
André de Figueiredo Mascarenhas
André de Figueiredo Mascarenhas foi um poeta português cujas contribuições literárias se inserem num contexto de transição e renovação poética. A sua obra é marcada por uma profunda reflexão sobre a condição humana, explorando temas universais com uma linguagem cuidadosamente elaborada. A sua poesia distingue-se pela musicalidade e pela capacidade de evocar imagens vívidas, consolidando o seu lugar no panorama literário da sua época.
1883-11-13 São Gabriel
1968-09-17 Rio de Janeiro
2116
0
0
Soneto
Quando o Sol na mais alta pira ardia
Nas distâncias igual do ocaso à Aurora,
Diógenes, que o raio não ignora,
Com uma Luz pelas ruas discorria.
Que pretende essa estranha fantasia,
Ou que queres Diógenes agora,
Que essa Luz te descubra, que em tal hora
Não to mostre melhor a Luz do dia?
Mas se buscas um homem porventura,
Em quem nada condenes, nada acuses,
Bem que o vejas à Luz, que tudo apura.
Esse deixa farol, da Luz não uses,
Que como o homem capaz tem sorte escura,
Não se costuma achar nunca com Luzes.
Nas distâncias igual do ocaso à Aurora,
Diógenes, que o raio não ignora,
Com uma Luz pelas ruas discorria.
Que pretende essa estranha fantasia,
Ou que queres Diógenes agora,
Que essa Luz te descubra, que em tal hora
Não to mostre melhor a Luz do dia?
Mas se buscas um homem porventura,
Em quem nada condenes, nada acuses,
Bem que o vejas à Luz, que tudo apura.
Esse deixa farol, da Luz não uses,
Que como o homem capaz tem sorte escura,
Não se costuma achar nunca com Luzes.
847
0
Mais como isto
Ver também
Escritas.org