Lista de Poemas
Histórias de Magia
que o mar o alcance.
Quer ser o garoto
ausente, à hora do passeio.
Se cobre de areia.
É um barco naufragado.
Um administrador para
e pensa, quatro vezes quis demasiado.
(Os números celestes determinam
aos números sujos de terra
em Cannes, nos porões violentos
de Cannes, e em
todos todos os presságios de amor).
Um louco estende a mão
e pede água, é cinza
a água com o cristal, com a parede,
com a tarde
esparramada no relógio de sol.
Um sacerdote pensa, sou um homem
com altura e pele de cepa:
Minha rosa vive ainda,
enlouquece debaixo da túnica.
Sou um sino de luto.
Um homem de sentará e dirá estou cansado
Um homem se estenderá ao sol e dirá por quê
Um homem será o bastante para dizê-lo
Um homem pulará o muro
e dirá não.
Ser
Nesta escala de magnitudes
Inateráveis.
Ser, ao extremo
de teu meridiano,
um ponto,
um breve sinal
peregrino por tuas fronteiras.
Desfazer teu limite,
afundar em tua sonora latitude,
reconhecer um por um teus portos
e nomeá-los por seus nomes.
Nomes
sob a angústia que me cega
eu busco nomes para meu amor:
meu amo quase ódio,
apenas sol.
A Sós
A seriedade de seu sorriso.
Imagina-se a sós
com tanto grito à sua volta?
O tempo caminha entre os perfumes,
destampa um frasco, perde minutos a deixar morrer
entre os trajes para meio vivos,
como recém afogados.
Compreendo:
os gritos silenciados,
os peixes, nascimento perpétuo.
Antes, uma vez...
Ninguém nunca saberá.
Imagina-se a sós
com tanto abismo à sua volta?
O Morto
minhas fases não são doces,
como um esporte a pele mergulha
e a boca explode em redemoinhos do tempo.
A terra canta
Sobre meu nariz golpeado.
Como uma festa saltam os olhos
embora a morte deva ser quietude.
Como verdes loucos fugitivos da noite
minhas mãos são inflamáveis.
O Dançarino
meu vestido é ar e sombra,
meu cabelo é fumaça.
O passado e o futuro dançam em mim.
Cada minuto deixa uma âncora em meu rosto.
Sou o tempo a cada passo,
a morte em minha quietude.
Bailo todos os bailes, me desafogo
e me uno.
Sou mar, o homem do mar:
meu corpo é onda, minha mão é peixe,
minha dor é pedra e sal.
Eu
recomponho velhos verbos destroçados
nos fornos do frio
e me invento uma palavra para cada lágrima.
Eu saio para passear
e me inclino sobre as fontes vazias
para beijar minha boca inexistente.
Eu tenho o olhar cheio de sal
e corpos como estrelas de areia
e flores vorazes
que me consomem lentamente.
Eu vivo e tremo,
ressuscito e me arrasto pelo ar quente
das florações
e pelo olho sempre aberto do dia.
Eu, lua tíbia
me amando e morrendo.
Ela
(ela se deu conta das mãos).
Pela madrugada, apenas.
Ela lembra que nada importa
embora sua sombra siga correndo
em volta da noite.
Algo se deteve em algum momento
algo marchava debilmente
e se deteve em algum momento.
Ela tremeu como um som
congelado entre os lábios de um morto.
Ela se desvaneceu como uma lembrança
evocada até a saciedade.
Ela se dobrou sobre sua respiração
e compreendeu que ainda vivia.
Deu-se conta da liberdade
e a deixou escorrer como uma pequena noite.
Amarrou a angústia ao redor do pescoço
e lembrou sua cor desaparecida.
Ela mordeu às cegas na escuridão
e escutou gritar o silêncio.
E aprendeu a rir
do cheiro antigo que dava adeus a seu sangue.
Pela noite
(ela cortou as mãos).
Pela noite, apenas.
Ela recolhe seu pequeno ocaso.
Ela sonha na ereção da rosa.
Resto
do sangue
e o rosto, espelho cego
onde se precipita o meio-dia.
Ficam as mãos, apenas,
suavemente desenhadas
nas costas negras do ar.
Ficam as palavras, não a música,
não o rumor equidistante do sol
quando faz noite, dor e medo.
Ficam os animaizinhos cansados
de golpear, cara e estio,
em sua jaula de ossos.
Poema
R. M. Rilke
Ontem à tarde pensei que nenhum jardim justifica
o amor que se afoga desaforadamente em minha boca
e que nenhuma pedra colorida, nenhum jogo,
nenhuma tarde com mais sol que de costume
é o bastante para formar a sílaba,
o sussurro esperado como um bálsamo,
noite e noite.
