Poemas neste tema
Outros
Lívia Araújo
Longa Estrada
Longa
estrada de asfalto
Não separa, não é nada.
De nada, tudo se faz.
Se faz presente a ausente, se faz saudade.
Que todo gosto de última vez seja algo novo,
Prenúncio de coisas diferentes
De outras vidas e outros momentos
Que de tudo fica um pouco
De memória e impressão
De gestos e receios que não existem mais.
E só existe o agora
Não mais o desperdício.
Nada acabou.
estrada de asfalto
Não separa, não é nada.
De nada, tudo se faz.
Se faz presente a ausente, se faz saudade.
Que todo gosto de última vez seja algo novo,
Prenúncio de coisas diferentes
De outras vidas e outros momentos
Que de tudo fica um pouco
De memória e impressão
De gestos e receios que não existem mais.
E só existe o agora
Não mais o desperdício.
Nada acabou.
803
Reinaldo Ferreira
Ânfora fui
Ânfora fui;
O seu cadáver sou.
Emparedada neste museu,
Pasto do pó e dos olhares
Que não perscrutam a minha mágoa,
Eu sou quem fui,
Menos o fim que alguém me deu,
De conter vinho e mel e água...
Enfim, eu não sou nada,
Que há muito já se não propaga a mim
O calor de uma anca,
E o meu fresco conteúdo
Não encontra uma boca
E uma sede não estanca.
Do oleiro que me fez
- A poeira, talvez
Dispersa e reunida,
A contenha outra vida
Ou outra ânfora... -
Nem memória persiste do seu nome.
O seu cadáver sou.
Emparedada neste museu,
Pasto do pó e dos olhares
Que não perscrutam a minha mágoa,
Eu sou quem fui,
Menos o fim que alguém me deu,
De conter vinho e mel e água...
Enfim, eu não sou nada,
Que há muito já se não propaga a mim
O calor de uma anca,
E o meu fresco conteúdo
Não encontra uma boca
E uma sede não estanca.
Do oleiro que me fez
- A poeira, talvez
Dispersa e reunida,
A contenha outra vida
Ou outra ânfora... -
Nem memória persiste do seu nome.
1 841
Reinaldo Ferreira
Ânfora fui
Ânfora fui;
O seu cadáver sou.
Emparedada neste museu,
Pasto do pó e dos olhares
Que não perscrutam a minha mágoa,
Eu sou quem fui,
Menos o fim que alguém me deu,
De conter vinho e mel e água...
Enfim, eu não sou nada,
Que há muito já se não propaga a mim
O calor de uma anca,
E o meu fresco conteúdo
Não encontra uma boca
E uma sede não estanca.
Do oleiro que me fez
- A poeira, talvez
Dispersa e reunida,
A contenha outra vida
Ou outra ânfora... -
Nem memória persiste do seu nome.
O seu cadáver sou.
Emparedada neste museu,
Pasto do pó e dos olhares
Que não perscrutam a minha mágoa,
Eu sou quem fui,
Menos o fim que alguém me deu,
De conter vinho e mel e água...
Enfim, eu não sou nada,
Que há muito já se não propaga a mim
O calor de uma anca,
E o meu fresco conteúdo
Não encontra uma boca
E uma sede não estanca.
Do oleiro que me fez
- A poeira, talvez
Dispersa e reunida,
A contenha outra vida
Ou outra ânfora... -
Nem memória persiste do seu nome.
