Poemas neste tema
Vida e Existência
Rose Ausländer
A heranca II
É chegada a hora
de repartir a herança
toma
a maçã
mortal
e
a palavra
imortal
Das Erbe II
Es ist an der Zeit
das Erbe zu verteilen
nimm
den sterblichen
Apfel
und
das unsterbliche
Wort
de repartir a herança
toma
a maçã
mortal
e
a palavra
imortal
Das Erbe II
Es ist an der Zeit
das Erbe zu verteilen
nimm
den sterblichen
Apfel
und
das unsterbliche
Wort
860
Isabella Motadinyane
Quieta bebê
Quieta bebê
anda alta
assovios aqui e ali
sorrindo feito estrela
com o rosto redondo
bebê de covinhas na bochecha
que prendem os olhos
nós vimos seu trabalho aqui
no campo
aqueles que dizem
que você é feia
são uns tolos
deixe-os no equívoco deles
brilha bela e ensolara
ho ha
quieta bebê
ho ha
a propósito
você é a número 1
anda alta bebê
brilha bela e ensolara
quieta bebê
ho ha
donde você se vai
ficam para trás estrelas
fala clã de Mohlakwana
fala clã de Mofokeng
nós vimos seu trabalho
presentes de núpcias
estão a caminho
vai irmã deixe-os zonzos
deixe-os tontos boneca
eles chegaram agora
os que tocarão sax para você
(paráfrase de Ricardo Domeneck)
:
Hoshe ngwana
Isabella Motadinyane
Hoshe ngwana
qata o qatoge
melodi kafa le fa
ngwana dikoti marameng
pososelo eka naledi
sefahlelo sone
botjhitja bo kgatlang mahlo
re bone mesebetsi ya hao
naheng mona
ba reng
o sekobo
ke baikaketsi
ba lese ba iphore jaalo
shine bright sunbeam
hoha
kana wena o motswa mantlha
qata o qatoge thope
shine bright sunbeam
hoshe thope
hoha
moo o fetileng
ho sala dinaledi
thebetha Mohlakwana
thebetha Mofokeng
re bone mesebetse ya hao
digaboi di dizzie ousie
slaat hulle giddy poppy
ba fehlile jwale
ba ho bapallang
.
.
.
anda alta
assovios aqui e ali
sorrindo feito estrela
com o rosto redondo
bebê de covinhas na bochecha
que prendem os olhos
nós vimos seu trabalho aqui
no campo
aqueles que dizem
que você é feia
são uns tolos
deixe-os no equívoco deles
brilha bela e ensolara
ho ha
quieta bebê
ho ha
a propósito
você é a número 1
anda alta bebê
brilha bela e ensolara
quieta bebê
ho ha
donde você se vai
ficam para trás estrelas
fala clã de Mohlakwana
fala clã de Mofokeng
nós vimos seu trabalho
presentes de núpcias
estão a caminho
vai irmã deixe-os zonzos
deixe-os tontos boneca
eles chegaram agora
os que tocarão sax para você
(paráfrase de Ricardo Domeneck)
:
Hoshe ngwana
Isabella Motadinyane
qata o qatoge
melodi kafa le fa
ngwana dikoti marameng
pososelo eka naledi
sefahlelo sone
botjhitja bo kgatlang mahlo
re bone mesebetsi ya hao
naheng mona
ba reng
o sekobo
ke baikaketsi
ba lese ba iphore jaalo
shine bright sunbeam
hoha
kana wena o motswa mantlha
qata o qatoge thope
shine bright sunbeam
hoshe thope
hoha
moo o fetileng
ho sala dinaledi
thebetha Mohlakwana
thebetha Mofokeng
re bone mesebetse ya hao
digaboi di dizzie ousie
slaat hulle giddy poppy
ba fehlile jwale
ba ho bapallang
.
.
.
