Rosa Ao Crepúsculo
Então vou escrever sobre essa moça sobre quem vou escrever.
Essa moça tem pernas e coxas e braços e, sobretudo, uma barriga. E dentro da barriga ela
tem um estômago. E tudo isso me comove e me faz escrever sobre ela.
Porque escrever sobre ela é escrever sobre mim.
E eu rezo—eu rezo mesmo—para poder escrever sobre mim.
É que eu preciso, mas tenho medo.
Mas eu escrevo.
E escrevo sobre mim escrevendo sobre a moça.
Que sou eu.
Que nem nome tem.
Mas que tem cabelos e pernas, e cabelos nas pernas, e um calcanhar que dói depois de tanto
andar no sapato vermelho de salto.
Meu Deus, ela é completa!
Ela tem um calcanhar.
E agora queria me ajoelhar e beijar seu calcanhar.
Seu calcanhar duro e machucado.
Ela é pobre.
Ela está no ponto de ônibus, parada.
São seis horas da tarde, mais ou menos.
Eu a encontro no ponto de ônibus, parada.
Eu sou um homem bonito.
Eu estou segurando uma pasta.
O dia está bonito e se acaba.
Há algumas pessoas no ponto de ônibus.
Ela dá um passo à frente, como se fosse averiguar se seu ônibus está chegando—mas é
fingimento dela—e recua e vem a mim e pergunta se o Lapa já passou.
(Respiro aliviado.
Já escrevi o bastante para deixar de sentir angústia.)
Ela me perguntou isso e ficou lá, atrás dos seus olhos amarelos, esperando resposta.
[Azul]
Sou uma coisa morta.
Não há nada que eu possa perder agora
que já não tenha perdido antes.
Agora que eu morri posso dizer que sempre tive mesmo a saúde frágil.
Agora que morri posso assumir que sempre fui uma mulher.
Agora que morri posso simplesmente amar.
Viver ficou muito mais fácil agora. Eu deveria ter morrido antes.
Eu amo
Eu amo
Estonteantemente
Aparado, lavado, vestido, perfumado,
o corpo é imaginário
Desista de ser: seja
Nós damos o que não temos
(Conversa longa com uma moça. Mora longe, vem de balsa. Seu corpo mexe, sua boca mexe, seus lindos olhos negros mexem. Entusiasmada, me falava sobre a necessidade do escritor escrever para o seu tempo; eu, olhos perdidos, sem conseguir fazer a conexão, mal a ouvia.)
Atravessei o túnel a pé—o clarão e o azul do mar ao fundo, adiante.
Eu vivo de milagres
Eu nunca fiz nada.
A vida de qualquer um é muita, é o suficiente. A vida.
Para quem escrevo?
Importa quem fala? Precisamos sempre saber?
"Escreva!"
Seja atraído para o que ama, como um inseto para uma lâmpada.
Quebre a coluna.
Um ponto de luz que se abriu
Azul
Dedicar-me completamente ao outro
Porque o outro sou eu.
Encandilar
Quero ser mastigada:
Oh, Deus.
Ponha-me sobre o Tempo
Sempre quis uma vida maior do que a que cabia em mim.
Oh, Deus.
Quero seu pé no meu peito.
(O interesse pelo mundo
é proporcional ao interesse
pelo corpo)
O buraco é sempre mais embaixo
E agora caio
O que fazer com esse corpo?
[UM CORPO DE LUZ]
[Pessoa]
A pessoa que olha para si mesma e diz,
Deus, eu preciso sair de mim!
(Eu preciso entrar em mim)
O que se pede?:
Que você brote em mim.
