
Douglas Mondo
Douglas Mondo é um nome literário associado a uma produção poética que explora as profundezas da condição humana, muitas vezes através de uma linguagem imagética e densa. A sua obra tende a focar-se em temas universais como o amor, a solidão e a busca por significado num mundo em constante transformação. A força da sua poesia reside na capacidade de evocar emoções intensas e reflexões profundas, tornando cada leitura uma experiência pessoal e introspectiva. Embora menos conhecido do grande público, o seu contributo para a poesia contemporânea é notável pela originalidade e pela intensidade expressiva.
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Puta-Maria
Infeliz vai sentida:
mal sabe o papel
que tem na vida.
Dar prazer e guarida;
do amor ser sossego
a quem nunca teve partida.
Do suor fazer tempero,
e da flor nunca ter afago;
doutro corpo o acre-cheiro.
O gozo presente negado,
e na pele o rasgo nu;
por amor algum trocado.
Infeliz vai adormecida;
pela paga não tem fome,
é gruta santa da forte cuspida.
É Maria,
é Puta-Maria,
é santa
da putaria.
mal sabe o papel
que tem na vida.
Dar prazer e guarida;
do amor ser sossego
a quem nunca teve partida.
Do suor fazer tempero,
e da flor nunca ter afago;
doutro corpo o acre-cheiro.
O gozo presente negado,
e na pele o rasgo nu;
por amor algum trocado.
Infeliz vai adormecida;
pela paga não tem fome,
é gruta santa da forte cuspida.
É Maria,
é Puta-Maria,
é santa
da putaria.
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