Poemas neste tema
Corpo
Paulo Netho
Permuta
Você coloca
seu riso terno
na minha boca
enquanto eu coloco
nas suas coxas
meu gozo fraterno.
seu riso terno
na minha boca
enquanto eu coloco
nas suas coxas
meu gozo fraterno.
1 176
Norival Vieira da Silva
Gatinha
Toda ela encantadora produzida,
de seda coberta aos pés todo encoberta,
nas sem calcinha muito sedutora
com a camisola entreaberta.
Dos olhos saem chispas de desejo,
os lábios úmidos odor a exalar
de fêmea sedutora e carinhosa,
mas com a alma de mulher a excitar.
Coloca-se de quatro, qual gatinha
meiga, carinhosa, toda de desejo,
ela me chama e diz que é toda minha.
E no seu lugarzinho tão querido
ela pede que estocada seja dada
e se desmancha num doce gemido.
de seda coberta aos pés todo encoberta,
nas sem calcinha muito sedutora
com a camisola entreaberta.
Dos olhos saem chispas de desejo,
os lábios úmidos odor a exalar
de fêmea sedutora e carinhosa,
mas com a alma de mulher a excitar.
Coloca-se de quatro, qual gatinha
meiga, carinhosa, toda de desejo,
ela me chama e diz que é toda minha.
E no seu lugarzinho tão querido
ela pede que estocada seja dada
e se desmancha num doce gemido.
1 000
Flávio Villa-Lobos
Fronteira
Por sobre a dobra viva
do teu colo
caminha e desliza
meu furor cadenciado,
frenesi ofegante de sussurros
fragmentados,
jactando-se em magma de um prazer
escandinavo
frente à nobreza daqueles países
baixos.
Linha divisória entre e a realidade
o imaginário,
curvo-me à onipresença
dos teus seios fartos,
enquanto procuro o fôlego
disperso, enredado,
preso em teus lábios
silenciosos.
A visão do paraíso
escancara meu sorriso
devasso, efêmero
- duração eterna de segundos
preciosos.
do teu colo
caminha e desliza
meu furor cadenciado,
frenesi ofegante de sussurros
fragmentados,
jactando-se em magma de um prazer
escandinavo
frente à nobreza daqueles países
baixos.
Linha divisória entre e a realidade
o imaginário,
curvo-me à onipresença
dos teus seios fartos,
enquanto procuro o fôlego
disperso, enredado,
preso em teus lábios
silenciosos.
A visão do paraíso
escancara meu sorriso
devasso, efêmero
- duração eterna de segundos
preciosos.
758
Walter Dimenstein
Contenda
Começa a doce contenda
As tuas partes pudendas
Túrgidas e deslisantes
Abarcam meu corpo fálico
Semipétreo e pulsante
E flui o êxtase mágico
Com murmúrios e caricias
Ó que sublime delícia
Logo após nova contenda
As tuas partes pudendas...
As tuas partes pudendas
Túrgidas e deslisantes
Abarcam meu corpo fálico
Semipétreo e pulsante
E flui o êxtase mágico
Com murmúrios e caricias
Ó que sublime delícia
Logo após nova contenda
As tuas partes pudendas...
1 009
Francis Whiteman
A palavra 31
Detectei teu sangue
Em minhas mãos suas roupas
Em minha cama o corpo
que ante o nu me oferece
Delírios de poesia tola
Como as bocas, seus lábios
Me recitam falas roucas
Com a lareira fria atiro-me morto
Para sua posse, você que me tem
Às falas loucas e te amo
por ares hábitos e ágil, moça
Frente a masmorra que te prende
Com braços paternos que te estrangulariam
mas detectei teu corpo&espírito
Ante minhas mãos
Que escrevem
Ante aos meus lábios que recitam
Ante ao meu pênis
Que admiras
Com amor
E combate ao tudo sem vícios
À minha boca que baba
Que babar na sua presença, exuberante...
E vês os barbitúricos que caminham
E detectam meu sangue
E protejo-me
E vou ao teu colo
Vasculhar o teu útero
Subindo ao centro de você
Até que chegue o medo...
Em minhas mãos suas roupas
Em minha cama o corpo
que ante o nu me oferece
Delírios de poesia tola
Como as bocas, seus lábios
Me recitam falas roucas
Com a lareira fria atiro-me morto
Para sua posse, você que me tem
Às falas loucas e te amo
por ares hábitos e ágil, moça
Frente a masmorra que te prende
Com braços paternos que te estrangulariam
mas detectei teu corpo&espírito
Ante minhas mãos
Que escrevem
Ante aos meus lábios que recitam
Ante ao meu pênis
Que admiras
Com amor
E combate ao tudo sem vícios
À minha boca que baba
Que babar na sua presença, exuberante...
