

Frederico de Castro
Escuto o sentir das palavras e então esculpo-as nos meus silêncios, dando-lhes vida forma e cor. Desejo-as, acalento-as, acolho-as,embelezo-as sempre com muito, muito amor…
1961-06-20 Bolama
318065
6
35
Resquícios de uma sombra

Dispersos num dissonante silêncio
Um lúdico lamento subjuga a manhã
Que insólita esgravata esta saudade acólita
Quais resquícios de uma sombra solitária
A memória sapateia entre luminescências inóspitas
Até se fundir numa brisa garimpeira e indómita
O dia passarinhando neste convalescente murmúrio
Desagua anónimo pelos subúrbios da solidão que
Parasita pela ecuménica oração assaz tão erudita
Além a jusante fenece um poente desapontado e eloquente
Contenta um titânico e iridescente silêncio que fervilha
Entre a sensualidade de tantas sedosas caricias quase dementes
Frederico de Castro
202
0
Mais como isto
Ver também
Escritas.org