrimas de meu sonho venho arrancar..
Porque choras perfeito sonho que aqui esta?..
E com os próprios olhos que minha alma reflete me responde..
Em algo e claro brado da vida..
Tenho medo!!! Tenho medo de contigo sonhar.
Um minuto de silêncio veio a me calar..
Somente uma pergunta há dentro de mim a perguntar..
Porque os sonhos a mim não querem sonhar?
Derrepente uma lágrima de vida comecei a derramar..
Sonhos não posso ter;
Pois sonhos não tenho para sonhar.
859
Nielson Ricardo de Alencar Ferreira
Sonhos de Vida
Sonhos de Vida
Quando em ti penso..
A imagem de um ser minha mente vem atormentar..
Pergunto para o anjo que aqui esta..
Quem será??
Quem será??
Um ser perfeito minha fronte vem ofuscar..
Não consigo nem imaginar..
Quem será??
Quem será??
Depois de teus olhos fitar..
Consigo agora me deslumbrar..
Agora a resposta tenho para dar..
E o Ser mais perfeito que em meu sonho veio sonhar.
Deus!! Deus!! Ajudai pai aos que querem sonhar..
Este sonho lindo que a mim veio buscar..
Medo não tenho de sonhar..
Pois em sonho vivo..
Com medo de me enfrentar.
Olhai para mim sonho meu..
E me respondas com um simples olhar..
Queres comigo sonhar?
Lagrimas!! Lagrimas de meu sonho venho arrancar..
Porque choras perfeito sonho que aqui esta?..
E com os próprios olhos que minha alma reflete me responde..
Em algo e claro brado da vida..
Tenho medo!!! Tenho medo de contigo sonhar.
Um minuto de silêncio veio a me calar..
Somente uma pergunta há dentro de mim a perguntar..
Porque os sonhos a mim não querem sonhar?
Derrepente uma lágrima de vida comecei a derramar..
Sonhos não posso ter;
Pois sonhos não tenho para sonhar.
Quando em ti penso..
A imagem de um ser minha mente vem atormentar..
Pergunto para o anjo que aqui esta..
Quem será??
Quem será??
Um ser perfeito minha fronte vem ofuscar..
Não consigo nem imaginar..
Quem será??
Quem será??
Depois de teus olhos fitar..
Consigo agora me deslumbrar..
Agora a resposta tenho para dar..
E o Ser mais perfeito que em meu sonho veio sonhar.
Deus!! Deus!! Ajudai pai aos que querem sonhar..
Este sonho lindo que a mim veio buscar..
Medo não tenho de sonhar..
Pois em sonho vivo..
Com medo de me enfrentar.
Olhai para mim sonho meu..
E me respondas com um simples olhar..
Queres comigo sonhar?
Lagrimas!! Lagrimas de meu sonho venho arrancar..
Porque choras perfeito sonho que aqui esta?..
E com os próprios olhos que minha alma reflete me responde..
Em algo e claro brado da vida..
Tenho medo!!! Tenho medo de contigo sonhar.
Um minuto de silêncio veio a me calar..
Somente uma pergunta há dentro de mim a perguntar..
Porque os sonhos a mim não querem sonhar?
Derrepente uma lágrima de vida comecei a derramar..
Sonhos não posso ter;
Pois sonhos não tenho para sonhar.
859
Nielson Ricardo de Alencar Ferreira
Sonhos de Vida
Sonhos de Vida
Quando em ti penso..
A imagem de um ser minha mente vem atormentar..
Pergunto para o anjo que aqui esta..
Quem será??
Quem será??
Um ser perfeito minha fronte vem ofuscar..
Não consigo nem imaginar..
Quem será??
Quem será??
Depois de teus olhos fitar..
Consigo agora me deslumbrar..
Agora a resposta tenho para dar..
E o Ser mais perfeito que em meu sonho veio sonhar.
Deus!! Deus!! Ajudai pai aos que querem sonhar..
