Poemas neste tema
Corpo
Gilka Machado
Saudades
De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
de quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
de quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?
2 768
Anibal Beça
Menino no banheiro
Menino no banheiro
sola um sonho só de gozo
entre a mão e o chuveiro.
sola um sonho só de gozo
entre a mão e o chuveiro.
1 158
Eunice Arruda
Tema
Deliberadamente
utilizamos
todas as zonas erógenas
submissos
aos animais
que transitavam a pele
submissos
a nossa disponibilidade
imerecida
sacudida
por buzinas
chuvas repentinas confundindo
as marcas de um caminho já
percorrido
Deliberadamente
entre suor e grunhido
molhado
o ritual foi cumprido
Só então nos devolvemos
utilizamos
todas as zonas erógenas
submissos
aos animais
que transitavam a pele
submissos
a nossa disponibilidade
imerecida
sacudida
por buzinas
chuvas repentinas confundindo
as marcas de um caminho já
percorrido
Deliberadamente
entre suor e grunhido
molhado
o ritual foi cumprido
Só então nos devolvemos
909
Eugénia Tabosa
Sentidos
Meus dedos
lentos
percorrendo
a medo
teu corpo
aberto
oferto.
Meus dedos
surpresos
soltando
o calor
o cheiro
de teu corpo
descoberto.
Meus dedos
olhos
trazendo
imagens
mensagens
ao meu corpo
trémulo.
…
Esqueci
teu nome
teu rosto
o quando
e o porquê
Só existes
em meus dedos
lentos
percorrendo
a medo
teu corpo
aberto
oferto.
Meus dedos
surpresos
soltando
o calor
o cheiro
de teu corpo
descoberto.
Meus dedos
olhos
trazendo
imagens
mensagens
ao meu corpo
trémulo.
…
Esqueci
teu nome
teu rosto
o quando
e o porquê
Só existes
em meus dedos
1 330
Douglas Mondo
Minha doce puta
No olhar mais meigo,
nos lábios mais pecadores
pousei minhas venturas
e todas minhas dores.
Aqueles seios puros quisera,
mas já foram bebidos
por todas as bocas da terra.
Pouco me importa.
Sou feliz quando abre a porta
e etérea se escancara
em pernas de formosura e vida torta.
Mesmo o cheiro barato em teu corpo
de perfume de esquina de mil homens,
não tiram o cristalino sorriso da tua infância.
E me lambuzo das tuas fantasia,
deposito meus versos em teu corpo
e te faço musa das minhas poesias.
Minha doce menina puta!
nos lábios mais pecadores
pousei minhas venturas
e todas minhas dores.
Aqueles seios puros quisera,
mas já foram bebidos
por todas as bocas da terra.
Pouco me importa.
Sou feliz quando abre a porta
e etérea se escancara
em pernas de formosura e vida torta.
Mesmo o cheiro barato em teu corpo
de perfume de esquina de mil homens,
não tiram o cristalino sorriso da tua infância.
E me lambuzo das tuas fantasia,
deposito meus versos em teu corpo
e te faço musa das minhas poesias.
Minha doce menina puta!
1 086
Carolina Kujawski
Um pensamento
A língua
O beijo
O cheiro
Do amor
A água
A lágrima
Que corre
Cai, e grita
E chora
O beijo.
A língua
A fala, e fala
Do amor
Faz
Constrói
Destrói
E briga
Chora
O beijo
Do amado
Lábios molhados
Do amante
Da água
Da língua
O beijo
Um beijo
E apenas
Beijo
O
B
E
I
J
O
O beijo
O cheiro
Do amor
A água
A lágrima
Que corre
Cai, e grita
E chora
O beijo.
A língua
A fala, e fala
Do amor
Faz
Constrói
Destrói
E briga
Chora
O beijo
Do amado
Lábios molhados
Do amante
Da água
Da língua
O beijo
Um beijo
E apenas
Beijo
O
B
E
I
J
O
952
Rodrigo de Souza Leão
Os segredos de Raimunda Toada
Desnudou-se toda a realidade,
Posso vê-la desnuda flor,
Tão intensa a flor do amor.
Digo-te isso sem maldade.
Minha paixão feminina.
