Poemas neste tema
Saudade e Ausência
Renata Trocoli
Sem Titulo
A saudade de teus meigos olhos a olhar-me com tanto amor
doe em meu peito com aguda tristeza, meu grande amor.
Tuas macias, delicadas e pequeninas m2os tocavam meu rosto
com tanto carinho e amor que n2o podia deixar-te
um minuto sem meus abraTos e doces palavras de amor.
Quando sent5vamos debaixo das estrelas nas noites mornas
da bela primavera da P0rsia, me abraTavas com tanto medo
e chorava baixinho escondendo teu lindo rostinho delicado em meu
peito, e me fazia jura-te amor eterno.
Este amor que jurei e sinto sempre por ti minha linda princesa.
Sinto saudades de tuas palavras e teu carinho ao ver-me zangado e
preocupado, e como me acalmava com teu belo olhar sobre o meu,
sorrindo com doTura e colocando minha cabeTa em teus delicados
ombros para fazer com que a calma tomasse conta de meu coraT2o.
Por tantos dias fiquei a admirar tua beleza
enquanto dormias um sono tranq ilo e
quantas vezes tocava teus lindos cabelos negros, macios e perfumados
sem ter vontade de fechar os olhos para n2o perder t2o bela vis2o.
Quantas vezes ainda dormi cansado em teus pequeninos braTos
sentindo cada vez mais um amor puro e leal por ti.
Me abraTavas com doce saudade e com l5grimas nos olhos
depois de dias de batalha sem ver-me.
E cuidava de mim com tanto carinho e me amava com tanta saudade
que meus dias pareciam um doce sonho que n2o poderia nunca ter fim.
O mais triste meu amor foi perder-te.
Foi perceber que teu amor n2o mais me envolveria o corpo,
que n2o mais teria tua presenTa a cuidar de mim
nas noites de cansaTo ap s uma batalha.
Com uma linda e dolorosa promessa nos despedimos.
Tu me abraTaste chorosa e amedrontada,
e prometemos um amor eterno
por todos os lugares onde pass5ssemos. Aonde estiv0ssemos.
Hoje a saudade de teus doces olhinhos
a olhar-me com amor cegam meus dias.
Mas pelo menos ainda posso sentir teus perfume
e teus abraTos a me envolver...
doe em meu peito com aguda tristeza, meu grande amor.
Tuas macias, delicadas e pequeninas m2os tocavam meu rosto
com tanto carinho e amor que n2o podia deixar-te
um minuto sem meus abraTos e doces palavras de amor.
Quando sent5vamos debaixo das estrelas nas noites mornas
da bela primavera da P0rsia, me abraTavas com tanto medo
e chorava baixinho escondendo teu lindo rostinho delicado em meu
peito, e me fazia jura-te amor eterno.
Este amor que jurei e sinto sempre por ti minha linda princesa.
Sinto saudades de tuas palavras e teu carinho ao ver-me zangado e
preocupado, e como me acalmava com teu belo olhar sobre o meu,
sorrindo com doTura e colocando minha cabeTa em teus delicados
ombros para fazer com que a calma tomasse conta de meu coraT2o.
Por tantos dias fiquei a admirar tua beleza
enquanto dormias um sono tranq ilo e
quantas vezes tocava teus lindos cabelos negros, macios e perfumados
sem ter vontade de fechar os olhos para n2o perder t2o bela vis2o.
Quantas vezes ainda dormi cansado em teus pequeninos braTos
sentindo cada vez mais um amor puro e leal por ti.
Me abraTavas com doce saudade e com l5grimas nos olhos
depois de dias de batalha sem ver-me.
E cuidava de mim com tanto carinho e me amava com tanta saudade
que meus dias pareciam um doce sonho que n2o poderia nunca ter fim.
O mais triste meu amor foi perder-te.
Foi perceber que teu amor n2o mais me envolveria o corpo,
que n2o mais teria tua presenTa a cuidar de mim
nas noites de cansaTo ap s uma batalha.
