
Heitor Lima
Heitor Lima é um poeta cuja obra se distingue pela sua veia lírica e pela exploração de temas ligados à natureza, ao amor e à melancolia. A sua escrita caracteriza-se por uma linguagem cuidada, por um ritmo envolvente e por uma capacidade ímpar de capturar as subtilezas da alma humana. Através de poemas que evocam paisagens e sentimentos profundos, Lima constrói um universo poético singular.
1887-03-05 Rio de Janeiro
1959-11-17 Rio de Janeiro
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Cinzas
A última brasa ardeu na cinza adusta:
Tudo passou, tudo se fez em poeira...
E na minha alma, que o abandono assusta,
Morre a luz da esperança derradeira.
O amor mais casto, a aspiração mais justa
Têm a desilusão para fronteira...
Um momento de sonho às vezes custa
O sacrifício da existência inteira!
Chama efêmera, o amor! Baldado surto,
A glória! Ah! coração mesquinho e raso...
Ah! pensamento presumido e curto...
E o amor, que arrasta, e a glória, que fascina,
— Tudo se perderá no mesmo ocaso
E se confundirá na mesma ruína.
Tudo passou, tudo se fez em poeira...
E na minha alma, que o abandono assusta,
Morre a luz da esperança derradeira.
O amor mais casto, a aspiração mais justa
Têm a desilusão para fronteira...
Um momento de sonho às vezes custa
O sacrifício da existência inteira!
Chama efêmera, o amor! Baldado surto,
A glória! Ah! coração mesquinho e raso...
Ah! pensamento presumido e curto...
E o amor, que arrasta, e a glória, que fascina,
— Tudo se perderá no mesmo ocaso
E se confundirá na mesma ruína.
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