

Raquel Naveira
Raquel Naveira é uma poeta, cronista e artista plástica brasileira, conhecida por sua obra lírica e por sua forte presença na cena cultural. Sua poesia é marcada pela sensibilidade, pela exploração de temas como o amor, a feminilidade e a busca por identidade, com uma linguagem ao mesmo tempo acessível e profunda. Além de sua produção literária, Naveira também se destaca por sua atuação como artista, integrando diversas linguagens em seu trabalho e promovendo a reflexão sobre a condição humana e a arte em si.
1954-03-11 Campo Grande
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Elegância Suprema
Caminho por um tapete violeta
Estendido sobre nuvens.
Como é suntuosa tua morada!
Gotículas de chuva
Cristalizam-se em diamantes
E raios de sol
Pendem das colunas
Como correntes de ouro!
Meu rei, meu Senhor!
Quanto fausto!
Quanto brilho
Na tua túnica,
Na tua coroa,
No escabelo
A teus pés!
Por que ocultaste até o último instante que eras rei?
Por que não trouxeste teu séquito de anjos?
Tuas hordas,
Teus leões,
Tuas trombetas?
Por que te abandonaste a ti mesmo?
Indefeso,
Preso ao madeiro
Como fruto apodrecido?
Meu rei, meu Senhor!
Que suprema elegância!
O manto,
O cetro,
O olhar que me lanças
E que gera e mim a ânsia de combate,
A fé segura,
O equilíbrio.
Como eu poderia adivinhar
Que um homem era Deus?
Estendido sobre nuvens.
Como é suntuosa tua morada!
Gotículas de chuva
Cristalizam-se em diamantes
E raios de sol
Pendem das colunas
Como correntes de ouro!
Meu rei, meu Senhor!
Quanto fausto!
Quanto brilho
Na tua túnica,
Na tua coroa,
No escabelo
A teus pés!
Por que ocultaste até o último instante que eras rei?
Por que não trouxeste teu séquito de anjos?
Tuas hordas,
Teus leões,
Tuas trombetas?
Por que te abandonaste a ti mesmo?
Indefeso,
Preso ao madeiro
Como fruto apodrecido?
Meu rei, meu Senhor!
Que suprema elegância!
O manto,
O cetro,
O olhar que me lanças
E que gera e mim a ânsia de combate,
A fé segura,
O equilíbrio.
Como eu poderia adivinhar
Que um homem era Deus?
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