Paulo Jorge

Paulo Jorge

A poesia fatalista e decadentista é um exemplo sublime da exaltação da morte em todo o seu esplendor, e desde sempre eu retiro satisfação pessoal deste saborear tétrico da vida.

1970-07-17 Lisboa
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Só Mais Uma Vez



Só mais um olhar enternecido,
Só mais um.
Só mais um par de mãos entrelaçadas,
Só mais um.
Só mais um suspiro,
Só mais um.
Só mais uma última dança,
Só mais uma.
Só mais um arfar no meu ouvido,
Só mais um.
Só mais um beijo meigo,
Só mais um.
Só mais um entardecer juntos,
Só mais um.
Só mais uma música no ar,
Só mais uma.
Só mais um abraço apertado,
Só mais um.
Só mais um afago,
Só mais um.
Só mais um poema murmurado,
Só mais um.
Só mais uma noite de luar,
Só mais uma.

Lx, 15-4-2010
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