Este sonho lindo que a mim veio buscar..
Medo não tenho de sonhar..
Pois em sonho vivo..
Com medo de me enfrentar.
Olhai para mim sonho meu..
E me respondas com um simples olhar..
Queres comigo sonhar?
Lagrimas!! Lagrimas de meu sonho venho arrancar..
Porque choras perfeito sonho que aqui esta?..
E com os próprios olhos que minha alma reflete me responde..
Em algo e claro brado da vida..
Tenho medo!!! Tenho medo de contigo sonhar.
Um minuto de silêncio veio a me calar..
Somente uma pergunta há dentro de mim a perguntar..
Porque os sonhos a mim não querem sonhar?
Derrepente uma lágrima de vida comecei a derramar..
Sonhos não posso ter;
Pois sonhos não tenho para sonhar.
Quando em ti penso..
A imagem de um ser minha mente vem atormentar..
Pergunto para o anjo que aqui esta..
Quem será??
Quem será??
Um ser perfeito minha fronte vem ofuscar..
Não consigo nem imaginar..
Quem será??
Quem será??
Depois de teus olhos fitar..
Consigo agora me deslumbrar..
Agora a resposta tenho para dar..
E o Ser mais perfeito que em meu sonho veio sonhar.
Deus!! Deus!! Ajudai pai aos que querem sonhar..
Este sonho lindo que a mim veio buscar..
Medo não tenho de sonhar..
Pois em sonho vivo..
Com medo de me enfrentar.
Olhai para mim sonho meu..
E me respondas com um simples olhar..
Queres comigo sonhar?
Lagrimas!! Lagrimas de meu sonho venho arrancar..
Porque choras perfeito sonho que aqui esta?..
E com os próprios olhos que minha alma reflete me responde..
Em algo e claro brado da vida..
Tenho medo!!! Tenho medo de contigo sonhar.
Um minuto de silêncio veio a me calar..
Somente uma pergunta há dentro de mim a perguntar..
Porque os sonhos a mim não querem sonhar?
Derrepente uma lágrima de vida comecei a derramar..
Sonhos não posso ter;
Pois sonhos não tenho para sonhar.
859
Neide Archanjo
Ontem
Ontem
noite alta
na cama desfeita
tua imagem me surpreendia
cravando um punhal doce
no meio do meu corpo
onde o desejo renascia.
Ninguém nos via
nem o sono
que diante da tua presença
bruscamente se evadia.
Ontem
noite alta
na cama desfeita
nasciam flores
nasciam flores.
noite alta
na cama desfeita
tua imagem me surpreendia
cravando um punhal doce
no meio do meu corpo
onde o desejo renascia.
Ninguém nos via
nem o sono
que diante da tua presença
bruscamente se evadia.
Ontem
noite alta
na cama desfeita
nasciam flores
nasciam flores.
1 245
Neide Archanjo
Ontem
Ontem
noite alta
na cama desfeita
tua imagem me surpreendia
cravando um punhal doce
no meio do meu corpo
onde o desejo renascia.
Ninguém nos via
nem o sono
que diante da tua presença
bruscamente se evadia.
Ontem
noite alta
na cama desfeita
nasciam flores
nasciam flores.
noite alta
na cama desfeita
tua imagem me surpreendia
cravando um punhal doce
no meio do meu corpo
onde o desejo renascia.
Ninguém nos via
nem o sono
que diante da tua presença
bruscamente se evadia.
Ontem
noite alta
na cama desfeita
nasciam flores
nasciam flores.
1 245
Ismael Nery
A Noiva do Poeta
A minha noive se reparte toda nas minhas quatro amantes
Sara, Ester, Rute e raquel
Sara tem o seu ar e o seu corpo,
Ester a sua cor e os seus cabelos,
Rute tem o seu olhar e seu andar,
Raquel tem sua boca e sua voz,
A minha noiva magnífica só existe
Na minha imaginação.
