a viagem...

uma lágrima furtiva
brilha no fundo do ohar
navego na imaginação
à lonjura vejo um lugar
e eu aqui na solidão
no desdém da noite
que me tenta afogar
tive sonhos cor de rosa
que ainda vivificam em mim
mas ironia
não os tenho mais assim
hoje em dia.

foi-se o tempo
dos lábios pintados de fresco
do sorriso de frescura
de tanto afecto para dar
sentimentos no peito
a apertar...
hoje sinto a alma vazia
o tempo não tem paragem
e vai longa a viagem.

natalia nuno
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