913
Antidio Cabal
Epitáfio de Réndez Merodes, vulgo O Vigilante
Espero que esta seja a última vez que morro,
que não me coloquem de novo, com sangue, em outra fase da matéria
e me façam chorar em outro local,
eu quero que esta morte me seja de serventia para sempre.
que não me coloquem de novo, com sangue, em outra fase da matéria
e me façam chorar em outro local,
eu quero que esta morte me seja de serventia para sempre.
705
Antidio Cabal
Epitáfio de Réndez Merodes, vulgo O Vigilante
Espero que esta seja a última vez que morro,
que não me coloquem de novo, com sangue, em outra fase da matéria
e me façam chorar em outro local,
eu quero que esta morte me seja de serventia para sempre.
que não me coloquem de novo, com sangue, em outra fase da matéria
e me façam chorar em outro local,
eu quero que esta morte me seja de serventia para sempre.
705
Marguerite Duras
As mãos negativas (excerto)
Chamam-se “mãos negativas” as pinturas de mãos encontradas nas grutas magdalenienses da Europa Sul-Atlântica. O contorno dessas mãos – espalmadas sobre a pedra – era recoberto de cor. O mais frequente de azul, de preto. Às vezes, de vermelho. Nenhuma explicação foi encontrada para esta prática.
Diante do oceano
sob a falésia
sobre a parede de granito
essas mãos
abertas
Azuis
E pretas
Do azul da água
Do preto da noite
O homem veio sozinho na gruta
de frente para o oceano
Todas as mãos têm o mesmo tamanho
ele estava sozinho
O homem sozinho na gruta olhou
no barulho
no barulho do mar
a imensidão das coisas
E ele gritou
Tu que tens um nome e uma identidade eu
te amo
Essas mãos
do azul da água
do preto do céu
Planas
Colocadas divididas sobre o granito cinza
Para que alguém as visse
Eu sou aquele que chama
Eu sou aquele que chamava que gritava há trinta
mil anos
Eu te amo
Eu grito que eu quero te amar, eu te amo
Eu amarei quem quer que escute o meu grito
Sobre a terra vazia ficarão essas mãos sobre a parede de
granito de frente para o fragor do oceano
Insustentável
Ninguém escutará mais
Ninguém verá
Trinta mil anos
Estas mãos, pretas
A refração da luz sobre o mar faz tremer
a parede da pedra
Eu sou alguém eu sou aquele que chamava que
gritava nessa luz branca
O desejo
a palavra ainda não foi inventada
Ele olhou a imensidão das coisas no fragor
das ondas, a imensidão de sua força
e depois gritou
Acima dele as florestas da Europa,
sem fim
Ele se segurou no centro da pedra
dos corredores
das vias de pedra
de todas as partes
Tu que tens um nome e uma identidade eu
te amo com um amor indefinido
Seria necessário descer a falésia
vencer o medo
O vento sopra do continente ele empurra
o oceano
As ondas lutam contra o vento
Elas avançam
abrandadas por sua força
e pacientemente alcançam
a parede
Tudo se esmaga
Eu te amo mais longe do que tu
Eu amarei quem quer que escutará que eu grito que eu
te amo
Trinta mil anos
Eu chamo
Eu chamo aquele que me responder
Eu quero te amar eu te amo
Há trinta mil anos eu grito em frente ao mar o
espectro branco
Eu sou aquele que gritava que te amava, tu
(tradução de Érica Zíngano e Marcela Vieira)
:
Les mains négatives(1979)
Margueirte Duras
On appelle mains négatives les peintures de mains trouvées dans les grottes magdaléniennes de l'Europe Sud-Atlantique. Le contour des ces mains – posées grandes ouvertes sur la pierre – était enduit de couleur. Le plus souvent de bleu, de noir. Parfois de rouge. Aucune explication n'a été trouvée à cette pratique.