Sara, Ester, Rute e raquel
Sara tem o seu ar e o seu corpo,
Ester a sua cor e os seus cabelos,
Rute tem o seu olhar e seu andar,
Raquel tem sua boca e sua voz,
A minha noiva magnífica só existe
Na minha imaginação.
850
Neide Archanjo
Noite adentro
Noite adentro
olhos ancorados em Deus
dormem os animais
as crianças as plantas
Ninguém mais.
olhos ancorados em Deus
dormem os animais
as crianças as plantas
Ninguém mais.
1 211
Neide Archanjo
Noite adentro
Noite adentro
olhos ancorados em Deus
dormem os animais
as crianças as plantas
Ninguém mais.
olhos ancorados em Deus
dormem os animais
as crianças as plantas
Ninguém mais.
1 211
Walkiria Lopes Cruz
Viva a Vida
São as virtudes da vida
que nos fazem presenciar novas surpresas
a cada dia
Viva a vida
Ame a vida
Aproveite a vida
Valorize a vida
VIDA... uma palavra tão fácil de escrever
Mas difícil de compreender
Muitos não dão valor
Vários outros a desperdiçam
Agora, há pessoas de bom senso
Vivem como se VIDA
tivesse o significado de LIBERDADE
E por tudo isso se alegram
E desfrutam, plenamente, de cada momento dela
Por isso eu repito
Ou melhor, eu grito
Viva a vida!
Ame a vida!
Aproveite a vida!
Valorize a vida!
que nos fazem presenciar novas surpresas
a cada dia
Viva a vida
Ame a vida
Aproveite a vida
Valorize a vida
VIDA... uma palavra tão fácil de escrever
Mas difícil de compreender
Muitos não dão valor
Vários outros a desperdiçam
Agora, há pessoas de bom senso
Vivem como se VIDA
tivesse o significado de LIBERDADE
E por tudo isso se alegram
E desfrutam, plenamente, de cada momento dela
Por isso eu repito
Ou melhor, eu grito
Viva a vida!
Ame a vida!
Aproveite a vida!
Valorize a vida!
922
Natalício Barroso
A Pasta
Um dia me surpreendi.
Havia um raio de sol escondido no meu guarda-roupa.
Abriu a janela do meu quarto quando eu a abri,
e se projetou nas minhas roupas com as pontas dos meus dedos.
Era um raio de sol tão claro quanto um jado dágua na
escuridão
e me molhou o semblante de contentamento.
Mas foi passageiro.
Bastou vestir a calça comprida
e pôr a camisa depois dos sapatos
para o dia, entrando na minha pasta preta, se cobrir de luto nas minhas
mãos.
Havia um raio de sol escondido no meu guarda-roupa.
Abriu a janela do meu quarto quando eu a abri,
e se projetou nas minhas roupas com as pontas dos meus dedos.
Era um raio de sol tão claro quanto um jado dágua na
escuridão
e me molhou o semblante de contentamento.
Mas foi passageiro.
Bastou vestir a calça comprida
e pôr a camisa depois dos sapatos
para o dia, entrando na minha pasta preta, se cobrir de luto nas minhas
mãos.
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Natalício Barroso
A Pasta
Um dia me surpreendi.
Havia um raio de sol escondido no meu guarda-roupa.
Abriu a janela do meu quarto quando eu a abri,
e se projetou nas minhas roupas com as pontas dos meus dedos.
Era um raio de sol tão claro quanto um jado dágua na
escuridão
e me molhou o semblante de contentamento.
Mas foi passageiro.
Bastou vestir a calça comprida
e pôr a camisa depois dos sapatos
para o dia, entrando na minha pasta preta, se cobrir de luto nas minhas
mãos.
Havia um raio de sol escondido no meu guarda-roupa.
Abriu a janela do meu quarto quando eu a abri,
e se projetou nas minhas roupas com as pontas dos meus dedos.
Era um raio de sol tão claro quanto um jado dágua na
escuridão
e me molhou o semblante de contentamento.