Dos prazeres é sacerdotisa,
Toca em mim feito brisa.
Me banha tal água cristalina.
Ó sublime paz que me devora,
Ao vê-la cavalgando corcunda.
Beleza em seu corpo mora.
Mas prefiro, sincero sua bunda.
Por isso Raimunda Toada.
Empina, mostra a bundinha danada.
Posso vê-la desnuda flor,
Tão intensa a flor do amor.
Digo-te isso sem maldade.
Minha paixão feminina.
Dos prazeres é sacerdotisa,
Toca em mim feito brisa.
Me banha tal água cristalina.
Ó sublime paz que me devora,
Ao vê-la cavalgando corcunda.
Beleza em seu corpo mora.
Mas prefiro, sincero sua bunda.
Por isso Raimunda Toada.
Empina, mostra a bundinha danada.
750
Francis Whiteman
A palavra 31
Detectei teu sangue
Em minhas mãos suas roupas
Em minha cama o corpo
que ante o nu me oferece
Delírios de poesia tola
Como as bocas, seus lábios
Me recitam falas roucas
Com a lareira fria atiro-me morto
Para sua posse, você que me tem
Às falas loucas e te amo
por ares hábitos e ágil, moça
Frente a masmorra que te prende
Com braços paternos que te estrangulariam
mas detectei teu corpo&espírito
Ante minhas mãos
Que escrevem
Ante aos meus lábios que recitam
Ante ao meu pênis
Que admiras
Com amor
E combate ao tudo sem vícios
À minha boca que baba
Que babar na sua presença, exuberante...
E vês os barbitúricos que caminham
E detectam meu sangue
E protejo-me
E vou ao teu colo
Vasculhar o teu útero
Subindo ao centro de você
Até que chegue o medo...
Em minhas mãos suas roupas
Em minha cama o corpo
que ante o nu me oferece
Delírios de poesia tola
Como as bocas, seus lábios
Me recitam falas roucas
Com a lareira fria atiro-me morto
Para sua posse, você que me tem
Às falas loucas e te amo
por ares hábitos e ágil, moça
Frente a masmorra que te prende
Com braços paternos que te estrangulariam
mas detectei teu corpo&espírito
Ante minhas mãos
Que escrevem
Ante aos meus lábios que recitam
Ante ao meu pênis
Que admiras
Com amor
E combate ao tudo sem vícios
À minha boca que baba
Que babar na sua presença, exuberante...
E vês os barbitúricos que caminham
E detectam meu sangue
E protejo-me
E vou ao teu colo
Vasculhar o teu útero
Subindo ao centro de você
Até que chegue o medo...
979
Ricardo Icassatti Hermano
Lambido
Eu quase havia esquecido como é bom
Ser lambido, beijado, lambuzado
Por uma mulher bonita, manhosa, gostosa
Morena, loira, oriental, negra, ruiva
Não importa
Bastou me deixar levar
Sentir a língua molhada deslizar
Em torno das orelhas, ao redor do pescoço
De cima até embaixo da nuca
Arrepiar-me com o quente/frio da respiração
Lenta...
Pausada...
Um interminável gemido de prazer
Perdido nas entranhas do meu ser
Ser lambido, beijado, lambuzado
Por uma mulher bonita, manhosa, gostosa
Morena, loira, oriental, negra, ruiva
Não importa
Bastou me deixar levar
Sentir a língua molhada deslizar
Em torno das orelhas, ao redor do pescoço
De cima até embaixo da nuca
Arrepiar-me com o quente/frio da respiração
Lenta...
Pausada...
Um interminável gemido de prazer
Perdido nas entranhas do meu ser
922
Gastão de Holanda
Nota biográfica
Na leitura do abismo e seus açores
Teci a minha vida, entre moinhos
Atirei-me à ventura dos caminhos
E neles cultivei as mores dores.
Jamais ultrapassei os domadores
De outra profissão senão de espinhos,
Não apurei o faro dos focinhos
Mas despertei o mito dos amores.
Embora da maldade dos tiranos
Compusesse uma ópera canina,
Eu tive a recompensa do teu ânus.
Tesão com castidade não combina
Nem fodas retardadas pelos anos:
Ser puto de mulher, eis minha sina.