Com uma linda e dolorosa promessa nos despedimos.
Tu me abraTaste chorosa e amedrontada,
e prometemos um amor eterno
por todos os lugares onde pass5ssemos. Aonde estiv0ssemos.
Hoje a saudade de teus doces olhinhos
a olhar-me com amor cegam meus dias.
Mas pelo menos ainda posso sentir teus perfume
e teus abraTos a me envolver...
1 098
Renata Trocoli
Sem Titulo I
Vejo tua imagem no espelho.
Cada vez que imagino teu rosto
lembro de um sorriso doce e sincero.
Teus olhos tem um brilho único e especial
E sempre tiveram tranqüilidade e carinho.
Sem teus olhos não consigo imaginar vida nem beleza.
Sem tua boca e teu sorriso,
cada dia que passa fica mais vazio e triste.
Sem teu amor o dia escurece
A Noite entristece.
Os dias sem teus carinhos, sem tua voz,
parecem eternos martírios de lembranças.
Lembranças essas que por vezes me fazem sorrir,
e sempre me fazer chorar de saudades de você.
Esperanças de tocar teu rosto não tenho mais
Elas se acabaram
Na ultima vez que olhei
para teus olhos lindos.
Quem sabe a vida não me ensina
a te esquecer e não mais te esperar...
Quem sabe a noite não me mostra que a Lua
ainda continua linda sem você...
Quem sabe o dia não me diz que o céu e perfeito
e infinito mesmo sem ter você ao meu lado...
Te amo com todo meu coração...
Cada vez que imagino teu rosto
lembro de um sorriso doce e sincero.
Teus olhos tem um brilho único e especial
E sempre tiveram tranqüilidade e carinho.
Sem teus olhos não consigo imaginar vida nem beleza.
Sem tua boca e teu sorriso,
cada dia que passa fica mais vazio e triste.
Sem teu amor o dia escurece
A Noite entristece.
Os dias sem teus carinhos, sem tua voz,
parecem eternos martírios de lembranças.
Lembranças essas que por vezes me fazem sorrir,
e sempre me fazer chorar de saudades de você.
Esperanças de tocar teu rosto não tenho mais
Elas se acabaram
Na ultima vez que olhei
para teus olhos lindos.
Quem sabe a vida não me ensina
a te esquecer e não mais te esperar...
Quem sabe a noite não me mostra que a Lua
ainda continua linda sem você...
Quem sabe o dia não me diz que o céu e perfeito
e infinito mesmo sem ter você ao meu lado...
Te amo com todo meu coração...
1 085
Renata Trocoli
Sem Titulo VIII
Você foi a luz que iluminou meu mundo.
Você foi o doce remédio que curou meu medo do escuro,
da dor, do amor, da noite, da vida.
Você foi o grande amor que nunca tive e sempre sonhei ter.
Meus sentimentos não mudaram por ti meu amor,
mas a vida tirou tuas doces carícias da minha convivência,
tua suave presença do meu caminho.
Por que a vida parece tão sem sentido agora?
Tuas palavras me iluminaram as noites escuras
e me encheram de belos sonhos de amor.
Amor que tive por ti, meu delicado príncipe.
Você foi o doce remédio que curou meu medo do escuro,
da dor, do amor, da noite, da vida.
Você foi o grande amor que nunca tive e sempre sonhei ter.
Meus sentimentos não mudaram por ti meu amor,
mas a vida tirou tuas doces carícias da minha convivência,
tua suave presença do meu caminho.
Por que a vida parece tão sem sentido agora?
Tuas palavras me iluminaram as noites escuras
e me encheram de belos sonhos de amor.
Amor que tive por ti, meu delicado príncipe.