Mas foi passageiro.
Bastou vestir a calça comprida
e pôr a camisa depois dos sapatos
para o dia, entrando na minha pasta preta, se cobrir de luto nas minhas
mãos.
969
Marco Valadares
Nossos Caminhos Pela Vida
Eu não saberia da vida
Muito que dela aprendi
Se por caminhos passados
Passasse por longe de ti
E nesses caminhos vividos...
Com amor, mágoa e paixão
Certas vezes eu era sozinho
Mas longe da solidão
Pois solidão é nunca ter tido
Nada pra pensar ou sentir
Mas desde que te conheço
Não me conheço longe de ti
E nesse novo caminho que estamos
Ando com muito cuidado
Pois estou tendo que aprender
A não andar mais do teu lado
Mas quero ter sempre em mente
Que isso é coisa passageira
Pois quero viver novamente
Daquela velha maneira
Como quando numa praia deserta
Ficamos juntos por dez dias
Dias de amor, carinho, amizade,
E um sentimento que crescia
Ou mesmo de um carnaval
Que muitas tristezas senti
Mas quando voltamos pra casa
Podia estar perto de ti
Queria muito me desculpar
Por aquele nosso passado
Mas é de se compreender
Pelo caminho que começou errado
E a vida que desejávamos
Lhe digo com muito amor
Que está mais perto do que pensas
Se reconhecer nosso valor
Pois a tua falta pra mim
Faz com que viver pareça
Semanas durarem anos
E faz, com isso, que eu cresça
Faz com que eu me arrependa
Da liberdade que não lhe dei
Mas foi tão inconsciente
Que fui eu quem me aprisionei
Tanto que não lhe devo desculpas
Pois me sinto em igual situação
Mas devo com muita esperança
Propor-lhe uma solução
De que nossas pegadas na areia
Pelos caminhos que passamos
Não sejam jamais esquecidas
Pra não esquecermos que erramos
Mas que sejam deixadas expostas
Nossas pegadas na vida
Para que o vento possa fechá-las
Fechando nossas feridas
E, nesse dia, finalmente
No meu ombro se deitarás
Como era antigamente
E não deixará de ser mais...
Muito que dela aprendi
Se por caminhos passados
Passasse por longe de ti
E nesses caminhos vividos...
Com amor, mágoa e paixão
Certas vezes eu era sozinho
Mas longe da solidão
Pois solidão é nunca ter tido
Nada pra pensar ou sentir
Mas desde que te conheço
Não me conheço longe de ti
E nesse novo caminho que estamos
Ando com muito cuidado
Pois estou tendo que aprender
A não andar mais do teu lado
Mas quero ter sempre em mente
Que isso é coisa passageira
Pois quero viver novamente
Daquela velha maneira
Como quando numa praia deserta
Ficamos juntos por dez dias
Dias de amor, carinho, amizade,
E um sentimento que crescia
Ou mesmo de um carnaval
Que muitas tristezas senti
Mas quando voltamos pra casa
Podia estar perto de ti
Queria muito me desculpar
Por aquele nosso passado
Mas é de se compreender
Pelo caminho que começou errado
E a vida que desejávamos
Lhe digo com muito amor
Que está mais perto do que pensas
Se reconhecer nosso valor
Pois a tua falta pra mim
Faz com que viver pareça
Semanas durarem anos
E faz, com isso, que eu cresça
Faz com que eu me arrependa
Da liberdade que não lhe dei
Mas foi tão inconsciente
Que fui eu quem me aprisionei
Tanto que não lhe devo desculpas
Pois me sinto em igual situação
Mas devo com muita esperança
Propor-lhe uma solução
De que nossas pegadas na areia
Pelos caminhos que passamos
Não sejam jamais esquecidas
Pra não esquecermos que erramos
Mas que sejam deixadas expostas
Nossas pegadas na vida
Para que o vento possa fechá-las
Fechando nossas feridas
E, nesse dia, finalmente
No meu ombro se deitarás
Como era antigamente
E não deixará de ser mais...
