

Artur Eduardo Benevides
Artur Eduardo Benevides foi um poeta e professor universitário português, conhecido pela sua obra lírica e pela sua forte ligação à paisagem e à cultura transmontana. A sua poesia, frequentemente marcada por uma profunda reflexão sobre o tempo, a memória e a condição humana, dialoga com a tradição literária portuguesa, mas inova na abordagem de temas e na exploração da linguagem. Como académico, dedicou-se ao estudo da literatura, sendo reconhecido pela sua erudição e pela sua capacidade de análise crítica. A sua obra poética, embora não extensa, é considerada de grande valor pela sua intensidade, pela sua musicalidade e pela sua originalidade, deixando um legado importante na poesia contemporânea de língua portuguesa.
1923-07-25 Pacatuba
2014-09-21 Fortaleza
20483
0
0
Numa Sexta-Feira de Junho
Saudades. Todas tuas. Quão sozinho!
Quão cheio de esperanças me perdi!
Ao ver-te em plenitude te sofri,
Sentindo-te mais forte do que o vinho.
Saudades. E não vens. Mas adivinho
Como estejas agora por aí.
E juro que ao olhar-te me senti
Como quem nuvens colhe num caminho.
És o sol que me guia ou que me aquece.
És a valsa distante, da quermesse.
És o trigo do sonho a florescer.
Penso em teu rosto fino e delicado
E mesmo ao ver-me assim, tão desolado,
Já quase morto estando, vou viver!
Quão cheio de esperanças me perdi!
Ao ver-te em plenitude te sofri,
Sentindo-te mais forte do que o vinho.
Saudades. E não vens. Mas adivinho
Como estejas agora por aí.
E juro que ao olhar-te me senti
Como quem nuvens colhe num caminho.
És o sol que me guia ou que me aquece.
És a valsa distante, da quermesse.
És o trigo do sonho a florescer.
Penso em teu rosto fino e delicado
E mesmo ao ver-me assim, tão desolado,
Já quase morto estando, vou viver!
1228
0
Mais como isto
Ver também
Escritas.org