Poemas neste tema
Desejo
Carlos Alberto Pessoa Rosa
Fêmeas
Hora do fugaz,
das cores efêmeras,
das fêmeas saírem
em blasfêmias.
Hora de rasgar
a castidade,
roçar a nudez
proibida,
do cair das
máscaras.
das cores efêmeras,
das fêmeas saírem
em blasfêmias.
Hora de rasgar
a castidade,
roçar a nudez
proibida,
do cair das
máscaras.
1 088
Liz Christine
Apaixonada
Como posso me sentir
Ridicularizada
Por estar apaixonada?
Tenho mais é que sorrir
Porque o amor é tão lindo
Mesmo quando não correspondido
E não mais temo
Esse amor que tenho
Porque é maravilhoso
Desejar
E ser amado
E delicioso
No simples beijar
Eletrizado, extasiado
Sorrindo e repetindo
Esse amor, paixão, tem nome
E se digo palavrões
E se chego a escrever
Algumas baixarias
É pela intensidade das emoções
E se falo em fuder
É porque doces poesias
Belos poemas declamados
Não podem traduzir
A intensidade dos apaixonados
Palavras formais
Me fode com violência
Tesão, sadismo
E indecência
Te amo demais
Te amo com paixão
É assim meu romantismo
Meu doce, sincero palavrão
Te amo com tesão
Amo, amo e chamo
Venha me fuder
Venha me dizer
Que me ama
De verdade
E que sou sua putana
Com total fidelidade
Fidelidade
É sempre dizer
A verdade
E você já deve saber
Que é minha única paixão
E está tão além do simples tesão
Você é tesão complexo
Mais que sexo
É amor único
Te amo, te amo e te chamo
Venha me fuder
Venha me satisfazer
Venha me completar
Só você pode me penetrar
E só você eu posso amar
Ridicularizada
Por estar apaixonada?
Tenho mais é que sorrir
Porque o amor é tão lindo
Mesmo quando não correspondido
E não mais temo
Esse amor que tenho
Porque é maravilhoso
Desejar
E ser amado
E delicioso
No simples beijar
Eletrizado, extasiado
Sorrindo e repetindo
Esse amor, paixão, tem nome
E se digo palavrões
E se chego a escrever
Algumas baixarias
É pela intensidade das emoções
E se falo em fuder
É porque doces poesias
Belos poemas declamados
Não podem traduzir
A intensidade dos apaixonados
Palavras formais
Me fode com violência
Tesão, sadismo
E indecência
Te amo demais
Te amo com paixão
É assim meu romantismo
Meu doce, sincero palavrão
Te amo com tesão
Amo, amo e chamo
Venha me fuder
Venha me dizer
Que me ama
De verdade
E que sou sua putana
Com total fidelidade
Fidelidade
É sempre dizer
A verdade
E você já deve saber
Que é minha única paixão
E está tão além do simples tesão
Você é tesão complexo
Mais que sexo
É amor único
Te amo, te amo e te chamo
Venha me fuder
Venha me satisfazer
Venha me completar
Só você pode me penetrar
E só você eu posso amar
1 159
Carlos Alberto Pessoa Rosa
Maçã-do-amor
abrir pétalas com
a língua
explorar
seus cheiros e sabores
levar seu néctar
para além desse momento
para colmeias
perdidas no inconsciente
nos momentos em que
nada valer a pena
ou quando você não estiver
mais presente
minha língua
lamberá a lembrança
como lambemos aquela
maçã-do-amor
lembra-se?
a língua
explorar
seus cheiros e sabores
levar seu néctar
para além desse momento
para colmeias
perdidas no inconsciente
nos momentos em que
nada valer a pena
ou quando você não estiver
mais presente
minha língua
lamberá a lembrança
como lambemos aquela
maçã-do-amor
lembra-se?
1 072
Isabel Machado
Baratas freudianas
Falo que barata não é falo
ouso discordar do Freud-Deus
ao gerar polêmica, me calo!
Quem, perante Freud-Deus, sou eu?
Devo ter então medo de sexo
preciso ficar a meditar
Penso na barata e não tem nexo
mas insisto e volto a repensar...
Não devo berrar mais quando a vejo
nem com meu chinelo destruí-la.
Se a barata é meu puro desejo
devo então amá-la ou possuí-la...
Acho que é melhor eu consultar
quem melhor entende desse tema.
Ou profundamente pesquisar
a resposta desse vil dilema...
