jbcampos

jbcampos

Escritor best-seller - psicanalista - teólogo - aposentado.

1946-02-27 Tatuí SP
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Alguns Poemas

Através da vidraça

O saber é luz que não se traça. É tesouro virtual quanto à própria alma. É um bem, quando bem utilizado para trazer paz e calma a você e a quem mora ao lado, por pouco que se faça. Porém, vem o triste recado: Ele está sempre guardado deixando a mente estouvada e à mercê. Às vezes plenamente cega como se pode ver um bem embolorado. Jamais esquecido apesar de mofado, não servindo a nada, nem à ignorância que se carrega. É o desperdício de inerte vício. É mais que pecado.
Se você é dono de mesa farta com muitas iguarias, e com boa saúde para saboreá-las, muito bem, está fazendo bom uso de um tesouro. Porém, se não reúne essas qualidades, sinto muito em lhe dizer coisas nobres, pois, assim o faço com humildade: "Você, é mais um pobre" a bem da verdade. A menos que possua aquele tesouro de mais idade chamado: Amor. Aí você é rico sobremaneira encerrando qualquer discussão de qualquer asneira e sem a menor qualidade.
Sabedoria guardada em prateleira merece um instante de atenção, quando se tem uma estante ao alcance da mão. Mais um tesouro guardado fora, para não dizer: jogado agora num lamacento chão. É pobreza de doer o coração. Continua pobre, meu irmão!
Veja este tesouro da vidraça, que a traça jamais traça, eis a lição: Atrás da vidraça onde somente a visão traspassa qualquer emoção, está a criança cheia de graça olhando aos pássaros na ensolarada praça. São os donos da natureza em sua esplêndida beleza. Agora, e você, pára para contemplar o que vê, ou o vê na tevê? Você precisa entender onde se acha a graça de se viver! Ela não está na parede, na copa, tampouco, na rede, está em você. Então é biliardário e generoso ao gastar o seu tesouro com o otário que não quer aprender. Fazer o que, povo é povo, você é você o rico que não se vê.
Parabéns, você é o mais forte candidato à felicidade.

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SUCESSO SEM MISTIFICAÇÃO

Somente o aprendizado se eterniza

Somente o aprendizado se eterniza

Estive pensando profundamente nos fundamentos da existência, uns nascem, enquanto, outros se extasiam, uns choram e outros riem. Assim a vida e trazida e varrida sem o menor constrangimento.

Lamento a minha falta de entendimento. A natureza apresenta sua fria realeza, na realidade nua e crua de sua própria natureza. Sua beleza em sua fortaleza não anuncia o norte da morte, apenas cria dissolvendo a sorte. Nessa minha ignorância, tento; apalpando o intento compreendê-la em minha ânsia azia, azulada pelo beneplácito de generoso dia. Porém, somente faço ensacar o vento do meu arreliento e arredio pensamento. Ao levantar a taça do lado do firmamento ensaco fumaça também, do cachimbo de algum ser que acha graça ao gozar do padecer cinzento afetado por alguma desgraça. O pleonasmo traz o azo da mais pura fantasia em um arraso de anunciar atraso. As controvérsias arrasam na fria dicotomia. Nasci a ouvir um farfalhar de quente inverno e de aguardente fria de trincar os dentes nessa vida de agonia. Realmente não dá para se fazer transparente, mormente quando o parente é o paciente que mente na inocência de herdeiro derradeiro a se fazer de primeiro.

Mais ou menos assim é o mistério da existência, de transparente intransparência a nos obrigar a ficar contente.

Porém, percebo que somente o saber perdura a eternidade consciente. Como o sonhar permanente, tão contundente como se fora o próprio viver da gente.

Como pode uma filha matar o próprio pai, sem o menor arrependimento, quiçá, a mãe em aflito sofrimento ao emanar cheiro de chiqueiro repleto de bodes e ali mesmo fazer sexo com seu companheiro?

Genocídios de nações contra nações, sem noções, assim sempre foi a vida humana de desumanos líderes que cauterizam a mente anuviadas de tantos ao fazerem suas matanças em ociosas pregações religiosas.

Sou mais um velho encalhado, já encarquilhado de tanto estudar o comportamento de meus irmãos desajustados com o apoio da natureza ao lado e eu neles mesclado para pegar o meu atestado. Afinal, atestado de que se meu futuro em apuro não sei antever?

Sem hipocrisia vejo o leão estraçalhar uma bela gazela sem a menor preocupação em seu coração humano, ou ao riso de hiena a devorá-la ainda viva, sem o apoio da querida morte a amenizar o sangrar de sua sorte.

Nunca pude entender o padecer da vida, porém, pela minha franca ignorância ela avança a defrontar a morte com quem fez aliança.