Devant l'océan
sous la falaise
sur la paroi de granit
ces mains
ouvertes
Bleues
Et noires
Du bleu de l'eau
Du noir de la nuit
L'homme est venu seul dans la grotte
face à l'océan
Toutes les mains ont la même taille
il était seul
L'homme seul dans la grotte a regardé
dans le bruit
dans le bruit de la mer
l'immensité des choses
Et il a crié
Toi qui es nommée toi qui es douée d'identité je
t'aime
Ces mains
du bleu de l'eau
du noir du ciel
Plates
Posées écartelées sur le granit gris
Pour que quelqu'un les ait vues
Je suis celui qui appelle
Je suis celui qui apellait qui criait il y a trente
mille ans
Je t'aime
Je crie que je veux t'aimer, je t'aime
J'aimerai quiconque entrendra que je crie
Sur la terre vide resteront ces mains sur la paroi de
granit face au fracas de l'océan
Insoutenable
Personne n'entendra plus
Ne verra
Trente mille ans
Ces mains-là, noires
La réfraction de la lumière sur la mer fait frémir
la paroi de la pierre
Je suis quelqu'un je suis celui qui appelait qui
criait dans cette lumière blanche
Le désir
le mot n'est pas encore inventé
Il a regardé l'immensité des choses dans le fracas
des vagues, l'immensité de sa force
et puis il a crié
Au-dessus de lui les fôrets d'Europe,
sans fin
Il se tient au centre de la pierre
des couloirs
des voies de pierre
de toutes parts
Toi qui es nommée toi qui es douée d'identité je
t'aime d'un amour indéfini
Il fallait descendre la falaise
vaincre la peur
Le vent souffle du continent il repousse
l'océan
Les vagues luttent contre le vent
Elles avancent
ralenties par sa force
et patiemment parviennent
à la paroi
Tout s'écrase
Je t'aime plus loin que toi
J'amearai quiconque entendra que je crie que je
t'aime
Trente mille ans
J'appelle
J'appelle celui qui me répondra
Je veux t'aimer je t'aime
Depuis trente mille ans je crie devant la mer le
spectre blanc
Je suis celui qui criait qu'il t'aimait, toi
.
.
.
3 865
Rose Ausländer
Não te contenhas
Que
a cada instante
Deus viva e morra
sabe
o que o inspira
Por toda parte
cresce uma árvore
na qual
a bela serpente
enrosca-se
Tu conheces
a maçã-palavra
Sejamos mortais
façamos o proibido
Não
te contenhas
Verweile nicht
Dass
jeden Augenblick
Gott stirbt und lebt
weiss
der ihn einatmet
Überall
wächst ein Baum
um den
die schöne Schlange
sich windet
Du kennst
das Apfelwort
Lass uns tödlich sein
Verbotenes tun
Verweile nicht
a cada instante
Deus viva e morra
sabe
o que o inspira
Por toda parte
cresce uma árvore
na qual
a bela serpente
enrosca-se
Tu conheces
a maçã-palavra
Sejamos mortais
façamos o proibido
Não
te contenhas
Verweile nicht
Dass
jeden Augenblick
Gott stirbt und lebt
weiss
der ihn einatmet
Überall
wächst ein Baum
um den
die schöne Schlange
sich windet
Du kennst
das Apfelwort
Lass uns tödlich sein
Verbotenes tun
Verweile nicht
887
Mario Luzi
Inspeção celeste
É, o ser. É.
Inteiro,
não consumado,
igual a si.
..........................Como é
se torna.
..........................Sem fim,
infinitamente é
e se torna,
..........................se torna
si mesmo
outro de si.
..........................Como é
aparece.
.................Nada
daquilo que é oculto
o esconde.
.................Nenhuma
servidão de símbolo
o encerra
.................nem outro escrínio o custodia.
.........................Oh chama!
Tudo sem sombra queima.
É essência, advento, aparência,
tudo transparentíssima substância.
É acaso o paraíso
isto?, ou então, luminosa insídia,
um nosso obscuro
ab origine, jamais vencido sorriso?
(tradução de Maurício Santana Dias)
:
Ispezione celeste
Mario Luzi
E', l'essere. E'.
Intero,
inconsumato,
pari a sé.
..........................Come è
diviene.
..........................Senza fine,
infinitamente è
e diviene,
..........................diviene
se stesso
altro da sé.
..........................Come è
appare.