800
Renato Russo
Love in the afternoon
É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais
Quando eu lhe dizia
- Me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada,
Você sorriu e disse:
- Eu gosto de você também
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui, com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer
- Vai com os anjos ! Vai em paz
Era assim todo dia tarde
A descoberta da amizade da amizade até a próxima vez
É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais
E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer
Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora
É só que este ano
O verão acabou
Cedo demais
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais
Quando eu lhe dizia
- Me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada,
Você sorriu e disse:
- Eu gosto de você também
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui, com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer
- Vai com os anjos ! Vai em paz
Era assim todo dia tarde
A descoberta da amizade da amizade até a próxima vez
É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais
E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer
Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora
É só que este ano
O verão acabou
Cedo demais
1 614
Renata Trocoli
Sem Titulo VII
Meu coração se despedaça...
Desta vez a dor é ainda mais aguda,
pois você me deu a esperança de uma nova vida...
Teu amor foi novo e
a coisa mais doce que eu podia sentir.
Seus lábios e suas mãos
me tocavam com carinho e ternura
que só você tinha...
só você tinha o poder de me alegrar e fazer palpitar
meu tão sensível e triste coração...
Com você longe de mim
me sinto mais uma vez perdida e solitária...
totalmente confusa e sem rumo.
Sem motivação para seguir meu caminho sozinha...
Sinto como se tivessem arrancado se aviso
meu bem mais precioso e amado...
Como se me tivessem roubado você de mim meu amor,
como se no caminho não existisse mais luz nem sentido...
Desta vez a dor é ainda mais aguda,
pois você me deu a esperança de uma nova vida...
Teu amor foi novo e
a coisa mais doce que eu podia sentir.
Seus lábios e suas mãos
me tocavam com carinho e ternura
que só você tinha...
só você tinha o poder de me alegrar e fazer palpitar
meu tão sensível e triste coração...
Com você longe de mim
me sinto mais uma vez perdida e solitária...
totalmente confusa e sem rumo.
Sem motivação para seguir meu caminho sozinha...
Sinto como se tivessem arrancado se aviso
meu bem mais precioso e amado...
Como se me tivessem roubado você de mim meu amor,
como se no caminho não existisse mais luz nem sentido...
806
Renato Russo
Os Barcos
Você diz que tudo terminou
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou prá você
São só palavras: teço ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto
Um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e que me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno:
É dor, se há - tentativa. Já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade
Você com outro alguém
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver:
Só terminou prá você
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou prá você
São só palavras: teço ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto
Um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E há muito estou alheio e que me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno:
É dor, se há - tentativa. Já não tento
E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde
Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade
Você com outro alguém
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver:
Só terminou prá você
1 441
Romero Tavares da Silva
Saudade
Saudade em mim não falta
Por ter conhecido singela dama
Moça de estirpe tão alta
Que por ela todo o meu ser clama.
A princípio notei seu perfume
Me aproximei e percebi seu encanto
Me enredei em situação tão grave
Mas depois, sua lembrança foi um acalanto.
Acalanto do qual eu fugia
Como antigamente em alto mar temia
O marinheiro, da sereia, o canto.
Ao voltar como cometa ou estrela Dalva
Ela me ofuscou com sua tez tão alva
Que seu fulgor ainda me causa espanto.
Por ter conhecido singela dama
Moça de estirpe tão alta
Que por ela todo o meu ser clama.
A princípio notei seu perfume
Me aproximei e percebi seu encanto
Me enredei em situação tão grave
Mas depois, sua lembrança foi um acalanto.
Acalanto do qual eu fugia
Como antigamente em alto mar temia
O marinheiro, da sereia, o canto.
Ao voltar como cometa ou estrela Dalva
Ela me ofuscou com sua tez tão alva
Que seu fulgor ainda me causa espanto.
905
Renato Russo
Vento no litoral
De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim ?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem ?
- Ei, olha só o que achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim ?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem ?
- Ei, olha só o que achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
2 052
Roberto Pontes
Se a Esmo a Apatia Te Acudir
Se a esmo a apatia te acudir
e a casa ficar triste e desbotada
será preciso lembrar a aflição
de quem te pensa e sempre silencia.