E vês os barbitúricos que caminham
E detectam meu sangue
E protejo-me
E vou ao teu colo
Vasculhar o teu útero
Subindo ao centro de você
Até que chegue o medo...
989
Eugénia Tabosa
Despertar
Do longe
ainda vinha
um som
longo
de luar
e senti
ainda viva
essa noite
a te sonhar
Na janela
que se abria
um pássaro
veio pousar
era hora
era dia
era sol
a despontar
À minha porta
batias
e corri nua
a te abraçar.
ainda vinha
um som
longo
de luar
e senti
ainda viva
essa noite
a te sonhar
Na janela
que se abria
um pássaro
veio pousar
era hora
era dia
era sol
a despontar
À minha porta
batias
e corri nua
a te abraçar.
1 259
Gilka Machado
Saudades
De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
de quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
de quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?
2 804
Asta Vonzodas
Desejo
Vem...
Que te espero... nua...
Não mais ha lugar para o pudor...
Vem...que te quero, nu...
Fecha-me os olhos com teus beijos,
faz-me sonhar com teus desejos...
Faça-me mulher com teu ardor...
Vem...
Que quero agora
acariciar teu corpo levemente,
beijar-te os lábios, sofregamente...
Sugar tua seiva com minha
boca quente...
Deixar-me penetrar por teu furor...
Vem...
que sou mulher,
te quero homem,
vem...
deixa-me viver esta fantasia
de amor...
Que te espero... nua...
Não mais ha lugar para o pudor...
Vem...que te quero, nu...
Fecha-me os olhos com teus beijos,
faz-me sonhar com teus desejos...
Faça-me mulher com teu ardor...
Vem...
Que quero agora
acariciar teu corpo levemente,
beijar-te os lábios, sofregamente...
Sugar tua seiva com minha
boca quente...
Deixar-me penetrar por teu furor...
Vem...
que sou mulher,
te quero homem,
vem...
deixa-me viver esta fantasia
de amor...
1 486
Leila Mícollis
Dos males o menor
Se te chamo de putinha
sou machista e indecorosa.
No entanto, se não chamo,
você não goza...
sou machista e indecorosa.
No entanto, se não chamo,
você não goza...
1 210
Bruno Kampel
Vida fácil
(Para M., que em Paris me contou como pagava as contas)
Uma vagina eloqüente divaga
Enquanto o visitante mutante
Nela desopila sua bílis
Sem se ater às consequências
Desse vômito intra-muros.
Essa vagina espasmódica recita
Um verso cadente enquanto oprime
Candente a vontade de escapar
Gritando do punhal que sem descanso
E com premura dilacera sem pena
A solidão de sua mais íntima caverna.
É o coito grita a bílis satisfeita
É a glória geme o visitante num delírio
É a raiva se defende a vagina apunhalada
É a foda é uma foda essa trepada
Sem descanso sem vontade sem querer
sem desejo sem tesão nem poesia.
É a vida é a vida. É árida essa vida
Essa ávida vida ou você duvida?.
"Cem dólares, não, não menos
E por trás é mais, e na boca
Apenas a metade, e, sim,
Primeiro a grana, que quero
Ser fodida apenas uma vez
Que não sou boba, e que isto
E que o outro, e se pensa que
Uma trepada fácil é fácil não
É não é difícil mais difícil
Tão difícil como estar casada
Com o freguês que na semana
Apenas uma vez e de graça
cospe os seus fracassos
na vagina da qual é arrendatário
senhor e proprietário".
Vida fácil? Aqui, ooooo!!!!!
Uma vagina eloqüente divaga
Enquanto o visitante mutante
Nela desopila sua bílis
Sem se ater às consequências
Desse vômito intra-muros.
Essa vagina espasmódica recita
Um verso cadente enquanto oprime
Candente a vontade de escapar
Gritando do punhal que sem descanso
E com premura dilacera sem pena
A solidão de sua mais íntima caverna.
É o coito grita a bílis satisfeita
É a glória geme o visitante num delírio
É a raiva se defende a vagina apunhalada
É a foda é uma foda essa trepada
Sem descanso sem vontade sem querer
sem desejo sem tesão nem poesia.
É a vida é a vida. É árida essa vida
Essa ávida vida ou você duvida?.