A resposta está profundamente
nas entranhas do meu "eu" profundo
que faz da barata, inconsciente,
o falo que mais amo nesse mundo!
ouso discordar do Freud-Deus
ao gerar polêmica, me calo!
Quem, perante Freud-Deus, sou eu?
Devo ter então medo de sexo
preciso ficar a meditar
Penso na barata e não tem nexo
mas insisto e volto a repensar...
Não devo berrar mais quando a vejo
nem com meu chinelo destruí-la.
Se a barata é meu puro desejo
devo então amá-la ou possuí-la...
Acho que é melhor eu consultar
quem melhor entende desse tema.
Ou profundamente pesquisar
a resposta desse vil dilema...
A resposta está profundamente
nas entranhas do meu "eu" profundo
que faz da barata, inconsciente,
o falo que mais amo nesse mundo!
1 087
Luiz Cavalini Jr.
No capim
roça a barriga na grama
com graça
coça o corpo
esmaga o mato no peito
curvada na relva quente
abana os insetos impertinentes
e se entrega de quatro, aberta, alerta
moita de desejos, de clorofila, de espermas
com graça
coça o corpo
esmaga o mato no peito
curvada na relva quente
abana os insetos impertinentes
e se entrega de quatro, aberta, alerta
moita de desejos, de clorofila, de espermas
1 067
Isabel Machado
Contrações
Abre e fecha
flechas de desejos
flashs instantâneos
quando penso em ti...
Pulsa o pulso
pulsa a flor que arde
curtas contrações
longos arrepios...
Abre e fecha
sangue bombeando
vida latejando
rega esse navio...
Pulsam bicos
seios bolinados
duros, retesados
querendo implodir...
Flor-de-cheiro
doce à la pom-pom
molha tua boca
sente quanto é bom...
Abre e fecha
pulsa e repuxa
flor-da-contração
arde de tesão
abre minhas coxas
rompe tuas forças
seca minhas poças
e deglutes
todas as flores roxas
que um dia
desabrochaste...
flechas de desejos
flashs instantâneos
quando penso em ti...
Pulsa o pulso
pulsa a flor que arde
curtas contrações
longos arrepios...
Abre e fecha
sangue bombeando
vida latejando
rega esse navio...
Pulsam bicos
seios bolinados
duros, retesados
querendo implodir...
Flor-de-cheiro
doce à la pom-pom
molha tua boca
sente quanto é bom...
Abre e fecha
pulsa e repuxa
flor-da-contração
arde de tesão
abre minhas coxas
rompe tuas forças
seca minhas poças
e deglutes
todas as flores roxas
que um dia
desabrochaste...
1 448
Douglas Mondo
Soneto do ladrão amado
Arrombo a janela do teu quarto
conheço teus segredos de mulher
sei dos teus gemidos ansioso aguardo
bebo da tua voz que me pede e quer
Sussurro palavras onduladas de amor
com salivas suadas levadas pra beber
sinto o perfume e a flagrância da flor
me aninho no teu ninho sou teu bem-querer
Entro volto penetro sou homem maduro
tenho mãos de poeta de dia sou poesia
de noite profano tua alma e te engulo
Amo só na mão com teu corpo não
tua voz ouço não te vejo e alcanço
estou louco não contigo sou santo
conheço teus segredos de mulher
sei dos teus gemidos ansioso aguardo
bebo da tua voz que me pede e quer
Sussurro palavras onduladas de amor
com salivas suadas levadas pra beber
sinto o perfume e a flagrância da flor
me aninho no teu ninho sou teu bem-querer
Entro volto penetro sou homem maduro
tenho mãos de poeta de dia sou poesia
de noite profano tua alma e te engulo
Amo só na mão com teu corpo não
tua voz ouço não te vejo e alcanço
estou louco não contigo sou santo
978
Newton de Lucca
No rimar da sedução
Os meus medos –
perdidos nas delícias
de tua fruta
Os meus dedos –
nas carícias envolvendo
teus receios
Meu desejo firme
como rocha
no pleonasmo sem fim
de tua gruta
E ainda por cima
de sobra a minha língua
depositada sempre nas últimas sílabas
de teus anseios...
perdidos nas delícias
de tua fruta
Os meus dedos –
nas carícias envolvendo
teus receios
Meu desejo firme
como rocha
no pleonasmo sem fim
de tua gruta
E ainda por cima
de sobra a minha língua
depositada sempre nas últimas sílabas
de teus anseios...