.................Niente
di ciò che è nascosto
lo nasconde.
.................Nessuna
cattività di simbolo
lo tiene
.................o altra guaina lo presidia.
.........................O vampa!
Tutto senza ombra flagra.
E' essenza, avvento, apparenza,
tutto trasparentissima sostanza.
E' forse il paradiso
questo? oppure, luminosa insidia,
un nostro oscuro
ab origine, mai vinto sorriso?
.
.
.
729
Mario Luzi
Inspeção celeste
É, o ser. É.
Inteiro,
não consumado,
igual a si.
..........................Como é
se torna.
..........................Sem fim,
infinitamente é
e se torna,
..........................se torna
si mesmo
outro de si.
..........................Como é
aparece.
.................Nada
daquilo que é oculto
o esconde.
.................Nenhuma
servidão de símbolo
o encerra
.................nem outro escrínio o custodia.
.........................Oh chama!
Tudo sem sombra queima.
É essência, advento, aparência,
tudo transparentíssima substância.
É acaso o paraíso
isto?, ou então, luminosa insídia,
um nosso obscuro
ab origine, jamais vencido sorriso?
(tradução de Maurício Santana Dias)
:
Ispezione celeste
Mario Luzi
E', l'essere. E'.
Intero,
inconsumato,
pari a sé.
..........................Come è
diviene.
..........................Senza fine,
infinitamente è
e diviene,
..........................diviene
se stesso
altro da sé.
..........................Come è
appare.
.................Niente
di ciò che è nascosto
lo nasconde.
.................Nessuna
cattività di simbolo
lo tiene
.................o altra guaina lo presidia.
.........................O vampa!
Tutto senza ombra flagra.
E' essenza, avvento, apparenza,
tutto trasparentissima sostanza.
E' forse il paradiso
questo? oppure, luminosa insidia,
un nostro oscuro
ab origine, mai vinto sorriso?
.
.
.
729
Mario Luzi
Inspeção celeste
É, o ser. É.
Inteiro,
não consumado,
igual a si.
..........................Como é
se torna.
..........................Sem fim,
infinitamente é
e se torna,
..........................se torna
si mesmo
outro de si.
..........................Como é
aparece.
.................Nada
daquilo que é oculto
o esconde.
.................Nenhuma
servidão de símbolo
o encerra
.................nem outro escrínio o custodia.
.........................Oh chama!
Tudo sem sombra queima.
É essência, advento, aparência,
tudo transparentíssima substância.
É acaso o paraíso
isto?, ou então, luminosa insídia,
um nosso obscuro
ab origine, jamais vencido sorriso?
(tradução de Maurício Santana Dias)
:
Ispezione celeste
Mario Luzi
E', l'essere. E'.
Intero,
inconsumato,
pari a sé.
..........................Come è
diviene.
..........................Senza fine,
infinitamente è
e diviene,
..........................diviene
se stesso
altro da sé.
..........................Come è
appare.
.................Niente
di ciò che è nascosto
lo nasconde.
.................Nessuna
cattività di simbolo
lo tiene
.................o altra guaina lo presidia.
.........................O vampa!
Tutto senza ombra flagra.
E' essenza, avvento, apparenza,
tutto trasparentissima sostanza.
E' forse il paradiso
questo? oppure, luminosa insidia,
un nostro oscuro
ab origine, mai vinto sorriso?
.
.
.