E quando a minha ausência sufocar
teu ser, sem lenitivo,
urge saber que assim eu te maltrato
e sofro longe esta dor comum.
Quando a solidão fingir que te domina
e a vida parecer um desespero
bom é que penses apenas no tesouro
contido ali no coração que ama.
Mas se nada suplantar a minha falta,
estejas certa que não sou teu deus,
certeza tenhas que não sou o sol,
porque navego os mesmos sentimentos.
e a casa ficar triste e desbotada
será preciso lembrar a aflição
de quem te pensa e sempre silencia.
E quando a minha ausência sufocar
teu ser, sem lenitivo,
urge saber que assim eu te maltrato
e sofro longe esta dor comum.
Quando a solidão fingir que te domina
e a vida parecer um desespero
bom é que penses apenas no tesouro
contido ali no coração que ama.
Mas se nada suplantar a minha falta,
estejas certa que não sou teu deus,
certeza tenhas que não sou o sol,
porque navego os mesmos sentimentos.
830
Roberto Pontes
Poema para Foto Antiga
Vivo sem medida essa ausência
Que mesmo basta o teu retrato.
Mas, se a todo instante mudamos
O teu sorriso fixado no papel
Continua sereno e suplicante
Como antigamente.
Por isso, enquanto se abre a meus olhos
O heliotropo plantado há tempos,
Fujo com eles da fotografia
Porque não sei onde te encontras
E se o mesmo sorriso ainda nos pertence.
Por isso é que não basta o tal retrato
E ponho meus olhos na flor que foi semente.
Que mesmo basta o teu retrato.
Mas, se a todo instante mudamos
O teu sorriso fixado no papel
Continua sereno e suplicante
Como antigamente.
Por isso, enquanto se abre a meus olhos
O heliotropo plantado há tempos,
Fujo com eles da fotografia
Porque não sei onde te encontras
E se o mesmo sorriso ainda nos pertence.
Por isso é que não basta o tal retrato
E ponho meus olhos na flor que foi semente.
1 109
Romulo Gouvêa
Abstração
Há determinados momentos
em que penso em você.
Passo o tempo, divago,
montando os teus pedaços.
Recorto lembranças,
brinco com peças
de fácil encaixe
que se misturam e se separam.
Logo que te resgato
perco o foco da visão.
Busco o teu cheiro
no canto das minhas unhas.
Uso teus beijos, apelos, mensagens
teus ditos, segredos, olhares.
Uso tua boca, teus olhos
num sorriso.
Em determinados momentos
há um pensamento em você.
O tempo passa, monto teu retrato
com este material abstrato.
em que penso em você.
Passo o tempo, divago,
montando os teus pedaços.
Recorto lembranças,
brinco com peças
de fácil encaixe
que se misturam e se separam.
Logo que te resgato
perco o foco da visão.
Busco o teu cheiro
no canto das minhas unhas.
Uso teus beijos, apelos, mensagens
teus ditos, segredos, olhares.
Uso tua boca, teus olhos
num sorriso.
Em determinados momentos
há um pensamento em você.
O tempo passa, monto teu retrato
com este material abstrato.
908
Rozania Moraes
Amor de Mar
Noite de luzes.
os lábios do poeta
bebem lágrimas
do mar, salgadas.
A beira do mar se enfeita
de gente que vem e vai
como movimentos do mar
suaves afagos
mãos presas ao olhar
ondas dançam, eróticas
a tocar os lábios das pedras
beijo roubado, beijo furtivo
beijos molhados, salgados.
Noite azul
Flutuando no escuro
o astro branco
derrama raios leitosos
na espuma da água.
A praia se esvazia
para o mar que a ama
no silêncio, na areia, nas pedras
madrugada adentro.
Noite sensual
corpos à espera do dia
embalados pela canção
de outro poeta, tocada ao longe
nos bares do cais,
canção de outro amor
que se lançou ao mar
e dele nunca mais voltou.
os lábios do poeta
bebem lágrimas
do mar, salgadas.