Parece-me que ninguém entende vintém do que significa essa existência, e vão me tachar de negativista, porém, enxergo a verdade da minha vista. Não quero cometer a hipocrisia de mentir à minha mente com grande mentira que a mim me atira no ilusório frenesi dessa mentira.

A ignorância muito me ajuda nessa jornada, à cego andejo por essa estrada na esperança de um dia entender o motivo sério desse meu viver. Creia, meu companheiro, aprender sem querer, eureca é o melhor saber sem sentir o bater na peteca.

Contudo, acho que após o sobretudo encontrarei com a felicidade, que deve ser tão inocente como minha ignorância,

Amar, somente amar, é o caminho que limita um pouco essas agruras.

Crer no bem traz a paz que satisfaz essa vida de mentiras, de enganos e desenganos.

Tudo se acaba com a morte macabra, mas o aprendizado fica marcado no volátil ser da gente.

É do nada sempre presente que se deve presentear com tal presente.

Seja apenas feliz, e já será um eminente sábio ausente.

O saber às vezes é ficar quieto.

jbcampos

Você & Solidão

Meu amigo, minha amiga, meu irmão, pensem um pouco comigo: Vamos limitar o medo e ser amigo da Solidão. A liberdade não tem idade, dos dezessete aos cento e sete um pensamento nos arremete ao centro dum furacão: O medo é o maior arremedo da solidão. Sejamos amigo do medo, pois, mostra em segredo o perigo eminente sempre à frente da gente. Porém, a nós nos convêm entender os meandros da lida na vida e sua maior distração, a sofreguidão.

É sempre o medo meu irmão do coração. O medo de viver a quietude na antiga juventude, morte, vida, sorte doentia, pia, pão, leite, leito, noite, dia, entrada, saúde, ataúde, contudo, a melhor saída é a ida da mente à plenitude da solidão.

Por que temer a solidão? Pois, sem ela fica impossível a santa meditação. Aquietar a mente, afrouxar o espírito, entrando na mais profunda solidão, aqui convém esclarecer um pouco além, não há como se evoluir se o medo persistir, e inerte não se reagir a essa funesta situação tolhedora da evolução.

A grande alegria de viver encontra-se dentro de cada ser que quer ser um ser em evolução, na redundância se deve agradecer ao reconhecer o estado nirvânico do bem viver. E para tal acontecido acontecer, há de se resolver com a solidão na contramão de si próprio e; convencer para vencer com fausta imaginação.

Você, tão jovem ainda, tal qual pretensão deste ancião ao se meter a lhe ensinar mais uma jovem trajetória duma antiga história que a ele lha foi tão jovem menina. Ainda tenho medo, porém, já senti a coragem de soslaio como meu antigo aio ao me mostrar parco segredo.

Toda essa baboseira, pra não falar mais besteira, somente na ânsia anciã afirmo-lhe então: Não tenha mais medo da solidão, pois, ela lhe é fiel companheira, minha querida irmã, meu amado irmão. Então, estanque, abra essa bendita torneira.

"Antes só do que mal acompanhado".

Por isso dê-me seu apoio, ficando ao meu longínquo lado.

Muito obrigado.

jbcampos


Reino da consciência

O sucesso a cada segundo

SINOPSE do $UCE$$O:

Foco & Ação = Prazer

(Assim vê, aquele que toma consciência da arte de viver bem)

Desipnotize-se

Existem dois polos que regem a nossa vida: Polo Positivo e Polo Negativo. Podemos associá-los aos: Polo Norte e Polo Sul, que também regem a Terra e nos influenciam sobremaneira. O entendimento que arrancamos da nossa mente, do nosso pensamento, nos coloca fortes e falsos limites.

As brincadeiras e gozações feitas por nossos amigos e parentes, ficam impregnadas no nosso subconsciente. O poder da palavra é hipnotizante! A maioria humana, subjuga-se à hipnose da mídia, ficando na inércia, apenas na compulsão. A maioria não pensa, é pensada! Portanto, uma minoria que se condicionou, a pensar e enxergar, ou seja, optou pelo condicionamento positivo, obtiveram o sucesso. Olhe só o que fizeram conosco, nos adjetivaram de incompetentes, ridículos, gordos, magros, feios, enfim a verborragia é muito grande que redunda em medo. Então o que nos restou da hipnose aplicada sobre a nossa personalidade, foi o medo! Medo disto, e medo daquilo.... Agora se fez uma enorme confusão na nossa mente.

