

AurelioAquino
Deixo-me estar nos verbos que consinto, os que me inventam, os que sempre sinto.
1952-01-29 Parahyba
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De Pablo e do povo
de Pablo
nota-se urgente
a cor material
da consciência
de Pablo
nota-se o povo
urdido no pincel
cheio do novo
de Pablo
lê-se o corpo
flutuando no quadro
com esforço
do povo
lê-se Pablo
com uma mão na vida
e outra no quadro
do povo
urge Pablo
a preencher lacunas
dentro do quadro
do poema
surgem povo e Pablo
e um poema maior
solto no quadro
do poema
resta a palavra
na testa de Pablo
e do povo em armas
e da morte
restam pó e Pablo
e a assinatura do tempo
viva com o povo no quadro
nota-se urgente
a cor material
da consciência
de Pablo
nota-se o povo
urdido no pincel
cheio do novo
de Pablo
lê-se o corpo
flutuando no quadro
com esforço
do povo
lê-se Pablo
com uma mão na vida
e outra no quadro
do povo
urge Pablo
a preencher lacunas
dentro do quadro
do poema
surgem povo e Pablo
e um poema maior
solto no quadro
do poema
resta a palavra
na testa de Pablo
e do povo em armas
e da morte
restam pó e Pablo
e a assinatura do tempo
viva com o povo no quadro
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