A beira do mar se enfeita
de gente que vem e vai
como movimentos do mar
suaves afagos
mãos presas ao olhar
ondas dançam, eróticas
a tocar os lábios das pedras
beijo roubado, beijo furtivo
beijos molhados, salgados.
Noite azul
Flutuando no escuro
o astro branco
derrama raios leitosos
na espuma da água.
A praia se esvazia
para o mar que a ama
no silêncio, na areia, nas pedras
madrugada adentro.
Noite sensual
corpos à espera do dia
embalados pela canção
de outro poeta, tocada ao longe
nos bares do cais,
canção de outro amor
que se lançou ao mar
e dele nunca mais voltou.
428
Paulo Augusto Rodrigues
Vida
Vem vida,
Porque eu não posso parar.
Vem noite,
Porque eu não posso parar.
Vem gente,
Venham todos,
Não me deixem pensar.
Não durmam,
Não me deixem lembrar...
Me salvem da tal solidão.
Que solidão mais sofrida,
É a solidão do amor,
É a solidão da saudade.
Um simples vacilo,
Ela vem, entra, para,
Estanca os músculos,
Embota a mente,
Turva a visão.
Esmaga,
Entristece,
Arranca,
Rasga,
Dói,
Mata.
Vem Vida,
Porque eu não posso...
Porque eu não posso parar.
Vem noite,
Porque eu não posso parar.
Vem gente,
Venham todos,
Não me deixem pensar.
Não durmam,
Não me deixem lembrar...
Me salvem da tal solidão.
Que solidão mais sofrida,
É a solidão do amor,
É a solidão da saudade.
Um simples vacilo,
Ela vem, entra, para,
Estanca os músculos,
Embota a mente,
Turva a visão.
Esmaga,
Entristece,
Arranca,
Rasga,
Dói,
Mata.
Vem Vida,
Porque eu não posso...
983
Paulo Augusto Rodrigues
Moça
É de noite, noite de sábado.
Há movimento de gente, copos,
Mas em mim não há nada.
Para mim, as ruas estão vazias,
As pessoas perdidas,
Os caminhos escuros.
É de noite, noite de qualquer dia.
Há estrelas no céu
Iluminando a semente.
Fazendo crescer na lembrança,
O ponto luminoso e brilhante,
Que acende,
A imagem sorrisamente cativante
Da amizade calada.
É de noite, noite que aumenta a distância,
Mas, é de dia que a saudade gritante
Da amiga,
Estoura.
É momentâneo, mas é profundo.
Que vontade descabida
De estar neste momento,
Ao seu lado, tranqüilo,
Numa quieta cidade.
Talvez até,
Curitiba.
Há movimento de gente, copos,
Mas em mim não há nada.
Para mim, as ruas estão vazias,
As pessoas perdidas,
Os caminhos escuros.
É de noite, noite de qualquer dia.
Há estrelas no céu
Iluminando a semente.
Fazendo crescer na lembrança,
O ponto luminoso e brilhante,
Que acende,
A imagem sorrisamente cativante
Da amizade calada.
É de noite, noite que aumenta a distância,
Mas, é de dia que a saudade gritante
Da amiga,
Estoura.
É momentâneo, mas é profundo.
Que vontade descabida
De estar neste momento,
Ao seu lado, tranqüilo,
Numa quieta cidade.
Talvez até,
Curitiba.
1 033
Ribeiro Couto
Soneto da Fiel Infância
Tudo que em mim foi natural — pobreza,
Mágoas de infância só, casa vazia,
Lutos, e pouco pão na pouca mesa —
Dói na saudade mais que então doía.
Da lamparina do meu qarto, acesa
No pequeno oratório noite e dia,
Vinha-me a sensação de uma riqueza
Que no meu sangue de menino ardia.
Altas horas, rezando no seu canto,
Minha mãe muitas vezes soluçava
E dava-me a beijar não sei que santo.