Teci a minha vida, entre moinhos
Atirei-me à ventura dos caminhos
E neles cultivei as mores dores.
Jamais ultrapassei os domadores
De outra profissão senão de espinhos,
Não apurei o faro dos focinhos
Mas despertei o mito dos amores.
Embora da maldade dos tiranos
Compusesse uma ópera canina,
Eu tive a recompensa do teu ânus.
Tesão com castidade não combina
Nem fodas retardadas pelos anos:
Ser puto de mulher, eis minha sina.
876
José Honório
Foi-se a ilusão dessa vidaa minha pica morreu
Glosa:
Eu na minha mocidade
as madrugadas varava
e toda noite eu transava
nos cabarés da cidade
hoje só resta a saudade
do garanhão que fui eu
minha força se perdeu
na pica mole, encolhida
FOI-SE A ILUSÃO DESSA VIDA
A MINHA PICA MORREU.
Eu na minha mocidade
as madrugadas varava
e toda noite eu transava
nos cabarés da cidade
hoje só resta a saudade
do garanhão que fui eu
minha força se perdeu
na pica mole, encolhida
FOI-SE A ILUSÃO DESSA VIDA
A MINHA PICA MORREU.
1 345
Leila Mícollis
Poema ao mais recente amor
Estar entre teus pêlos e dedos,
entre tua densidade,
neste transpirar sob medida
aos teus gemidos.
Estar entre teus trópicos,
entre o teu desejo e o meu prazer;
beber parte de teus líquens e teus rios
percorrendo-te da foz até a origem,
e pura a cada amor partir mais virgem.
entre tua densidade,
neste transpirar sob medida
aos teus gemidos.
Estar entre teus trópicos,
entre o teu desejo e o meu prazer;
beber parte de teus líquens e teus rios
percorrendo-te da foz até a origem,
e pura a cada amor partir mais virgem.
856
Liz Christine
Imagem
Boca
Linda e rosada
Bem-feita e ocupada
Pele
Sedosa
Ociosa
À espera de um toque
Unhas
Que arranhões provocam
Umbigo e quadris
Que ao prazer convidam
E a libido excitam
Queimando, ardendo, incendiando
Nossas vozes gritando
Nossos corpos extasiados
E o desejo maravilhado
Recomeça inquieto
E para sempre desperto...
Linda e rosada
Bem-feita e ocupada
Pele
Sedosa
Ociosa
À espera de um toque
Unhas
Que arranhões provocam
Umbigo e quadris
Que ao prazer convidam
E a libido excitam
Queimando, ardendo, incendiando
Nossas vozes gritando
Nossos corpos extasiados
E o desejo maravilhado
Recomeça inquieto
E para sempre desperto...
1 203
Afonso Henriques Neto
Uma menina
água, tua música de pele
e cheiro fluindo de florações
impalpáveis, chuva acesa
no centro do abismo, onde flutuam
manhãs
terra, teus passos tua voz teus
ruídos de amor e um gozo
além das cordilheiras do sonho
tecendo galáxias, vertiginosa
raiz
ar, teu gesto marinho, olhos
feitos do arremesso do mar
e a centelha invisível a mover
os labirintos do vento, cósmica
serpente
fogo, teu corpo de medusas
e feridas vivas, vulcões,
planeta todo luz, talvez paixão,
pássaro tatuado nas estrelas,
coração
e cheiro fluindo de florações
impalpáveis, chuva acesa
no centro do abismo, onde flutuam
manhãs
terra, teus passos tua voz teus
ruídos de amor e um gozo
além das cordilheiras do sonho
tecendo galáxias, vertiginosa
raiz
ar, teu gesto marinho, olhos
feitos do arremesso do mar
e a centelha invisível a mover
os labirintos do vento, cósmica
serpente
fogo, teu corpo de medusas
e feridas vivas, vulcões,
planeta todo luz, talvez paixão,
pássaro tatuado nas estrelas,
coração
890
Armando Freitas Filho
Mademoiselle furta cor
Por esta fresta te espreito
Por esta fresta te desvendo
Por esta fresta
cravo
sonda contra esponja,
e babo
e te penetro
teso e reto, e por inteiro
ó seu corpo se entreabre:
porta e perna, caixa e coxa.
