

João Baveca
João Baveca é um poeta cuja obra se insere no panorama da poesia contemporânea em língua portuguesa. A sua escrita explora frequentemente a introspeção, as complexidades da condição humana e a relação do indivíduo com o mundo que o rodeia. A sua poesia caracteriza-se por uma linguagem cuidada e pela exploração de imagens poéticas que convidam à reflexão.
Guimarães
19820
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Amigo, entendo que non ouvestes
Amigo, entendo que non ouvestes
poder dalhur viver e veestes
a mia mesura, e non vos val ren,
ca tamanho pesar me fezestes,
que jurei de vos nunca fazer ben.
Quisera-me eu non aver jurado,
tanto vos vejo viir coitado
a mia mesura. Mais que prol vos ten?
Ca, u vos fostes sen meu mandado,
jurei que nunca vos fezesse ben.
Por sempre sodes de mi partido
e non vos á prol de seer viido
a mia mesura, e gran mal mé en,
ca jurei, tanto que fostes ido,
que nunca jamais vos fezesse ben.
poder dalhur viver e veestes
a mia mesura, e non vos val ren,
ca tamanho pesar me fezestes,
que jurei de vos nunca fazer ben.
Quisera-me eu non aver jurado,
tanto vos vejo viir coitado
a mia mesura. Mais que prol vos ten?
Ca, u vos fostes sen meu mandado,
jurei que nunca vos fezesse ben.
Por sempre sodes de mi partido
e non vos á prol de seer viido
a mia mesura, e gran mal mé en,
ca jurei, tanto que fostes ido,
que nunca jamais vos fezesse ben.
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