Meu Deus! Mais do que o santo que eu beijava,
Faz-me falta o cair daquele pranto
Com que ela junto ao peito me molhava.
Mágoas de infância só, casa vazia,
Lutos, e pouco pão na pouca mesa —
Dói na saudade mais que então doía.
Da lamparina do meu qarto, acesa
No pequeno oratório noite e dia,
Vinha-me a sensação de uma riqueza
Que no meu sangue de menino ardia.
Altas horas, rezando no seu canto,
Minha mãe muitas vezes soluçava
E dava-me a beijar não sei que santo.
Meu Deus! Mais do que o santo que eu beijava,
Faz-me falta o cair daquele pranto
Com que ela junto ao peito me molhava.
1 724
Paulo Augusto Rodrigues
Hora
Hora final!
Hora em que o mundo é mais vasto,
O sorriso mais fraco,
O aperto mais junto.
Hora que a saudade nem nasce,
E aborta,
A lembrança nem chega
E a imagem se perde.
Hora que nunca esperamos,
Hora que nunca queremos.
Hora da pequena morte.
Hora que ficamos mais velhos.
Hora que a vida me joga na cara.
Hora em que perco para deus.
Hora, que é só um instante!
Hora que desaba o castelo,
Da ruína das cartas.
Hora de se enroscar no futuro,
Largar os pedaços,
Os lastros.
Triste hora,
Porque me persegues?
Outra vez!
É chegada a hora!
A hora da despedida,
A hora do adeus.
Hora em que o mundo é mais vasto,
O sorriso mais fraco,
O aperto mais junto.
Hora que a saudade nem nasce,
E aborta,
A lembrança nem chega
E a imagem se perde.
Hora que nunca esperamos,
Hora que nunca queremos.
Hora da pequena morte.
Hora que ficamos mais velhos.
Hora que a vida me joga na cara.
Hora em que perco para deus.
Hora, que é só um instante!
Hora que desaba o castelo,
Da ruína das cartas.
Hora de se enroscar no futuro,
Largar os pedaços,
Os lastros.
Triste hora,
Porque me persegues?
Outra vez!
É chegada a hora!
A hora da despedida,
A hora do adeus.
929
Paulo Augusto Rodrigues
Choro
Revendo as mesmas velhas fotos,
Relendo as mesmas lindas cartas,
Revivendo cada instante,
Cada detalhe.
Alguém canta na vitrola
Aquelas músicas esquecidas.
Ingenuidade perdida.
Neste momento de tristeza
Lembranças são troncos na água,
Me salvando a vida.
Impedindo que me afogue,
Nas correntezas e abismos
Que sobressaem neste dia.
O peso vem de fora,
Mas a força para suportá-lo
Esgota energias interiores.
Já não sinto meus membros...
As recordações voam sobre minha cabeça,
Se vão a garra e o ardor.
O tronco se afasta mais e mais,
As águas me engolem com ânsia.
Afundo...
E sinto que lá no fundo,
Choro.
Relendo as mesmas lindas cartas,
Revivendo cada instante,
Cada detalhe.
Alguém canta na vitrola
Aquelas músicas esquecidas.
Ingenuidade perdida.
Neste momento de tristeza
Lembranças são troncos na água,
Me salvando a vida.
Impedindo que me afogue,
Nas correntezas e abismos
Que sobressaem neste dia.
O peso vem de fora,
Mas a força para suportá-lo
Esgota energias interiores.
Já não sinto meus membros...
As recordações voam sobre minha cabeça,
Se vão a garra e o ardor.
O tronco se afasta mais e mais,
As águas me engolem com ânsia.
Afundo...
E sinto que lá no fundo,
Choro.
865
Ricardo Madeira
O Mosteiro Abandonado
Murmúrios no vento...
Na mais alta montanha: mosteiro abandonado,
Perdido no tempo...
Neve (algodão?)
Cobre bela a paisagem (apenas imagem?)
Sob sol de Verão...