"Cem dólares, não, não menos
E por trás é mais, e na boca
Apenas a metade, e, sim,
Primeiro a grana, que quero
Ser fodida apenas uma vez
Que não sou boba, e que isto
E que o outro, e se pensa que
Uma trepada fácil é fácil não
É não é difícil mais difícil
Tão difícil como estar casada
Com o freguês que na semana
Apenas uma vez e de graça
cospe os seus fracassos
na vagina da qual é arrendatário
senhor e proprietário".
Vida fácil? Aqui, ooooo!!!!!
1 233
José Honório
Cabeluda ou raspadinhacomo sem objeção
Glosa:
Uma buceta raspada
não é lá coisa bonita
fica assim, meio esquisita
lisinha, despentelhada
mas ela sendo apertada
multiplica o meu tesão
meto logo o vergalhão
no fundo da bacurinha
CABELUDA OU RASPADINHA
COMO SEM OBJEÇÃO.
Uma buceta raspada
não é lá coisa bonita
fica assim, meio esquisita
lisinha, despentelhada
mas ela sendo apertada
multiplica o meu tesão
meto logo o vergalhão
no fundo da bacurinha
CABELUDA OU RASPADINHA
COMO SEM OBJEÇÃO.
1 358
Asta Vonzodas
Florência
É só Florência.
Menina Inocência.
Nem tanto, já que na esquina
na casa amarela conhecida, faz
o seu canto.
Florência que nas tardes singelas,
nos cabelos uma rosa amarela,
através do decote do vestido de alças, vermelho,
deixa entrever os bicos dos seios..
E os olhos cobiçosos,
por debaixo da janela a passar,
gulosos ficam ali a pousar.
Abrindo a porta,
a puta se deita na cama,
se desfaz do vestido e se deixa olhar.
Abrindo as pernas longas e bem feitas,
deixa entrever a mata macia de pêlos
por onde a gruta sedenta se oferece para
a sede dos homens saciar...
Desfilando pela tarde
a noite adentrando, um a um
vão os fregueses deixando
na cama, ao lado,
o vintém que pela manhã,
o pão irá comprar.
E abre-se a moça, de seios
fartos e perfeitos, bicos duros
para o teto apontando, oferecendo-se
a todos que queiram ali mamar.
Entre as pernas o calor e o cheiro
da fêmea possuída, da puta perdida
que bem sabe como cavalgar.
E quando a noite vai a meio,
despede-se do último romeiro.
Com um sorriso nos lábios,
após seu banho de cheiro,
posta-se novamente à janela
ficando a lua a espiar...
Já não é Florência...
Agora é Inocência, cantando
baixinho uma suave canção.
Pedindo a lua que ilumine o
caminho, pra que rápido chegue
o moço bonito. Seu príncipe encantado.
Que a leve na garupa do fogoso alazão.
Florência, Inocência...
Donzela virgem em seu coração...
Menina Inocência.
Nem tanto, já que na esquina
na casa amarela conhecida, faz
o seu canto.
Florência que nas tardes singelas,
nos cabelos uma rosa amarela,
através do decote do vestido de alças, vermelho,
deixa entrever os bicos dos seios..
E os olhos cobiçosos,
por debaixo da janela a passar,
gulosos ficam ali a pousar.
Abrindo a porta,
a puta se deita na cama,
se desfaz do vestido e se deixa olhar.
Abrindo as pernas longas e bem feitas,
deixa entrever a mata macia de pêlos
por onde a gruta sedenta se oferece para
a sede dos homens saciar...
Desfilando pela tarde
a noite adentrando, um a um
vão os fregueses deixando
na cama, ao lado,
o vintém que pela manhã,
o pão irá comprar.
E abre-se a moça, de seios
fartos e perfeitos, bicos duros
para o teto apontando, oferecendo-se
a todos que queiram ali mamar.
Entre as pernas o calor e o cheiro
da fêmea possuída, da puta perdida
que bem sabe como cavalgar.
E quando a noite vai a meio,
despede-se do último romeiro.
Com um sorriso nos lábios,
após seu banho de cheiro,
posta-se novamente à janela
ficando a lua a espiar...
Já não é Florência...
Agora é Inocência, cantando
baixinho uma suave canção.
Pedindo a lua que ilumine o
caminho, pra que rápido chegue
o moço bonito. Seu príncipe encantado.
Que a leve na garupa do fogoso alazão.
Florência, Inocência...
Donzela virgem em seu coração...
923
Fernando Correia Pina
Da arte de bem cavalgar
Faz de conta que és tronco que a maré rejeita,
deitado e imóvel no liso areal,
com uma pernada altiva que espreita
o purpúreo mistério, a boca corporal.
De joelhos se ponha a mulher eleita,
assente nas canelas, o tronco vertical,
com as pernas abertas, simetria perfeita
sobre a ponta da verga dura como metal.
