

Fernanda de Castro
Fernanda de Castro foi uma figura multifacetada nas artes portuguesas, destacando-se como poetisa, encenadora, coreógrafa e pedagoga. A sua obra poética, marcada pela experimentação e pela exploração de novas linguagens, reflete uma profunda sensibilidade e um espírito inovador. Paralelamente à sua produção literária, desenvolveu um trabalho significativo no campo das artes performativas, explorando a relação entre palavra, corpo e movimento. A sua paixão pela educação artística manifestou-se através do ensino, onde procurou inspirar e formar novas gerações de criadores. Faleceu em Lisboa, deixando um legado diversificado nas áreas da poesia e das artes cénicas.
1900-12-08 Lisboa
1994-12-19 Lisboa
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Asa no Espaço
Asa no espaço, vai, pensamento!
Na noite azul, minha alma, flutua!
Quero voar nos braços do vento,
quero vogar nos braços da Lua!
Vai, minha alma, branco veleiro,
vai sem destino, a bússola tonta...
Por oceanos de nevoeiro
corre o impossível, de ponta a ponta.
Quebra a gaiola, pássaro louco!
Não mais fronteiras, foge de mim,
que a terra é curta, que o mar é pouco,
que tudo é perto, princípio e fim.
Castelos fluidos, jardins de espuma,
ilhas de gelo, névoas, cristais,
palácios de ondas, terras de bruma,
... Asa, mais alto, mais alto, mais!
Na noite azul, minha alma, flutua!
Quero voar nos braços do vento,
quero vogar nos braços da Lua!
Vai, minha alma, branco veleiro,
vai sem destino, a bússola tonta...
Por oceanos de nevoeiro
corre o impossível, de ponta a ponta.
Quebra a gaiola, pássaro louco!
Não mais fronteiras, foge de mim,
que a terra é curta, que o mar é pouco,
que tudo é perto, princípio e fim.
Castelos fluidos, jardins de espuma,
ilhas de gelo, névoas, cristais,
palácios de ondas, terras de bruma,
... Asa, mais alto, mais alto, mais!
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