
Marcelo Batalha
Marcelo Batalha é um nome frequentemente associado à poesia contemporânea, com uma obra que se destaca pela exploração de temas existenciais e sociais. A sua escrita é marcada por uma linguagem cuidada e uma sensibilidade particular para as nuances da condição humana. Os seus poemas convidam à reflexão sobre a vida urbana, as relações interpessoais e a busca por sentido num mundo em constante mudança, consolidando-o como uma voz relevante no panorama poético atual.
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Rainha
Suas pernas
que assombram, santas cruzadas
que desvendam curvas tão amadas
Me convocam
Me amordaçam
Me derretem por inteiro, em vão
Seus lábios
que entoam o sons de maior beleza
que tremem, à toa, por incerteza
Me desejam
Me cortejam
Me ferem, longe dos meus
Seus olhos
que brilham, pelos meus, na multidão
que vigiam, com rigor, meu pobre coração
Me provocam
Me paralisam
Me remetem às grandes loucuras
Como podem pertencer a outrém ?
Quem pode desejá-la com tal ardor ?
Rainha, estrela do meu tormento
Sem você não sou ninguém
Ouve agora esse meu lamento
Mal conheço a face do amor...
que assombram, santas cruzadas
que desvendam curvas tão amadas
Me convocam
Me amordaçam
Me derretem por inteiro, em vão
Seus lábios
que entoam o sons de maior beleza
que tremem, à toa, por incerteza
Me desejam
Me cortejam
Me ferem, longe dos meus
Seus olhos
que brilham, pelos meus, na multidão
que vigiam, com rigor, meu pobre coração
Me provocam
Me paralisam
Me remetem às grandes loucuras
Como podem pertencer a outrém ?
Quem pode desejá-la com tal ardor ?
Rainha, estrela do meu tormento
Sem você não sou ninguém
Ouve agora esse meu lamento
Mal conheço a face do amor...
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