
Odete Silva
Odete Silva foi uma figura discreta mas influente na poesia portuguesa, cuja obra se destaca pela introspeção e pela exploração profunda da condição humana. A sua escrita, marcada por uma sensibilidade apurada, aborda temas universais como o tempo, a memória e a efemeridade da vida, com uma linguagem que combina clareza e uma subtil complexidade. A sua contribuição literária, embora menos divulgada em vida, tem vindo a ser redescoberta e valorizada pela sua originalidade e pela força das suas imagens poéticas, consolidando-a como uma voz singular na poesia contemporânea.
1971-09-18 Porto
2016-03-10
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Vazio
Rasguei
livros envelhecidos pelos meus olhos
que nada me dizem de ti
Pintei quadros na parede do meu quarto
mas, não eras tu quem vi......
Percorri o rasto dos teus passos,
só minha sombra me seguiu
Nos lábios alimentei beijos com néctar de bem-querer
mas, a espera foi tão amarga......
quis amar-te sobre pétalas morenas,
no chão perfumado do teu corpo,
quando só ausência bateu á minha porta.
A noite veio vazia de ti,
vestida de fantasmas absortos
com as mãos petrificadas
pela solidão do dia.
livros envelhecidos pelos meus olhos
que nada me dizem de ti
Pintei quadros na parede do meu quarto
mas, não eras tu quem vi......
Percorri o rasto dos teus passos,
só minha sombra me seguiu
Nos lábios alimentei beijos com néctar de bem-querer
mas, a espera foi tão amarga......
quis amar-te sobre pétalas morenas,
no chão perfumado do teu corpo,
quando só ausência bateu á minha porta.
A noite veio vazia de ti,
vestida de fantasmas absortos
com as mãos petrificadas
pela solidão do dia.
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