

Zeto Cunha Gonçalves
Poeta e escritor angolano, Zeto Cunha Gonçalves é reconhecido pela sua lírica que explora a identidade, a ancestralidade e as complexidades da experiência africana. A sua obra, marcada por uma linguagem rica e evocativa, reflete sobre a condição humana, a busca por sentido e a ligação profunda com as raízes culturais. Com uma sensibilidade aguçada para as nuances da vida e do universo que o rodeia, os seus versos tecem um diálogo entre o pessoal e o coletivo, convidando o leitor a uma reflexão sobre o mundo contemporâneo e a sua herança.
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Escorraçados da morte
Escorraçados da morte
soletram
a nómada caligrafia dos pássaros.
Soletram - e soletram:
alfabeto de passos, um linguajar de setas
envenenadas petras.
Da Lua viemos, nascemos - obrigado,
Paizinho. Escorraçados da morte
a terra nos levará à água?
Sem mapas nem sentido
do regresso - nosso è o fogo
passo a passo em rições guardado.
E as matas - para ainda sobreviver.
Escorraçados da morte
soletram
a nómada caligrafia dos pássaros.
Soletram - e soletram:
alfabeto de passos, um linguajar
de setas
envenenadas pedras.
soletram
a nómada caligrafia dos pássaros.
Soletram - e soletram:
alfabeto de passos, um linguajar de setas
envenenadas petras.
Da Lua viemos, nascemos - obrigado,
Paizinho. Escorraçados da morte
a terra nos levará à água?
Sem mapas nem sentido
do regresso - nosso è o fogo
passo a passo em rições guardado.
E as matas - para ainda sobreviver.
Escorraçados da morte
soletram
a nómada caligrafia dos pássaros.
Soletram - e soletram:
alfabeto de passos, um linguajar
de setas
envenenadas pedras.
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