306 - O BARCO

Que nas tormentas eu me torne o barco
Que singra o mar de lágrimas e leve
Ao porto a carga que pesada deve
Pôr a perder o suprimento parco.

Quando com sangue e com suor encharco
Os meus porões e lá ninguém se atreve
A ver da vida a travessia breve,
O sol da fé descreve bem seu arco.

Meu ser naufraga numa vaga e logo
Os sonhos passageiros que eu afogo
Serão pra sempre em frustrações imersos.

Eu nestas fossas abissais afundo.
Ó, quem me dera houvesse neste mundo
Alguém que ao menos me salvasse os versos!

(Autor: Eden Santos Oliveira. Escrito em 08/11/2020)
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