Vamos falar de você, quando encafifa com uma ideia, simplesmente está praticando a auto-hipnose positiva ou negativa. O poder da hipnose é, o poder da crença, da fé. O poder dos "flashes", dos seus lampejos, os quais têm efeitos subliminares maiores do que a palavra de qualquer hipnólogo, então quando você assiste aos apelos comerciais, você pensa se controlar, porém, vai compulsivamente às compras. Ao assistir os jornais que enfatizam a criminalidade e o banditismo, não se apercebe hipnotizado negativamente pelas notícias macabras, até ficar apavorado, com medo da vida, a insegurança é tamanha que você tem fobia do ser humano, a tal misantropia, aversão ao ser humano, sentindo a solidão, ficando a sua mercê. Este fato, pode afetá-lo profissionalmente, colocando-o na inépcia, ou na inaptidão profissional, preste atenção: isso está ocorrendo na sua depreciativa visão mental que poderá plasmá-la pela falta de autoestima. Você estará neuro associando suas falsas qualidades impostas pelos seus "amigos", através de suas chantagens emocionais, os quais assim também agem pelo efeito hipnótico dominó de condicionamentos do sistema global. Ou seja: "A inconsciência humana anda à solta". Creio plenamente na essência humana, e respeito profundamente a sua fé religiosa, ou filosofia de vida. Acredito piamente nas boas intenções dos homens, este é o grande motivo pelo qual escrevo convicto de que a palavra pensada, escrita e falada alimenta a alma, ela sana nossas dores, traz prosperidade, paz, ânimo, alegria, fé, união familiar e social, e principalmente o amor fraternal. Aquela palavra sincera, a qual independe de qualquer muleta protecionista, a do bom-senso, a da ética, despojada dos maus sentimentos.

Equilibre a sua vida nos negócios, no amor, na convivência social, e na paz interior. O meu desejo é: vê-lo sempre em estado de equilíbrio, livre do medo, da solidão, da doença, da dor, da aflição, do desânimo, e da apatia pela vida, e para tanto, terá de se aplicar na técnica do relaxamento profundo, para alcançar o estado extrassensorial de bem-aventurança.

"MEDITAÇÃO PROFUNDA"

Caso não tenha conhecimento disto, saiba: você pode num simples clique mental, entrar em estado de graça, diante da mais aflitiva dificuldade, liberando dentro de você os hormônios: ENDORFINA, DOPAMINA, SEROTONINA e ADRENALINA substâncias naturais produzidas pelo seu cérebro, eliminado-lhe as dores, e dando-lhe euforia, e alegria de viver, que é, a maneira pela qual a natureza divina cuida de seus filhos, quando se preparam para tais adversidades.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

ENDORFINA

Hormônio presente no cérebro, na hipófise e em outros tecidos dos animais vertebrados, e que tem efeito analgésico semelhante ao da morfina. Este neuro-hormônio atua como analgésico na supressão da dor, e, com isso, suscita sensação de bem-estar e tranquilidade e um efeito antiestresse. Associa-se sua produção incrementada a alguns tipos de exercícios físicos, sejam aeróbios ou anaeróbios, quando se atinge um certo grau de esforço, ou através de estado hipnótico de relaxamento profundo.

DOPAMINA

Mediador químico, indispensável para atividade normal do cérebro.

SEROTONINA

Substância cristalina existente no cérebro dos vertebrados e invertebrados, de importante ação tanto neurotransmissora (responsável pelas reações de prazer e bem-estar) como vasoconstritora, com propriedades que lembram as de algumas drogas alucinógenas.

ADRENALINA

Hormônio produzido pela medula das glândulas suprarrenais, importante estimulador da pressão sanguínea e da atividade orgânica, produtora de excitação, ímpeto, energia provocados por atividade estimulante, ânimo, vigor, disposição para agir: Vai ser preciso muita adrenalina para enfrentar e vencer esse problema.

Seja sábio!

Desipnotize-se!