Que te monte depois como um jockey de classe
sugando dentro dela o ávido arção,
num rápido crescendo, como se procurasse
vencer distanciada o derby da tesão.
E tu, dócil cavalo que os colhões tens por sela,
partilha o seu triunfo - geme e vem-te com ela.
deitado e imóvel no liso areal,
com uma pernada altiva que espreita
o purpúreo mistério, a boca corporal.
De joelhos se ponha a mulher eleita,
assente nas canelas, o tronco vertical,
com as pernas abertas, simetria perfeita
sobre a ponta da verga dura como metal.
Que te monte depois como um jockey de classe
sugando dentro dela o ávido arção,
num rápido crescendo, como se procurasse
vencer distanciada o derby da tesão.
E tu, dócil cavalo que os colhões tens por sela,
partilha o seu triunfo - geme e vem-te com ela.
1 512
Anibal Beça
Canto IV
Meus olhos vão seguindo incendiados
a chama da leveza nesta dança,
que mostra velho sonho acalentado
de ver a bailarina que me alcança
os sentidos em febre, inebriados,
cativos do delírio e dessa trança.
É sonho, eu sei. E chega enevoado
na mantilha macia da lembrança:
o palco antigo, as luzes da ribalta,
renascença da graça do seu corpo,
balé de sedução, mar que me falta
para o mergulho calmo de amante,
que se sabe maduro de esperar
essa viva paixão e seu levante.
a chama da leveza nesta dança,
que mostra velho sonho acalentado
de ver a bailarina que me alcança
os sentidos em febre, inebriados,
cativos do delírio e dessa trança.
É sonho, eu sei. E chega enevoado
na mantilha macia da lembrança:
o palco antigo, as luzes da ribalta,
renascença da graça do seu corpo,
balé de sedução, mar que me falta
para o mergulho calmo de amante,
que se sabe maduro de esperar
essa viva paixão e seu levante.
1 086
Liz Christine
Imagem
Boca
Linda e rosada
Bem-feita e ocupada
Pele
Sedosa
Ociosa
À espera de um toque
Unhas
Que arranhões provocam
Umbigo e quadris
Que ao prazer convidam
E a libido excitam
Queimando, ardendo, incendiando
Nossas vozes gritando
Nossos corpos extasiados
E o desejo maravilhado
Recomeça inquieto
E para sempre desperto...
Linda e rosada
Bem-feita e ocupada
Pele
Sedosa
Ociosa
À espera de um toque
Unhas
Que arranhões provocam
Umbigo e quadris
Que ao prazer convidam
E a libido excitam
Queimando, ardendo, incendiando
Nossas vozes gritando
Nossos corpos extasiados
E o desejo maravilhado
Recomeça inquieto
E para sempre desperto...
1 213
Leila Mícollis
Sem divã
Você fala bonito
sobre fases sexuais
– orais, anais, vaginais –
mas,
cadê que as faz?...
sobre fases sexuais
– orais, anais, vaginais –
mas,
cadê que as faz?...
1 069
Asta Vonzodas
O ato
Nossos corpos se abraçam,
as mãos se entrelaçam.
Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.
A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu
em busca da posse.
Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.
Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.
A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...
Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...
Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser... Vem amparar teu gozo.
Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...
Com tão pouco!
as mãos se entrelaçam.
Nos olhos o desejo,
nas bocas que se unem
a ânsia dos beijos.
A respiração se entrecorta.
Minhas mãos acariciam seu corpo,
que responde ao meu
em busca da posse.
Meus seios, nas suas mãos,
duas taças que transbordam
o vinho do prazer.
Suas mãos, as minhas..
caminham entre nossas pernas,
buscando passagens secretas.
A fenda que umedece, se abre,
recebe o falo ereto
que penetra, mete, arremete,
se inunda de louco prazer...
Minha voz num sussurro,
tenta eliminar seu cansaço...
Sua fronte no meu colo pousa,
serena, em descaso...
Minhas mãos,
Qual plumas,
passeiam ávidas pelo teu corpo...
Minha boca te acaricia
e no mais profundo
do teu ser... Vem amparar teu gozo.
Sempre e mais, nos debatemos
nesse desejo louco,
que cresce, entumece, alaga e
despe nossas almas
e nos faz feliz, por ora...
Com tão pouco!
1 108
José Honório
Já vi mocinha mijardeixa um buraco no cão
Glosa:
Tenho uma irmã, Guiomar
mocinha é seu apelido
muitas vezes, escondido
JÁ VI MOCINHA MIJAR
a pressão faz estrondar
qual ribombo de trovão
por ser tão forte a pressão
o mijo sai feito um jato
e quando termina este ato
DEIXA UM BURACO NO CHÃO.