1 841
Aníbal Raposo
O Sangue do Poema
Duas lágrimas correm
Redondas e breves
Sobre este rectângulo branco
Onde se joga o sonho
Duas gotas de água
Solução saturada do sal
Das emoções à solta
Recebe-as o chão-da-palavra
Generoso, outonado, leve
Em breve brotará do solo
Primeiro encurvado e tímido
Depois confiante e vertical
Um singelo feto
Se pertences ao clã hermético
Dos recolectores de sonhos
Tenta arrancá-lo rápido
Provavelmente sentirás as mãos húmidas
Do sangue do poema
Redondas e breves
Sobre este rectângulo branco
Onde se joga o sonho
Duas gotas de água
Solução saturada do sal
Das emoções à solta
Recebe-as o chão-da-palavra
Generoso, outonado, leve
Em breve brotará do solo
Primeiro encurvado e tímido
Depois confiante e vertical
Um singelo feto
Se pertences ao clã hermético
Dos recolectores de sonhos
Tenta arrancá-lo rápido
Provavelmente sentirás as mãos húmidas
Do sangue do poema
1 093
Aníbal Raposo
O Sangue do Poema
Duas lágrimas correm
Redondas e breves
Sobre este rectângulo branco
Onde se joga o sonho
Duas gotas de água
Solução saturada do sal
Das emoções à solta
Recebe-as o chão-da-palavra
Generoso, outonado, leve
Em breve brotará do solo
Primeiro encurvado e tímido
Depois confiante e vertical
Um singelo feto
Se pertences ao clã hermético
Dos recolectores de sonhos
Tenta arrancá-lo rápido
Provavelmente sentirás as mãos húmidas
Do sangue do poema
Redondas e breves
Sobre este rectângulo branco
Onde se joga o sonho
Duas gotas de água
Solução saturada do sal
Das emoções à solta
Recebe-as o chão-da-palavra
Generoso, outonado, leve
Em breve brotará do solo
Primeiro encurvado e tímido
Depois confiante e vertical
Um singelo feto
Se pertences ao clã hermético
Dos recolectores de sonhos
Tenta arrancá-lo rápido
Provavelmente sentirás as mãos húmidas
Do sangue do poema
1 093
Luiz Felipe Coelho
As Palavras
As palavras
se assustam
quando as acordamos de seu sono
nas páginas fechadas da memória,
como se acendéssemos a luz de um quarto
e acordássemos lemingues engaiolados
a sonhar com tocas, com frios
e com a escuridão ártica.
Só então dizem a verdade
pois ainda não ensaiaram outra coisa
e estão espantadas com os palácios que construíram,
sós, sem a ajuda da realidade
e onde nunca poderão habitar.
se assustam
quando as acordamos de seu sono
nas páginas fechadas da memória,
como se acendéssemos a luz de um quarto
e acordássemos lemingues engaiolados
a sonhar com tocas, com frios
e com a escuridão ártica.
Só então dizem a verdade
pois ainda não ensaiaram outra coisa
e estão espantadas com os palácios que construíram,
sós, sem a ajuda da realidade
e onde nunca poderão habitar.
936
Luiz Felipe Coelho
As Palavras
As palavras
se assustam
quando as acordamos de seu sono
nas páginas fechadas da memória,
como se acendéssemos a luz de um quarto
e acordássemos lemingues engaiolados
a sonhar com tocas, com frios
e com a escuridão ártica.
Só então dizem a verdade
pois ainda não ensaiaram outra coisa
e estão espantadas com os palácios que construíram,
sós, sem a ajuda da realidade
e onde nunca poderão habitar.
se assustam
quando as acordamos de seu sono
nas páginas fechadas da memória,
como se acendéssemos a luz de um quarto
e acordássemos lemingues engaiolados
a sonhar com tocas, com frios
e com a escuridão ártica.
Só então dizem a verdade
pois ainda não ensaiaram outra coisa
e estão espantadas com os palácios que construíram,
sós, sem a ajuda da realidade
e onde nunca poderão habitar.
936
Luiz Felipe Coelho
As Palavras
As palavras
se assustam
quando as acordamos de seu sono
nas páginas fechadas da memória,
como se acendéssemos a luz de um quarto
e acordássemos lemingues engaiolados
a sonhar com tocas, com frios
e com a escuridão ártica.
Só então dizem a verdade
pois ainda não ensaiaram outra coisa
e estão espantadas com os palácios que construíram,
sós, sem a ajuda da realidade
e onde nunca poderão habitar.
se assustam
quando as acordamos de seu sono
nas páginas fechadas da memória,
como se acendéssemos a luz de um quarto
e acordássemos lemingues engaiolados
a sonhar com tocas, com frios
e com a escuridão ártica.
Só então dizem a verdade
pois ainda não ensaiaram outra coisa
e estão espantadas com os palácios que construíram,
sós, sem a ajuda da realidade
e onde nunca poderão habitar.
