

Armando Artur
Armando Artur foi um poeta português, cujas obras exploram a melancolia, a fugacidade do tempo e a complexidade das relações humanas com uma sensibilidade lírica e um rigor formal notáveis. Sua poesia se distingue pela musicalidade, pela densidade imagética e por uma profunda introspeção, abordando temas universais como o amor, a perda e a busca por sentido. Artur, com sua linguagem cuidada e evocativa, construiu um universo poético singular, marcado por uma elegância discreta e uma capacidade ímpar de capturar as nuances da alma. Sua obra, embora possa não ter alcançado a projeção de outros nomes da literatura portuguesa, é reconhecida pela sua qualidade e pela profundidade com que o poeta se debruçou sobre os mistérios da existência, deixando um legado de versos que convidam à reflexão.
Pelo dever
de resistir e caminhar
pelos destroços da nossa utopia,
eis-nos aqui de novo, acocorados,
aqui onde o tempo pára
e as coisas mudam.
E PARA QUE O NOSSO SONHO RENASÇA
com a levitação do vento e do grão,
eis-nos aqui de novo,
passivos como os espelhos,
no tear da nossa existência.
ESTE SEMPRE SERÁ
O nosso amanhecer.
E a nossa perseverança
é como a da erva daninha
que lentamente desponta na pedra nua
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