Eu já percebia essas coisas em você desde que nos conhecemos. Noque diz respeito aos relacionamentos, você me parecia ser uma pessoa que dá um passo a frente e dois para trás. Confesso que isso me dava uma certa vontade (ou impulso) de provocar, uma coisa meio: “quero ver se ele sai do sério...”. Mas não pense que era um jogo ou algo assim, não era nada de caso pensado, só um impulso provocado (sem intenção, creio eu) por aquele seu jeito. E talvez aquele seu jeito nunca tenha realmente mudado. Acho perfeitamente normal querer e não querer. Você pode não querer intimidade, mas pode querer se aproximar de alguém de vez em quando, se sentir atraído e sentir que é capaz de atrair. Você pode não querer morder a maçã e acabar com o caroço nas mãos, mas pode querer ter maçãs por perto às vezes, cheirar, apreciar e até dar uma mordidinha. Por que não?
Acordo no meio da noite gritando
minha vida está acabando!
Preso no corpo, no corredor do tempo, um segundo de cada vez—
a via estreita. .
EU QUERO!
Às vezes me dou conta como minha vida é intrinsecamente inseparável de mim; ou seja, como o que eu sou é a expressão fiel do que sou. Minha vida é a expressão exata do que sou, em traço e pulsão, do que sou em semente e potência. Para libertar-me e viver eu preciso de fato morrer, ou seja, libertar-me do que existe em mim que dá expressão material à minha vida, erradicar o que mais irredutivelmente em mim sou eu. Para enfim brotar em mim: eu sendo, aquilo que se É.
Aqui poderia viver, uma vez que aqui vivo
Se o tempo passa,
é porque já passou
Primeira premonição da Morte:
O homem que eu fui
E a mulher que eu fui;
E os homens que eu não fui
E as mulheres que eu não fui;
Somam-se agora ao meu corpo.
Nosso assombro é a nossa alegria.
(O que está vivo, está morto)
Deus é doido
(E todos eles ressuscitaram e retornaram às suas vidas)
O espírito deve se apossar do corpo e fazer dele um corpo divino— um corpo de ouro.
O Amor é dentro e fora; no interior e ao redor do corpo
Quando sou AMOR estou na ETERNIDADE
A distância mais potente de queda
[Oceano]
Círculos de luz opaca, em vibrações, como se saíssem de mim, da região entre os olhos: a sensação de levantar-me dentro de mim mesmo, e ascender, ao ver um objeto caindo, caindo, caindo sem fim e se espatifando junto a uma grande encosta murada, uma muralha que parecia erguer-se indefinidamente, e de repente, eu vendo, lá de cima, o infinito vale muito embaixo, onde corre o rio que era eu o objeto espatifado.
—Então me mata?
[Ela está pedindo para você matá-la]
Não Posso.
—Então me carrega no colo, em silêncio.
Sou uma pepita de ouro no seu ventre.
No fim de todos os caminhos, de todos os atalhos, de todas as vielas, de todos os declives, de todos os abismos, de todas as picadas e veredas está o mar.
O oceano iluminado.
Sonhei com você. A gente estava num bar do aeroporto, se despedindo, você ia viajar para algum lugar e usava umas roupas meio estranhas, tipo assim, roupas de peregrino. Aí você me disse que quando voltasse ia se casar com alguém do seu passado, você disse: “essa pessoa sempre esteve lá, acho que no fundo sempre soube que era ela”.
Uma voz agora:
Que me diga que eu existo, que eu estou vivo.
O sentimento de desamparo, no tudo estar de pernas para o ar, é facilmente sanado pelo Amor. Não o que vem de fora, mas o Amor que vem de dentro: substituir essa sensação por Amor: e tudo volta ao seu lugar, sobre esta terra, ao rés do chão: tudo volta a ter sentido.
Ser como um cão farejador de Amor.
Eu não quero ir a lugar algum.
—se for preciso, cavo.
Escorrer a vida e gozar de suas dádivas, sem cobiçar nada.
O Amor transforma o Tempo num oceano.
Cruzam monstros marinhos, disformes, horrorosos,
escuros
e eu os amo
a todos
Lá vou eu
choramingando de ternura pelos cantos.
Sou muito grata por existir.
Tudo é a Verdade.
Sou
partícula de fogo que retorna ao Sol
Esse corpo nunca mais.
07.04.05
As luzes azuis.
Percebo que a iluminação é menos um mergulhar (numa realidade maior) e mais um
explodir de dentro para fora.