E ela chora, naquela janela aberta,
Aguardando, etérea, a altura certa:
Um só instante,
Tão distante...
Mas, um dia, o dia chegará,
Hora a hora, por essa hora esperará...
Um dia...
Talvez um dia...
E o vento trará nos braços alegria...
Na mais alta montanha: mosteiro abandonado,
Perdido no tempo...
Neve (algodão?)
Cobre bela a paisagem (apenas imagem?)
Sob sol de Verão...
E ela chora, naquela janela aberta,
Aguardando, etérea, a altura certa:
Um só instante,
Tão distante...
Mas, um dia, o dia chegará,
Hora a hora, por essa hora esperará...
Um dia...
Talvez um dia...
E o vento trará nos braços alegria...
945
Ricardo Moraes Ferreira
Soneto e Saudade
Jogai as flores com ternura
Sobre o jazigo de nosso passado
Amei-te com a inocente loucura
Daqueles que morrem sem ter pecado
Corri os verdes campos da esperança
Sob os olhos atentos do destino
De inocente - sorri quando criança
E de pirraça - fugi como um menino
Na fuga audaz passaram-se os anos
E a vida me volta num breve lampejo
Lamúrias cruéis de velhos enganos
Loucura fugaz de um novo desejo
Eu olho prá trás - cadê nossos planos?
As flores, o campo ; só tu que não vejo!
Sobre o jazigo de nosso passado
Amei-te com a inocente loucura
Daqueles que morrem sem ter pecado
Corri os verdes campos da esperança
Sob os olhos atentos do destino
De inocente - sorri quando criança
E de pirraça - fugi como um menino
Na fuga audaz passaram-se os anos
E a vida me volta num breve lampejo
Lamúrias cruéis de velhos enganos
Loucura fugaz de um novo desejo
Eu olho prá trás - cadê nossos planos?
As flores, o campo ; só tu que não vejo!
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Ricardo Moraes Ferreira
Vidas Passadas
Como o índio de um velho poema
Me atirei como um selvagem
Através de uma nova miragem
Eu recaio num velho dilema
Herdei da pouca coragem
A pena triste de não ser amado
Perdi os sonhos que deixei na margem
Só restam dores do meu passado
Algumas cinzas de cartas antigas
Lágrimas pelo tempo enxugadas
Nenhuma saudade das velhas brigas
Novos amores nas tuas pegadas
Restos da vida - tu já nem te ligas
Velhos amores são vidas passadas
Me atirei como um selvagem
Através de uma nova miragem
Eu recaio num velho dilema
Herdei da pouca coragem
A pena triste de não ser amado
Perdi os sonhos que deixei na margem
Só restam dores do meu passado
Algumas cinzas de cartas antigas
Lágrimas pelo tempo enxugadas
Nenhuma saudade das velhas brigas
Novos amores nas tuas pegadas
Restos da vida - tu já nem te ligas
Velhos amores são vidas passadas
1 046
Rosani Abou Adal
Perdidos no Universo
Há momentos em que me sinto
tão forte quanto as montanhas do Tibet.
Beijo teus lábios, sinto infinita paz.
Existem instantes em que sou
tão grande quanto a força divina,
toco tua intimidade, vôo céus, percorro oceanos,
atravesso horizontes e alcanço tua base aveludada,
sou tão forte como os deuses do Olimpo.
Existem dias em que me sinto
tão pequena como um átomo perdido na galáxia,
teus lábios estão distantes dos meus,
não sinto o gosto de tua boca,
não escuto tua voz de acalanto,
não te toco corpo nem alma,
não sinto teu cheiro no meu corpo,
tuas mãos não me afagam,
perdida no universo
sou o núcleo de um átomo.
tão forte quanto as montanhas do Tibet.
Beijo teus lábios, sinto infinita paz.
Existem instantes em que sou
tão grande quanto a força divina,
toco tua intimidade, vôo céus, percorro oceanos,
atravesso horizontes e alcanço tua base aveludada,
sou tão forte como os deuses do Olimpo.
