
Américo Facó
Américo Facó foi um poeta brasileiro cuja obra se caracterizou pela exploração de temas como a terra, a natureza, o homem do campo e as questões sociais, especialmente aquelas ligadas ao Nordeste do Brasil. Sua poesia é marcada por uma forte identidade regional, um lirismo genuíno e uma linguagem que evoca a oralidade e a sabedoria popular. Com uma sensibilidade apurada para retratar o cotidiano e as aspirações do povo nordestino, Facó construiu uma obra que dialoga com as raízes culturais do Brasil, abordando a vida, a luta e a esperança de seus personagens. Sua poesia é um testemunho da força e da beleza do sertão.
1885-10-21 Beberibe
1953-01-03 Rio de Janeiro
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Ed
Cinja-lhe a fronte e cinja-lhe os cabelos
A coroa de pâmpanos virente,
E abra-lhe, a meio, a boca em riso ardente,
Porém um riso que provoque zelos...
E vistam-na depois, com mil desvelos,
Do grego manto leve e transparente,
Deixando livre o colo e a pele quente
Dos braços nus — que assim é melhor vê-los.
E, — assim vestida, à moda primitiva
Da Frinéia pagã, — a luz serena
Do seu olhar se torne mais cativa,
Mais lânguida e mais doce! — e Ed, a morena,
Há de surgir mais casta à luz mais viva,
Plena de mais pureza e graça plena...
A coroa de pâmpanos virente,
E abra-lhe, a meio, a boca em riso ardente,
Porém um riso que provoque zelos...
E vistam-na depois, com mil desvelos,
Do grego manto leve e transparente,
Deixando livre o colo e a pele quente
Dos braços nus — que assim é melhor vê-los.
E, — assim vestida, à moda primitiva
Da Frinéia pagã, — a luz serena
Do seu olhar se torne mais cativa,
Mais lânguida e mais doce! — e Ed, a morena,
Há de surgir mais casta à luz mais viva,
Plena de mais pureza e graça plena...
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