

Juvenal Galeno
Juvenal Galeno foi um poeta, jornalista e professor brasileiro, figura importante na literatura cearense e nacional do final do século XIX e início do século XX. Sua obra poética, frequentemente ligada ao regionalismo, retrata a vida e os costumes do Nordeste, com um lirismo marcado pela simplicidade e pela emoção. Além de sua produção literária, Galeno dedicou-se ao jornalismo e ao ensino, contribuindo para a vida cultural e educacional do Ceará. É lembrado como um poeta popular e sensível, cujos versos capturam a alma do sertão e de seu povo.
1838-09-27 Fortaleza
1931-03-07 Fortaleza
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Alface
A alface das nossas hortas
É do ópio sucedâneo:
Acalma dores e tosses,
Seu efeito é instantâneo.
Serve o chá das suas folhas
Para curar os nervosos,
E para banhar os olhos
Inflamados, dolorosos.
Quem o tomar, ao deitar-se,
Logo o sono concilia:
Galeno ceava alfaces,
Pois de insônia padecia.
As urinas facilitam,
E servem de laxativo;
Finalmente, em muitos males
Não há melhor lenitivo.
In: GALENO, Juvenal. Medicina caseira. Apres. Oswaldo Riedel. Fortaleza: Ed. Henriqueta Galeno, 1969
É do ópio sucedâneo:
Acalma dores e tosses,
Seu efeito é instantâneo.
Serve o chá das suas folhas
Para curar os nervosos,
E para banhar os olhos
Inflamados, dolorosos.
Quem o tomar, ao deitar-se,
Logo o sono concilia:
Galeno ceava alfaces,
Pois de insônia padecia.
As urinas facilitam,
E servem de laxativo;
Finalmente, em muitos males
Não há melhor lenitivo.
In: GALENO, Juvenal. Medicina caseira. Apres. Oswaldo Riedel. Fortaleza: Ed. Henriqueta Galeno, 1969
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