

Fernanda de Castro
Fernanda de Castro foi uma figura multifacetada nas artes portuguesas, destacando-se como poetisa, encenadora, coreógrafa e pedagoga. A sua obra poética, marcada pela experimentação e pela exploração de novas linguagens, reflete uma profunda sensibilidade e um espírito inovador. Paralelamente à sua produção literária, desenvolveu um trabalho significativo no campo das artes performativas, explorando a relação entre palavra, corpo e movimento. A sua paixão pela educação artística manifestou-se através do ensino, onde procurou inspirar e formar novas gerações de criadores. Faleceu em Lisboa, deixando um legado diversificado nas áreas da poesia e das artes cénicas.
1900-12-08 Lisboa
1994-12-19 Lisboa
17747
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Fim de Outono
Fim de outono... Folhas mortas...
Sol doente... Nostalgia...
Tudo seco pelas hortas,
Grandes lágrimas no chão
Nem uma flor pelos montes,
Tudo numa quietação
Soluça numa oração
O triste cantar das fontes.
Fim de outono... Folhas mortas...
Sol doente... Nostalgia...
A terra fechou as portas
Aos beijos do sol ardente,
E agora está na agonia...
Valha à terra agonizante
A Santa Virgem Maria!
Fim de Outono... Folhas mortas...
Sol doente... Nostalgia...
Sol doente... Nostalgia...
Tudo seco pelas hortas,
Grandes lágrimas no chão
Nem uma flor pelos montes,
Tudo numa quietação
Soluça numa oração
O triste cantar das fontes.
Fim de outono... Folhas mortas...
Sol doente... Nostalgia...
A terra fechou as portas
Aos beijos do sol ardente,
E agora está na agonia...
Valha à terra agonizante
A Santa Virgem Maria!
Fim de Outono... Folhas mortas...
Sol doente... Nostalgia...
1771
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