

Reinaldo Ferreira
Reinaldo Ferreira foi um poeta brasileiro, considerado um dos precursores do Modernismo no Brasil. Sua obra é marcada pela experimentação formal e temática, explorando a vida urbana e a subjetividade de forma inovadora para a época. Foi também jornalista e crítico literário, contribuindo significativamente para o debate cultural de seu tempo.
1922-03-20 Barcelona
1959-06-30 Maputo
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Meu quase sexto sentido
Por detrás da névoa incerta,
Da bruma desconcertante,
Há uma verdade encoberta,
Que é, por trás da névoa incerta,
Intemporal e constante.
Oh névoa! Oh tempo sem horas!
Oh baça visão instável!
Que mal meus olhos afloras,
Em vão transmutas, descoras...
Meu olhar é infatigável.
Quero saber-me quem sou
Para além do que pareço
Enquanto não sei e sou!
Nuvem que a mim me ocultou,
Ai! Meramente aconteço.
Com menos finalidade
De que uma folha caída
Na boca da tempestade,
Porque ele é, na verdade,
Morte a caminho da Vida;
E eu não sei donde venho
Nem sei, sequer, pra aonde vou.
Rompa-se a névoa encoberta!
Quero saber-me quem sou!
Da bruma desconcertante,
Há uma verdade encoberta,
Que é, por trás da névoa incerta,
Intemporal e constante.
Oh névoa! Oh tempo sem horas!
Oh baça visão instável!
Que mal meus olhos afloras,
Em vão transmutas, descoras...
Meu olhar é infatigável.
Quero saber-me quem sou
Para além do que pareço
Enquanto não sei e sou!
Nuvem que a mim me ocultou,
Ai! Meramente aconteço.
Com menos finalidade
De que uma folha caída
Na boca da tempestade,
Porque ele é, na verdade,
Morte a caminho da Vida;
E eu não sei donde venho
Nem sei, sequer, pra aonde vou.
Rompa-se a névoa encoberta!
Quero saber-me quem sou!
1965
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