Por esta fenda
tenda
de pele que se franze,
e rasga
eu me adentro
feito de espera e de esperma:
e espremo - te aperto - e exprimo
toda a cor da carne do amor que escrevo.
Por esta fresta me espreito
Por esta fenda me desvendo
Por esta fresta te desvendo
Por esta fresta
cravo
sonda contra esponja,
e babo
e te penetro
teso e reto, e por inteiro
ó seu corpo se entreabre:
porta e perna, caixa e coxa.
Por esta fenda
tenda
de pele que se franze,
e rasga
eu me adentro
feito de espera e de esperma:
e espremo - te aperto - e exprimo
toda a cor da carne do amor que escrevo.
Por esta fresta me espreito
Por esta fenda me desvendo
1 867
Claudia Roquette-Pinto
Luz depois do mergulho
depois de te amar saio refrescada
transparente nascida água
matéria de cisterna
de fosso fundo eterna
na tua profundidade
depois de me encharcar volto cristalina
do escuro à tona respiro
busco a luz que te defina:
água, talvez
água fugaz corpo piscina
transparente nascida água
matéria de cisterna
de fosso fundo eterna
na tua profundidade
depois de me encharcar volto cristalina
do escuro à tona respiro
busco a luz que te defina:
água, talvez
água fugaz corpo piscina
1 004
José Honório
Cabeluda ou raspadinhacomo sem objeção
Glosa:
Uma buceta raspada
não é lá coisa bonita
fica assim, meio esquisita
lisinha, despentelhada
mas ela sendo apertada
multiplica o meu tesão
meto logo o vergalhão
no fundo da bacurinha
CABELUDA OU RASPADINHA
COMO SEM OBJEÇÃO.
Uma buceta raspada
não é lá coisa bonita
fica assim, meio esquisita
lisinha, despentelhada
mas ela sendo apertada
multiplica o meu tesão
meto logo o vergalhão
no fundo da bacurinha
CABELUDA OU RASPADINHA
COMO SEM OBJEÇÃO.
1 338
Ovídio
Os amores, V: 1-1, 9-26
Era intenso o calor, passava do meio dia;
Estava eu em minha cama repousando.
(...) Eis que vem corina numa túnica ligeira,
Os cabelos lhe ocultando o alvo pescoço;
Assim entrava na alcova a formosa Semiramis,
Dizem, e Laís que amaram tantos homens.
Tirei-lhe a túnica, mas sem empenho de vencer:
Venceu-a, sem mágoa, a sua traição.
Ficou em pé, sem roupa, ali diante de meus olhos.
Em seu corpo não havia um só defeito.
Que ombros e que braços me foi dado ver, tocar!
Os belos seios, que doce comprimi-los!
Que ventre mais polido logo abaixo do peito!
Que primor de ancas, que juvenil a coxa!
Por que pormenorizar? Nada vi não louvável,
E lhe estreitei a nudez contra o meu corpo.
O resto, quem não sabe? Exaustos, repousamos.
Que outros meios-dias me sejam tão prósperos.
Estava eu em minha cama repousando.
(...) Eis que vem corina numa túnica ligeira,
Os cabelos lhe ocultando o alvo pescoço;
Assim entrava na alcova a formosa Semiramis,
Dizem, e Laís que amaram tantos homens.
Tirei-lhe a túnica, mas sem empenho de vencer:
Venceu-a, sem mágoa, a sua traição.
Ficou em pé, sem roupa, ali diante de meus olhos.
Em seu corpo não havia um só defeito.
Que ombros e que braços me foi dado ver, tocar!
Os belos seios, que doce comprimi-los!
Que ventre mais polido logo abaixo do peito!
Que primor de ancas, que juvenil a coxa!
Por que pormenorizar? Nada vi não louvável,
E lhe estreitei a nudez contra o meu corpo.
O resto, quem não sabe? Exaustos, repousamos.
Que outros meios-dias me sejam tão prósperos.
1 194
José Honório
Já vi mocinha mijardeixa um buraco no cão
Glosa:
Tenho uma irmã, Guiomar
mocinha é seu apelido
muitas vezes, escondido
JÁ VI MOCINHA MIJAR
a pressão faz estrondar
qual ribombo de trovão
por ser tão forte a pressão
o mijo sai feito um jato
e quando termina este ato
DEIXA UM BURACO NO CHÃO.