Tenho uma irmã, Guiomar
mocinha é seu apelido
muitas vezes, escondido
JÁ VI MOCINHA MIJAR
a pressão faz estrondar
qual ribombo de trovão
por ser tão forte a pressão
o mijo sai feito um jato
e quando termina este ato
DEIXA UM BURACO NO CHÃO.
1 039
Anibal Beça
Canto III
O dorso que se curva elegante
desenha na memória a leve dança
da bailarina grácil, celebrante
de rito sedutor, que me balança
toda vez que me vejo tão distante,
torcendo meus desejos na lembrança
dos momentos vividos, no constante
aprendizado vasto da mudança.
Posto que a vida corre em curtas curvas,
transitória paisagem, vário atalho
que vai modificando linhas turvas.
Mutante claridade me agasalha:
no casulo do gozo de sussurros
sei-me bicho saído dessa malha.
desenha na memória a leve dança
da bailarina grácil, celebrante
de rito sedutor, que me balança
toda vez que me vejo tão distante,
torcendo meus desejos na lembrança
dos momentos vividos, no constante
aprendizado vasto da mudança.
Posto que a vida corre em curtas curvas,
transitória paisagem, vário atalho
que vai modificando linhas turvas.
Mutante claridade me agasalha:
no casulo do gozo de sussurros
sei-me bicho saído dessa malha.
1 047
Everaldo Vasconcelos
Flor aberta
1
Minha carne abriu
Como uma flor rubra
Boca dentro de boca
Babando carnívora
Por charutos vivos
2
Estou sem batom
Eu me sinto nua
Assim mesmo crua
Eu me sinto toda
Superprotegida
Até um beijo seu.
3
Nas ladeiras molhadas
De minha geografia
Passam os bondes tortos
Para o varadouro
De um túnel de mim.
4
O pequeno falo
Quer correr guloso
Sobre o tapete
Safado da fala
Voar nele veloz
Para mil orgasmos.
5
Quando a boca
Engole o falo
Pouco resolve a tinta
Porque se o coração
Estala
E a boca
Baba
A palavra permanece intacta
Alimentando
Os demônios.
6
Dedo na boca
Chupo
O homem
De outra mesa
O meu
Bebe
Cerveja.
Minha carne abriu
Como uma flor rubra
Boca dentro de boca
Babando carnívora
Por charutos vivos
2
Estou sem batom
Eu me sinto nua
Assim mesmo crua
Eu me sinto toda
Superprotegida
Até um beijo seu.
3
Nas ladeiras molhadas
De minha geografia
Passam os bondes tortos
Para o varadouro
De um túnel de mim.
4
O pequeno falo
Quer correr guloso
Sobre o tapete
Safado da fala
Voar nele veloz
Para mil orgasmos.
5
Quando a boca
Engole o falo
Pouco resolve a tinta
Porque se o coração
Estala
E a boca
Baba
A palavra permanece intacta
Alimentando
Os demônios.
6
Dedo na boca
Chupo
O homem
De outra mesa
O meu
Bebe
Cerveja.
1 115
Rose Rosas
Viver corpos de outros
Viver corpos de outros
abrir-me
em espreguiçar de ostras
ser solta
decifrar diálogos
de golfinhos
prender calcinhas em
pontas de estrelas
me virar pelo avesso
ser o reverso do
poema
e assim
alcançar você...
meu desejo
meu todo prazer!
abrir-me
em espreguiçar de ostras
ser solta
decifrar diálogos
de golfinhos
prender calcinhas em
pontas de estrelas
me virar pelo avesso
ser o reverso do
poema
e assim
alcançar você...
meu desejo
meu todo prazer!
851
Eugénia Tabosa
Prelúdio
A noite era quase dia
e o vento vinha do mar
Soltaram-se teus cabelos
antes mesmo de os tocar
Os olhos ainda fugiam
evitando se encontrar
E teu corpo de tão perto
não me deixava falar
Quanto tempo assim passou
até o céu se dourar...
Na areia quente e macia
Batendo quase em surdina
um só coração se ouvia
embalado pelo mar.
e o vento vinha do mar
Soltaram-se teus cabelos
antes mesmo de os tocar
Os olhos ainda fugiam
evitando se encontrar
E teu corpo de tão perto
não me deixava falar
Quanto tempo assim passou
até o céu se dourar...
Na areia quente e macia
Batendo quase em surdina
um só coração se ouvia
embalado pelo mar.
1 342