Nenhum significado, nenhum equilíbrio, nada existe
quando o não, o adeus,
o minuto morto agora, irreparável,
se levantam inesperadamente e cega,
até morrermos em todo o corpo, infinitos.
Como uma fome, como um sorriso, penso,
deve ser a solidão
assim nos engana bem e entra
e assim a surpreendemos uma tarde
reclinada sobre nós.
Como uma mão, como um canto simples
e sombrio
deveria ser o amor
para tê-lo perto e não renegá-lo
cada vez que nos invade o sangue.
Não há silêncio nem canção que justifiquem
esta morte tão lenta,
este assassinato que nada condena.
Não há liturgia nem fogo nem exorcismo
para deter o fracassar ridículo
dos idiomas que conhecemos.
A verdade é que não me afogo sem lamentar,
pelo menos tenho resistido ao engano:
não participei da festa mansa, nem do ar cúmplice,
nem da metade da noite.
Mordo entretanto e ainda que pouco o bastante
meu sorriso guarda um amor que assustaria a deus.
Comentários (0)
NoComments
Biografías de la literatura: Susana Thénon (capítulo completo) - Canal Encuentro
Biografía de la Literatura: Susana Thenón - Seguimos Educando
Susurro y altavoz: Por qué grita esa mujer, de Susana Thénon (capítulo completo) - Canal Encuentro
Susana Thénon
"Poema" - Susana Thénon
Mostras: maestras de la poesía argentina. Capítulo 4.SUSANA THÉNON.
"Canto nupcial" - Susana Thénon
Conversatorio "Susana Thénon: La escritura como palimpsesto"
La poesía en sus voces: Susana Thénon, por Maria Negroni
SUSANA THENON / Has pensado en matar. 🌎 ESTADO DEL TIEMPO 9/11/2021 (+ texto en cajita)
"Aquí, ahora" de Susana Thénon - por Tom Lupo
"La antología" - Susana Thénon
Susana Thénon - Poema
Susana Thénon Canto Nupcial (título provisorio)
Poesía en performance. Susana Thénon por María Inés Aldaburu | Miércoles 20 de septiembre, 2023
Canto nupcial-Letra: Susana Thénon- Musica Cecilia Gauna- #BoleroArgentino -BS AS 2011
TITULO: CANTO NUPCIAL/ PORQUE GRITA ESA MUJER | AUTORA: SUSANA THENON | LECTORA: FLAVIA PORTO
Susana Thénon
Videopoema: Por qué grita esa mujer - Canal Encuentro
Fundación, Poema De Susana Thenon (made with Spreaker)
Susana Thénon - "Por qué grita esa mujer" y otros poemas
"No" - Susana Thénon
Susana Thénon
CANTO NUPCIAL - SUSANA THENON
SUSANA THENON: FRAGAMENTO DE UN DIARIO 1984-Junio
Susana Thénon Fundación
Palimpsestos, sobre los manuscritos de Susana Thénon
Ova Completa Launch (PART 3) Rebekah Smith - Susana Thenon
"Por qué grita esa mujer" Susana Thénon - María Inés Aldaburu - Canal Encuentro
SUSANA THENON
VERDUGO-SUSANA THENON
Canto Nupcial - Susana Thénon
¿Por qué grita esa mujer? (Susana Thénon, en las voces de Nosotras proponemos)
Susana Thénon - Canto nupcial -título provisorio-
Jornadas de Poesía y Género, Susana Thénon
SUSANA THENON / Por qué grita esa mujer (+ texto en cajita)🌎 ESTADO DEL TIEMPO 10/11/2021
#12 #RefugioenlaPoesia Significado, Susana Thénon
LETRAS MOSTRAS podcast 013- La morada imposible de Susana Thénon - 4 poesías
Antología, de Susana Thenon
Susana Thénon. poema.
¿Por qué grita esa mujer? De Susana Thénon
Por qué grita esa mujer. Susana Thenon
A LA LUZ DEL VELADOR - SUSANA THÉNON: POR QUÉ GRITA ESA MUJER
Susana Thenon por Mónica y María Elena Spesso
“La morada imposible“ Susana Thenon
Clávate, deseo, en mi costado rabioso. Os leo a Susana Thénon
"Esto no es un poema", de Susana Thénon. (Argentina) Jorge De Vitta 23 de agosto de 2023
LAS LOCAS - SUSANA THENON
EL RINCÓN DE LA LECTORA ♡ Hoy Susana Thenon, Episodio 1.
Nocturno Poema De Susana Thenon (made with Spreaker)