368
Marco Valadares
Nossos Caminhos Pela Vida
Eu não saberia da vida
Muito que dela aprendi
Se por caminhos passados
Passasse por longe de ti
E nesses caminhos vividos...
Com amor, mágoa e paixão
Certas vezes eu era sozinho
Mas longe da solidão
Pois solidão é nunca ter tido
Nada pra pensar ou sentir
Mas desde que te conheço
Não me conheço longe de ti
E nesse novo caminho que estamos
Ando com muito cuidado
Pois estou tendo que aprender
A não andar mais do teu lado
Mas quero ter sempre em mente
Que isso é coisa passageira
Pois quero viver novamente
Daquela velha maneira
Como quando numa praia deserta
Ficamos juntos por dez dias
Dias de amor, carinho, amizade,
E um sentimento que crescia
Ou mesmo de um carnaval
Que muitas tristezas senti
Mas quando voltamos pra casa
Podia estar perto de ti
Queria muito me desculpar
Por aquele nosso passado
Mas é de se compreender
Pelo caminho que começou errado
E a vida que desejávamos
Lhe digo com muito amor
Que está mais perto do que pensas
Se reconhecer nosso valor
Pois a tua falta pra mim
Faz com que viver pareça
Semanas durarem anos
E faz, com isso, que eu cresça
Faz com que eu me arrependa
Da liberdade que não lhe dei
Mas foi tão inconsciente
Que fui eu quem me aprisionei
Tanto que não lhe devo desculpas
Pois me sinto em igual situação
Mas devo com muita esperança
Propor-lhe uma solução
De que nossas pegadas na areia
Pelos caminhos que passamos
Não sejam jamais esquecidas
Pra não esquecermos que erramos
Mas que sejam deixadas expostas
Nossas pegadas na vida
Para que o vento possa fechá-las
Fechando nossas feridas
E, nesse dia, finalmente
No meu ombro se deitarás
Como era antigamente
E não deixará de ser mais...
Muito que dela aprendi
Se por caminhos passados
Passasse por longe de ti
E nesses caminhos vividos...
Com amor, mágoa e paixão
Certas vezes eu era sozinho
Mas longe da solidão
Pois solidão é nunca ter tido
Nada pra pensar ou sentir
Mas desde que te conheço
Não me conheço longe de ti
E nesse novo caminho que estamos
Ando com muito cuidado
Pois estou tendo que aprender
A não andar mais do teu lado
Mas quero ter sempre em mente
Que isso é coisa passageira
Pois quero viver novamente
Daquela velha maneira
Como quando numa praia deserta
Ficamos juntos por dez dias
Dias de amor, carinho, amizade,
E um sentimento que crescia
Ou mesmo de um carnaval
Que muitas tristezas senti
Mas quando voltamos pra casa
Podia estar perto de ti
Queria muito me desculpar
Por aquele nosso passado
Mas é de se compreender
Pelo caminho que começou errado
E a vida que desejávamos
Lhe digo com muito amor
Que está mais perto do que pensas
Se reconhecer nosso valor
Pois a tua falta pra mim
Faz com que viver pareça
Semanas durarem anos
E faz, com isso, que eu cresça
Faz com que eu me arrependa
Da liberdade que não lhe dei
Mas foi tão inconsciente
Que fui eu quem me aprisionei
Tanto que não lhe devo desculpas
Pois me sinto em igual situação
Mas devo com muita esperança
Propor-lhe uma solução
De que nossas pegadas na areia
Pelos caminhos que passamos
Não sejam jamais esquecidas
Pra não esquecermos que erramos
Mas que sejam deixadas expostas
Nossas pegadas na vida
Para que o vento possa fechá-las
Fechando nossas feridas
E, nesse dia, finalmente
No meu ombro se deitarás
Como era antigamente
E não deixará de ser mais...
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