1 211
Niandra LaDez
Erótico puritano
As pontas dos meus seios apontam para o céu
inchados e duros
pequenos e brancos
reluzem e gritam
enquanto as estrelas queimam e umedecem
meus santos orifícios
com seus toques inesperados.
sou cega, muda, espasmódica.
pernas abertas por um mundo melhor.
inchados e duros
pequenos e brancos
reluzem e gritam
enquanto as estrelas queimam e umedecem
meus santos orifícios
com seus toques inesperados.
sou cega, muda, espasmódica.
pernas abertas por um mundo melhor.
801
Julieta Lima
Invento-te
Invento-te
Invento-me
Sem formas
Nem cor
Nem perfis
Nem tela!
Nós dois...
Esculpidos
No silêncio de uma praia
Que a anarquia do mar
Afaga e flagela!
Invento-te
Barco transparente
Em indecisos traços
Adivinhando
Ais libidinosos
No sexo da água
Em que me torno
Ousada ondulada bela
A estremecer
Quando de manso
Me rasga capitosa
A volúpia acerada
De uma vela...
Invento-me
Sem formas
Nem cor
Nem perfis
Nem tela!
Nós dois...
Esculpidos
No silêncio de uma praia
Que a anarquia do mar
Afaga e flagela!
Invento-te
Barco transparente
Em indecisos traços
Adivinhando
Ais libidinosos
No sexo da água
Em que me torno
Ousada ondulada bela
A estremecer
Quando de manso
Me rasga capitosa
A volúpia acerada
De uma vela...
1 027
Stela Fonseca
Deleite
Doce homem
meu amado
meu amor.
Que êxtase
ver seus olhos
se abrirem em
raios de luz
seu corpo
desmanchar-se
em iluminado prazer
e seu sexo alçar vôo
nas vezes em que
minha boca viaja
na sua anatomia.
meu amado
meu amor.
Que êxtase
ver seus olhos
se abrirem em
raios de luz
seu corpo
desmanchar-se
em iluminado prazer
e seu sexo alçar vôo
nas vezes em que
minha boca viaja
na sua anatomia.
1 067
Camila Sintra
Geometria dos corpos
A menor distância
entre dois pontos
está na conjunção
de nossos corpos
que se atraem na razão inversa
da razão e do verso.
Beija meus senos
percorre minha hipotenusa
para te perderes no triângulo
molhado sob minhas bermudas
e descobrir minhas incógnitas
me rasgando com teu cateto.
Encaixa teu cilindro
em meu cone que te precisa
e acha, usa e abusa,
descobre o meu ponto G...
Encontra a quadratura do círculo
na curva de meus quadris.
entre dois pontos
está na conjunção
de nossos corpos
que se atraem na razão inversa
da razão e do verso.
Beija meus senos
percorre minha hipotenusa
para te perderes no triângulo
molhado sob minhas bermudas
e descobrir minhas incógnitas
me rasgando com teu cateto.
Encaixa teu cilindro
em meu cone que te precisa
e acha, usa e abusa,
descobre o meu ponto G...
Encontra a quadratura do círculo
na curva de meus quadris.
1 183
Helga Holtz
Ausente
Ele dorme ausente dos meus olhos abertos,
guarda para si paisagens que desejo sonhar.
Sob pálpebras alvas de tecido sonolento
percebo o claro volume genital do seu olhar.
Desejo amparo de algum sono, quero fugir
do olho molhado, vermelho, recém-acordado,
intumescido de sono e que me espia chorar.
guarda para si paisagens que desejo sonhar.
Sob pálpebras alvas de tecido sonolento
percebo o claro volume genital do seu olhar.
Desejo amparo de algum sono, quero fugir
do olho molhado, vermelho, recém-acordado,
intumescido de sono e que me espia chorar.
974
Roberta Cazal
Não sei
Não sei fazer sonetos
Na dramaturgia do abstrato lírico
Ou mesmo a poesia do momento
Nada me ocorre - nada místico
Não sei fazer amor
Com seu sentimentalismo dolente
Ou mesmo o bruto amor ardente
Nem sei amar lascivamente
Não sei fazer, mas não saber é vão
Dispenso lições de pseudo-sábios
Tão somente a sapiência dos teus lábios
Hão de disciplinar néscio coração
Na dramaturgia do abstrato lírico
Ou mesmo a poesia do momento
Nada me ocorre - nada místico
Não sei fazer amor
Com seu sentimentalismo dolente
Ou mesmo o bruto amor ardente
Nem sei amar lascivamente
Não sei fazer, mas não saber é vão
Dispenso lições de pseudo-sábios
Tão somente a sapiência dos teus lábios
Hão de disciplinar néscio coração
827
Cristiane Neder
Olhar consumista
Nestes nus
que tento seduzir
meus olhos ficam vazios
de tanto te invadir.