936
Reinaldo Ferreira
Há que morrer no convés
Há que morrer no convés
Do seu previsto naufrágio.
Tremem-lhe as tábuas aos pés,
Cheira a presságio.
Negros augúrios com asas
Cruzam agoiros nos mastros.
Os ventos sabem a brasas.
Recusam-se astros.
Já o Piloto que ruma
A proa dos embaraços,
Pressentiu que além da bruma
Esperam sargaços.
A agulha mentiu o norte,
Mas o Piloto sabia.
Quem busca as rotas da Morte
Não de desvia!
Não de desvia!
Do seu previsto naufrágio.
Tremem-lhe as tábuas aos pés,
Cheira a presságio.
Negros augúrios com asas
Cruzam agoiros nos mastros.
Os ventos sabem a brasas.
Recusam-se astros.
Já o Piloto que ruma
A proa dos embaraços,
Pressentiu que além da bruma
Esperam sargaços.
A agulha mentiu o norte,
Mas o Piloto sabia.
Quem busca as rotas da Morte
Não de desvia!
Não de desvia!
1 857
Jurandir Argolo
No meu Jardim
nasceste
no meu jardim
flor encantando-me os olhos
roubando as vontades
os desejos mais secretos
e em mais eretos
deixaste meus sonhos
em manhãs e noites revezas
atormentando minhas reservas
o que mantinha-me sóbrio.
hoje, no meu jardim
só a tua fragrância invade-me
em meio a tantas outras
também cheirosas
mas, não como tuas calorosas
cores e formas
que aos poucos evadem-se no tempo
descolorindo meus eus
que insistem ainda serem teus
mesmo na distância dos olhos
dos corpos, num amor sem idade
sussurrando nas madrugadas saudades
ecoadas abismo a dentro.
nasceste no meu jardim
aos poucos saíste de mim
e mesmo estando longe, encantas-me
aprisionando-me em noites
sob gélidos lençóis...
Estás longe do meu infortúnio
das minhas dores
dos meus desejos
que não mais enxergam teus rastros
apagados nas areias do tempo...
aos poucos, sem sentimento
enterro-me no solo do meu jardim
esperançando um dia, quiçá
raízes tuas voltem a brotar...
no meu jardim
flor encantando-me os olhos
roubando as vontades
os desejos mais secretos
e em mais eretos
deixaste meus sonhos
em manhãs e noites revezas
atormentando minhas reservas
o que mantinha-me sóbrio.
hoje, no meu jardim
só a tua fragrância invade-me
em meio a tantas outras
também cheirosas
mas, não como tuas calorosas
cores e formas
que aos poucos evadem-se no tempo
descolorindo meus eus
que insistem ainda serem teus
mesmo na distância dos olhos
dos corpos, num amor sem idade
sussurrando nas madrugadas saudades
ecoadas abismo a dentro.
nasceste no meu jardim
aos poucos saíste de mim
e mesmo estando longe, encantas-me
aprisionando-me em noites
sob gélidos lençóis...
Estás longe do meu infortúnio
das minhas dores
dos meus desejos
que não mais enxergam teus rastros
apagados nas areias do tempo...
aos poucos, sem sentimento
enterro-me no solo do meu jardim
esperançando um dia, quiçá
raízes tuas voltem a brotar...
394
Luiz Felipe Coelho
Infância
Nuvens
da infância
se aglomeram a confabular
a ameaçar trovões, raios, inundações
a mudar de forma,
massinha de modelar amassada pelo vento,
nossos cúmplices a combinar travessuras.
Nas ruas alagadas,
nas poças dos quintais,
nos rios que surgiram nos meio-fios,
acontecem coisas interessantes, árvores caem
e todos se sujam de lama.
Talvez não haja aulas,
talvez falte luz
e possamos brincar acendendo velas
e fazendo sombras nas paredes.
da infância
se aglomeram a confabular
a ameaçar trovões, raios, inundações
a mudar de forma,
massinha de modelar amassada pelo vento,
nossos cúmplices a combinar travessuras.
