
José Augusto de Carvalho
José Augusto de Carvalho foi um poeta cuja obra se insere no contexto literário português do século XIX. Caracterizado por uma poesia de feição romântica e, por vezes, com tons de saudosismo e melancolia, explorou temas universais como o amor, a natureza e a fugacidade do tempo. A sua escrita é marcada por uma linguagem cuidada e uma sensibilidade lírica que o aproximam de outros vultos da poesia da sua época.
1917-05-26 Mirandiba
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A recusa!
Recuso ser, na noite, a sombra que desenha
a angústia indefinida e fria deste cais.
O que tiver de vir, se mais houver, que venha,
Mostrengo, Adamastor e Fim do Nunca Mais!
O leme se quebrou. Ao vento, as rotas velas
ensaiam os sinais das barcas à deriva.
Que velhas perdições?! Na consciência delas,
assombram predições doendo em carne viva.
Que venham os pinhais gritar o desafio
do tempo por haver que acena o amanhecer
além deste torpor indefinido e frio!
Que venha a tentação sortílega tecer,
com arte com engenho, o já lendário fio
da espera que germina um novo acontecer!...
20 de Abril de 2010
Viana do Alentejo
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