É uma pressão que vem de dentro.
Que me expulsa de mim mesmo.
A parte que resiste sou eu. É preciso permitir que essa outra energia (que não é o eu que
estou acostumado a ser) tome posse.
[Tento-Carolina]
Quero ser rei e quero servir
Meu Deus, está tudo pegando fogo
É da minha ferida que escorre o meu Amor
Prestar atenção nos vazios, nos imensos vazios que existem entre
todas as pessoas, os momentos, as palavras, as coisas.
Praticamente tudo é vazio
Só dias maravilhosos?
Encantei-me por uma árvore em frente ao
templo de Shiva. Era uma árvore comum, mas
com extraordinárias pequenas sementes
vermelhas que salpicavam o chão. Vivas,
lustrosas, rijas. Peguei um punhado e as trouxe
para cá; coloquei algumas numa pequena caixa
de mármore incrustado de pedras para Lakshmi.
No mês passado, caminhando na rua que sobe o
morro, encontrei as mesmas sementes! E apenas
hoje percebi e comprovei que a árvore no quintal
do prédio diante da minha janela (ao lado da
mangueira, perto da buganvília) é ela. A menos
de 10 metros da minha janela, da minha cama.
Como nascem dentro de cachos espiralados que
só se abrem no chão, nunca percebi as sementes
antes. Mas agora, atento, vejo os pontos
vermelhos entre a folhagem.
bead tree, bois de condori, peacock
flower-fence, colales, coral bean tree,
culalis, false wili wili, falso-sândalo,
kaikes, la’aulopa,
lera, lerendamu, lopa, metekam, olhode-dragão, paina, pitipitio, pomea, red
sandalwood tree,
redbeadtree, segavé, telengtúngd,
telentundalel,
vaivai,
vaivainivavalangi,
tento-carolina
O mundo manifesto.
O amor é uma chama que deve consumir tudo,
mas em mim sendo facilmente extinguida pelos caminhões
de areia dos pensamentos e sentimentos cotidianos
desistir do plano, como parte da estratégia;
desistir da estratégia
Tudo é impuro e belo
Tudo é perfeito e imperfeito
(Senti-me o que sou, sem mais, uma pessoa entre outras, finita e autorizada)
Teria a coragem de dizer que não me sinto, freqüentemente, uma pessoa?
Viver no limite daquilo que me limita.
(ontem, na festa da Carol, me vi
novamente tomando atitudes herdadas da minha mãe, e pela
primeira vez não me senti ridícula e tola, mas me aceitei, aceitando
assim minha mãe, e, novamente, assim, me aceitando)
deixar de vir a ser para ser—o que sou
todo futuro já aconteceu
Alço o coração ao alto, os braços abertos—sei que Deus quer me ajudar.
Eu não quero a redenção; eu já sou redimida,
Vim aprender a amar
Ah, olhar transparente!
Maravilha das maravilhas
salva:
Deleitar-se com a vida
Depois de sacrificá-la
Amor de perdição
[Equilibrista]
Agora que vivo a diferença de cultura radicalmente, minha convicção é de que sempre vivemos num sistema de vida muito específico, seja numa cultura, seja noutra, seja entre uma e outra. Poderíamos estar vivendo em outro completamente diferente, mas é esse que impera. Poderíamos ter cinco sexos em vez de dois. Poderíamos ter mais idades de vida ou menos.
É aqui onde eu queria chegar: quanto mais específico se torna o meu saber do mundo, mais levantam-se hipóteses de especificidades totalmente outras e mais aumenta minha convicção da miséria de tal especificidade observada.
O que me espanta é que a maioria acredita no jogo que está jogando, não percebe que se trata de um imenso teatro de um Deus ... nada maléfico, que apenas está nos dando pistas para sair de seu labirinto. Inclusive todos me fornecem pistas para sair do labirinto, todos e tudo. Mas você é um dos que encontrei que mais tem consciência, contudo, de que tudo isso é um teatro labiríntico ou um labirinto teatral.