Tenho uma irmã, Guiomar
mocinha é seu apelido
muitas vezes, escondido
JÁ VI MOCINHA MIJAR
a pressão faz estrondar
qual ribombo de trovão
por ser tão forte a pressão
o mijo sai feito um jato
e quando termina este ato
DEIXA UM BURACO NO CHÃO.
1 033
Artur Gomes
Galope
com espada
em riste
galopamos
pradarias
e lutamos
ferozmente
por dois segundos
e meio
tua fúria era louca
que agarrei-me
em tuas crinas
pra não cair na lama
mas o amor era tanto
e tanto era o prazer
que quando fomos pra cama
não tinha mais o que fazer.
em riste
galopamos
pradarias
e lutamos
ferozmente
por dois segundos
e meio
tua fúria era louca
que agarrei-me
em tuas crinas
pra não cair na lama
mas o amor era tanto
e tanto era o prazer
que quando fomos pra cama
não tinha mais o que fazer.
673
Fernando Correia Pina
Lição de História Pátria
Sabias - disse-me ela fazendo-me a punheta -
que muito valentão entala a costeleta
e que entre os nossos reis, valorosos guerreiros,
muitos houve que foram famosos paneleiros
que entre duras batalhas e esforçados trabalhos
recheavam o cu com túrgidos caralhos.
Sabias por acaso que o primeiro Pedro, o Cru,
mais que a foder gozou indo levar no cu?
E que o primeiro Afonso que à mãe não perdoava
se deixava montar por Fernão Peres de Trava?
E quantos, ah! ó quantos grandes deste país
fizeram do cu vaso para meter a raiz?
Cuidado! gritei eu afagando-lhe o lombo -
faz isso com mais calma que os colhões não são bombo.
Desculpa - disse-me ela. - Depois continuou
revelando-me a rir que o seu próprio avô
que morrera com fama de grande putanheiro
passara toda a vida a levar no traseiro.
E a Igreja? - gritou - Do padre ao cardeal
toda ela se entregou à banana fatal
e a esse mesmo fruto que faz de um cu vulcão
se entrega toda a cáfila que governa a nação :
ministros, secretários e directores-gerais
todos abrigam pichas nos albergues anais...
E safou-se Salazar de ser também rabicho
porque nesse momento gritei e vim-me em esguicho.
que muito valentão entala a costeleta
e que entre os nossos reis, valorosos guerreiros,
muitos houve que foram famosos paneleiros
que entre duras batalhas e esforçados trabalhos
recheavam o cu com túrgidos caralhos.
Sabias por acaso que o primeiro Pedro, o Cru,
mais que a foder gozou indo levar no cu?
E que o primeiro Afonso que à mãe não perdoava
se deixava montar por Fernão Peres de Trava?
E quantos, ah! ó quantos grandes deste país
fizeram do cu vaso para meter a raiz?
Cuidado! gritei eu afagando-lhe o lombo -
faz isso com mais calma que os colhões não são bombo.
Desculpa - disse-me ela. - Depois continuou
revelando-me a rir que o seu próprio avô
que morrera com fama de grande putanheiro
passara toda a vida a levar no traseiro.
E a Igreja? - gritou - Do padre ao cardeal
toda ela se entregou à banana fatal
e a esse mesmo fruto que faz de um cu vulcão
se entrega toda a cáfila que governa a nação :
ministros, secretários e directores-gerais
todos abrigam pichas nos albergues anais...
E safou-se Salazar de ser também rabicho
porque nesse momento gritei e vim-me em esguicho.
1 521
Jean de La Fontaine
Epigrama
Amar, foder: uma união
De prazeres que não separo.
A volúpia e os prazeres são
O que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisso, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco,
Foder sem amar não é nada.
De prazeres que não separo.
A volúpia e os prazeres são
O que a alma possui de mais raro.
Caralho, cona e corações
Juntam-se em doces efusões
Que os crentes censuram, os loucos.
Reflete nisso, oh minha amada:
Amar sem foder é bem pouco,
Foder sem amar não é nada.
3 651