
François Dufrêne
François Dufrêne foi um poeta e artista francês, conhecido pela sua participação ativa no movimento Doutrina Surrealista. A sua obra poética, embora por vezes menos proeminente que a de outros surrealistas, é marcada por uma experimentação linguística e visual, alinhada com os princípios de liberdade criativa e exploração do inconsciente.
1930-09-21 14.º arrondissement de Paris
1982-12-12 14.º arrondissement de Paris
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François Dufrêne nasceu em Paris. Tinha apenas 16 anos quando conheceu Isidore Isou (o "empresário" do Lettrisme) e uniu-se ao grupo, um dos primeiros a começar um processo de retomada das estratégias da primeira vanguarda no pós-guerra, e através das personalidades combativas e afeitas à polêmica de Isou e Dufrêne, além de Gil J. Wolman, Guy Debord e Marc O, entre outros, passaria a fazer muito barulho na cena poética e artística da França apenas recentemente "desocupada" pelas tropas alemãs. Dufrêne faz parte da primeiríssima geração de poetas sonoros do pós-guerra imediato, e com o trabalho de Gil J. Wolman viria a exercer grande influência sobre a geração seguinte de poetas como Henri Chopin e Bernard Heidsieck ou compositores como Pierre Henry. Inicia experimentos com gravadores no início da década de 50, criando seus "Crirhythmes", numa pesquisa similar à dos "Mégapneumes" de Wolman. Ainda entre os letristas, produziu o filme "Tambours du jugement premier" dentro do conceito de "cinema imaginário", numa revolta contra o que ele chamou de "ditadura da imagem sobre a palavra", esperando que o público não apenasperceba o filme de forma passiva, mas o imagine e recrie. Para isso, o filme não tinha imagens ou sequer tela, fazendo-se "filme sonoro". Abandona osLettristes em 1954 (não são exclusividade brasileira as rixas e cisões entre membros dos grupos de retomada da vanguarda na década de 50) e funda ou une-se a outros grupos, como os ultraletristas ou, com Pierre Restany, Yves Klein e Jean Tinguely, os chamados "Novos Realistas". François Dufrêne criou vários trabalhos visuais chamados de "décollages", usando muitas vezes cartazes encontrados nas ruas de Paris, cidade onde o artista visual e poeta sonoro morreu em 1982.
Ao fim da década de 40 e início da década de 50, vários grupos de poetas em cidades espalhadas pelo mundo propuseram-se a retomada das estratégias das vanguardas dos primeiros vinte anos do século passado. Em Paris, liderados por Isidore Isou, osLettristes tomariam a materialidade de toda linguagem artística como princípio formador e deformador das expectativas e convençoes poéticas, fazendo do verbo som, performance e imagem. Em Viena, os poetas H.C. Artmann, Gerhard Rühm, Konrad Bayer, Oswald Wiener e outros formam o chamadoGrupo de Viena, tomando as estratégias de cabaré dos dadaístas para fazer da poesia novamente performance. Em São Paulo, o grupo Noigandres de Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos preparava sua invectiva verbivocovisual contra a neo-simbólica frouxidão doestablishment. Em Nova Iorque e arredores, os poetas Frank O´Hara, John Ashbery, Barbara Guest, James Schuyler e Kenneth Koch escrevem suas longas "odelegias sintaxistas paratáticas" sob a influência de poetas como Pierre Albert-Birot e Raymond Roussel.
O caso norte-americano é um exemplo de pluralismo e vitalidade, pois enquanto a chamadaEscola de Nova Iorque combatia à sua maneira a poética constipada e fantasmática dos eliotianos, os mendigos/beatos Allen Ginsberg, Diane di Prima, Gregory Corso e Jack Kerouac percorriam o país de costa a costa, numa pesquisa que os une em certos aspectos a O´Hara e Ashbery; na Black Mountain College, poetas como John Cage, Robert Creeley e Charles Olson levavam adiante suas pesquisas, ao mesmo tempo em que, na Califórnia, um poeta como Jack Spicer reunia o seu "círculo" de poetas de índole proto-L=A=N=G=U=A=G=E.
Todas estas pesquisas (paulistanas, vienenses, nova-iorquinas, parisienses) são propostas múltiplas e pluralistas que nenhuma noção unívoca de concretude pode conter.
--- Ricardo Domeneck
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