Nas ruas alagadas,
nas poças dos quintais,
nos rios que surgiram nos meio-fios,
acontecem coisas interessantes, árvores caem
e todos se sujam de lama.
Talvez não haja aulas,
talvez falte luz
e possamos brincar acendendo velas
e fazendo sombras nas paredes.
852
Regina Souza Vieira
Le Papillon
Ah! papillon
colorida
Multiformatos de vôo
Hélices de esperança,
de dor e de mil cores
qual voadora transporta
a sorte ou a má notícia
depende da venturança
de quem batas à porta
Oiseau sem muito tempo
Chegando e já quase se indo
Se te a vida desse demoras
ou se ficasses por horas
Nos ensinarias teu mistério
Ficas no mundo etéreo
Céu que evola seus birds
Pappillon de tantas cores
Nem sempre nos trazes
Só passarinhos verdes
És meio ave, meio flor
Pappilon de encantos
És mística no teu pouso
Incógnita, nos anuncias
Risos, às vezes, prantos.
Elevaste o meu espírito
Assustaste-me certo dia
Papillon, bird que amo
Bela é essa tua magia.
colorida
Multiformatos de vôo
Hélices de esperança,
de dor e de mil cores
qual voadora transporta
a sorte ou a má notícia
depende da venturança
de quem batas à porta
Oiseau sem muito tempo
Chegando e já quase se indo
Se te a vida desse demoras
ou se ficasses por horas
Nos ensinarias teu mistério
Ficas no mundo etéreo
Céu que evola seus birds
Pappillon de tantas cores
Nem sempre nos trazes
Só passarinhos verdes
És meio ave, meio flor
Pappilon de encantos
És mística no teu pouso
Incógnita, nos anuncias
Risos, às vezes, prantos.
Elevaste o meu espírito
Assustaste-me certo dia
Papillon, bird que amo
Bela é essa tua magia.
767
Regina Souza Vieira
Le Papillon
Ah! papillon
colorida
Multiformatos de vôo
Hélices de esperança,
de dor e de mil cores
qual voadora transporta
a sorte ou a má notícia
depende da venturança
de quem batas à porta
Oiseau sem muito tempo
Chegando e já quase se indo
Se te a vida desse demoras
ou se ficasses por horas
Nos ensinarias teu mistério
Ficas no mundo etéreo
Céu que evola seus birds
Pappillon de tantas cores
Nem sempre nos trazes
Só passarinhos verdes
És meio ave, meio flor
Pappilon de encantos
És mística no teu pouso
Incógnita, nos anuncias
Risos, às vezes, prantos.
Elevaste o meu espírito
Assustaste-me certo dia
Papillon, bird que amo
Bela é essa tua magia.
colorida
Multiformatos de vôo
Hélices de esperança,
de dor e de mil cores
qual voadora transporta
a sorte ou a má notícia
depende da venturança
de quem batas à porta
Oiseau sem muito tempo
Chegando e já quase se indo
Se te a vida desse demoras
ou se ficasses por horas
Nos ensinarias teu mistério
Ficas no mundo etéreo
Céu que evola seus birds
Pappillon de tantas cores
Nem sempre nos trazes
Só passarinhos verdes
És meio ave, meio flor
Pappilon de encantos
És mística no teu pouso
Incógnita, nos anuncias
Risos, às vezes, prantos.
Elevaste o meu espírito
Assustaste-me certo dia
Papillon, bird que amo
Bela é essa tua magia.
767
Reinaldo Ferreira
Deus que me fez e fizera
Deus que me fez e fizera
O pecado antes de mim,
Junto de Si não me espera,
Sabe o destino a que vim.
Pode tudo; e não altera
O pecador que há em mim,
Nem nunca tanto pudera:
Pecarei até ao fim.
Pois que tudo em mim venera
O pecador que há em mim.
Deus já não pode nem espera:
Fez o destino a que vim.
O pecado antes de mim,
Junto de Si não me espera,
Sabe o destino a que vim.
Pode tudo; e não altera
O pecador que há em mim,
Nem nunca tanto pudera:
Pecarei até ao fim.
Pois que tudo em mim venera
O pecador que há em mim.
Deus já não pode nem espera:
Fez o destino a que vim.