Quando a gente fica mais madura, fica um pouco horrorizada quando pensa como éramos inconseqüentes, como brincamos de equilibrista à beira do precipício. Olhando para trás, pensamos: somente nossa inocência pode ter nos salvado do desastre.
Como é uma vida nova, receio perdê-la. Receio assustar-me, preocupar-me, angustiar-me, cair em ansiedade—como se para salvar-me eu viesse a botar tudo a perder. Então quero proteger este meu reino interior recém alcançado. Quero protegê-lo e não quero fazer nada, com medo de precipitar-me. Só quero me guiar pelo amor, e dele não quero me afastar—mesmo que pareça que naufragarei contra os rochedos.
Não quero ser útil, não quero produzir, quero apenas ser e amar. Apenas amar.
A verdade é que sempre aspirei à derrota. Sempre busquei a derrota— flertei com o fracasso; o fracasso sempre me seduziu. O fracasso como método de ascese.
Peixe arredio, criatura das profundezas e das madrugadas,
Conformada com amores apenas prometidos,
países maravilhosos para não serem visitados,
vida apenas se for em versos:
Esta sou eu, por dentro e por fora. Meu querido,
Durante as noites tenho tido sonhos que revelam o mundo interior, que descolam a identidade do corpo, que me mergulham no que há aquém da linguagem.
A parte também é infinita, porque o todo é infinito.
(Ao invés de nada, tudo)
Tem muita visceralidade, uma visão do fenômeno poético vinculada à decomposição escatológica da linguagem.
Esse é o diário de um suicida.
Eu sou a cor dourada.
Invente um projeto doido para sua vida:
Gigantesco, Insensato.
Odysseus
One day, taking a coffee break, he noticed a book someone had forgotten on a table.
Surprised, he saw the book was written on his native language. He brought it to the kitchen and
tried to read while working. But he didn't have a chance. At the end of the day he took the book
home. He was excited.
It was the story of Odysseus and during the night, reading it in his room, he felt his heart
being overwhelmed by beauty. He read all night long and the next day he didn't show up for work.
Instead, he went for a walk with no directions. It was the beginning of spring and everything was
beautiful, everyone looked happy. He was surprised he hadn't really noticed the spring before. He
walked to a park in the top of a hill and sat down.
He stayed there for a long time. From there he could see the whole city and the suburbs. He
remembered some passages of the book; the beauty of it had remained with him. He had a strange
feeling; he felt his heart was so big he could fit the whole world in it. Suddenly he stood up and
shouted: I'm Odysseus!
Poderia ser em sueco: En dag under en kaffepaus lade han marke till en bok som någon hade glömt på ett bord. Till
sin förvåning såg han att boken var skriven på hans eget modersmål. Han tog den med sig till köket och försökte läsa
medan han arbetade. Men det gick inte alls. När dagen var slut tog han med sig boken hem. Han var entusiastisk. Det
var berättelsen om Odysseus och under natten medan han läste boken i sitt rum, kände han att hans hjärta var
överväldigat av dess skönhet. Han läste hela natten och nästa dag gick han inte till sitt arbete. Istället tog han en
promenad utan mål. Våren hade just börjat och allt var väckert, alla såg lyckliga ut. Det förvånade honom att han inte
lagt märke till våren tidigare. Han gick till en park på en kulle och satte sig ned. Han stannade där länge. Därifrån
kunde han se hela staden och förstäderna. Han erinrade sig några avsnitt ur boken, dess skönhet hade förblivit hos
honom. Han hade en underlig känsla, han kände att hans hjärta var så stort att det rymde hela världen. Plötsligt reste
han sig upp och skrek: Jag är Odysseus!
[Furniture]
Vamos para os Alpes franceses na primavera? Vamos para a França nos tempos medievais? Vamos nos deitar na grama, entre rosas, tendo um castelo ao fundo e suaves nuvens sobre nós?
Eu já vivi bastante. Eu já conheci bastante. Agora é necessário que esse oceano exploda em meu peito. O amor—não mais para fora, mas para dentro.
Mas estou me esforçando muito, profissionalizando meu silêncio.