729
Roberto Piva
Uma tarde
.......Uma tarde
............é suficiente para ficar louco
ou ir ao Museu ver Bosch
............uma tarde de inverno
...........................sobre um grave pátio
.....onde garòfani.... milk-shake & Claude
....................obcecado com anjos
..........ou vastos motores que giram com
.............................uma graça seráfica
.............tocar o banjo da Lembrança
sem o Amor encontrado... provado...sonhado
............& longos viveiros municipais
........sem procurar compreender
..............imaginar
............a medula sem olhos
......ou pássaros virgens
............aconteceu que eu revi
......a simples torre mortal do Sonho
................não com dedos reais & cilíndricos
Du Barry Byron Marquesa de Santos
...Swift Jarry com barulho
.......de sinos nas minhas noites de bárbaro
...os carros de fogo
............os trapézios de mercúrio
...suas mãos escrevendo & pescando
................ninfas escatológicas
pequenos canhoes do sangue& os grandes olhos abertos
.........para algum milagre da Sorte
............é suficiente para ficar louco
ou ir ao Museu ver Bosch
............uma tarde de inverno
...........................sobre um grave pátio
.....onde garòfani.... milk-shake & Claude
....................obcecado com anjos
..........ou vastos motores que giram com
.............................uma graça seráfica
.............tocar o banjo da Lembrança
sem o Amor encontrado... provado...sonhado
............& longos viveiros municipais
........sem procurar compreender
..............imaginar
............a medula sem olhos
......ou pássaros virgens
............aconteceu que eu revi
......a simples torre mortal do Sonho
................não com dedos reais & cilíndricos
Du Barry Byron Marquesa de Santos
...Swift Jarry com barulho
.......de sinos nas minhas noites de bárbaro
...os carros de fogo
............os trapézios de mercúrio
...suas mãos escrevendo & pescando
................ninfas escatológicas
pequenos canhoes do sangue& os grandes olhos abertos
.........para algum milagre da Sorte
1 524
Antidio Cabal
Epitáfio de Clarisa Méndez
vulgo A Raíz
Sempre há saída para tudo, menos para o que somos.
Sempre há saída para tudo, menos para o que somos.
826
Antidio Cabal
Epitáfio de Clarisa Méndez
vulgo A Raíz
Sempre há saída para tudo, menos para o que somos.
Sempre há saída para tudo, menos para o que somos.
826
Rose Ausländer
Ainda estás aqui
Lança teu medo
aos ares
Em breve
acaba teu tempo
em breve
cresce o céu
sob a grama
despencam teus sonhos
nenhures
Ainda
cheira o cravo
canta o melro
ainda tens um amante
e palavras para doar
ainda estás aqui
Sê o que és
Dá o que tens
Noch bist du da
Wirf deine Angst
in die Luft
Bald
ist deine Zeit um
bald
wächst der Himmel
unter dem Gras
fallen deine Träume
ins Nirgends
Noch
duftet die Nelke
singt die Drossel
noch darfst du lieben
Worte verschenken
noch bist du da
Sei was du bist
Gib was du hast
865
Rose Ausländer
Ainda estás aqui
Lança teu medo
aos ares
Em breve
acaba teu tempo
em breve
cresce o céu
sob a grama
despencam teus sonhos
nenhures
Ainda
cheira o cravo
canta o melro
ainda tens um amante
e palavras para doar
ainda estás aqui
Sê o que és
Dá o que tens
Noch bist du da
Wirf deine Angst
in die Luft
Bald
ist deine Zeit um
bald
wächst der Himmel
unter dem Gras
fallen deine Träume
ins Nirgends
Noch
duftet die Nelke
singt die Drossel
noch darfst du lieben
Worte verschenken
noch bist du da
Sei was du bist
Gib was du hast
865
Dantas Motta
Tiradentes sobe ao patíbulo
de Tiradentes sobe ao patíbulo, pretende falar, não o deixam, sofre 3 sermões
35. Jm. Jzé. da Sva. Xer.
dá entrada no LARGO DA LAMPADOSA,
e como que possuídos de furor histero-religioso,
os padres da Comunidade do Convento de Santo Antônio,
aumentando as suas vozes,
alteiam-n'as com a Recitação da Oração dos Agonizantes.
36. Subindo, rápido, ao patíbulo de 24 degraus,
Tiradentes quis falar.
Não o deixaram,
Sinal próprio das épocas em que os outros têm medo
da liberdade.
Deram-lhe, porém, ao invés da fala,
água, pois que suava com abundância.
Recusou-a.
Pediu que apressassem o bárbaro espetáculo.
Prolongaram-n'o.