2 078
Janis Joplin
A Cada Lua
a cada
dia uma saudade diferente
a cada amanhecer uma manhã diferente
a cada lua um brilho diferente
a cada palavra sua um desejo diferente
a cada minuto um mistério diferente
desejo-lhe a todo momento
quero-te sempre
gostaria da beijar-te loucamente
sentir-te em meus braços
ah, como eu gostaria de estar aí agora com você
você simplesmente me faz diferente a cada momento
você simplesmente me domina de amor
você é única, eu sou única, somos uma alma
única
penso às vezes em acordar desse sonho
penso que isso não está acontecendo
é tudo tão bom
é tudo tão simples
é tudo tão sincero
que às vezes chego a pensar que não existo
que você é um anjo que me salvará da escuridão
afinal, Quem és tu??
não posso pensar em suas palavras q já fico louca de desejo
não posso pensar em sua voz q já fico louca de paixão
ah, como eu queria estar ai com você
as vezes chego a pensar se você pensa e sente o mesmo
que eu...
mas não quero nem saber, pois você é a pessoa que
vou agarrar com todas as forças
ah, como a distancia nos torna mais imaginários
ah. como é ruim sentir desejo e não poder fazer nada,,,
meu amor, quero-te e penso em ti a todo momento
o que será essa loucura??
pois que louca seja eu de te querer mesmo sem a ter...
pois louca de mim e só louca de paixão por você...
fico a desejar-te...
dia uma saudade diferente
a cada amanhecer uma manhã diferente
a cada lua um brilho diferente
a cada palavra sua um desejo diferente
a cada minuto um mistério diferente
desejo-lhe a todo momento
quero-te sempre
gostaria da beijar-te loucamente
sentir-te em meus braços
ah, como eu gostaria de estar aí agora com você
você simplesmente me faz diferente a cada momento
você simplesmente me domina de amor
você é única, eu sou única, somos uma alma
única
penso às vezes em acordar desse sonho
penso que isso não está acontecendo
é tudo tão bom
é tudo tão simples
é tudo tão sincero
que às vezes chego a pensar que não existo
que você é um anjo que me salvará da escuridão
afinal, Quem és tu??
não posso pensar em suas palavras q já fico louca de desejo
não posso pensar em sua voz q já fico louca de paixão
ah, como eu queria estar ai com você
as vezes chego a pensar se você pensa e sente o mesmo
que eu...
mas não quero nem saber, pois você é a pessoa que
vou agarrar com todas as forças
ah, como a distancia nos torna mais imaginários
ah. como é ruim sentir desejo e não poder fazer nada,,,
meu amor, quero-te e penso em ti a todo momento
o que será essa loucura??
pois que louca seja eu de te querer mesmo sem a ter...
pois louca de mim e só louca de paixão por você...
fico a desejar-te...
1 317
Reinaldo Ferreira
No amplo e ermo degredo
No amplo e ermo degredo
Da Noite enorme incriada,
Acesso ao átrio do medo,
Reverso a negro do Nada.
Erra uma asa, partida,
Dum qualquer pássaro morto,
Que só porque erra tem vida
No mar do nada sem porto.
É quando passa e projecta
Na Sombra sombra erradia
Que nasce a mãe dum poeta
E se concebe a poesia.
Da Noite enorme incriada,
Acesso ao átrio do medo,
Reverso a negro do Nada.
Erra uma asa, partida,
Dum qualquer pássaro morto,
Que só porque erra tem vida
No mar do nada sem porto.
É quando passa e projecta
Na Sombra sombra erradia
Que nasce a mãe dum poeta
E se concebe a poesia.
1 943
Reinaldo Ferreira
No amplo e ermo degredo
No amplo e ermo degredo
Da Noite enorme incriada,
Acesso ao átrio do medo,
Reverso a negro do Nada.
Erra uma asa, partida,
Dum qualquer pássaro morto,
Que só porque erra tem vida
No mar do nada sem porto.
É quando passa e projecta
Na Sombra sombra erradia
Que nasce a mãe dum poeta
E se concebe a poesia.
Da Noite enorme incriada,
Acesso ao átrio do medo,
Reverso a negro do Nada.
