
José Carlos Souza Santos
José Carlos Souza Santos é um nome que ressoa no panorama literário contemporâneo, destacando-se pela profundidade lírica e pela capacidade de tecer versos que exploram as complexidades da alma humana. Sua obra poética é marcada por uma linguagem rica e evocativa, que convida à reflexão sobre temas universais como o amor, a saudade e a efemeridade da existência. A sutileza com que aborda as nuances sentimentais e a conexão com o mundo ao redor conferem às suas composições um caráter intimista e, ao mesmo tempo, universal. Através de uma escrita sensível e imagética, José Carlos Souza Santos constrói pontes entre o leitor e as emoções mais profundas, explorando a beleza contida nas experiências cotidianas e nas introspecções do eu lírico. Sua poesia é um convite à contemplação, um refúgio onde a palavra se torna espelho da alma e a arte se revela como um meio essencial de compreender a vida.
Moço Bonito
em mulher, para cantar o que vai
no peito da amada.
Chega mais perto
moço bonito,
chega mais...
chega junto dos meus olhos
quero ver a tua luz
Chega mais perto
moço bonito,
chega mais...
me deixe ver a poeira do caminho
trazida nas mãos e nos bolsos
e nos gestos cansados que percebo
por baixo
do verde nesses olhos tristes
Chega mais perto
moço bonito,
quero ver os signos tatuados
no teu rosto,
quero ver os caminhos desandados
enquanto não me alcançaste em tua busca
Me deixa tocar teu corpo
quero senti-lo, vibrar no toque
da minha mão renascida em você...moço bonito,
Me deixa roçar tua boca
do gosto de pêssego esquecida, pois
não me tinha revelado ainda em fruto, em mel
antes de me alcançar madura, para o teu gosto...
moço bonito.
Em troca disso tudo
te deixo renascer na seiva da minha lava,
te deixo amanhar o amanhã que descobristes
depois de caminhos tantos,
me faço em ouro negro nos olhos
p´ra combinar com a esperança
que vejo brilhar nos teus
moço bonito,
Me toma e me leva,
me vista de sonhos...moço bonito,
faça dos nossos passos
a asa de um passarinho,
me dê o canto da tua voz na minha floresta
nunca ouvido,
me diga palavras doces em sussurros de cachoeiras
murmuradas.
Chega mais perto
moço bonito,
chega mais...
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