manoelserrao1234

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1960-04-19 São Luis - Maranhão
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AMENDOEIRAS [MANOEL SERRÃO]


Lá onde se apara chuvas de estrelas na mão.
Lá onde no ocaso nunca se põe o luzente Sol.
Lá onde senhor do império serei dono do destino.

Mas como o todo, falta para ser?
A cada dia vivo, noites insones...

A cada noite? Esvazio-me, para ser apenas uma espera...
E assim, como os poetas catam cada palavra no espaço?

Como os Poetas existem em cada palavra escrita enunciadas nas poesias ao mundo endereçadas...
Colho o lixo das minhas ervas amargas!
E os pedaços dos instantes no tempo; e, 
Adubo-me as sementes das amendoeiras para as sombras do meu eterno.


Ó ei-las! Ei-las! São tantas belas borboletas amarelas.
Ó Ei-las! Ei-las! São tantas
libélulas azuis para o céu! Ó para o céu...
Aqui estão as minhas horas... Para o céu... Ó para os céus...


 
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