Existem dias em que me sinto
tão pequena como um átomo perdido na galáxia,
teus lábios estão distantes dos meus,
não sinto o gosto de tua boca,
não escuto tua voz de acalanto,
não te toco corpo nem alma,
não sinto teu cheiro no meu corpo,
tuas mãos não me afagam,
perdida no universo
sou o núcleo de um átomo.
1 038
Raniere Rodrigues dos Santos
Onde Estás?
Eu te amo,
Não sei se te amo.
Eu te desejo,
Não sei se te desejo.
Eu te conheço,
Não sei se te conheço.
Apenas sei que em algum momento
Estiveste perto de mim.
Isso demonstra o prcsente
E este talvez inexistente
Demonstra lembranças,
O passado, por sua vez, compensou,
Compensou meu coração inesquecivelmente.
Saudade, esta está
A te procurar
E vê que não há como encontrar
A não ser desencadear
E peregrinar
A procura
De onde estás.
Não sei se te amo.
Eu te desejo,
Não sei se te desejo.
Eu te conheço,
Não sei se te conheço.
Apenas sei que em algum momento
Estiveste perto de mim.
Isso demonstra o prcsente
E este talvez inexistente
Demonstra lembranças,
O passado, por sua vez, compensou,
Compensou meu coração inesquecivelmente.
Saudade, esta está
A te procurar
E vê que não há como encontrar
A não ser desencadear
E peregrinar
A procura
De onde estás.
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Rosani Abou Adal
Templo de Zeus
A solidão invade a noite do sábado,
o silêncio toma conta das ruas.
Não escuto cachorros latindo,
apenas o escapamento solto da motocicleta
voando sobre o asfalto como um relâmpago.
Aguardo uma eternidade teu chamado mudo,
o telefax e secretária eletrônica se calaram.
Tento me comunicar contigo por telepatia,
não entendes meus códigos.
Viajo pelo túnel do tempo rumo à terra de Homero
para ouvir tua voz e codificar meus sinais.
Percorro o Bosque Sagrado do Olimpo,
Parthenon, Palácio Cnosso, Pórtico de Cariátides,
Acrópole de Lindos, Templo de Apolo,
Templo de Posêidon, o Templo de Zeus,
e assumo formas de touro, cisne, anfitrião,
chuva de ouro para me aproximar de ti
como fizera Zeus com Europa, Leda, Danae e Alcmene.
Zeus mais feliz que eu com as mortais,
de suas aproximações surgiram Perseu, Pólux e Helena.
A máquina do tempo me traz de volta
ao silêncio do fim de semana.
Nada valeu me transformar em cisne,
touro branco, chuva de ouro e anfitrião.
O aparelho de Graham Bell se calou no tempo.
o silêncio toma conta das ruas.
Não escuto cachorros latindo,
apenas o escapamento solto da motocicleta
voando sobre o asfalto como um relâmpago.
Aguardo uma eternidade teu chamado mudo,
o telefax e secretária eletrônica se calaram.
Tento me comunicar contigo por telepatia,
não entendes meus códigos.
Viajo pelo túnel do tempo rumo à terra de Homero
para ouvir tua voz e codificar meus sinais.
Percorro o Bosque Sagrado do Olimpo,
Parthenon, Palácio Cnosso, Pórtico de Cariátides,
Acrópole de Lindos, Templo de Apolo,
Templo de Posêidon, o Templo de Zeus,
e assumo formas de touro, cisne, anfitrião,
chuva de ouro para me aproximar de ti
como fizera Zeus com Europa, Leda, Danae e Alcmene.
Zeus mais feliz que eu com as mortais,
de suas aproximações surgiram Perseu, Pólux e Helena.
A máquina do tempo me traz de volta
ao silêncio do fim de semana.
Nada valeu me transformar em cisne,
touro branco, chuva de ouro e anfitrião.
O aparelho de Graham Bell se calou no tempo.
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