Vejo aquelas mulheres tão compenetradas diante da gôndola do mercado e ao mesmo tempo tão esquivas ao olhar alheio, tenho vontade de dizer a elas—agora eu também sinto isso. Como um monge que encontra pela primeira vez aquela passagem secreta no labirinto da abadia. Não digo para ninguém essas coisas, não posso dividir com ninguém.
Todos os anos que Camille Claudel passou no hospício já se passaram (sabe-se lá medidos por qual relógio). Os anos de Hölderlin também já se passaram. Artaud já não existe mais. Tudo passa. Minha vida logo também não será mais nada.
Mas o que não é sempre não é nunca?
(Vejo os rostos sorridentes e ternos dos meus pais acenando o aceno de despedida para seu filho antes de desaparecerem para nunca mais nas trevas)
O meu tempo é uma colcha de retalhos. Em círculos revolvo os meus dias pelos mesmos lugares, os mesmos rostos se acendem e se apagam, vêm e vão, em intervalos—até que um dia deixam de surgir ou são substituídos por outros rostos, outros lugares. Retalhos raramente alinhados, costurados aqui e ali, e para sempre finitos.
I’m cooking
Se é verdade que a velhice chega pelas pernas, eu há muito já convivo com ela—latejando.
Ando pelas ruas observando as pessoas, seus traços. Como eram há 20 anos, como serão em 20 anos. O corpo em constante transformação.
Intestinos. O que passa pela mente. O que passa pelo corpo. O sistema digestivo—dejetos, pensamentos, palavras. Quem sou, quem fomos? A memória toda esfarrapada.
A explosão no aqui e agora.
As mulheres lindas da juventude estão ficando velhas, parecidas com suas mães: barrigas, seios e nádegas caídas. Idéias tolas e convencionais. As jovens encantadoras vão ficar assim, também. O mistério se esvazia, o encanto se desfaz.
(Algumas se tornaram mais belas, teria valido a pena esperar por elas—o ouro peneirado entre mica, areia e água).
E isso vale para mim, também: o olhar ferino das mulheres (que eu achava natural, inconsciente do meu charme) já não acontece mais
Sou enfim um corpo neutro
outro
Did you pay a lot for your furniture?
Eu não paguei muito pelos meus móveis.
Eu não paguei nada pelos meus móveis.
Meus parcos móveis são e sempre foram esses cacos doados
por amigos ocasionais.
Sempre habitei uma tenda.
O que eu gosto mesmo é de habitar uma tenda no deserto.
Nômade.
Meu trabalho é um móvel velho.
Minha poesia é um móvel.
Descartáveis.
Uma vida descartável.
Tirar-se a vida como se tira uma calça.
Ah, o deserto.
A árvore da vida enraíza-se por dentro.
Serviço de Utilidade Pública
O Serviço de Busca de Paradeiro da Cruz
Vermelha Brasileira informa que as seguintes
pessoas estão sendo procuradas por seus
parentes. Informações podem ser fornecidas pelo
telefone 2509-3552. Benedito Francisco Dias,
de 78 anos, nascido em Nossa Senhora do
Livramento, em Mato Grosso, está desaparecido
desde 25 de dezembro de 1995. Edson
Rosa da Silva, carioca, de 47 anos,
desapareceu no Rio de Janeiro, em 1988.
Veronica Deptulsky, cujos pais, Romualdo e
Cecília, nasceram na colônia polonesa de Águia
Branca, em Colatina, ES. João Araújo da
Silva, 57 anos, paraibano de Aroeira, está
desaparecido desde 1992. Ele é marceneiro e
tem apelido de "Índio". Euclides Matta
Pascoal, de 76 anos, desapareceu em 1950.
Raimundo Ribeiro Ávila, de 59 anos, cearense.
Em 1988 foi visto em Brasília. Bolival
Pereira de Melo, que em 1961 trabalhou como
telegrafista na Usina de Barreiros, em
Pernambuco. Moisés Miranda, carioca, de 32
anos, saiu de casa dia 4 de abril de 1996
e desapareceu.