
Luiz Lopes Sobrinho
Luiz Lopes Sobrinho é um poeta cuja obra se caracteriza pela sua sensibilidade lírica e pela exploração de temas profundos da existência humana. Através de uma linguagem poética elaborada, que combina musicalidade e rigor formal, Lopes Sobrinho constrói versos que convidam à reflexão sobre o amor, a passagem do tempo e a beleza do mundo. A sua poesia, embora possa não ter alcançado o reconhecimento massivo de outras figuras literárias, ocupa um lugar de mérito no panorama poético pela sua autenticidade e pela sua capacidade de tocar a alma do leitor com a força das suas palavras e a profundidade dos seus sentimentos.
1969-04-03 Rio de Janeiro
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Cadê o Dinheiro?!
Seu doutor Secretário das Finanças,
Onde foi que o dinheiro se escondeu?
Será que o Estado já se fez judeu,
Também vive de usuras e de lambanças?
Mortas se vão as nossas esperanças.
— Nossas não! pois vossência não sofreu
A fome e o desespero, como eu,
Sem, nunca, ter um dia de bonanças!
Vamos ver, seu doutor, onde se esconde
O dinheiro do Estado. Explique, onde,
Que há tanto tempo não nos mostra a cara?
Por que, pra caraveles e banquetes,
As notas voam, tais como foguetes,
E o barnabé do Estado não se ampara?!
Onde foi que o dinheiro se escondeu?
Será que o Estado já se fez judeu,
Também vive de usuras e de lambanças?
Mortas se vão as nossas esperanças.
— Nossas não! pois vossência não sofreu
A fome e o desespero, como eu,
Sem, nunca, ter um dia de bonanças!
Vamos ver, seu doutor, onde se esconde
O dinheiro do Estado. Explique, onde,
Que há tanto tempo não nos mostra a cara?
Por que, pra caraveles e banquetes,
As notas voam, tais como foguetes,
E o barnabé do Estado não se ampara?!
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