1º — com dois sermões
2º — com o recitativo do Eu Pecador
3º — com a encomendação do seu corpo ainda vivo.
35. Jm. Jzé. da Sva. Xer.
dá entrada no LARGO DA LAMPADOSA,
e como que possuídos de furor histero-religioso,
os padres da Comunidade do Convento de Santo Antônio,
aumentando as suas vozes,
alteiam-n'as com a Recitação da Oração dos Agonizantes.
36. Subindo, rápido, ao patíbulo de 24 degraus,
Tiradentes quis falar.
Não o deixaram,
Sinal próprio das épocas em que os outros têm medo
da liberdade.
Deram-lhe, porém, ao invés da fala,
água, pois que suava com abundância.
Recusou-a.
Pediu que apressassem o bárbaro espetáculo.
Prolongaram-n'o.
1º — com dois sermões
2º — com o recitativo do Eu Pecador
3º — com a encomendação do seu corpo ainda vivo.
795
Dantas Motta
Tiradentes sobe ao patíbulo
de Tiradentes sobe ao patíbulo, pretende falar, não o deixam, sofre 3 sermões
35. Jm. Jzé. da Sva. Xer.
dá entrada no LARGO DA LAMPADOSA,
e como que possuídos de furor histero-religioso,
os padres da Comunidade do Convento de Santo Antônio,
aumentando as suas vozes,
alteiam-n'as com a Recitação da Oração dos Agonizantes.
36. Subindo, rápido, ao patíbulo de 24 degraus,
Tiradentes quis falar.
Não o deixaram,
Sinal próprio das épocas em que os outros têm medo
da liberdade.
Deram-lhe, porém, ao invés da fala,
água, pois que suava com abundância.
Recusou-a.
Pediu que apressassem o bárbaro espetáculo.
Prolongaram-n'o.
1º — com dois sermões
2º — com o recitativo do Eu Pecador
3º — com a encomendação do seu corpo ainda vivo.
35. Jm. Jzé. da Sva. Xer.
dá entrada no LARGO DA LAMPADOSA,
e como que possuídos de furor histero-religioso,
os padres da Comunidade do Convento de Santo Antônio,
aumentando as suas vozes,
alteiam-n'as com a Recitação da Oração dos Agonizantes.
36. Subindo, rápido, ao patíbulo de 24 degraus,
Tiradentes quis falar.
Não o deixaram,
Sinal próprio das épocas em que os outros têm medo
da liberdade.
Deram-lhe, porém, ao invés da fala,
água, pois que suava com abundância.
Recusou-a.
Pediu que apressassem o bárbaro espetáculo.
Prolongaram-n'o.
1º — com dois sermões
2º — com o recitativo do Eu Pecador
3º — com a encomendação do seu corpo ainda vivo.
795
Antidio Cabal
Epitáfio para Jacinto Modales
vulgo O Botas
Vivi lutando contra a gordura e a ontologia,
agora tudo está no caixão.
Vivi lutando contra a gordura e a ontologia,
agora tudo está no caixão.
873
Antidio Cabal
Epitáfio para Jacinto Modales
vulgo O Botas
Vivi lutando contra a gordura e a ontologia,
agora tudo está no caixão.
Vivi lutando contra a gordura e a ontologia,
agora tudo está no caixão.
873
Antidio Cabal
Epitáfio de Efigenio Gomiá, vulgo O Semicompleto
Aqui jaz um idiota maravilhoso,
acreditou que haver nascido fosse um êxito.
Não ponham flores em seu túmulo.
673
Antidio Cabal
Epitáfio de Efigenio Gomiá, vulgo O Semicompleto
Aqui jaz um idiota maravilhoso,
acreditou que haver nascido fosse um êxito.
Não ponham flores em seu túmulo.
673
Antidio Cabal
Epitáfio de Jimeno Jiménez
vulgo O Desequipado
Aqui jaz
aquele que viveu carente de si mesmo,
esqueceu-se de comprar um cão.
Aqui jaz
aquele que viveu carente de si mesmo,
esqueceu-se de comprar um cão.
740