

Fernando Tavares Rodrigues
Fernando Tavares Rodrigues foi um notável poeta e professor português, cuja obra se destaca pela profundidade reflexiva e pela exploração de temas universais como o tempo, a memória e a condição humana. Sua poesia, frequentemente marcada por um lirismo contido e uma linguagem precisa, convida à contemplação e à introspeção. Com uma carreira dedicada tanto à escrita literária quanto ao ensino, Tavares Rodrigues deixou um legado de poemas que continuam a ressoar pela sua capacidade de tocar em questões existenciais de forma sensível e inteligente.
1954-01-01 Santa Catarina, Lisboa, Portugalmorte_data = {{nowrap|{{morte|lang=pt|9|8|2013|6|12|1923
19081
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Corpo
Que não
seja estátua!
Seja às vezes carne
Entre rosa e sangue
Entre forma e fundo.
Saiba ser o fruto
Sem ser só o gomo
Seja vinho novo
Seja apenas sumo.
Seja nevoeiro.
Venha nu, mas venha
Envolto na bruma....
Possa ser mistério...
Seja cais à espera
Seja barco à vela;
Possa ser mar alto
Possa ainda ser espuma.
(Traga o encanto de ser
impossívekl e longinquo
como um postal colorido
de uma cidade qualquer)
Que para além da imagem
Haja madrugada.
Seja uma viagem
Entre tudo e nada.
Como o álcool puro
Quando se evapora
E risca o futuro
Do lado de fora...
seja estátua!
Seja às vezes carne
Entre rosa e sangue
Entre forma e fundo.
Saiba ser o fruto
Sem ser só o gomo
Seja vinho novo
Seja apenas sumo.
Seja nevoeiro.
Venha nu, mas venha
Envolto na bruma....
Possa ser mistério...
Seja cais à espera
Seja barco à vela;
Possa ser mar alto
Possa ainda ser espuma.
(Traga o encanto de ser
impossívekl e longinquo
como um postal colorido
de uma cidade qualquer)
Que para além da imagem
Haja madrugada.
Seja uma viagem
Entre tudo e nada.
Como o álcool puro
Quando se evapora
E risca o futuro
Do lado de fora...
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