LÁGRIMAS
No céu azul dos teus olhos, correm nuvens de tempestade
Nascidas
no coração em dor, sopradas pelo vento do momento
Lágrimas,
solidamente agrilhoadas aos ferros corroídos da saudade
Tardam
a apagar o fogo, que ateia a desilusão e incendeia o sentimento.
Lágrimas
que correm sem cadência, no leito do rio da demência
Num
percurso de escolhos, para além do nada, onde mora a eternidade
Desaguam
intempestivamente, no oceano insondável da existência
Onde
a vida tem danos, entre tantos enganos, na procura da felicidade.
Neste
oceano das dores, afoga essas lágrimas filhas da vida e da morte
Segura
o leme da tua nau, iça a vela da sabedoria e procura a tua sorte
Circunda
a orbe cintilante, onde o norte é distante e o vento não tem tino.
No
cimo da montanha do ocaso, condensa-se esse intangível desejo
Nos
raios entrelaçados, onde brilham as lágrimas de procura e ensejo
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