Descondicione-se

Conscientize-se

Pense sobre isso

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VOCÊ É O SUCESSO. VEJA

O SUCESSO A CADA SEGUNDO

Conversando com Estrelas

No alpendre aqui de casa, onde o vergel arrasa, enredado em minha velha rede, numa tarde de fazer a sesta, lânguido, das pálpebras vislumbrei malemolente fresta. Ao levantar o meu olhar vi o amor pairar sob o ar do firmamento. As brancas nuvens formavam as estrelas com as quais me atrevi a conversar. À pincenê, e à Mandraque eis que ressurge o velho craque. Era Olavo a dialogar com Assis, que assim lhe diz: Um afortunado compositor de melodias populares que deseja desesperadamente escrever música clássica... Ouve-se uma firme interrupção num Tom com uivos de Lobos: Brada Francis: Tudo por causa do amor. Regina quase se afoga com as Águas de Março na frente do Mercador latino-americano Como Nossos Pais. Grita Tonico de Campinas: Cadê Peri? Porém, em Guarani. Adentrei-me ao assunto feito bobo, enquanto, Bachianas empurravam O Trenzinho Caipira. Esse Trenzinho passa tão cheio de graça, agora Tom soltando o seu som. Logo chega uma Pessoa com chapéu preto na mão, olhando ao léu do azulado céu, afirmando ser Fernando, chamando por Vinícius. Que esse conclave seja bom, enquanto, dure, com calmante meiguice se configurava falsa crendice. Imortais naquela flutuante academia fulgurante a minha mente confundia, pela insensatez de atrevimento ao querer entender logo de vez, sem esperar a minha vez, com enorme pedra no meio do caminho, quando o poeta nobre, Carlos me chama de lado e se põe a falar com este pobre mortal.
Educadamente:
- Meu velho, não me leve a mal, pegue esse seu escaninho e se aninhe no seu ninho, pois, trata-se de conversa de gente grande que a nós se expande.
- Seja claro poeta, que a mim não me afeta.
- Então me entenda, fique na sua tenda e apenas aprenda, quiçá, será também um poeta do além.
Eis que de repente, surge na frente da gente um arquiteto carioca de Brasília a querer construir um enorme teto ondulado para agasalhar os imortais da poesia. E por profilaxia surgem mais dois por ali com seus bisturis, eram anjos de branco: Zerbini e Pitanguy.
Ah... Aparece também do mundo do além, mais um estrangeiro, capitão Nemo que de sua nave bisbilhota um Navio Negreiros, conquanto, um cabeludo de bigode, alinhado, com a mão no queixo, admirado, olhando de lado, sorri desvairado a recordar o presente passado.
Ai pensei, vamos parar por aqui, porque, não vai caber mais ninguém, apesar do céu não ter fim, foi quando ouvi o despertar do conhecido Bem-te-vi.
Estrela e mais estrelo a estrear o meu espaço, além do cantarolar de belo pássaro, pode?
O papo parou ali, levantei-me pensativo, e fui procurar o que fazer.

jbcampos


Perdão mamãe

Assim mamãe me dizia: Levanta-te dessa laje fria, vai-te atacar a bronquite. Ela sabia o que fazia com a sua sabedoria. Coitada, sofria do coração e com a minha inocente ingratidão. Era uma tarde fria e ela segurava sua emoção. Essa é a imagem que confrange o meu maculado coração. Às vezes com o terço, passava-me o seu sermão. E, eu na vadiagem continuava naquela friagem produzida ali pelo chão. Quanta nostalgia, quanta solidão. Faz-me falta àquela imagem qual me dava coragem. A ela peço perdão. Com mais de um terço de vida a ela devida bem longe daquele berço, ainda ouço sua voz querida, vendo-a com o terço em sua mão sofrida. Levanta-te do chão, agora não há mais jeito, porém, com essa santa visão qual me estraçalha o peito, ainda assim, me é o melhor remédio, livrando-me da sofreguidão. Mas às vezes não penso direito, são atrozes lembranças que acalentam as minhas dores como vapores extraído de uma só fusão, confesso me causam confusão. São torturantes estertores da humana natureza com a sua imperfeição, beleza e muitos outros amores. Sem hipocrisia, sou a natureza fria, portanto, com o dedo em riste, e, sem ficar triste, reconheço essa ilusão. Demorei a entender o seu recado, sem remorso e sem pecado, pois, compreendi ser ignorância de infância. A me torturar a cabeça, embora, agora obedeça, porém, é tarde, e a tarde ficou mais fria e espessa, meus cabelos embranqueceram pela geada de suas benignas palavras. Obrigado mamãe. Pegava-me pacientemente pela mão, enquanto, eu insistia não sei por que contrariá-la, na minha ignóbil obstinação. Hoje sou avô babão, então posso me perdoar, por um monte de razão. Até por levar aquele sabão. Muitos foram os dias felizes junto àquela santa, porém, a vida e a morte vêm nos cortar a sorte com seu alfanje ou podão, ainda quando criança, ou enquanto o tempo se avança. Era uma tarde fria e minha mãe se despedia em enorme languidez, partindo-se de vez. Mas o meu egoísmo não aceitava com certo cepticismo o ganho de minha mãe, era a minha insensatez. Já que a morte não existe diante da palidez, e tudo são vida e eternidade. Portanto, todas as despedidas, por mais doídas, devem ser acolhidas com sabedoria, alegria e bondade. Na verdade não choramos pelos nossos mortos e sim por nós mesmos, já que quem parte não nos pertence, e achamos seja nosso lacaio, mesmo sendo nossa querida mãe, o nosso melhor aio.

Gostemos ou não, o desvencilhamento se faz extremamente necessário, até de nós mesmos para nos encontrarmos com a paz. E aqui fala mais alto a sabedoria do autoperdão.

É muito importante atentarmos ao nosso peseudoamor, ele pode se chamar "egoísmo".

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