Os teus olhos
que saem da platéia
chegam a me contaminar
estragando
minhas idéias velhas,
que eu tinha no lugar
e pensava que eram valiosas
como um quadro de Picasso.
Todo amor
tem seu traço aberto
na hora ága de se apagar.
Minha vida consumista
faz do amor
um objeto vulgar,
cheio de coisas novas
numa vitrine sem par,
e meus olhos
cheios de desejo
querem te consumir
a qualquer preço.
que tento seduzir
meus olhos ficam vazios
de tanto te invadir.
Os teus olhos
que saem da platéia
chegam a me contaminar
estragando
minhas idéias velhas,
que eu tinha no lugar
e pensava que eram valiosas
como um quadro de Picasso.
Todo amor
tem seu traço aberto
na hora ága de se apagar.
Minha vida consumista
faz do amor
um objeto vulgar,
cheio de coisas novas
numa vitrine sem par,
e meus olhos
cheios de desejo
querem te consumir
a qualquer preço.
890
Nálu Nogueira
A pele e o vento
Quando a madrugada vem
e o Vento sopra
a pele em poesia desabrocha
dizendo nua os versos de
arrepios.
E se o Vento sopra sussurrante
como uma brisa morna estremecendo
os pêlos
a Pele, que é poesia,
mergulha em desvarios
e canta para a lua seus versos
de delírios
e espera suplicante o toque
redentor.
(até que o vento, em sopros
de amor
se deita sobre a Pele
e suas mãos segura.)
então a Pele, agora em loucura
sente os cabelos longos do Vento
lhe fazerem cócegas; ouve os
sussurros do Vento em suas costas
sente sobre si o peso do desejo
e cândida, rende-se;
lânguida, deita-se;
ávida, molha-se;
sente nas costas o peso
do Vento
e treme;
agita-se;
inunda-se;
e sonha;
tem dentro de si o corpo
do Vento
e tranca-se;
e move-se;
e geme;
e goza
(grávida, imensa, grata, plena);
quando a madrugada vem
e o Vento sopra
a Pele em poesia desabrocha
e a vida inteira fica
diferente.
e o Vento sopra
a pele em poesia desabrocha
dizendo nua os versos de
arrepios.
E se o Vento sopra sussurrante
como uma brisa morna estremecendo
os pêlos
a Pele, que é poesia,
mergulha em desvarios
e canta para a lua seus versos
de delírios
e espera suplicante o toque
redentor.
(até que o vento, em sopros
de amor
se deita sobre a Pele
e suas mãos segura.)
então a Pele, agora em loucura
sente os cabelos longos do Vento
lhe fazerem cócegas; ouve os
sussurros do Vento em suas costas
sente sobre si o peso do desejo
e cândida, rende-se;
lânguida, deita-se;
ávida, molha-se;
sente nas costas o peso
do Vento
e treme;
agita-se;
inunda-se;
e sonha;
tem dentro de si o corpo
do Vento
e tranca-se;
e move-se;
e geme;
e goza
(grávida, imensa, grata, plena);
quando a madrugada vem
e o Vento sopra
a Pele em poesia desabrocha
e a vida inteira fica
diferente.
2 563
Carlos Seabra
Teu fruto
Chupo
teu fruto
na moita
que o vento
açoita
com boca
afoita
que grita
como louca
que goza
como vento
e geme
como mulher
teu fruto
na moita
que o vento
açoita
com boca
afoita
que grita
como louca
que goza
como vento
e geme
como mulher
1 168
Dois Santos dos Santos
Mulher que ama fica úmida
Mulher que ama fica úmida
faz água
tem nos olhos um brilho molhado
de lágrima perdida
intenso como vidro lavado
No fundo da mulher que ama
há ternuras líquidas
desejos derretidos em doces resistências
afetos quentes escorrendo dentro
paredes meladas
rios invisíveis
que nascem da sensação de amar
Cristalizações se dissolvem
o que era duro passa a ser macio
o que era pesado leve
o áspero suave
Num certo ponto
mulher que ama arrebenta
vaza por tudo
faz água
tem nos olhos um brilho molhado
de lágrima perdida
intenso como vidro lavado
No fundo da mulher que ama
há ternuras líquidas
desejos derretidos em doces resistências
afetos quentes escorrendo dentro
paredes meladas
rios invisíveis
que nascem da sensação de amar
Cristalizações se dissolvem
o que era duro passa a ser macio
o que era pesado leve
o áspero suave
Num certo ponto
mulher que ama arrebenta
vaza por tudo
1 295
Paulo Netho
Permuta
Você coloca
seu riso terno
na minha boca
enquanto eu coloco
nas suas coxas
meu gozo fraterno.
