
José Augusto de Carvalho
José Augusto de Carvalho foi um poeta cuja obra se insere no contexto literário português do século XIX. Caracterizado por uma poesia de feição romântica e, por vezes, com tons de saudosismo e melancolia, explorou temas universais como o amor, a natureza e a fugacidade do tempo. A sua escrita é marcada por uma linguagem cuidada e uma sensibilidade lírica que o aproximam de outros vultos da poesia da sua época.
1917-05-26 Mirandiba
1997-08-08 Caruarumorte_data = {{nowrap|{{morte|8|8|1997|26|5|1917
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O Maltês
Já fui maltês e ladrão
de quanto me foi roubado!
Meu covil foi o montado,
meu camarada, o suão.
Fui livro à minha maneira,
como um homem deve ser!
A lei dei a conhecer
da mira da caçadeira...
Por roubar o que era meu,
nas malhas bem apertadas
das baionetas caladas
caí num dia danado!
Mas contas ninguém me deu
de quanto me foi roubado...
de quanto me foi roubado!
Meu covil foi o montado,
meu camarada, o suão.
Fui livro à minha maneira,
como um homem deve ser!
A lei dei a conhecer
da mira da caçadeira...
Por roubar o que era meu,
nas malhas bem apertadas
das baionetas caladas
caí num dia danado!
Mas contas ninguém me deu
de quanto me foi roubado...
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