Juvenal Galeno

Juvenal Galeno

Juvenal Galeno foi um poeta, jornalista e professor brasileiro, figura importante na literatura cearense e nacional do final do século XIX e início do século XX. Sua obra poética, frequentemente ligada ao regionalismo, retrata a vida e os costumes do Nordeste, com um lirismo marcado pela simplicidade e pela emoção. Além de sua produção literária, Galeno dedicou-se ao jornalismo e ao ensino, contribuindo para a vida cultural e educacional do Ceará. É lembrado como um poeta popular e sensível, cujos versos capturam a alma do sertão e de seu povo.

1838-09-27 Fortaleza
1931-03-07 Fortaleza
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O Caipora

— No meio da mata, menino, não corras,
Que o vil caipora
Agora,
Nesta hora
Passeia montado no seu caititu;
E arteiro e malino
Se encontra o menino...
Ai dele! que o leva no seu grande uru!

Menino, não corras
Na mata a brincar,
Que o vil caipora
Te pode levar.

Seus olhos pequenos são negros, e feros,
Quais d'onça, luzentes,
Ardentes...
E os dentes
São como os do mero, ferinos, cruéis;
E o duro cabelo,
Assim, como o pêlo
Dos bravos queixadas, que são-lhe fiéis.

Menino, não corras
Na mata a brincar,
Que o vil caipora
Te pode levar.

Qu'ousado e valente o tal caboclinho,
De penas coberto,
Esperto...
Decerto
Se vê-te quer fumo, pedir-t'o lá vem;
Se acaso lh'o negas,
Se não lh'o entregas,
Quem é que te salva? Lá vais ao moquém!

Menino, não corras
Na mata a brincar,
Que o vil caipora
Te pode levar.

Se acaso te encontra... lá vais para a grota
Debalde lutando,
Gritando,
Chorando,
Na embira amarrado do seu grande uru!
Não corras menino,
Que o índio malino
Na mata passeia no seu caititu!

E o louco menino
Não quis escutar;
Fugindo de casa
Não pôde voltar.


In: GALENO, Juvenal. Lendas e canções populares, 1859/1865. Introd. F. Alves de Andrade. 4.ed. Fortaleza: Casa de Juvenal Galeno, 197
4736
4

escrepor
que wen momo xdxdxdxdxdxdxd +10 licen prr
31/julho/2017
escrepor
que wen momo xdxdxdxdxdxdxd +10 licen prr
31/julho/2017
Pedro Gonçalves
Fantástica a obra de Juvenal Galeno, grande poeta do séc. XIX. Amei seus poemas, principalmente os críticos.
17/agosto/2014

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