seu riso terno
na minha boca
enquanto eu coloco
nas suas coxas
meu gozo fraterno.
1 177
Mônica Banderas
Útil estima
De suas partes
a que mais gosto
é a que tem vontade própria
a que se levanta em riste
e que, às vezes, obedece à minha vontade:
uso e abuso,
ordenho a haste,
corro riscos,
devoro e devolvo,
e depois
de maravilhosamente gozada,
me encara e dorme.
a que mais gosto
é a que tem vontade própria
a que se levanta em riste
e que, às vezes, obedece à minha vontade:
uso e abuso,
ordenho a haste,
corro riscos,
devoro e devolvo,
e depois
de maravilhosamente gozada,
me encara e dorme.
987
Liz Christine
Natureza
bissexual
é minha natureza
e é natural
que admire sua beleza
sou passional
mas admiro a frieza
com que você diz
bissexual é coisa de meretriz
bissexual não dá pra confiar
e não é de se admirar
que, ainda assim, você me quis?
não estou sendo irônica
hipocrisia crônica
você teme seus desejos
te provoco com meus beijos
por que não ficar a três?
ou a quatro, cinco, seis
acho que confirmo sua teoria!
Mas é só hipocrisia
minha
Porque é você, só você
que eu quero
tolinha...
é minha natureza
e é natural
que admire sua beleza
sou passional
mas admiro a frieza
com que você diz
bissexual é coisa de meretriz
bissexual não dá pra confiar
e não é de se admirar
que, ainda assim, você me quis?
não estou sendo irônica
hipocrisia crônica
você teme seus desejos
te provoco com meus beijos
por que não ficar a três?
ou a quatro, cinco, seis
acho que confirmo sua teoria!
Mas é só hipocrisia
minha
Porque é você, só você
que eu quero
tolinha...
998
Naâmir
Égua
Égua
légua
correndo
deitada
é regra
é régua
de mão
mede anca
ânsia
seio
suor
cone
ciclone
indefeso
indeciso
entra
vem
sai
vai
cai
no poço
lodo
no visgo
de todas
as bocas
frouxas
força
na coxa
de louça
mordido
beiço
pêlo
lambido
agora
é mera
Mula
turra
nua
curra
surra
de porra
caldo
deitado
no rego
sebo
seco
nau
de carne
a pique
cozendo
no sal
da entranha:
sopa
de sexo
légua
correndo
deitada
é regra
é régua
de mão
mede anca
ânsia
seio
suor
cone
ciclone
indefeso
indeciso
entra
vem
sai
vai
cai
no poço
lodo
no visgo
de todas
as bocas
frouxas
força
na coxa
de louça
mordido
beiço
pêlo
lambido
agora
é mera
Mula
turra
nua
curra
surra
de porra
caldo
deitado
no rego
sebo
seco
nau
de carne
a pique
cozendo
no sal
da entranha:
sopa
de sexo
469
Isabel Machado
Inevitável
Inevitável foi o toque
a procura
a consumação da loucura
a transformar nós dois
em um.
Nada foi comum
Tudo foi vital
anormal...
dentro da normalidade contida
no ato.
Inevitável foi o tato
e meus seios foram teus
... tudo... o corpo todo
sentiu-te em gula
nas entranhas
nas loucas manhas
da manhã-festim...
Inevitável
tatear-me em falso
pra sentir-te pleno
em mim...
a procura
a consumação da loucura
a transformar nós dois
em um.
Nada foi comum
Tudo foi vital
anormal...
dentro da normalidade contida
no ato.
Inevitável foi o tato
e meus seios foram teus
... tudo... o corpo todo
sentiu-te em gula
nas entranhas
nas loucas manhas
da manhã-festim...
Inevitável
tatear-me em falso
pra sentir-te pleno
em mim...
963