Erra uma asa, partida,
Dum qualquer pássaro morto,
Que só porque erra tem vida
No mar do nada sem porto.
É quando passa e projecta
Na Sombra sombra erradia
Que nasce a mãe dum poeta
E se concebe a poesia.
1 943
Reinaldo Ferreira
No amplo e ermo degredo
No amplo e ermo degredo
Da Noite enorme incriada,
Acesso ao átrio do medo,
Reverso a negro do Nada.
Erra uma asa, partida,
Dum qualquer pássaro morto,
Que só porque erra tem vida
No mar do nada sem porto.
É quando passa e projecta
Na Sombra sombra erradia
Que nasce a mãe dum poeta
E se concebe a poesia.
Da Noite enorme incriada,
Acesso ao átrio do medo,
Reverso a negro do Nada.
Erra uma asa, partida,
Dum qualquer pássaro morto,
Que só porque erra tem vida
No mar do nada sem porto.
É quando passa e projecta
Na Sombra sombra erradia
Que nasce a mãe dum poeta
E se concebe a poesia.
1 943
Reinaldo Ferreira
Volver às rimas suaves
Volver às rimas suaves,
Aos metros embaladores,
Cantar o canto das aves,
A aurora, a brisa e as flores...
Vibrar na deposta lira
Dos trovadores sepulcrais
Delidas queixas dElvira,
Zelos de bardo, fatais...
Para que nessa ficção,
De outras apenas diferente,
Ao fogo do coração
Arda a razão descontente.
Aos metros embaladores,
Cantar o canto das aves,
A aurora, a brisa e as flores...
Vibrar na deposta lira
Dos trovadores sepulcrais
Delidas queixas dElvira,
Zelos de bardo, fatais...
Para que nessa ficção,
De outras apenas diferente,
Ao fogo do coração
Arda a razão descontente.
1 852
Reinaldo Ferreira
Volver às rimas suaves
Volver às rimas suaves,
Aos metros embaladores,
Cantar o canto das aves,
A aurora, a brisa e as flores...
Vibrar na deposta lira
Dos trovadores sepulcrais
Delidas queixas dElvira,
Zelos de bardo, fatais...
Para que nessa ficção,
De outras apenas diferente,
Ao fogo do coração
Arda a razão descontente.
Aos metros embaladores,
Cantar o canto das aves,
A aurora, a brisa e as flores...
Vibrar na deposta lira
Dos trovadores sepulcrais
Delidas queixas dElvira,
Zelos de bardo, fatais...
Para que nessa ficção,
De outras apenas diferente,
Ao fogo do coração
Arda a razão descontente.
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Reinaldo Ferreira
Volver às rimas suaves
Volver às rimas suaves,
Aos metros embaladores,
Cantar o canto das aves,
A aurora, a brisa e as flores...
Vibrar na deposta lira
Dos trovadores sepulcrais
Delidas queixas dElvira,
Zelos de bardo, fatais...
Para que nessa ficção,
De outras apenas diferente,
Ao fogo do coração
Arda a razão descontente.
Aos metros embaladores,
Cantar o canto das aves,
A aurora, a brisa e as flores...
Vibrar na deposta lira
Dos trovadores sepulcrais
Delidas queixas dElvira,
Zelos de bardo, fatais...
Para que nessa ficção,
De outras apenas diferente,
Ao fogo do coração
Arda a razão descontente.
1 852
Reinaldo Ferreira
Volver às rimas suaves
Volver às rimas suaves,
Aos metros embaladores,
Cantar o canto das aves,
A aurora, a brisa e as flores...
Vibrar na deposta lira
Dos trovadores sepulcrais
Delidas queixas dElvira,
Zelos de bardo, fatais...
Para que nessa ficção,
De outras apenas diferente,
Ao fogo do coração
Arda a razão descontente.
Aos metros embaladores,
Cantar o canto das aves,
A aurora, a brisa e as flores...
Vibrar na deposta lira
Dos trovadores sepulcrais
Delidas queixas dElvira,
Zelos de bardo, fatais...
Para que nessa ficção,
De outras apenas diferente,
Ao fogo do coração
Arda a razão descontente.
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